Semana agitada com divulgação de dados económicos e decisões de políticas monetárias pode trazer “aumento da volatilidade”, explica David Brito

A semana passada ficou marcada pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) que manteve o pé no travão e, pela terceira vez desde julho de 2022, o executivo liderado por Christine Lagarde decidiu na sua reunião de política monetária não aumentar as taxas de juro de referência para a Zona Euro.

André Manuel Mendes
Janeiro 29, 2024
15:21

A semana passada ficou marcada pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) que manteve o pé no travão e, pela terceira vez desde julho de 2022, o executivo liderado por Christine Lagarde decidiu na sua reunião de política monetária não aumentar as taxas de juro de referência para a Zona Euro.

Isto fez com que a volatilidade no mercado cambial fosse relativamente moderada, com as moedas do G10 a registarem uma variação máxima de 0,6% face ao dólar americano.

“Em contraste, esta semana deverá ser mais movimentada em termos de divulgação de dados económicos e anúncios de políticas monetárias. Não ficaríamos surpreendidos se houvesse um aumento da volatilidade”, explicou à Executive Digest, David Brito, Diretor-Geral da Ebury.

Na terça-feira, as atenções estarão viradas para os dados do PIB do quarto trimestre da Zona Euro, que poderão confirmar a recessão técnica. Na quarta-feira à noite, todas as atenções estarão viradas para a conferência de imprensa da Fed e na quinta-feira para a reunião do Banco de Inglaterra. Na sexta-feira de manhã será divulgado o relatório preliminar sobre a inflação de janeiro na zona euro. O relatório sobre os salários não agrícolas dos Estados Unidos encerrará esta semana invulgarmente movimentada.

Ainda no que respeita à decisão de política monetária do BCE, “a ausência de uma reação explícita da Presidente Lagarde, na reunião do BCE da semana passada, contra a previsão de cortes por parte do mercado, incentivou os mercados a aumentarem a probabilidade de cortes em abril. Sem surpresa, o euro desvalorizou”.

A Ebury sublinha ainda que os investidores veem agora cerca de 85% de hipóteses de uma tal medida, contra 65% antes da reunião.

“Também a consideramos realista, mas estaríamos particularmente atentos aos sinais nas frentes da inflação e do mercado de trabalho nos próximos tempos”, acrescentam.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.