Sem primeiro-ministro e em cenário de guerra. O que se segue no Líbano?

Há três nomes em cima da mesa para suceder a Hassan Diab na cadeira de primeiro-ministro do Líbano.

Executive Digest

Há três nomes em cima da mesa para suceder a Hassan Diab na cadeira de primeiro-ministro do Líbano. Fontes citadas pelo The National indicam que o país poderá voltar a contar na liderança com Saad Hariri, que já foi primeiro-ministro anteriormente. A lista de possibilidades conta ainda com o diplomata Nawaf Salam e com o antigo vice-governador do banco central Mohammad Baasiri. Ambos são considerados próximos dos Estados Unidos da América.

Recorde-se que Hassan Diab anunciou a sua demissão ontem à noite, menos de uma semana depois de duas explosões terem abalado Beirute, a capital do país. Segundo a mesma publicação, a decisão chegou na sequência da demissão de membros da sua administração, resultando no colapso do governo.

O presidente Michel Aoun pediu a Hassan Diab para se manter no cargo provisoriamente, enquanto não é determinado um novo responsável. Os ministros, incluindo aqueles que já se tinham demitido, também irão continuar nos mesmo moldes.

O governo irá reunir-se apenas esporadicamente e só serão aprovadas leis consideradas urgentes e que sejam necessárias para manter o funcionamento do país. Isto significa que novas leis ficarão suspensas para já, incluindo reformas que seriam importantes para garantir a ajuda internacional.

O The National indica que o presidente do Líbano dará início, entretanto, a um conjunto de reuniões com os partidos e antigos governantes no sentido de substituir Hassan Diab. Quem conquistar mais votos por parte dos especialistas consultados será escolhido para formar um novo governo. As mesmas fontes sublinham que este processo poderá demorar pelo menos três meses, havendo ainda a possibilidade de se estender por um ano.

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Embora se ouçam alguns pedidos relativamente a eleições formais, a Constituição do Líbano não prevê que tal seja necessário para já. No entanto, a hipótese não está totalmente fora da equação.

A deflagração da passada terça-feira no porto de Beirute provocou 160 mortos e 6.000 feridos, havendo ainda, segundo os mais recentes dados oficiais, cerca de duas dezenas de desaparecidos.

As explosões, que as autoridades libanesas têm atribuído a um incêndio num depósito no porto onde se encontravam armazenadas cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio, deixaram também cerca de 300.000 pessoas desalojadas.

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As explosões viram também alimentar a revolta de uma população já mobilizada desde o outono de 2019 contra os líderes libaneses, acusados de corrupção e ineficácia.

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