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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Três desaparecidos e 21 resgatados após ataque a navio ao largo de Omã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:58:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Três tripulantes indianos estão desaparecidos e 21 foram resgatados após um ataque contra um navio mercante ao largo da costa de Omã, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Três tripulantes indianos estão desaparecidos e 21 foram resgatados após um ataque contra um navio mercante ao largo da costa de Omã, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia.</P><br />
<P>&#8220;Condenamos o ataque contra o navio mercante Settebello ao largo da costa de Omã, ocorrido hoje&#8221;, declarou o ministério, em comunicado.</P><br />
<P>&#8220;A nossa embaixada em Omã está a acompanhar de perto a situação e a coordenar de forma proativa com as autoridades de Omã a operação de busca e salvamento em curso&#8221;, acrescentou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774410]]></sapo:autor>
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		<title>Igreja Católica de Moçambique condena homicídio de bispo e pede esclarecimento rápido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:58:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Igreja Católica em Moçambique condenou hoje o assassínio do bispo de Quelimane, Osório Citora Afonso, que classificou como um "crime gravíssimo", e exigiu o rápido esclarecimento das circunstâncias da morte pelas autoridades competentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Igreja Católica em Moçambique condenou hoje o assassínio do bispo de Quelimane, Osório Citora Afonso, que classificou como um &#8220;crime gravíssimo&#8221;, e exigiu o rápido esclarecimento das circunstâncias da morte pelas autoridades competentes.</P><br />
<P>&#8220;Este ato hediondo não é apenas uma agressão contra uma pessoa, mas uma ferida profunda e atroz infligida no coração da Igreja e na consciência moral do país&#8221;, refere uma nota pastoral divulgada hoje pela Conferência Episcopal de Moçambique (CEM).</P><br />
<P>A igreja manifesta consternação pela morte do prelado, referindo que o caso representa um ataque aos valores da dignidade humana, da paz e da missão pastoral da Igreja Católica em Moçambique.</P><br />
<P>&#8220;Tirar a vida humana é sempre um crime gravíssimo. Atentar contra um Bispo, enviado pela Santa Sé para servir o povo de Deus, torna esta realidade ainda mais ultrajante&#8221;, acrescenta a CEM, apelando à responsabilização dos autores e ao aprofundamento das investigações em curso.</P><br />
<P>&#8220;Apelamos com urgência e firmeza às autoridades competentes para que assumam, com responsabilidade e coragem, a tarefa de esclarecer com rigor e celeridade as circunstâncias deste crime hediondo, identificando e responsabilizando os seus autores morais e materiais, quem quer que seja&#8221;, lê-se na nota da CEM.</P><br />
<P>A Igreja considera ainda que o homicídio de Osório Citora Afonso ultrapassa a dimensão religiosa, afetando toda a sociedade moçambicana, recordando o trabalho desenvolvido pelo bispo na promoção da reconciliação, da convivência pacífica e do apoio às comunidades mais vulneráveis.</P><br />
<P>&#8220;É o nosso dever gritar claramente contra este crime de assassinato, contra esta crueldade, contra esta violência brutal&#8221;, sublinha a nota pastoral, que exorta igualmente os fiéis a manterem a serenidade, a oração e a confiança na justiça.</P><br />
<P>O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, deslocou-se hoje à Nunciatura Apostólica, em Maputo, para apresentar condolências à Igreja Católica e ao Vaticano, considerando a morte do bispo como uma perda para o país, além de reiterar o compromisso das autoridades com o esclarecimento do sucedido.</P><br />
<P>&#8220;Continuamos a trabalhar, as investigações estão em curso para apurar a responsabilidade&#8221;, declarou o chefe de Estado, citado em nota da Presidência moçambicana, acrescentando que se trata de uma situação sem precedentes nos 50 anos de independência de Moçambique.</P><br />
<P>O bispo da diocese de Quelimane e administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Osório Citora Afonso, foi assassinado a tiro na madrugada de sábado, confirmou a Conferência Episcopal de Moçambique.</P><br />
<P>Em declarações aos jornalistas no mesmo dia do crime, o porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) na Zambézia, Maximino Amílcar, disse que o bispo foi morto na sua residência com uma arma do tipo AK-M por homens que teriam escalado um muro, tendo vandalizado a segurança elétrica e disparado contra o bispo na &#8220;parte do peito, no coração&#8221;.</P><br />
<P>Na segunda-feira, a Ordem dos Advogados de Moçambique pediu uma investigação &#8220;célere, rigorosa e transparente&#8221; sobre o assassínio do bispo de Quelimane, indicando que o crime recorda que ninguém está imune às investidas da intolerância.</P><br />
<P>Os antigos Presidentes moçambicanos Armando Guebuza e Joaquim Chissano apelaram à rápida responsabilização dos autores do homicídio, enquanto o líder do partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM, quarta força parlamentar) criticou a &#8220;violência brutal&#8221; no país.</P><br />
<P>O Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM) pediu reforço de proteção aos líderes religiosos no continente e exigiu respostas das autoridades.</P><br />
<P>Numa nota da Santa Sé refere-se que o Papa Leão XIV expressou também profunda dor e apelou ao fim dos atos de violência em Moçambique.</P><br />
<P>A União Europeia (UE) pediu no sábado uma investigação &#8220;minuciosa e transparente&#8221;, lamentando e mostrando-se profundamente chocada com a morte trágica e violenta.</P><br />
<P>Membro do Instituto dos Missionários da Consolata, Osório Citora Afonso foi nomeado bispo da Diocese de Quelimane em julho de 2025 e, em abril deste ano, assumiu igualmente as funções de administrador apostólico da Arquidiocese da Beira, por nomeação do Papa Leão XIV, tornando-se uma das principais figuras da Igreja Católica moçambicana.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774409]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ventura convicto de que revisão das leis laborais vai a votos na generalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:46:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente do Chega manifestou-se hoje convicto de que a proposta do Governo de revisão das leis laborais será votada na generalidade, no parlamento, considerando &#8220;irracional&#8221; um cenário em que esse diploma baixe sem votação diretamente a especialidade.</P><br />
<P>Esta posição foi transmitida por André Ventura em declarações aos jornalistas, na véspera da sua reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a reforma das leis do trabalho, proposta de lei do executivo que será debatida em plenário no próximo dia 18 e, em princípio, votada na generalidade no dia seguinte, 19 de junho.</P><br />
<P>Perante os jornalistas, no Dia de Portugal, em que abriu a sede nacional do Chega aos militantes e simpatizantes do partido, André Ventura aproveitou também para anunciar que, também na quinta-feira, os grupos parlamentares do Chega e do PSD vão reunir-se, tendo como tema central a prestação social única (PSU) &#8212; proposta de autorização legislativa do Governo que será votada na sexta-feira.</P><br />
<P>Interrogado sobre a possibilidade de a proposta do Governo de revisão das leis do trabalho baixar diretamente a especialidade no parlamento, sem votação na generalidade, o presidente do Chega respondeu: &#8220;Penso que isso vai acontecer, porque o PSD procurou antecipar o calendário&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Foi o PSD que pediu que, em vez de o diploma ser discutido em julho ou em setembro, fosse discutido já a 18 de junho. Que sentido faz o PSD trazer para a discussão antecipada um projeto de lei quando não é para votar, que é para baixar a especialidade?&#8221;, questionou.</P><br />
<P>André Ventura, logo a seguir, considerou até que seria &#8220;irracional&#8221; se a proposta do Governo baixasse diretamente a especialidade, sem votação na generalidade.</P><br />
<P>&#8220;É um pouco irracional, mas, enfim, tudo pode acontecer na política. Vamos esperar pelo que vai acontecer amanhã [na reunião com o primeiro-ministro], vamos ver se o Governo traz alguma novidade em relação a alterações da lei laboral&#8221;, que considerou &#8220;uma má proposta de lei&#8221; do Governo.</P><br />
<P>Em relação à proposta do Governo, André Ventura voltou a centrar as suas críticas na questão da amamentação, além de exigir a descida da idade da reforma.</P><br />
<P>&#8220;O Governo tenta limitar o prazo da licença da amamentação num país que tem os problemas de natalidade que já tem. Em vez limitar a amamentação &#8212; logo em Portugal que há muitos problemas de trabalhadoras que querem ser mães e que não conseguem -, o Governo podia ter ido por outro caminho&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>De acordo com o presidente do Chega, devia antes discutir-se &#8220;se, em alguns casos, faz sentido que quem paga a licença, a dita licença da amamentação, seja a entidade empregadora privada ou a Segurança Social&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Em vez disso, o Governo optou por fazer o contrário, cortar e limitar a licença de amamentação. Isto é errado, porque vai contra estruturalmente aquilo que a direita tem feito em matéria de promoção da natalidade. Não podemos andar meio ano a dizer que as mulheres têm de ter os mesmos direitos que os homens e têm de estar no mercado de trabalho, mas, depois, tiramos-lhes direitos fundamentais&#8221;, acrescentou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774408]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Descoberto no Índico o maior cemitério de baleias do mundo com quase 500 carcaças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:40:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Cientistas chineses descobriram o maior cemitério de baleias do mundo no Oceano Índico, albergando um ecossistema completo em águas profundas, segundo um estudo publicado hoje na revista Nature.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cientistas chineses descobriram o maior cemitério de baleias do mundo no Oceano Índico, albergando um ecossistema completo em águas profundas, segundo um estudo publicado hoje na revista Nature.</P><br />
<P>Quase 500 esqueletos de baleias, alguns com até 5,3 milhões de anos, jazem a 7.000 metros de profundidade no Oceano Índico, espalhados por um corredor de 1.200 quilómetros de extensão situado a oeste da Austrália.</P><br />
<P>Os cientistas acreditam que muitos animais morreram naquela zona porque é uma importante área de alimentação combinada com uma fossa em forma de V que canaliza os cadáveres para o fundo do mar.</P><br />
<P>O cemitério de cetáceos suporta um ecossistema completo, formado por muitos organismos ainda desconhecidos pela ciência, de acordo com o estudo da revista Nature.</P><br />
<P>Trata-se de uma &#8220;descoberta verdadeiramente única&#8221;, afirmou o paleontólogo norte-americano Stephen Godfrey, que a comparou à primeira observação de fontes hidrotermais repletas de vida no fundo do oceano, em 1977.</P><br />
<P>&#8220;O fóssil mais antigo, juntamente com muitos crânios mais recentes, mostra que as carcaças de baleias se acumularam neste local continuamente durante pelo menos cinco milhões de anos&#8221;, escreveu num artigo que acompanha a publicação do estudo.</P><br />
<P>Já se sabia que, quando as baleias morrem, os seus corpos depositam-se no fundo do oceano e alimentam a fauna das profundezas. </P><br />
<P>Em redor das carcaças, foram avistados alforrecas, ofiúros (serpentes-do-mar), vermes e moluscos bivalves, entre outros seres vivos que também habitam em fontes hidrotermais e emanações frias, sugerindo que as carcaças de baleias podem ligar estas comunidades de águas profundas.</P><br />
<P>Os investigadores ficaram impressionados ao perceberem a dimensão da descoberta, segundo disse à AFP o autor principal do estudo, Xiaotong Peng, da Academia Chinesa de Ciências, que visitou o cemitério de baleias em 2023 a bordo de um pequeno submersível.</P><br />
<P>&#8220;Descobrir uma necrópole desta escala foi completamente inesperado: a extensão da sua distribuição, a sua profundidade e o intervalo de idades superam em muito tudo o que tínhamos imaginado&#8221;, adiantou Xiaotong Peng.</P><br />
<P>Em 2023, os investigadores chineses realizaram 32 mergulhos a bordo do pequeno submersível &#8220;Fendouzhe&#8221; numa zona do Oceano Índico conhecida como fossa Diamantina.</P><br />
<P>O submersível, que podia transportar até três pessoas, recolheu fragmentos de fósseis utilizando braços robóticos.</P><br />
<P>Observar o cemitério de fósseis com os próprios olhos foi &#8220;uma experiência verdadeiramente incrível&#8221;, disse à AFP Peng Zhou, coautor do estudo.</P><br />
<P>&#8220;Os ecossistemas prósperos que vimos deram-nos uma perspetiva completamente diferente do ambiente escuro e frio do fundo do oceano&#8221;, explicou.</P><br />
<P>A maioria dos 485 fósseis de cetáceos identificados pertence à família das baleias-de-bico, incluindo uma espécie até agora desconhecida e já extinta.</P><br />
<P>Extrapolando a partir do número de fósseis encontrados, os autores do estudo estimam que mais de 10 milhões de esqueletos possam estar no fundo do oceano na fossa Diamantina.</P><br />
<P>Os tecidos moles e os lípidos contidos na massa de carcaças representam &#8220;aproximadamente 6,7 milhões de toneladas de CO2 aprisionado&#8221;, adiantou Xiaotong Peng.</P><br />
<P>Embora seja o maior cemitério de baleias descoberto até agora, fósseis encontrados durante a pesca de arrasto sugerem que outros sítios idênticos podem existir, por exemplo, na costa da África do Sul ou da Península Ibérica.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774404]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Osteopata francês condenado a 17 anos de prisão por violações e agressões sexuais em série</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:34:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um osteopata acusado de violações e agressões sexuais contra 29 pacientes foi hoje condenado por um tribunal em Estrasburgo, no leste da Franca, a 17 anos de prisão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um osteopata acusado de violações e agressões sexuais contra 29 pacientes foi hoje condenado por um tribunal em Estrasburgo, no leste da Franca, a 17 anos de prisão.</P><br />
<P>Descrito pela acusação como um &#8220;predador&#8221;, o osteopata alegou ter agido com fins terapêuticos, mas não convenceu o tribunal.</P><br />
<P>Os juízes tiveram em conta, nomeadamente, o &#8220;caráter recorrente dos factos&#8221; imputados a Pierre Garitte, de 37 anos.</P><br />
<P>O homem foi acusado de violação de seis pacientes, hoje com idades compreendidas entre os 30 e os 83 anos, de agressões sexuais a 21 e, simultaneamente, de violação e agressão sexual a duas últimas pacientes.</P><br />
<P>Era acusado de, sob o pretexto de prestar cuidados, ter tocado ou penetrado as partes íntimas das pacientes sem o seu consentimento, no seu consultório em Eschau, nos subúrbios a sul de Estrasburgo.</P><br />
<P>Segundo a agência France-Presse, o homem, que se encontrava em liberdade sob supervisão judicial desde o início do seu julgamento, em 01 de junho, ficou também proibido de exercer a profissão de osteopata.</P><br />
<P>A procuradora-geral requereu a pena máxima de 20 anos, mas o tribunal teve em conta a sua &#8220;evolução&#8221; ao longo do julgamento, uma vez que &#8220;admitiu a ausência (&#8230;) de consentimento&#8221; das vítimas.</P><br />
<P>O seu advogado, Yves Sauvayre, indicou à AFP a sua intenção de interpor recurso.</P><br />
<P>O advogado considera que o seu cliente foi &#8220;condenado para servir de exemplo&#8221;, num momento em que se apontam supostas falhas da justiça noutros casos idênticos.</P><br />
<P>O arguido pediu perdão às vítimas, assegurando ter sido sempre movido por uma &#8220;vontade de cuidar&#8221;, mas lamentando ter causado &#8220;sofrimento ao explicar mal os seus gestos e ao ter omitido questionar a sua justificação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não sou perigoso, não sou um violador&#8221;, disse, em lágrimas, o osteopata, que é pai de dois filhos.</P><br />
<P>A procuradora-geral, Agnès Robine, descreveu um &#8220;comportamento de predador&#8221; que agiu em &#8220;circunstâncias particularmente detestáveis&#8221;.</P><br />
<P>De acordo com a AFP, as antigas pacientes sucederam-se no banco das testemunhas, trémulas ou em lágrimas, relatando o sentimento de terem sido traídas por este profissional de saúde em quem tinham confiança.</P><br />
<P>Descreveram como &#8216;modus operandi&#8217; que o osteopata colocava a mão contra a delas e conduzia-a para as suas partes íntimas.</P><br />
<P>O julgamento foi &#8220;longo, difícil&#8221;, testemunhou Déborah, citada sob um nome falso, tal como todas as mulheres que falaram perante o tribunal, para preservar o seu anonimato.</P><br />
<P>A testemunha disse que &#8220;a condenação foi justa&#8221;, declarando-se satisfeita por &#8220;o que lhe aconteceu ter sido reconhecido&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774401]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Trump ameaça atacar novamente o Irão “com força” e admite atingir centrais elétricas e pontes</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/trump-ameaca-atacar-novamente-o-irao-com-forca-e-admite-atingir-centrais-eletricas-e-pontes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:32:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente americano afirmou que os Estados Unidos estiveram “muito perto” de chegar a um entendimento com Teerão, mas acusou o país de estar a “brincar” com Washington e de tentar ganhar tempo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Donald Trump ameaçou lançar novos ataques contra o Irão. O Presidente americano afirmou que os Estados Unidos estiveram “muito perto” de chegar a um entendimento com Teerão, mas acusou o país de estar a “brincar” com Washington e de tentar ganhar tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Vamos ver o que acontece. Mas atingimo-los com força ontem e vamos voltar a atingi-los com força hoje”, disse Trump aos jornalistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Presidente americano afirmou que as conversações estavam próximas de um acordo, mas acusou o Irão de estar a arrastar o processo negocial. “Estávamos mesmo perto de um acordo. Mas eles continuam a enrolar-nos. Continuam a fazer-nos passar por parvos”, declarou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump diz que acordo impediria Irão de ter arma nuclear</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Donald Trump afirmou ainda que tem trabalhado com o Irão “há vários meses” e defendeu que Teerão deveria assinar o acordo em cima da mesa.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É um bom acordo. Não lhes dá o direito de ter uma arma nuclear. Na verdade, proíbe-os totalmente de alguma vez terem uma arma nuclear”, disse o Presidente americano.</p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações surgem num momento de forte tensão militar entre os Estados Unidos e o Irão, depois de Washington ter lançado ataques contra o país e de Trump ter ameaçado novas ofensivas caso não seja fechado um acordo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Centrais elétricas e pontes podem estar na mira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo uma entrevista telefónica citada pela Fox News, Trump estará cada vez mais perto de ordenar novos ataques contra centrais elétricas e pontes no Irão, em resposta ao que considera ser a demora de Teerão nas negociações.</p>
<p class="isSelectedEnd">A possibilidade de atacar infraestruturas civis levanta questões legais relevantes. Bombardear alvos civis pode constituir crime de guerra, dependendo das circunstâncias e da natureza dos objetivos visados.</p>
<p class="isSelectedEnd">A análise citada no texto recorda que, ao abrigo do artigo 52.º do Primeiro Protocolo Adicional às Convenções de Genebra de 1977, os “bens civis”, como infraestruturas, são definidos por oposição aos objetivos militares. Ou seja, são protegidos salvo se a sua destruição oferecer uma vantagem militar concreta.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O princípio da distinção</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No centro da discussão está o princípio da distinção entre civis e combatentes. A regra 10 do direito internacional humanitário consuetudinário, aplicável a conflitos internacionais e internos, estabelece que os bens civis estão protegidos contra ataques, exceto quando e enquanto forem objetivos militares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isto impõe obrigações às partes envolvidas. Quem ataca deve evitar atingir bens civis. Quem está sob ataque deve evitar misturar alvos militares com civis.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Estatuto do Tribunal Penal Internacional também estabelece que dirigir intencionalmente ataques contra bens civis que não sejam objetivos militares constitui crime de guerra.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Risco de escalada aumenta</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações de Trump apontam para uma possível escalada militar caso as negociações não avancem. O Presidente americano insiste que os Estados Unidos estiveram perto de um acordo e que o Irão deveria aceitar os termos propostos, sobretudo no que diz respeito à proibição de desenvolver uma arma nuclear.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, a ameaça de novos ataques, incluindo contra infraestruturas sensíveis, aumenta o risco de agravamento do conflito. O estreito de Ormuz, já no centro da tensão após o incidente com o helicóptero Apache, continua a ser uma zona estratégica para o tráfego marítimo e energético.</p>
<p>A posição de Trump deixa claro que Washington pretende manter pressão militar sobre Teerão. A grande incógnita é saber se essa pressão levará o Irão de volta à mesa de negociações ou se abrirá caminho a uma nova fase de confrontos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774398]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha em queda acompanhando perdas na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:18:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje em baixa ligeira, acompanhando a tendência negativa das principais praças europeias, com o índice PSI a recuar 0,06% para 8.897,10 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje em baixa ligeira, acompanhando a tendência negativa das principais praças europeias, com o índice PSI a recuar 0,06% para 8.897,10 pontos.</P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o PSI, nove subiram e sete desceram, com a EDP Renováveis a liderar as perdas.</P><br />
<P>Nas restantes principais bolsas europeias, a tendência foi também negativa, com exceção de Londres, que encerrou a valorizar 0,27%.</P><br />
<P>Frankfurt recuou 0,97%, Paris perdeu 0,51%, Milão cedeu 0,46% e Madrid desceu 0,18%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774392]]></sapo:autor>
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		<title>Satélites detetam novo submarino chinês sem torre de comando que intriga especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:18:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A descoberta surge num momento em que a China tem acelerado o desenvolvimento de novos sistemas militares e reforçado a sua aposta no setor naval.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Imagens de satélite captadas no estaleiro de Xangai revelaram um novo tipo de submarino chinês que está a chamar a atenção de especialistas em defesa naval. O modelo, com cerca de 120 metros de comprimento, destaca-se por uma característica invulgar: aparentemente não tem torre de comando, um elemento que durante mais de um século foi considerado praticamente obrigatório na engenharia submarina.</p>
<p class="isSelectedEnd">A descoberta, avançada pelo elEconomista, surge num momento em que a China tem acelerado o desenvolvimento de novos sistemas militares e reforçado a sua aposta no setor naval. Nos últimos cinco anos, o país terá colocado em marcha entre 15 e 20 submarinos, incluindo pelo menos oito modelos novos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A particularidade deste novo submarino está precisamente na ausência da estrutura superior visível que normalmente funciona como torre de controlo. A confirmar-se, esta opção poderá representar uma mudança relevante no desenho de submarinos e abrir uma nova fase na engenharia naval.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Um desenho que reduz ruído e melhora o movimento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eliminação da torre de comando pode trazer várias vantagens técnicas. Sem esse componente, o submarino reduz a resistência ao avanço, melhora a fluidez do movimento debaixo de água e pode tornar-se mais rápido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além da velocidade, a ausência da torre poderá também melhorar a capacidade de manobra e reduzir o ruído produzido durante a navegação. Esta última vantagem é particularmente importante em contexto militar, uma vez que submarinos mais silenciosos são mais difíceis de detetar por sistemas de rastreio acústico.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o elEconomista, é precisamente este conjunto de características que torna o novo desenho chinês tão relevante para os especialistas em defesa naval. O submarino parece desafiar algumas das convenções tradicionais da engenharia submarina, ao dispensar um elemento que sempre foi visto como central neste tipo de embarcação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>China mantém silêncio sobre o novo submarino</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar das imagens de satélite, ainda há muitas incógnitas sobre este novo sistema. Não se sabe, por exemplo, se o submarino é autónomo ou se poderá funcionar como plataforma para transportar submarinos mais pequenos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A falta de informação oficial dificulta a análise. A China tende a manter reserva sobre muitos dos seus avanços militares e tecnológicos, evitando expor publicamente as suas capacidades. Ainda assim, num mundo cada vez mais monitorizado por satélites, torna-se mais difícil esconder totalmente este tipo de desenvolvimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que se sabe, por agora, é que as imagens captadas em Xangai mostram um desenho pouco comum e potencialmente relevante para a evolução da guerra submarina. A ausência de torre de comando é o detalhe que mais surpreende e que alimenta as dúvidas sobre a função exata deste novo submarino.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nova fase na engenharia naval chinesa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O desenvolvimento tecnológico tem acelerado a transformação de várias áreas militares, e o setor dos armamentos é um dos que mais tem evoluído nos últimos anos. Num contexto internacional marcado por conflitos e tensões crescentes entre países, várias potências têm reforçado investimentos para garantir capacidade de resposta em caso de crise.</p>
<p class="isSelectedEnd">A China aparece entre os países mais ativos nesse movimento. A sua indústria tecnológica avançada permite-lhe desenvolver sistemas cada vez mais sofisticados, incluindo no domínio naval.</p>
<p class="isSelectedEnd">O novo submarino agora identificado por satélite poderá ser mais um sinal dessa evolução. Embora ainda faltem detalhes sobre as suas capacidades reais, a embarcação reforça a ideia de que Pequim está a testar soluções menos convencionais para ganhar vantagem no mar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Um submarino envolto em perguntas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As imagens disponíveis não permitem responder às principais questões sobre o novo modelo. A sua função, autonomia, armamento, nível de automatização e eventual papel dentro da estratégia naval chinesa continuam por esclarecer.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também não é possível saber se se trata de um protótipo, de uma plataforma experimental ou de um sistema já pensado para entrar em operação. O facto de ter sido detetado por satélite aumenta o interesse, mas não elimina a incerteza.</p>
<p>Ainda assim, o detalhe mais visível já é suficiente para causar impacto: um submarino de grandes dimensões, sem a tradicional torre de comando, captado num estaleiro de Xangai. A confirmar-se o desenho, a China poderá estar a testar uma solução capaz de tornar os submarinos mais rápidos, mais silenciosos e mais difíceis de detetar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774388]]></sapo:autor>
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		<title>10 Junho: Montenegro partilha mensagem sobre &#8220;esforço conjunto&#8221; com foto ao lado de Seguro e Aguiar-Branco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:04:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro partilhou hoje uma mensagem sobre o Dia de Portugal, considerando que nesta data ficou claro o objetivo de "esforço conjunto" para um país com mais qualidade de vida e igualdade de oportunidades, com respeito internacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro partilhou hoje uma mensagem sobre o Dia de Portugal, considerando que nesta data ficou claro o objetivo de &#8220;esforço conjunto&#8221; para um país com mais qualidade de vida e igualdade de oportunidades, com respeito internacional.</p>
<p>Esta mensagem de Luís Montenegro foi partilhada na rede social X, acompanhada por uma fotografia em que aparece com o Presidente da República, António José Seguro, e sua mulher, Margarida Maldonado Freitas, com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, e o presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Luís Garcia, numa esplanada em Angra do Heroísmo.</p>
<p>&#8220;Nos Açores, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas deixou claro o objetivo que temos para o país: esforço conjunto para que os portugueses &#8212; dentro e fora do território nacional &#8212; possam ter mais qualidade de vida, oportunidades iguais e o orgulho de ser parte de um todo que realiza cada um e merece o respeito internacional&#8221;, lê-se no texto.</p>
<p>Na mesma mensagem, o chefe do Governo PSD/CDS-PP acrescentou: &#8220;Um trabalho em que nenhum português é esquecido, ninguém fica para trás e nenhum interesse é superior ao interesse nacional. Viva Portugal! Obrigado aos portugueses que, pelo mundo todo, são os nossos embaixadores!&#8221;.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true">
<p lang="pt" dir="ltr">Nos Açores, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas deixou claro o objetivo que temos para o País: esforço conjunto para que os portugueses &#8211; dentro e fora do território nacional &#8211; possam ter mais qualidade de vida, oportunidades iguais e o orgulho de ser parte… <a href="https://t.co/qcW0r9EUIc">pic.twitter.com/qcW0r9EUIc</a></p>
<p>&mdash; Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) <a href="https://x.com/LMontenegro_PT/status/2064725056245121194?ref_src=twsrc%5Etfw">June 10, 2026</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774387]]></sapo:autor>
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		<title>EDP inaugura no Chile o seu primeiro complexo de baterias associado a parque eólico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:03:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A elétrica EDP iniciou a operação do complexo de armazenamento por baterias Punta de Talca, no norte do Chile, um investimento de 44 milhões de dólares (cerca de 38 milhões de euros).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A elétrica EDP iniciou a operação do complexo de armazenamento por baterias Punta de Talca, no norte do Chile, um investimento de 44 milhões de dólares (cerca de 38 milhões de euros).</p>
<p>A infraestrutura é integrada ao parque eólico da empresa em Ovalle e destina-se a reduzir perdas de energia renovável e aumentar a flexibilidade do sistema elétrico chileno.</p>
<p>Com capacidade instalada de 240 Megawatt/hora e potência de 60 megawatt durante quatro horas, o sistema foi acoplado ao parque eólico Punta de Talca, de 83 Megawatt, que entrou em operação em 2024.</p>
<p>Segundo a empresa, o complexo poderá armazenar, em média, 60 Gigawatt/hora por ano e contribuir para o abastecimento de mais de 30 mil residências da região.</p>
<p>O investimento total no empreendimento eólico e no sistema de baterias ultrapassa 160 milhões de dólares (138,4 milhões de euros).</p>
<p>Durante uma visita de jornalistas às instalações, o presidente-executivo da EDP para a América do Sul, João Brito Martins, afirmou que o projeto representa um passo importante na estratégia da companhia para integrar armazenamento e geração renovável.</p>
<p>Segundo descreveu, este é o primeiro projeto da empresa no mundo a combinar um parque eólico com um sistema de armazenamento por baterias, embora o grupo já possua experiências semelhantes associadas à energia solar nos Estados Unidos.</p>
<p>&#8220;Obviamente o projeto por si tem um impacto económico relevante, um impacto importante também para o sistema no Chile&#8221;, descreveu.</p>
<p>O executivo lembrou ainda que o grupo já opera cerca de 550 Megawatts de baterias, sobretudo nos Estados Unidos, sendo esta a primeira instalação do género na região sul-americana.</p>
<p>Segundo explicou, a empresa aproveitou a legislação chilena que permitiu à EDP ter uma vantagem competitiva ao ter baterias acopladas ao parque.</p>
<p>&#8220;Entendemos que as baterias têm o efeito sistémico e, portanto, faz todo o sentido fazermos este parque híbrido eólico de baterias aqui no Chile&#8221;, frisou.</p>
<p>A opção por associar as baterias ao parque eólico resulta, segundo descreveu, da necessidade de enfrentar o fenómeno do &#8216;curtailment&#8217; &#8212; quando há o corte obrigatório de geração renovável por limitações da rede ou do mercado &#8212; e de aproveitar diferenças de preços ao longo do dia.</p>
<p>De acordo com responsáveis técnicos da EDP, o parque regista períodos em que a energia é produzida com preços muito baixos ou mesmo próximos de zero, situação em que as baterias permitem armazenar eletricidade para posterior injeção na rede em horários de maior valor económico.</p>
<p>O modelo financeiro do projeto prevê praticamente eliminar tanto o &#8216;curtailment&#8217; físico como a venda de energia a preços nulos.</p>
<p>A expectativa é que isso comece a acontecer a partir de novembro, quando termina o período de teste e começa a fase comercial.</p>
<p>A infraestrutura funciona como um sistema híbrido, utilizando a mesma subestação e linha de transmissão do parque eólico.</p>
<p>A capacidade de evacuação da subestação é de 90 megawatt, enquanto o parque possui 83 Megawatt instalados, sendo a bateria utilizada de forma complementar sem ultrapassar esse limite.</p>
<p>São 14 torres eólicas &#8211; sendo que cada uma tem capacidade de 5.9 Megawatt de geração &#8211; espalhados em uma área de 54 hectares diante ao oceano pacífico</p>
<p>A empresa mantém ainda projetos em desenvolvimento noutras regiões do Chile, incluindo iniciativas que combinam geração eólica, solar e armazenamento, mas condiciona novos investimentos à evolução das condições de mercado e à viabilidade financeira dos empreendimentos.</p>
<p>A embaixadora de Portugal no Chile, Helena Bicho, que compareceu a inauguração do parque de baterias, afirmou à Lusa que o empreendimento da EDP mostra o compromisso das empresas portuguesas com inovação e sustentabilidade.</p>
<p>&#8220;Para mim foi muito útil ter aprendido o que significa um parque de baterias, o sistema de armazenamento de energias em baterias, que é de facto um fator do futuro para o êxito da transição energética&#8221;, afirmou.</p>
<p>MYMA // FPA</p>
<p>Lusa/Fim</p>
<p>*** A Lusa viajou a convite da EDP ***</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774386]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>UE e Coreia do Sul reforçam cooperação e assinam acordo de comércio digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia e a Coreia do Sul assinaram hoje um novo acordo de comércio digital para facilitar as transações nesse domínio, e concordaram em "reforçar a cooperação em políticas fundamentais" como a energia, tecnologia ou matérias-primas críticas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A União Europeia e a Coreia do Sul assinaram hoje um novo acordo de comércio digital para facilitar as transações nesse domínio, e concordaram em &#8220;reforçar a cooperação em políticas fundamentais&#8221; como a energia, tecnologia ou matérias-primas críticas.</P><br />
<P>Num comunicado divulgado após o final da cimeira entre a União Europeia (UE) e a Coreia do Sul, que se realizou hoje em Bruxelas, refere-se que o acordo de comércio digital hoje assinado mostra o &#8220;compromisso comum de promover um comércio livre, transparente e baseado em regras&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Este acordo de comércio digital complementa o acordo de comércio livre que está em curso desde 2011 com regras vinculativas de elevados padrões para o comércio digital. Estas incluem, por exemplo, o reconhecimento da validade jurídica dos contratos eletrónicos, bem como a possibilidade de utilização de assinaturas eletrónicas&#8221;, indica o comunicado.</P><br />
<P>As duas partes indicam que o acordo irá permitir criar &#8220;novas oportunidades para consumidores e empresas, em especial para as micro, pequenas e médias empresas&#8221; (MPME), e reforçará &#8220;a segurança e a confiança dos consumidores na economia digital, através de regras robustas de proteção do consumidor &#8216;online'&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Este acordo vai garantir um fluxo de dados seguro e fiável [entre a UE e a Coreia do Sul], impulsionará o comércio eletrónico e harmonizará as nossas normas de proteção dos consumidores&#8221;, explicou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa declaração no final da cimeira.</P><br />
<P>Este acordo terá de ser agora ratificado pelas duas partes para poder entrar em vigor &#8212; no caso da União Europeia, essa ratificação carece apenas da aprovação do Parlamento Europeu.</P><br />
<P>Além deste acordo de comércio digital, a UE e a Coreia do Sul acordaram também, na cimeira de hoje, lançar &#8220;uma nova parceria para a competitividade&#8221;, com o intuito de &#8220;reforçar a cooperação em políticas fundamentais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esta iniciativa fortalecerá a colaboração em questões de importância estratégica, como o comércio, o investimento, as cadeias de abastecimento, o setor digital, as tecnologias avançadas, a energia e a inovação&#8221;, sublinha-se.</P><br />
<P>Neste mesmo âmbito, a UE e a Coreia do Sul comprometeram-se a lançar um diálogo de alto nível sobre energia, para &#8220;coordenar esforços em termos de segurança energética, resiliência económica e transição para energias verdes&#8221;.</P><br />
<P>Em termos de política internacional, a UE e a Coreia do Sul &#8220;sublinharam a natureza interconectada da segurança da Europa e do Indo-Pacífico&#8221; e reiteraram o seu &#8220;compromisso conjunto com o multilateralismo e uma ordem internacional baseada em regras&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A UE e a República da Coreia reafirmaram o seu forte apoio à Ucrânia perante a guerra de agressão ilegal conduzida pela Rússia. Manifestaram igualmente a sua profunda preocupação com os programas ilegais de armas nucleares e de mísseis balísticos da Coreia do Norte, sublinhando a importância da desnuclearização completa da Península da Coreia&#8221;, refere-se.</P><br />
<P>No final da cimeira, numa declaração aos jornalistas, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, referiu que a reunião de hoje permitiu &#8220;reforçar ainda mais a cooperação&#8221; entre a Coreia do Sul e a UE.</P><br />
<P>&#8220;As parcerias mais fortes constroem-se à volta de pessoas e não de instituições e esta cimeira realizou-se numa altura em que os laços dos nossos povos naeducação, cultura e inovação nunca estiveram tão próximos&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Por sua vez, o Presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, referiu que esta é a sua primeira deslocação à Europa desde que tomou posse, frisando que Bruxelas é a &#8220;porta de entrada&#8221; para o continente. </P><br />
<P>&#8220;A reunião de hoje foi particularmente significativa, visto que nos permitiu encontrar formas de salvaguardar os nossos interesses num ambiente internacional em plena mutação e obter resultados tangíveis que irão beneficiar a vida das nossas populações&#8221;, afirmou.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774384]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bill Gates diz ao Congresso que Jeffrey Epstein tentou usar informações sobre a sua vida pessoal para o pressionar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:43:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Nas declarações entregues ao Congresso, Gates diz que Epstein teve conhecimento de informações sensíveis sobre a sua vida privada, incluindo o facto de ter sido infiel durante o casamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Bill Gates afirmou perante membros da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que não tinha conhecimento dos crimes de Jeffrey Epstein e que o empresário condenado por crimes sexuais tentou usar informações sobre a sua vida pessoal para o pressionar, noticia a CNN.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com uma cópia das declarações iniciais obtida pela estação americana, o cofundador da Microsoft disse que Epstein teve conhecimento de informações sensíveis sobre a sua vida privada, incluindo o facto de Gates ter sido infiel durante o casamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Nunca testemunhei nem tive qualquer indicação de que Epstein estivesse envolvido em conduta criminosa em curso. Nunca fui à sua ilha, ao seu rancho ou à sua casa na Florida. Nunca vitimizei ninguém”, afirmou Gates, segundo as declarações preparadas para a audição.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gates diz que Epstein tentou pressioná-lo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nas declarações entregues ao Congresso, Gates afirmou que Epstein poderá ter tentado criar uma relação pessoal consigo, mas garantiu que nunca teve interesse nisso e que nunca correspondeu.</p>
<p class="isSelectedEnd">O bilionário disse ainda que as informações sobre a sua vida pessoal, incluindo as infidelidades no casamento, “nada tiveram a ver” com as suas interações com Epstein, embora tenham sido dolorosas para a família.</p>
<p class="isSelectedEnd">Gates contou aos deputados que foi apresentado a Jeffrey Epstein em 2011. Na altura, Epstein terá prometido que conseguiria angariar milhares de milhões de dólares para projetos de saúde global. Gates reconheceu que sabia que Epstein tinha tido problemas legais anteriores, mas afirmou que não compreendia totalmente a dimensão dos crimes cometidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não apliquei o escrutínio que devia ter aplicado”, admitiu.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Contactos terminaram em 2014</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Bill Gates descreveu as interações com Epstein como “limitadas” e disse que terminaram completamente em dezembro de 2014.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, afirmou que Epstein tentou usar aquilo que sabia sobre as suas infidelidades, além de várias mentiras, para o pressionar a restabelecer contacto depois de a relação entre ambos ter terminado.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não teve sucesso nesse esforço, mas isso mostra algumas das formas como tentou usar as interações comigo para promover a sua agenda. Nunca devia ter encontrado Epstein em primeiro lugar”, disse Gates, segundo a CNN.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cofundador da Microsoft classificou os encontros com Epstein como um “grave erro de julgamento”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Audição decorreu à porta fechada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A audição de Gates decorreu à porta fechada, depois de a divulgação de novos ficheiros relacionados com Jeffrey Epstein ter levantado perguntas sobre os seus contactos com o antigo financeiro condenado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A presença de Gates no Capitólio é uma das mais mediáticas até agora no âmbito das entrevistas conduzidas pela comissão, sendo a 15.ª audição realizada neste processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">À chegada, Gates disse aos jornalistas que estava presente de forma voluntária para ajudar o trabalho da comissão. “Espero que o meu testemunho seja útil ao trabalho, ao importante trabalho da comissão para encontrar justiça para as vítimas”, declarou.</p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente da Comissão de Supervisão, James Comer, disse antes da audição que não havia limitações quanto ao âmbito das perguntas. “Tudo está em cima da mesa”, afirmou o republicano do Kentucky à CNN, acrescentando que Gates poderia não estar “ansioso” por testemunhar, mas estava “disposto” a falar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a audição, porém, o advogado de Gates disse aos legisladores que o bilionário não responderia a perguntas sobre relações extraconjugais sem ligação ao caso Epstein, segundo uma pessoa presente na sala.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Relação com Epstein sob escrutínio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A comissão pediu a cooperação voluntária de Gates depois da divulgação de documentos que incluíam alegações gráficas não verificadas e detalhes sobre uma coordenação filantrópica entre Gates e Epstein mais extensa do que era anteriormente conhecido.</p>
<p class="isSelectedEnd">A CNN já tinha noticiado que alguns dos elementos mais explosivos da divulgação anterior envolviam dois rascunhos de emails que Epstein parecia ter escrito em julho de 2013. As mensagens, que não se sabe se chegaram a ser enviadas, continham alegações não verificadas sobre Gates.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não é claro quem escreveu esses rascunhos guardados na conta de email de Epstein nem se foram alguma vez enviados. As mensagens estavam endereçadas de Epstein para si próprio. Apesar de sugerirem uma possível rutura na relação, encontros e trocas de emails continuaram nessa altura.</p>
<p class="isSelectedEnd">As alegações incluídas nesses rascunhos não foram verificadas nem corroboradas. Não há indicação de que as mensagens tenham sido partilhadas com Gates ou com qualquer outra pessoa. O cofundador da Microsoft não foi acusado de qualquer crime relacionado com Epstein.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gates nega envolvimento em crimes de Epstein</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Um representante de Gates já tinha rejeitado as alegações, considerando-as falsas e absurdas. A mesma posição sublinhava que os documentos demonstravam apenas a frustração de Epstein por não ter uma relação continuada com Gates e a forma como tentaria enredar e difamar o empresário.</p>
<p class="isSelectedEnd">O representante afirmou ainda que Gates reconhece que encontrar-se com Epstein foi um erro grave de julgamento, mas nega qualquer conduta imprópria relacionada com Epstein e com as atividades criminosas em que este esteve envolvido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Gates também disse anteriormente que nunca visitou a ilha de Epstein, nunca participou em festas com ele e não teve qualquer envolvimento em atividades ilegais associadas ao antigo financeiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Numa entrevista em fevereiro a uma afiliada da CNN na Austrália, Gates disse que Epstein terá escrito um email para si próprio, que essa mensagem nunca foi enviada e que o conteúdo era falso. “Cada minuto que passei com ele, arrependo-me”, afirmou então.</p>
<p class="isSelectedEnd">Gates já tinha admitido arrependimento em 2021, numa entrevista à CNN, dizendo que foi “um enorme erro” passar tempo com Epstein e dar-lhe credibilidade com a sua presença.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Documentos incluem centenas de referências a Gates</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os mais de três milhões de páginas divulgados pelo Departamento de Justiça contêm várias centenas de referências a Gates, incluindo emails sobre agendas, reuniões, refeições, chamadas propostas e tentativas de Epstein para marcar encontros com o bilionário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Todas as interações documentadas ocorreram depois da condenação de Epstein, em 2008, por acusações relacionadas com prostituição. Entre os contactos referidos estão um jantar em 2010 e uma reunião na Noruega em agosto de 2012.</p>
<p class="isSelectedEnd">Num email de dezembro de 2014, Gates escreveu a Epstein que tinha gostado muito de um pequeno-almoço. Epstein respondeu, em parte, dizendo que todos tinham gostado dele e terminou com um convite para Gates visitar a sua ilha privada. Gates tem mantido que nunca visitou a ilha, e não há indicação de que tenha aceitado o convite.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Democratas querem saber o que Gates sabia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Antes da audição, o democrata Robert Garcia, principal representante do partido na Comissão de Supervisão, considerou “muito preocupante” que Gates tenha mantido uma relação com Epstein depois da condenação deste.</p>
<p class="isSelectedEnd">Garcia afirmou que a comissão quer perceber o que Gates sabia, quem mais fazia parte do círculo de Epstein e por que razão continuou a manter contacto com ele.</p>
<p class="isSelectedEnd">A investigação parlamentar continua a ouvir figuras de alto perfil associadas, direta ou indiretamente, ao círculo de Epstein. James Comer disse aos jornalistas que pretende chamar outras personalidades a depor em julho, incluindo Alan Dershowitz e o procurador-geral interino Todd Blanche.</p>
<p>A audição de Gates surge, assim, num momento em que os contactos de figuras influentes com Jeffrey Epstein continuam sob escrutínio público e político nos Estados Unidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774379]]></sapo:autor>
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		<title>10 Junho: Missão de promoção une vinho do Porto e réplicas de caravelas na Suíça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:13:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O dia 10 de Junho serve hoje de mote para uma ação de promoção em Berna, na Suíça, que junta réplicas de caravelas e vinho do Porto com o objetivo de reforçar vendas e notoriedade neste mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O dia 10 de Junho serve hoje de mote para uma ação de promoção em Berna, na Suíça, que junta réplicas de caravelas e vinho do Porto com o objetivo de reforçar vendas e notoriedade neste mercado.</P><br />
<P>&#8220;O mercado suíço tem uma capacidade financeira para acrescentar valor aos produtos portugueses e, portanto, é um dos mercados onde nós estamos a apostar&#8221;, afirmou Albino Jorge, da Quinta da Boeira.</P><br />
<P>Berna, a capital suíça, foi o palco escolhido para a ação de promoção que assinala o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas e une a Quinta da Boeira, a Embaixada de Portugal em Berna e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).</P><br />
<P>Albino Jorge realçou que o mercado suíço tem muito potencial para os vinhos portugueses por ser um mercado por excelência com grande capacidade financeira.</P><br />
<P>&#8220;Neste momento, tem um impacto interessante em termos de imagem. Em termos de quantidade esperámos atingir uma boa performance a partir do terceiro ano, quarto ano. Uma boa performance é vender bem, portanto, pelo preço certo&#8221;, frisou.</P><br />
<P>Em 2025, a exportação global de vinho do Porto para a Suíça atingiu 3,9 milhões de euros (correspondentes a 66 mil caixas exportadas), menos 1,2% do que em 2024.</P><br />
<P>Em 2020, o país entrou no &#8216;top 10&#8217; dos principais mercados para o &#8216;Porto&#8217; (em valor) e caracteriza-se por um preço médio (6,70 euros por litro em 2025), superior ao preço médio global de venda deste vinho (5,73 euros/litro).</P><br />
<P>&#8220;Em maio deste ano, o nosso preço médio situava-se nos 17 euros por litro. Esta é uma área que nós vamos ter que desenvolver mais, perceber quais são os mercados que têm muita capacidade para adquirir os nossos produtos e criar a tal dinâmica diferente que é o que estamos a fazer. Para nós não é a quantidade que conta, mas sim a qualidade&#8221;, afirmou Albino Jorge.</P><br />
<P>O empresário disse que é preciso &#8220;aprender a fazer &#8216;marketing'&#8221; neste setor e defendeu que, no caso específico do vinho do Porto, &#8220;os vários milhões de euros que os exportadores deixam no Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), através das taxas, deveriam ser aplicados em ações de &#8216;marketing&#8217; de alta qualidade&#8221;. &#8220;É o que nós necessitamos&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Para além da qualidade, o grupo faz ainda uma forte aposta na imagem das garrafas de vinho e de azeite que ajuda a diferenciar os produtos.</P><br />
<P>A estratégia da Boeira passa pela realização de missões de promoção em mercados nicho. Já esteve na Dinamarca, Inglaterra, Espanha e para o próximo ano está prevista uma passagem pelos Estados Unidos da América.</P><br />
<P>Em Berna, a iniciativa junta arte, história e vinhos e inclui uma prova de vinhos do Porto antigos, produzidos na Região Demarcada do Douro, uma exposição de réplicas de naus e caravelas dos séculos XV e XVI e uma cerimónia de entronização pela Federação Báquica de Portugal.</P><br />
<P>É o artesão Albino Costa que cria as réplicas das históricas embarcações portuguesas que começaram por levar &#8220;ao mundo&#8221; o vinho do Porto.</P><br />
<P>O antigo pescador construiu mais de duas dezenas de naus e caravelas em 20 anos. </P><br />
<P>À agência Lusa contou que as embarcações podem ir dos 1,10 aos 2,20 metros de comprimento e que chega a demorar mais de um ano a construir cada uma. E cada uma resultou de um estudo pormenorizado das embarcações associadas aos Descobrimentos portugueses.</P><br />
<P>Para a Suíça viajaram 10 naus, as mais pequenas. A coleção faz parte do espólio da Quinta da Boeira, que tem em curso um plano de investimentos de 40 milhões desde que adquiriu a quinta em Gaia, em 1999, e que passam pela produção de vinho e de azeite, pela hotelaria, espaços para eventos e promoção da cultura.</P><br />
<P>Em 2017, a Boeira registou-se no IVDP como exportadora de vinho do Porto, retomando a atividade iniciada em 1850 e, em 2021, adquiriu uma quinta no Douro, em Alijó, com 40 hectares e uma capacidade de produção de meio milhão de litros, num investimento de 1,5 milhões de euros. Mais de 95% da produção destina-se à exportação. </P><br />
<P></P><br />
<P>PLI</P><br />
<P>Lusa/Fim </P><br />
<P></P><br />
<P>*** A Lusa viajou a convite da Embaixada de Portugal em Berna e da Quinta da Boeira ***</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774376]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Estudantes propõem reforço da ação social e revisão do financiamento do Ensino Superior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:07:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Movimento Associativo Estudantil (MAE) aprovou propostas para reforçar a ação social, combater o abandono escolar, rever o financiamento do Ensino Superior e rejeitar novas barreiras no acesso a ciclos de estudo durante o último Encontro Nacional de Direções Associativas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Movimento Associativo Estudantil (MAE) aprovou propostas para reforçar a ação social, combater o abandono escolar, rever o financiamento do Ensino Superior e rejeitar novas barreiras no acesso a ciclos de estudo durante o último Encontro Nacional de Direções Associativas. </P><br />
<P>No âmbito da Ação Social e Abandono Escolar, os representantes dos estudantes exigiram, em comunicado, maior universalidade e equidade no alojamento estudantil público, propondo a criação de um grupo de trabalho, &#8220;com participação obrigatória dos estudantes&#8221;, para combater &#8220;as profundas assimetrias regulamentares, de utilização quotidiana e de condições de habitabilidade entre as diferentes instituições&#8221;.</P><br />
<P>Em matéria de transição de graus, foi defendido um regime reforçado de ação social para o 2.º ciclo, a uniformização da informação financeira das propinas e taxas, e a inclusão &#8220;de um mecanismo no Orçamento de Estado para a isenção total ou parcial das taxas de inscrição e propinas administrativas para estudantes bolseiros, salvaguardando a autonomia das instituições&#8221;.</P><br />
<P>No combate ao abandono escolar precoce, cujas taxas atingem, de acordo com o MAE, &#8220;médias críticas de 13,2% no ensino superior e 15,6% no subsistema politécnico&#8221;, o plenário estudantil exigiu a publicação regular de dados sobre esse tema.</P><br />
<P>Propôs também o lançamento de um programa de promoção do sucesso académico, o reforço de gabinetes de apoio vocacional para alunos do ano de ingresso e maior flexibilidade administrativa para requerer a mudança de curso até ao final do primeiro semestre letivo.</P><br />
<P>Apesar de reconhecerem alguns &#8220;aspetos positivos&#8221;, a proposta de revisão do Governo do Regime Jurídico dos Graus e Diplomas do Ensino Superior (RJGDES) mereceu a recusa dos representantes dos estudantes, designadamente quanto à &#8220;introdução de critérios técnico-formais como barreiras no acesso à transição de ciclos&#8221;.</P><br />
<P>O Encontro Nacional de Direções Associativas, reunido em Lisboa a 30 e 31 de maio, aprovou ainda a candidatura da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para a organização do próximo encontro, a decorrer em 05 e 06 de setembro em Vila Real.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774375]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump volta a provocar o Irão com “Louvado seja Alá” após novos ataques americanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:06:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os militares americanos lançaram novos ataques contra o Irão na terça-feira, depois de Trump ter anunciado que um helicóptero Apache americano foi “abatido” enquanto sobrevoava o estreito de Ormuz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Donald Trump voltou a usar a expressão “Louvado seja Alá” numa publicação na rede Truth Social dirigida ao Irão, poucas horas depois de os Estados Unidos terem lançado uma nova série de ataques contra o país, noticia o The Independent.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Presidente americano criticou a comunicação social, que voltou a classificar como “Fake News Media”, e afirmou que o bloqueio naval em curso aos portos iranianos é o “mais bem-sucedido” da “história da guerra naval”.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Nada passa, a menos que nós queiramos. É uma parede de aço. O Irão não está a fazer negócio nenhum, não paga aos militares nem quaisquer contas, e está rapidamente a tornar-se uma nação falhada. Muito petróleo está a sair. Louvado seja Alá”, escreveu Trump esta quarta-feira de manhã.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nova provocação após publicação sobre Ormuz</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A publicação surge depois de Trump já ter usado a mesma expressão numa mensagem anterior, publicada no domingo de Páscoa, sobre o estreito de Ormuz. Nessa altura, o Presidente americano escreveu uma mensagem com linguagem insultuosa dirigida ao Irão, exigindo a abertura da passagem marítima estratégica.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Abram o maldito estreito, seus loucos, ou vão viver no inferno. Esperem para ver. Louvado seja Alá”, escreveu Trump em abril, numa publicação citada pelo The Independent.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta quarta-feira, o Presidente americano voltou também a avisar Teerão de que demorou demasiado tempo a negociar um acordo e que agora terá de “pagar o preço”. Na mesma rede social, acusou ainda o Irão de ser “só conversa e nenhuma ação” e afirmou que “o valentão do Médio Oriente está morto”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estados Unidos lançam novos ataques contra o Irão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações surgem num momento de forte tensão militar entre Washington e Teerão. Os militares americanos lançaram novos ataques contra o Irão na terça-feira, depois de Trump ter anunciado que um helicóptero Apache americano foi “abatido” enquanto sobrevoava o estreito de Ormuz.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais tarde, em declarações à Fox News, Trump afirmou que um drone iraniano ficou preso entre os dois pilotos do helicóptero, mas não explodiu. Os pilotos foram encontrados em segurança e sem ferimentos depois de o helicóptero ter caído na noite de segunda-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que os ataques mais recentes visaram sistemas de defesa aérea iranianos, estações de controlo terrestre e radares de vigilância perto do estreito de Ormuz. Segundo a mesma entidade, a operação foi uma “resposta proporcional” a ataques recentes contra forças americanas e navios comerciais internacionais que transitavam nas águas da região.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Irão responde com ataques a bases americanas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em resposta, Teerão lançou ataques contra bases americanas no Bahrain, no Kuwait e na Jordânia. Autoridades iranianas avisaram que haverá ataques “mais severos e generalizados” se os bombardeamentos americanos continuarem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump, por sua vez, não afastou uma escalada. Em declarações à Fox News, o Presidente americano disse que pode “continuar” os ataques e que está mais perto de ordenar ofensivas contra centrais elétricas e pontes no Irão.</p>
<p>A nova publicação de Trump acrescenta tensão política e simbólica a um conflito que já envolve ataques militares, bloqueio naval, ameaças iranianas e risco de alargamento da ofensiva americana. A referência repetida a “Louvado seja Alá” surge como mais uma provocação direta a Teerão, num momento em que Washington diz controlar o tráfego marítimo e pressionar economicamente o regime iraniano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774373]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Conselho de Governadores da AIEA exige informações ao Irão sobre inventário nuclear</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/conselho-de-governadores-da-aiea-exige-informacoes-ao-irao-sobre-inventario-nuclear/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:01:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) aprovou hoje, em Viena, uma resolução que exige ao Irão que forneça "todas as informações" sobre "o seu inventário de materiais nucleares" e o "projeto das suas instalações".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) aprovou hoje, em Viena, uma resolução que exige ao Irão que forneça &#8220;todas as informações&#8221; sobre &#8220;o seu inventário de materiais nucleares&#8221; e o &#8220;projeto das suas instalações&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o texto apresentado pela França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, analisado pela AFP, Teerão deverá ainda conceder à AIEA &#8220;todo o acesso necessário&#8221; no terreno, para verificar as suas declarações.</P><br />
<P>O Conselho de Governadores da AIEA reuniu-se hoje em Viena, Áustria, no âmbito dos seus encontros trimestrais.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774372]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Lisboa e Oeiras coordenam laboratório europeu ligado ao mar</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/lisboa-e-oeiras-coordenam-laboratorio-europeu-ligado-ao-mar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:54:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Lisboa e Oeiras vão coordenar o NEB Ocean Lab, um laboratório europeu que pretende desenvolver soluções e projetos sustentáveis ligados ao mar e rios, área em que Portugal já coordenou os primeiros projetos-piloto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Lisboa e Oeiras vão coordenar o NEB Ocean Lab, um laboratório europeu que pretende desenvolver soluções e projetos sustentáveis ligados ao mar e rios, área em que Portugal já coordenou os primeiros projetos-piloto.</P><br />
<P>&#8220;Portugal foi o único país do Sul da Europa que coordenou um dos seis projetos farol da &#8216;Bauhaus of the Seas&#8217; e vai coordenar o NEB Ocean LAB&#8221;, disse à agência Lusa Nuno Jardim Nunes, coordenador do projeto no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.</P><br />
<P>O NEB Ocean LAB, que funcionará em vários países da Europa, está contemplado no &#8216;Ocean Pact&#8217;, a nova legislação europeia para proteção dos Oceanos, sendo que em Portugal &#8220;será coordenado por Lisboa e Oeiras&#8221;, afirmou o coordenador que hoje participou, no Festival da Nova Bauhaus Europeia, onde está em exposição o projeto-piloto português &#8220;À flor do azulejo, a cor do Tejo&#8221;.</P><br />
<P>Em causa está a criação de azulejos produzidos através de conchas de ostras e algas, um projeto desenvolvido pelo consórcio Bauhaus of the Seas Sails, coordenado pelo Instituto de Tecnologias Interativas do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, e que envolve 18 parceiros académicos de sete cidades da Europa: Oeiras e Lisboa (Portugal), Veneza e Génova (Itália), Hamburgo (Alemanha) Malmo (Suécia) e Roterdão e o delta dos rios Scheldt e Reno, na Holanda.</P><br />
<P>&#8220;O Ocean Lab não é um sítio físico fechado, é uma rede que se baseia muito no trabalho que nós desenvolvemos no Bauhaus of the Seas e que a Comissão Europeia reconheceu como fundamental&#8221; afirmou Nuno Jardim Nunes.</P><br />
<P>Apesar de ainda não estar definido o montante de financiamento para este laboratório, o responsável espera &#8220;que seja um financiamento substancial&#8221;, o que, no caso português, permitirá estender o trabalho aos Açores e à Madeira.</P><br />
<P>&#8220;Temos duas regiões ultraperiféricas, temos uma costa enorme e é importante que Portugal possa liderar esta componente da Bauhaus dos oceanos&#8221;, sustentou o coordenador do consórcio que nos últimos três anos tem desenvolvido projetos ligados a ecossistemas aquáticos.</P><br />
<P>No caso português, além do fabrico de azulejos a partir de conchas de ostras, há &#8220;alunos de doutoramento que estão a trabalhar com estes materiais, por exemplo, integrando tecnologia digital&#8221; e que poderá resultar, exemplificou, &#8220;no uso destes materiais para impressão 3D, sem ser preciso usar plástico&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Este é um exemplo de aplicação prática destes materiais, está a ser feito com azulejo&#8221;, mas, alertou, &#8220;é também preciso que a União Europeia compreenda que tem que acelerar os processos de certificação, que muitas vezes são a barreira principal à adoção destas novas ideias&#8221;.</P><br />
<P>Nuno Jardim Nunes falava à Lusa durante a visita à exposição em que o projeto português foi um dos seis visitados pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, durante uma visita à feira em que participam 80 expositores de todos os Estados-Membros com projetos desenvolvidos no âmbito da Nova Bahaus Europeia, movimento que promove a investigação se soluções mais sustentáveis.</P><br />
<P>A feira é uma das vertentes do Festival da Nova Bauhaus Europeia, que decorre até sábado em Bruxelas, sob o lema &#8220;Vida. Espaços. Edifícios&#8221;.</P><br />
<P>O festival, promovido pela Comissão Europeia, junta &#8220;criadores, inovadores e agentes de mudança&#8221; dos vários países da União Europeia (UE), para refletir sobre &#8220;como as comunidades podem trabalhar juntas para projetar casas e bairros mais sustentáveis, inclusivos e resilientes&#8221;.</P><br />
<P></P><br />
<P>DA // FPA</P><br />
<P>Lusa/Fim</P><br />
<P></P><br />
<P>*** A agência Lusa viajou a convite da Comissão Europeia ***</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774371]]></sapo:autor>
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		<title>Irlanda assume presidência da UE no 2.º semestre focada em fechar orçamento plurianual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:48:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Irlanda pretende concluir, até final de 2026, as negociações para o próximo orçamento plurianual da União Europeia (UE) quando assumir a presidência rotativa do Conselho, no segundo semestre do ano, priorizando ainda avanços no alargamento comunitário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Irlanda pretende concluir, até final de 2026, as negociações para o próximo orçamento plurianual da União Europeia (UE) quando assumir a presidência rotativa do Conselho, no segundo semestre do ano, priorizando ainda avanços no alargamento comunitário.</P><br />
<P>&#8220;O trabalho da União exige uma base financeira sólida. Facilitar um acordo atempado sobre o orçamento da União para 2028-2034, através de um novo Quadro Financeiro Plurianual [QFP] que permita à UE enfrentar os desafios do futuro ao mesmo tempo que apoia políticas fundamentais já existentes &#8211; como a Política Agrícola Comum e a política de Coesão -, será uma prioridade transversal da presidência irlandesa&#8221;, refere Dublin no seu programa semestral, hoje divulgado.</P><br />
<P>Sob o mote &#8220;a força está na união&#8221;, a Irlanda promete que a sua presidência, que decorre de 01 de julho a 31 de dezembro de 2026, &#8220;será marcada pela ação e pela concretização de resultados&#8221;, numa altura crucial para as negociações entre países (no Conselho) e eurodeputados (no Parlamento) sobre o próximo orçamento plurianual.</P><br />
<P>&#8220;A presidência irlandesa trabalhará de forma intensiva e ambiciosa para que os líderes da União Europeia possam tomar, em 2026, as decisões necessárias relativamente ao QFP para o período de 2028 a 2034&#8221;, assegura.</P><br />
<P>Em julho de 2025, a Comissão Europeia propôs um novo orçamento da UE a longo prazo, para 2028-2034 de dois biliões de euros, acima dos 1,2 biliões do atual quadro, que inclui mais contribuições nacionais e três novos impostos.</P><br />
<P>Contudo, o Parlamento Europeu quer um orçamento mais ambicioso, defendendo contribuições nacionais equivalentes a 1,27% do rendimento nacional bruto (RNB) da UE, face aos 1,15% propostos pela Comissão Europeia, sem incluir os encargos associados ao reembolso da dívida dos Planos de Recuperação e Resiliência (0,11% do RNB).</P><br />
<P>Ao todo, e mesmo sem incluir tais juros, o QFP proposto pelo Parlamento Europeu ronda os 2,014 biliões, o que se compara aos dois biliões propostos pelo executivo comunitário incluindo o reembolso da dívida, estando em causa um aumento de cerca de 10%.</P><br />
<P>A atual presidência do Conselho da UE, ocupada neste primeiro semestre por Chipre, apresentará nos próximos dias a sua proposta de negociação &#8211; um documento preliminar com os principais elementos políticos e financeiros -, que será discutida no Conselho Europeu da próxima semana.</P><br />
<P>Depois, os colegisladores (eurodeputados e países) vão trabalhar nos documentos técnicos e nos processos negociais com vista a um acordo até final do ano.</P><br />
<P>Nesta que é a oitava vez que a Irlanda assume a presidência rotativa do Conselho, pretende ainda dar &#8220;continuidade a uma agenda ambiciosa, centrada nos temas fundamentais da competitividade, dos valores e da segurança&#8221;, de acordo com o programa.</P><br />
<P>Face a um &#8220;contexto global instável e com desafios profundos&#8221;, Dublin quer uma UE &#8220;a agir de forma determinada&#8221; em questões como o alargamento comunitário.</P><br />
<P>&#8220;O alargamento constitui um investimento geoestratégico na paz, segurança, estabilidade e prosperidade do continente europeu. A presidência irlandesa trabalhará em estreita colaboração com todos os países candidatos e potenciais candidatos, apoiando-os no seu percurso rumo à adesão à União Europeia, em conformidade com o princípio do mérito individual&#8221;, refere o programa semestral.</P><br />
<P>A Irlanda quer, em concreto, impulsionar a adesão de Montenegro, avanço das negociações com a Ucrânia, Moldávia e Albânia, e promover os benefícios do alargamento face à desinformação externa.</P><br />
<P>O alargamento da UE é o processo de entrada de novos países no bloco comunitário, após cumprirem os critérios políticos e económicos exigidos.</P><br />
<P>Membro da UE desde 1973 e situada no noroeste da Europa, a Irlanda sucede a Chipre (primeiro semestre de 2026) na presidência rotativa do Conselho e será seguida pela Lituânia (primeiro semestre de 2027).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774370]]></sapo:autor>
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		<title>Reabrir Ormuz será uma missão sem precedentes: 10.000 poços e longas filas de navios para devolver petróleo ao mercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:30:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A eventual reabertura do estreito de Ormuz tornou-se um dos momentos mais aguardados pelos mercados energéticos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A eventual reabertura do estreito de Ormuz tornou-se um dos momentos mais aguardados pelos mercados energéticos. O encerramento quase total desta passagem estratégica fez disparar o preço do petróleo, que chegou a superar de forma confortável os 100 dólares por barril durante várias semanas, pressionando uma inflação que parecia estar a regressar gradualmente a níveis mais controlados.</p>
<p class="isSelectedEnd">O impacto real de uma possível reabertura continua incerto, mas há um ponto em que analistas e mercado parecem convergir: a operação será histórica. De acordo com o elEconomista, estarão em causa filas de navios carregados de petróleo, outros vazios à espera de entrar no golfo Pérsico, milhares de poços de crude a serem reativados, oleodutos a voltar a funcionar e instalações de armazenamento a começarem a escoar petróleo acumulado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A escala é invulgar. A missão passa por reativar o equivalente a cerca de 15% da produção mundial de petróleo o mais rapidamente possível, para que o crude volte a fluir. Não se trata de uma operação planeada para salvar a economia global, mas da soma de decisões de empresas, armadores e produtores que procuram retomar a atividade e recuperar receitas. O efeito indireto poderá ser uma normalização parcial dos mercados energéticos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Nunca antes se tentou nada remotamente parecido”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Javier Blas, colunista da Bloomberg especializado em matérias-primas, descreve a reabertura de Ormuz como um acontecimento extraordinário. Estão em causa cerca de 10.000 poços petrolíferos, responsáveis por aproximadamente 15% da produção mundial, que permaneceram fechados durante mais de cem dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Nunca antes se tentou nada remotamente parecido. A indústria do petróleo não tem um manual para algo assim; vai aprender pelo caminho”, afirma o analista, citado no texto original.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mercado petrolífero vive um dos maiores choques de oferta da história recente, provocado pelo encerramento quase total do estreito. A grande dúvida é perceber se, quando Ormuz reabrir, o petróleo voltará ao mercado de forma gradual ou se a oferta regressará rapidamente, pressionando os preços em baixa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Algumas casas de análise, como o Julius Baer, já assumem uma leitura mais pessimista para o preço do petróleo. A instituição acredita que a sobreoferta poderá regressar rapidamente, sobretudo tendo em conta a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP e a intenção do país de produzir o máximo possível no menor tempo. Num cenário mais extremo, fala-se numa queda do crude para os 60 dólares por barril em semanas ou meses.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Preço do Brent já reflete expectativa de reabertura</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A CaixaBank Research considera que, se a via marítima voltar a abrir e os fluxos energéticos forem parcialmente normalizados, o equilíbrio poderá recuperar mais depressa do que o mercado teme. O Brent chegou a aproximar-se dos 103 dólares por barril em maio, enquanto os futuros a seis e 12 meses se situavam entre 80 e 95 dólares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa estrutura de preços, conhecida como backwardation, traduz uma forte tensão imediata, mas também a expectativa de que o desajuste seja temporário.</p>
<p class="isSelectedEnd">O banco recorda que o mercado petrolífero passou, em poucos meses, de um excedente de quase dois milhões de barris por dia para um défice superior a oito milhões de barris diários, sobretudo devido ao colapso dos fluxos que atravessavam Ormuz. A simples expectativa de uma reabertura próxima já levou o Brent para a zona dos 92 dólares por barril.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro fator decisivo é o nível de inventários. A CaixaBank Research salienta que os inventários comerciais de petróleo da OCDE continuam dentro do seu intervalo histórico, perto dos 2.700 milhões de barris. As reservas estratégicas globais funcionam também como rede de segurança energética, o que poderá ajudar a amortecer o choque quando o estreito voltar a abrir.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>De um “gotejo” a uma “riada” de petróleo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Javier Blas antecipa que o regresso do petróleo começará como um gotejo, mas poderá transformar-se rapidamente numa autêntica riada de crude, talvez em semanas ou até em dias. O analista admite estar do lado dos que esperam uma descida dos preços, embora sublinhe uma condição essencial: será necessário um acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irão para permitir a retoma do tráfego marítimo no estreito.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário colocado pelo colunista parte da hipótese de Teerão e Washington assinarem um memorando de entendimento que permita ao tráfego de petroleiros regressar a níveis semelhantes aos anteriores à guerra num prazo de cerca de 30 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Antes de o petróleo voltar a circular em pleno, a primeira tarefa será fazer passar os navios pelo gargalo de Ormuz e permitir a entrada no golfo Pérsico. Blas rejeita a ideia de que a operação decorra em duas fases rígidas, com saída inicial dos petroleiros carregados e entrada posterior dos navios vazios. Para o analista, ambos os movimentos acontecerão em simultâneo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Armadores gregos já posicionaram superpetroleiros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Há sinais de preparação no setor marítimo. Armadores gregos já terão posicionado vários superpetroleiros vazios a três a cinco dias de navegação de Ormuz. Uma das principais empresas de transporte marítimo da Grécia deslocou quatro navios vazios para a zona do estreito, enquanto outros dois transmitiam a sua posição nas proximidades do mar Arábico, em antecipação de uma possível reabertura.</p>
<p class="isSelectedEnd">George Prokopiou, fundador da Dynacom Tankers, é apresentado como um dos armadores gregos mais ousados e esteve entre os primeiros a atravessar a via marítima estreita após o seu encerramento de facto devido ao conflito. Segundo dados de acompanhamento de navios, enviou pelo menos oito embarcações pelo estreito desde o final de fevereiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, organizar os dezenas de petroleiros necessários para transportar o crude quando os fluxos forem normalizados levará tempo. Blas considera, porém, que o processo poderá ser mais rápido do que muitos assumem. Alguns navios ficaram mal posicionados, por terem sido desviados para outras rotas, como o transporte de petróleo do golfo do México para o Japão, mas continua a existir tonelagem disponível.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Filas de navios e um bloqueio difícil de desfazer</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O desafio logístico será enorme. Há cerca de mil navios presos na zona, com 20.000 tripulantes a bordo. Desfazer este bloqueio será uma tarefa complexa, com dificuldades que podem ir de problemas operacionais ao impacto das semanas de imobilização nas embarcações, incluindo acumulações nos cascos que podem complicar a retoma de movimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Frontline, uma das maiores proprietárias mundiais de superpetroleiros, calcula que existam 55 grandes petroleiros vazios perto do golfo Pérsico à espera da reabertura do estreito. Essa capacidade equivale a 110 milhões de barris.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Lars Barstad, presidente executivo da empresa, estes navios estão contratados por atores industriais, como refinarias e grandes petrolíferas. Em vez de colocarem esses barcos a trabalhar noutras rotas, onde poderiam gerar até 100.000 dólares por dia, as empresas preferiram mantê-los parados junto a Ormuz. A lógica, explicou, é logística e não necessariamente lucro imediato: não ter navios disponíveis quando o estreito reabrir poderia sair muito caro.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>10.000 poços e infraestruturas quase intactas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Se o problema do transporte for resolvido rapidamente, a questão seguinte será o fluxo de crude. Segundo Blas, a infraestrutura que precisa de voltar a funcionar inclui cerca de 10.000 poços, plantas de processamento de gás e petróleo, oleodutos, tanques de armazenamento e portos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A avaliação do analista é relativamente otimista: grande parte desta infraestrutura terá atravessado a guerra praticamente intacta e, nos locais onde houve danos, as reparações terão avançado durante o cessar-fogo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os analistas do Julius Baer partilham esse otimismo relativo. Consideram que, como não se registaram danos significativos na infraestrutura e a maioria dos poços petrolíferos do Médio Oriente continuou em produção, a recuperação para os níveis de oferta anteriores à crise poderá acontecer com alguma rapidez.</p>
<p class="isSelectedEnd">A instituição suíça antecipa que o mercado petrolífero poderá regressar a um excedente sustentado de oferta, possivelmente mais pronunciado do que no ano passado. Entre os fatores apontados estão a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP, alterações na procura petroquímica asiática, com mudança de matérias-primas baseadas em petróleo para matérias-primas baseadas em gás natural, e a aceleração da transição energética em algumas regiões.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Société Générale vê recuperação lenta e desigual</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nem todos os analistas partilham a mesma confiança. A Société Générale tem sublinhado as dificuldades da operação e antecipa uma recuperação lenta e desigual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo os seus analistas, a retoma da produção envolve riscos técnicos, desde a eliminação de obstruções até à prevenção de danos nos reservatórios. O Kuwait sugere que a recuperação total poderá demorar entre três e quatro meses, mesmo em condições de paz imediata.</p>
<p class="isSelectedEnd">O banco francês alerta também para as dificuldades no movimento de navios cisterna, devido a danos em portos, embarcações afundadas, custos elevados de seguros contra riscos de guerra e necessidade de garantir segurança. Só a gestão da fila atual poderá exigir cerca de duas semanas depois de restabelecidas as condições de segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">As refinarias asiáticas também deverão retomar operações de forma gradual, devido à degradação de catalisadores, ao stress térmico, às revisões de segurança e às mudanças na composição do crude. No cenário-base da Société Générale, a reabertura ocorreria no final de junho e a normalização do mercado começaria em agosto ou setembro, dependendo do calendário concreto.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ING duvida de uma descida acentuada dos preços</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">James Smith, analista do ING, também levanta dúvidas sobre a rapidez da normalização. A questão central, coloca, é saber se a reabertura do estreito e a retoma dos fluxos significarão um regresso automático à normalidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">O analista nota que os mercados já parecem inclinar-se nessa direção, mas considera que há riscos nessa leitura. Mesmo com um acordo, os preços do petróleo podem não cair muito mais. Segundo os especialistas em energia do banco, o mercado terá perdido mais de 1.600 milhões de barris quando esta crise terminar, o que obrigará a repor reservas estratégicas e reparar instalações de produção.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ING não espera que os preços do petróleo caiam abaixo dos 90 dólares por barril este ano, mesmo que os fluxos voltem ao normal em julho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Smith coloca ainda outra dúvida relevante: um eventual acordo reabrirá realmente o estreito por completo, mesmo que essa seja a promessa no papel? Para o analista, o risco de interrupções intermitentes deverá continuar elevado. Além disso, permanece a questão de saber se as transportadoras marítimas e as seguradoras estarão dispostas a regressar, e a que preço.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Uma operação decisiva para o petróleo mundial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A reabertura de Ormuz não será apenas a remoção de um bloqueio marítimo. Será uma operação industrial, logística, diplomática e financeira de escala rara, envolvendo navios, tripulações, seguradoras, refinarias, oleodutos, produtores, portos, inventários e milhares de poços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o elEconomista, o mercado espera que o petróleo volte em força, mas a normalização dependerá de múltiplas variáveis: segurança no estreito, capacidade de transporte, estado das infraestruturas, velocidade da reativação dos poços, decisões dos produtores e confiança das seguradoras.</p>
<p>A missão é devolver à atividade uma parte central do fornecimento mundial de crude. Se correr rapidamente, os preços poderão recuar de forma significativa. Se surgirem atrasos, interrupções ou custos adicionais, a tensão no mercado petrolífero poderá prolongar-se durante meses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774365]]></sapo:autor>
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		<title>10 Junho: Presidente do Governo dos Açores diz que discursos enfatizaram dimensão do arquipélago</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:14:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, considerou hoje que os discursos do 10 de Junho nas cerimónias realizadas na ilha Terceira enfatizaram a dimensão do arquipélago, cuja importância começa a ser mais valorizada.</P><br />
<P>&#8220;Eu estou muito ciente de que se começa agora a valorizar com outra consciência a importância dos Açores, com um investimento que há de ser feito em infraestruturas que dinamizem o crescimento e o desenvolvimento económicos, mas também infraestruturas de duplo uso que assegurem garantias de segurança e defesa para o país, para a União Europeia, para a NATO, para o mundo&#8221;, afirmou o chefe do executivo açoriano da coligação PSD/CDS/PPM.</P><br />
<P>José Manuel Bolieiro falava em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, sobre os discursos do Presidente da República e do presidente da comissão organizadora das comemorações do Dia de Portugal.</P><br />
<P>O governante disse ter ficado satisfeito com a escolha do arquipélago para a realização das cerimónias, no ano em que se celebram 50 anos de autonomia política, e considerou que os discursos deram uma &#8220;ênfase bastante significativa&#8221; à dimensão dos Açores na projeção atlântica de Portugal.</P><br />
<P>&#8220;Os Açores estão agora numa centralidade mundial. São, para o seu desenvolvimento socioeconómico, uma ultraperiferia da União Europeia, por isso, uma região de necessidades, mas também são uma região de oportunidades para a dimensão e projeção de Portugal enquanto relevante na União Europeia e no mundo&#8221;, frisou.</P><br />
<P>José Manuel Bolieiro defendeu que &#8220;a União Europeia tem de ter uma estratégia nova para o Atlântico&#8221; e para os Açores, uma &#8220;fronteira que lhe dá outra dimensão de estabilidade e de relevância geopolítica global&#8221;.</P><br />
<P>Considerou ainda que a dimensão marítima do arquipélago lhe dará a &#8220;projeção de um desenvolvimento do futuro&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nós temos uma rica história ligada ao mar, mas temos um futuro que será inspirado no mar, na dimensão da economia azul, na dimensão das novas tecnologias e, sobretudo, também da procura de recursos que o mar profundo que temos pode apresentar&#8221;, sublinhou.</P></p>
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