No mês de Janeiro, pelo menos sete deputados tiveram de deixar os cargos que desempenhavam em empresas ou entidades por serem funções incompatíveis com as de parlamentar. Dois deputados tiveram mesmo de renunciar a dois cargos cada, avança o jornal Público.
Isso deve-se a um controlo mais apertado das novas regras aprovadas antes do Verão para o regime de incompatibilidades e impedimentos para os políticos e altos cargos públicos e ao crivo do grupo de trabalho dos registos de interesses dos 230 deputados e 70 membros do Governo. Um trabalho minucioso que levou a que fosse pedido a 209 destes 300 políticos que acrescentassem ou corrigissem informação nas suas declarações.
Estes casos estão descritos no relatório do grupo de trabalho, que pertence à Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados, e que foi aprovado na última quinta-feira.
Na análise individualizada, em que se pediu a dois terços dos políticos para alterarem ou acrescentarem informação às declarações, o relatório especifica que a esmagadora maioria dos casos foi para pedir “maior clareza e uniformidade” no preenchimento do formulário, mas também para pedir “esclarecimentos adicionais” sobre situações que poderiam configurar incompatibilidades e/ou impedimentos.




