A multinacional dinamarquesa de cervejas Carlsberg alertou, esta terça-feira, para o facto dos preços estarem a subir cada vez mais e esperarem uma quebra nas vendas em 2023, o que significa que os europeus estão a consumir menos cerveja.
A informação foi avançada pela empresa à agência ‘Reuters’, que alerta para que esta desaceleração de consumo se deve ao aumento galopante dos preços provocada pela inflação, que vai prejudicar o crescimento dos lucros este ano.
A empresa sublinha também que está neste momento a comprar a sua parceira na Índia, o Khetan Group, e que está a tentar encontrar um acordo com o comprador do negócio na Rússia para que possa voltar a esse negócio quando a guerra acabar.
A Carlsberg espera que o lucro operacional deste ano varie entre menos 5% e mais 5%, algo bastante negativo quando comparado com o crescimento de 12% no ano passado.
Num comunicado citado pela agência, o presidente-executivo Cees ‘t Hart sublinha que “2023 será outro ano desafiador”, mas sublinha que a cerveja foi “historicamente uma categoria em que o consumidor é resiliente”. Apesar disso, não esconde que “os preços mais altos em combinação com a inflação geralmente alta podem ter um impacto negativo no consumo de cerveja em alguns dos nossos mercados, principalmente na Europa”.
Recorda-se que as empresas de cerveja aumentaram os preços como resposta ao aumento dos custos de energia e matérias-primas. A Carlsberg diz que a sua receita por litro de cerveja vendida cresceu 9% o ano passado e que teria que aumentar os preços numa percentagem “de um dígito” este ano para cobrir os custos crescentes.
A Carlsberg é a empresa de cerveja ocidental mais exposta à Rússia, tendo perdido o ano passado cerca de 9,9 mil milhões de coroas dinamarquesas (1,34 mil milhões de euros) depois de anunciar a venda dos seus negócios no país.
As ações da Carlsberg desceram quando a Rússia começou a invadir a Ucrânia em fevereiro do ano passado, mas desde então subiram cerca de 27%.
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