Serviços de informações detetaram jovens portugueses com “fascínio” pelo jihadismo

Nesta situação, é apontada a grande rede de contactos internacionais que estes jovens estabelecem “nalguns casos com indivíduos suspeitos de envolvimento na preparação de ações violentas”.

Revista de Imprensa
Março 28, 2023
9:50

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2022 foi ontem apresentado e verifica-se na análise um aumento de 14% na criminalidade geral e na violenta e grave, com um total de participações criminais de 343 mil (um aumento de 42 451 face ao ano anterior). O documento assi nala uma subida na criminalidade juvenil e destaca que há jovens em Portugal que mostraram interesse pela “narrativa jihadista de organizações terroristas”.

As autoridades nacionais revelam que, embora a ameaça jihadista se mantenha elevada em toda a Europa, em Portugal não foram recolhidas provas de existência de células nacionais pertencentes a organizações terroristas, ou de participação de pessoas residentes em Portugal que tenham participado em atos terroristas ou que tenham estado envolvidas no seu planeamento.

Ainda assim, no RASI 2022, é destacada a “deteção de alguns jovens residentes em Portugal que revelaram um fascínio pela narrativa jihadista de organizações terroristas e que utilizaram plataformas de conversação – preferencialmente Telegram e Viber – e plataformas de gaming para o estabelecimento de contactos com indivíduos com um perfil psicológico e interesses semelhantes”, segundo cita o Público.

Nesta situação, é apontada a grande rede de contactos internacionais que estes jovens estabelecem “nalguns casos com indivíduos suspeitos de envolvimento na preparação de ações violentas”, e que se registou, ainda que em “número residual”, o envolvimento destes jovens na difusão de propaganda jihadista e informações relacionadas com estes grupos terroristas.

No relatórios, os serviços de informações ainda sustentam que há preocupação com os portugueses que se juntaram ao Estado Islâmico, incluindo de familiares, para quem o eventual regresso a Portugal “permanece uma ameaça”.

O RASI explicita um aumento de mais de 50% na delinquência juvenil (entre os 12 e 16 anos) e de 18% na criminalidade grupal. Ainda assim, segundo a Polícia Judiciária, a escalada de violência na criminalidade juvenil está a abrandar.

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