Separatistas apoiados pela Rússia no leste da Ucrânia acusaram esta quinta-feira as forças do governo ucraniano de abrir fogo no seu território quatro vezes nas últimas 24 horas e disseram que estavam a tentar determinar se alguém foi ferido ou morto.
Segundo a ‘Reuters’, que cita uma fonte diplomática, monitores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) registaram vários bombardeamentos ao longo da linha de contacto, entre os dois grupos.
As afirmações sobre os bombardeamentos foram avançadas primeiramente em comunicado, emitido por representantes da autoproclamada República Popular de Luhansk.
Segundo a mesma nota, as forças ucranianas usaram morteiros, lançadores de granadas e uma metralhadora em quatro incidentes separados esta quinta-feira.
“As forças armadas da Ucrânia violaram grosseiramente o regime de cessar-fogo, usando armas pesadas, que, de acordo com os acordos de Minsk, deveriam ser retiradas”, disseram os separatistas em comunicado.
Por outro lado, os militares da Ucrânia negaram as acusações dos separatistas, dizendo que foram os rebeldes russos que bombardearam os militares ucranianos.
Tais incidentes aconteceram muitas vezes nos últimos oito anos, mas este confronto surge depois de a Rússia ter reunido mais de 100 mil soldados perto das fronteiras da Ucrânia, enquanto exigia que a NATO se comprometesse a não aceitar a Ucrânia como membro.
O Ocidente ameaçou a Rússia com novas sanções, em caso de ataque à Ucrânia. A Rússia, por sua vez, nega estar a planear qualquer ataque.
Qualquer escalada no conflito de anos entre os separatistas apoiados pela Rússi – que tomaram uma faixa de território no leste da Ucrânia em 2014 – e os ucranianos, pode alimentar a tensão entre a Rússia e o Ocidente.
Agências de informação dos EUA disseram este mês acreditar que a Rússia pode inventar um pretexto para uma invasão da Ucrânia, possivelmente ao produzir vídeos a mostrar um ataque encenado. A Rússia descartou essa possibilidade.
A Rússia anunciou esta semana que estaria a retirar algumas tropas de áreas adjacentes à Ucrânia após a conclusão dos exercícios, mas Kiev disse que não viu evidências disso. Os Estados Unidos disseram suspeitar que Moscovo tinha aumentado a sua presença em até sete mil soldados.








