Este ano letivo vai chegar ao fim com cerca de sete mil alunos sem, pelo menos um professor, admitiu esta quarta-feira João Costa, ministro da Educação, em entrevista à ‘Renascença’.
“Na última atualização que fizemos, tínhamos cerca de sete mil alunos que estavam sem aulas. É uma evolução face ao início do terceiro período, em que tínhamos cerca de 20 mil”, reiterou.
Segundo o responsável, este é “um número dinâmico que é atualizado todas as semanas” e, a par disso, ressalvou, “estes sete mil não significam sete mil alunos sem aulas mesmo, às vezes são outros tipos de apoios que estão em falta”.
“Nessa tal última contagem, os horários que tínhamos ainda por substituir, e alguns têm vindo a substituir, entretanto, eram cerca de 400, com uma distribuição desigual entre grupos de recrutamento. O primeiro grupo com mais carência era o grupo da Educação Especial”, acrescentou.
Para o governante, “o principal problema da falta de professores neste ano letivo têm sido as baixas, e a substituição de baixas médicas, e nem todas são de longa duração”, afirmou.
Ainda assim o Governo tem procurado colmatar as falhas e resolver o problema. “Nós colocamos já cerca de 600 professores desde o final de abril, é isso nos permite esta redução grande dos 20 mil sem aulas para os atuais”, sublinhou à ‘Renascença’.
João Costa garantiu que estão a fazer de tudo para que o próximo ano letivo comece sem nenhum aluno sem aulas, destacando medidas como o regresso às escolas de professores em mobilidade e o completamento de horários.














