Vladimir Putin acusou, esta quarta-feira, os serviços de Inteligência dos países ocidentais de ajudarem na preparação de atos terroristas da Ucrânia nos quatro territórios anexados pelo Kremlin – Kherson, Zaporizhia, Lugansk e Donetsk -, após a realização de ‘falsos’ referendos.
“A situação daquelas regiões continua tensa. O regime de Kiev continua os seus ataques em massa contra os cidadãos russos e não poupam ninguém. Atacam cidades e vilas com mísseis, realizam ataques organizados e posso dizer que os serviços de inteligência dos países ocidentais estão envolvidos na preparação destes atos”, acusou o presidente russo.
Na reunião do Conselho de Segurança do Kremlin, com os chefes das quatro regiões ucranianas, Putin acusou a Ucrânia de cometer crimes contra administradores russos, pessoal de segurança, jornalistas e professores. “Há todos os motivos para dizer que os recursos de terceiros países, serviços de Inteligência ocidentais, estão envolvidos na preparação de tais sabotagens e atos de terrorismo”, frisou.
A situação nas quatro regiões, admitiu o presidente russo, não é fácil. “Há milhões de pessoas nesses territórios que enfrentam desafios difíceis. O nosso desafio é fazer de tudo para garantir a integração o mais rapidamente possível no espaço educacional, económico e legal da Rússia”, referiu.
Segundo Putin, que visitou recentemente Mariupol, “é possível ver que a cidade está a mudar. Mas é importante que essas mudanças positivas aconteçam em todas as cidades das quatro regiões. E para isso está a ser desenhado um programa de longo prazo para o desenvolvimento social e económico”.
O presidente russo fixou ainda um prazo – 1 de junho – para a criação de forças de segurança locais. “Esse esforço tem de estar concluído até lá. O regresso das pessoas à vida normal depende desse esforço”, referiu, sublinhando: “As agressões dos neonazis e dos seus apoiantes ocidentais tem de ser prevenida e as suas mentiras expostas”.
Rússia “nunca fará concessões” às regiões ucranianas anexadas, avisa Kremlin












