Seis países ouvem o apelo de Biden: Libertar parte das reservas de petróleo pode ajudar a baixar os preços

Seis países vão libertar simultaneamente parte das suas reservas estratégicas de petróleo para baixar os preços dos combustíveis. Joe Biden já ordenou a libertação de 50 milhões de barris de petróleo e está em conversações com outros países para fazerem o mesmo.

André Manuel Mendes
Novembro 23, 2021
17:36

Seis países vão libertar simultaneamente parte das suas reservas estratégicas de petróleo para baixar os preços dos combustíveis. Joe Biden já ordenou a libertação de 50 milhões de barris de petróleo e está em conversações com outros países para fazerem o mesmo.

A mudança é parte de um esforço coordenado com as principais nações consumidoras de energia, incluindo China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido.

O secretário de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que o Governo norte-americano continuará a pressionar a OPEP e as empresas de petróleo e gás para baixarem os preços. “Temos conversado com vários países sobre a importância de garantir que o fornecimento responde à procura, por forma a evitar que a recuperação económica global seja ameaçada”, afirmou, segundo a ‘CBS’.

De acordo com a ‘TSF’, o Japão já afirmou que pretende avançar o mais rapidamente possível com o processo, mas que se depara com limitações legais. Fontes próximas do assunto revelaram à ‘Bloomberg’ que a Índia pretende libertar 5 milhões de barris já na próxima semana. O Reino Unido já se terá disponibilizado a libertar um milhão e meio de barris.

Na Coreia do Sul, um oficial confirmou que os EUA pediram a Seul que liberasse algumas reservas de petróleo. “Estamos a rever minuciosamente o pedido dos EUA, no entanto, não libertamos reservas de petróleo por causa da alta dos preços do petróleo. Poderíamos liberar as reservas de petróleo em caso de desequilíbrio na oferta, mas não para responder à alta dos preços do petróleo”, disse o funcionário, de acordo com a ‘Reuters’.

A OPEP e outros produtores, incluindo a Rússia, conhecidos coletivamente como OPEP +, têm adicionado cerca de 400.000 barris por dia ao mercado mensalmente, mas resistem aos apelos de Biden por aumentos mais rápidos, argumentando que a recuperação pode tornar-se mais frágil.

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