Semana de trabalho de 4 dias: em que países já foi implementada e quais estão em fase de testes?

Depois do aparecimento da pandemia de Covid-19, e posteriormente uma adoção por parte das empresas de uma opção mais híbrida, apareceu também o tema da semana de trabalho de apenas quatro dias, devido à importância da flexibilidade e dos benefícios que isso pode trazer aos funcionários.

Mariana da Silva Godinho
Abril 1, 2022
9:00

Depois do aparecimento da pandemia de Covid-19, e posteriormente uma adoção por parte das empresas de uma opção mais híbrida, apareceu também o tema da semana de trabalho de apenas quatro dias, devido à importância da flexibilidade e dos benefícios que isso pode trazer aos funcionários.

A ideia para esta semana mais curta é que, apesar de trabalharem menos um dia, os funcionários continuariam a receber o mesmo salário, os mesmos benefícios e continuarem a ter a mesma carga de trabalho, mas com menos reuniões e tarefas mais independentes.



Esta medida pode aumentar não só a satisfação das equipas empresariais como também impulsionar a produtividade, e alguns países já estão a adotar estratégias para perceber se seria viável.

 

Bélgica

Em fevereiro de 2022, a Bélgica adotou oficialmente a semana de trabalho de quatro dias. Quem o anunciou foi o primeiro-ministro, marcando assim uma nova era laboral no país, onde pretende atingir uma taxa de emprego de 80% em 2030, face aos atuais 71%.

O plano da Bélgica é que os trabalhadores espalhem as horas semanais para as concentrar em quatro dias na semana, para terem folga no quinto, ou trabalhar mais horas numa semana para terem mais tempo livre na seguinte.

 

Reino Unido

O Reino Unido vai iniciar um programa de seis meses em junho para testar a semana de quatro dias através de um projeto piloto anunciado em janeiro. O principal objetivo do programa é que, em cerca de 30 empresas, os funcionários trabalhem apenas 32 horas por semana, com o mesmo salário e os mesmos benefícios.

No entanto, as empresas podem pedir aos funcionários que espalhem essas 32 horas pelos cinco dias da semana.

 

Escócia

Os testes da semana de quatro dias devem começar na Escócia em 2023, decisão proveniente de uma promessa de campanha do Partido Nacional Escocês (SNP). A medida vai reduzir em 20% as horas de trabalho dos funcionários e as empresas participantes vão ter um apoio de cerca de 11,8 milhões de euros oferecido pelo partido.

 

País de Gales

Aqui, a semana de quatro dias ainda está em discussões e não há nenhum teste em vista, pelo menos ainda não foi anunciado. Mas já foi pedido por Sophie Howe, a Comissária das Gerações Futuras, que fosse feito, pelo menos para os funcionários do setor público.

 

Islândia

Foi o país pioneiro ao realizar entre 2015 e 2019 um estudo onde as empresas reduziram as horas semanais para um intervalo entre 35 e 36 horas a cerca de 2.500 pessoas, face às tradicionais 40 horas semanais, sem cortes proporcionais nos salários.

O teste foi um sucesso, sendo que foi negociada a redução das horas de trabalho no país, e concluiu ainda que o stress e o esgotamento dos trabalhadores abrangidos diminuiu, assim como houve uma melhoria no equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

 

Suécia

Na Suécia, os testes realizados em 2015 da semana de quatro dias trouxeram conclusões distintas. Os partidos de esquerda acharam que seria caro implementar essa medida, apesar de ter funcionado bem em algumas empresas. No entanto, não foi implementada.

 

Espanha

O tema apareceu no país por meio do partido de esquerda Mais País, e, apesar de ainda não ter data para início, vai envolver cerca de 6 mil funcionários de 200 pequenas e médias empresas que poderão prolongar o fim de semana para mais um dia, não tendo alterações nos salários. O programa deve durar um ano.

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