Serviço militar obrigatório “está fora de questão”, garante ministro da Defesa

Atualmente as Forças Armadas precisam de chegar aos 30 mil efetivos, enquanto há um ano havia 23 mil. “Nós invertemos este ciclo, hoje há mais recrutamento”, apontou Nuno Melo

Revista de Imprensa
Junho 30, 2025
10:17

Nuno Melo, ministro da Defesa, garantiu, em entrevista à ‘CNN Portugal’, que o serviço militar obrigatório “está fora de questão”: a opção do Governo é “pelo serviço profissional, de quem quer esta carreira”. “Neste momento, não há nenhuma razão extraordinária que justifique uma opção pelo serviço militar obrigatório”, frisou.

Atualmente as Forças Armadas precisam de chegar aos 30 mil efetivos, enquanto há um ano havia 23 mil. “Nós invertemos este ciclo, hoje há mais recrutamento, aumentámos a retenção”, sublinhou, mantendo a meta nos 30 mil. “Militares sentem que foram valorizados.”

Portugal pode atingir os 3,5% do PIB em investimento em Defesa, sendo que Nuno Melo apontou que o aumento de investimento até aos 2% é “o mínimo exigido pela NATO”. “Não é uma questão de escolha, tem de ser para quem queira fazer parte da NATO”, referiu.

No entanto, assegurou que “em nenhuma circunstância pode pôr em causa o estado social”, “não pode pôr em causa o desenvolvimento da economia” e “vai reforçar o bom desempenho da economia”.

“Queremos envolver indústria portuguesa”, apontou, lembrando que 70% 70% da aeronave que vai substituir o C-130 é fabricada em Portugal. “Cada aeronave vendida representa 11 milhões de euros para o Estado português e os pilotos serão formados na base aérea de Beja.” Do investimento previsto de mil milhões de euros, Nuno Melo destacou que uma parte será feita “diretamente pela Defesa”, cerca de 70%, “mas há 30% que podem ser feitos com recurso a outras áreas”.

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