“Sem alarmismos mas também sem facilitismo”: diretores das escolas mantêm alerta face a ameaças de ataques esta quinta-feira

Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, garantiu que o assunto deve ser levado com seriedade

Revista de Imprensa

A PSP tem monitorizado diversas ameaças que surgiram nas redes sociais sobre a possibilidade de ataques, esta quinta-feira, a escolas de Lisboa, por ocasião do 23º aniversário do ataque na escola de Columbine, nos Estados Unidos.

A 20 de abril de 1999, Eric Harris e Dylan Klebold, alunos da Columbine High School, mataram 12 alunos e um professor. Foram ainda feridas mais 24 pessoas – os dois jovens (de 17 e 18 anos) viriam a cometer suicídio na biblioteca da escola.

Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, sublinhou, em declarações ao jornal ‘Observador’, que é preciso não criar “alarmismos”. “As notícias chegaram às redes sociais ontem ao final do dia, sobretudo tendo em conta algumas escolas. O que os diretores estão a fazer é participar de imediato essa situação à entidade local, que será a Escola Segura, para criar um alerta, sem alarmismos, de forma a resolver esta questão da melhor forma possível”, apontou o responsável.

“É um apelo à calma mas temos de estar alerta durante o dia de hoje. Não podemos criar falsos alarmismos, mas levar isto com seriedade. Sem alarmismo mas também sem facilitismo”, explicou.

Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública esclareceu que tem estado a receber, “por intermédio das redes sociais”, informações “por parte de diversos cidadãos que entenderam, e bem, confirmar que a PSP se encontra a par do assunto”. E deixou alguns conselhos de como agir.

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“Em situações de emergência, o apoio necessário (policial, médico ou outro) pode ser solicitado pelo 112, número europeu de emergência”, indicou a PSP. E qualquer suspeita relacionada com um possível ataque devem ser comunicadas de imediato.

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