«Senhor Presidente, não se esconda». China critica critérios de Trump nos protestos por George Floyd e em Hong Kong

As autoridades chinesas e a comunicação social estatal aproveitaram as notícias dos protestos nos Estados Unidos devido à morte do afro-americano George Floyd, para comparar a agitação generalizada com o movimento pró-democracia em Hong Kong e acusar Washington de hipocrisia, avança o ‘The Guardian’.

O país critica o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por se manifestar contra os confrontos nos EUA após ter incentivado a continuação dos protestos em Hong Kong.

Recorrendo às redes sociais, Hu Xijin, editor-chefe do ‘Global Times’ acusou os EUA de hipocrisia. «Senhor presidente, não se esconda atrás dos serviços secretos», disse Hu. «Vá falar com os manifestantes. Negocie com eles, assim como pediu a Pequim que conversasse com os manifestantes de Hong Kong», escreveu.

«A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, classificou os protestos violentos em Hong Kong como ‘uma bela paisagem para se ver’, e agora os políticos dos EUA podem apreciar essa paisagem das suas próprias janelas».

No domingo, Hu disse que os manifestantes de Hong Kong estavam «obviamente» por trás das manifestações americanas. «Eu suspeito que os manifestantes de Hong Kong se tenham infiltrado nos estados americanos», escreveu o responsável.

Os protestos em massa espalharam-se por vários estados dos EUA no fim de semana, com muitos deles a aumentar depois de a polícia ter respondido com gás lacrimogéneo e outros projécteis e, em alguns casos, usando veículos para atacar os manifestantes. Algumas cidades sofreram incêndios e em todo o país a polícia foi criticada por usar força excessiva.

O governo dos EUA tem apoiado o movimento pró-democracia em Hong Kong, particularmente desde a declaração de Pequim de impor leis de segurança nacional na região semi-autónoma.

Numa conferência de imprensa esta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das dos Negócios Estrangeiros, Lijian Zhao, pediu aos EUA que eliminem a discriminação racial e protejam os direitos legais das minorias, de acordo com a ‘CGTN’ .«A morte de George Floyd reflecte a gravidade da discriminação racial e a brutalidade policial nos EUA», afirmou Zhao.

No domingo, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Hua Chunying , publicou na sua conta de Twitter: «Não consigo respirar», as últimas palavras de Floyd, com uma captura de ecrã, que criticava a repressão da China em Hong Kong.

 

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