Serviços públicos atingem o nível mais baixo desde 1995

No terceiro trimestre deste ano, o peso dos serviços públicos na economia atingiu um novo mínimo histórico de 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o nível mais baixo desde 1995, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) analisados pelo “Jornal de Negócios”.

Os números do INE, publicados na passada sexta-feira, 29 de Novembro, mostram que o consumo público até tem vindo a crescer. No terceiro trimestre deste ano avançou 0,5% em termos homólogos. Contudo, o ritmo a que tem aumentado tem sido bastante tímido em comparação com o crescimento da actividade económica. Os primeiros sinais de desaceleração verificam-se desde o segundo trimestre de 2016. Chegou a registar quedas em 2017 e depois recuperou, mas não para os níveis de crescimento que já se verificavam em 2015.

No último debate quinzenal, recorde-se, todos os partidos criticaram a falta de recursos para prestar serviços de saúde à população, exigindo mais verbas no Orçamento do Estado, que está neste momento a ser desenhado pelo Governo de António Costa. Na altura, o primeiro-ministro prometeu «uma agradável surpresa» a ser preparada para o Serviço Nacional de Saúde, mas não adiantou mais pormenores.

Em 2009, os serviços públicos chegaram a atingir 21,4% do PIB, o peso máximo do consumo público na economia. Desde então, iniciou-se uma tendência de descida interrompida em 2013, o que coincide com a devolução de salários à função pública, na sequência da anulação das medidas por parte do Tribunal Constitucional, mas depois foi retomada e tem-se mantido mais ou menos constante. Mesmo subindo ligeiramente, os serviços públicos valem a cada trimestre cerca de 8,3 mil milhões de euros – em preços constantes, o que permite compreender a variação do volume de bens e serviços prestados, independentemente da variação dos preços –, correspondendo a níveis de 2012. Já o PIB está agora nos níveis mais elevados desde o início da série (1995).

Ainda segundo o “Jornal de Negócios”, a economia portuguesa tem vindo a desacelerar o ritmo de crescimento, depois do forte aumento verificado em 2017. No terceiro trimestre deste ano, cresceu 1,9% face ao mesmo período de 2018. E quando comparado com os três meses de Abril a Junho, foi de apenas 0,3%, ou seja, metade do registado na primeira metade do ano.

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