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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>A luta para travar o ébola no Congo: “Neste momento, não está de todo sob controlo”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 13:03:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Surto, centrado na província de Ituri, já se estendeu à vizinha Uganda e levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma emergência de saúde pública de preocupação internacional]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades de saúde na República Democrática do Congo estão a tentar conter um novo surto de ébola no leste do país, numa região marcada por conflito armado, deslocações populacionais, mineração informal e sistemas de saúde fragilizados. O surto, centrado na província de Ituri, já se estendeu à vizinha Uganda e levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.</p>
<p>Segundo dados das autoridades congolesas e da OMS citados pelo &#8216;The Independent&#8217;, havia esta quarta-feira mais de 600 casos suspeitos e pelo menos 139 mortes suspeitas na República Democrática do Congo. A OMS confirmou ainda casos importados no Uganda, incluindo uma morte, enquanto um cidadão americano infetado foi evacuado para tratamento na Alemanha.</p>
<p><strong>O que torna este surto diferente?</strong></p>
<p>O surto é provocado pela estirpe Bundibugyo do vírus ébola, menos conhecida do que a estirpe Zaire, responsável por algumas das epidemias mais mortíferas da doença. A Bundibugyo já tinha sido identificada em surtos anteriores no Uganda, em 2007 e 2012, mas continua a colocar dificuldades particulares: não há vacina licenciada nem teste rápido aprovado especificamente para esta estirpe. A OMS indicou que uma vacina poderá demorar entre seis e nove meses a estar disponível.</p>
<p>Essa limitação atrasou a resposta inicial. Quando os primeiros casos suspeitos surgiram em Ituri, os testes disponíveis localmente estavam desenhados para a estirpe Zaire e deram resultados negativos. As amostras tiveram depois de ser enviadas para Kinshasa, a mais de 1.900 quilómetros de distância, para confirmação laboratorial.</p>
<p><strong>Porque é que a contenção é tão difícil?</strong></p>
<p>O epicentro situa-se em comunidades mineiras informais de Ituri, onde há grande mobilidade populacional, más condições de saneamento e acesso limitado a cuidados de saúde formais. A isto somam-se décadas de violência no leste da República Democrática do Congo, com vários grupos armados ativos em Ituri e no Kivu Norte, o que torna algumas zonas perigosas ou inacessíveis para equipas médicas e organizações humanitárias.</p>
<p>Greg Ramm, diretor da Save the Children no país, disse ao &#8216;The Independent&#8217; que falta equipamento básico na província, incluindo cloro, luvas e material de proteção. “Sabemos o que fazer quando apanhamos o ébola cedo”, afirmou. “Neste momento, não está de todo sob controlo.”</p>
<p>O problema não é apenas médico. Em algumas comunidades, a desconfiança das autoridades e das equipas de saúde dificulta o rastreio de contactos e o isolamento dos doentes. O &#8216;The Independent&#8217; relata que, em Mongwalu, algumas mortes foram inicialmente atribuídas a feitiçaria, e não a doença, o que terá atrasado ainda mais a resposta.</p>
<p><strong>Há risco de propagação regional?</strong></p>
<p>A OMS considera que o risco global de propagação é baixo, mas avalia o risco nacional e regional como elevado. A confirmação de casos no Uganda mostrou que o vírus já atravessou fronteiras, e a organização admite que o número real de infeções pode ser superior ao que está atualmente detetado.</p>
<p>A própria OMS alertou que existem “incertezas significativas” sobre o número real de infetados e a extensão geográfica do surto. Os casos suspeitos em várias zonas de saúde, a confirmação em Kampala e os relatos de mortes em comunidades de Ituri apontam para uma epidemia potencialmente maior do que os números confirmados mostram neste momento.</p>
<p><strong>Porque é que a guerra agrava a crise?</strong></p>
<p>O leste da República Democrática do Congo vive uma crise humanitária prolongada. Milhares de pessoas deslocam-se por causa da violência, muitas vivem em condições precárias e os serviços públicos estão sob pressão extrema. Em Goma, a maior cidade do leste congolês, profissionais de saúde relataram ao &#8216;The Independent&#8217; dificuldades na comunicação oficial, falta de materiais e receio de que famílias escondam doentes em casa por medo ou desconfiança.</p>
<p>A situação é agravada pelos cortes na ajuda internacional. Organizações humanitárias avisam que a redução do financiamento enfraqueceu os sistemas de vigilância epidemiológica, precisamente os mecanismos que deveriam detetar surtos antes de se espalharem. A OMS declarou que os programas de água e saneamento no país sofreram uma quebra acentuada de financiamento, o que aumenta os riscos numa doença em que a prevenção e o controlo de infeção são decisivos.</p>
<p><strong>O que preocupa mais as organizações humanitárias?</strong></p>
<p>Além da letalidade do ébola, há receio de colapso dos cuidados de saúde. Se centros médicos fecharem, se profissionais forem infetados ou se a população deixar de procurar hospitais por medo, outras doenças podem tornar-se ainda mais mortais. Malária, desnutrição, infeções respiratórias e complicações de parto podem aumentar o número de vítimas indiretas.</p>
<p>Esse é um dos maiores riscos apontados pelas organizações no terreno: a epidemia não atinge um sistema de saúde robusto, mas uma rede já fragilizada por conflito, pobreza, falta de equipamento e cortes de financiamento.</p>
<p><strong>O que acontece agora?</strong></p>
<p>A prioridade é confirmar casos, isolar doentes, rastrear contactos, proteger profissionais de saúde e reforçar as medidas de prevenção nas comunidades. Mas o contexto torna essa missão particularmente difícil. A estirpe é rara, não há vacina licenciada disponível, parte das zonas afetadas é insegura e a mobilidade populacional nas comunidades mineiras aumenta o risco de propagação.</p>
<p>O surto já é considerado a crise de ébola mais grave no leste da República Democrática do Congo desde 2018, quando mais de duas mil pessoas morreram. A diferença, desta vez, é que as autoridades enfrentam a doença num ambiente de guerra prolongada, ajuda internacional reduzida e sistemas de saúde mais expostos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765263]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia diz ter superado Rússia em ataques diários pela primeira vez, mas alerta para nova ameaça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 12:46:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Oleksandr Syrsky]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Intensidade e o número de operações de combate russas diminuíram nos últimos dias, enquanto a Ucrânia aumentou a pressão em vários setores da frente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As forças ucranianas intensificaram os contra-ataques ao longo da linha da frente e, pela primeira vez desde o início da invasão russa, terão realizado mais operações ofensivas diárias do que as forças de Moscovo. A afirmação foi feita por Oleksandr Syrsky, comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, numa entrevista citada pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;.</p>
<p>Segundo Syrsky, a intensidade e o número de operações de combate russas diminuíram nos últimos dias, enquanto a Ucrânia aumentou a pressão em vários setores da frente. “Pela primeira vez, o número das nossas operações ofensivas excedeu o número de operações ofensivas do inimigo”, afirmou o comandante ucraniano, embora sem indicar a data exata a que se referia.</p>
<p>O responsável militar, porém, travou qualquer leitura excessivamente otimista. “Mas não podemos relaxar, porque o inimigo é forte”, avisou. A advertência surge num momento em que a Rússia continua a concentrar grandes efetivos em zonas consideradas críticas, sobretudo na direção de Pokrovsk, no leste da Ucrânia.</p>
<p>De acordo com Syrsky, Moscovo terá concentrado cerca de 99 mil militares na direção de Pokrovsk, o maior agrupamento russo em todos os setores da frente. “É um número enorme. Estamos a fazer tudo para reduzir esse número”, disse o comandante-chefe ucraniano.</p>
<p>O general alertou também para a possibilidade de uma nova operação russa a partir do norte, com origem na Bielorrússia. Segundo Syrsky, o Estado-Maior russo estará a calcular e a planear possíveis ofensivas nessa direção. Caso esse cenário se concretize, a linha da frente aumentaria, obrigando a Ucrânia a distribuir ainda mais recursos militares.</p>
<p>As declarações surgem num contexto de forte pressão militar. Nos últimos dias, a Rússia lançou alguns dos maiores ataques com drones e mísseis desde o início da guerra, atingindo várias cidades ucranianas e provocando dezenas de mortos e feridos, incluindo em Kyiv, Kharkiv e Odesa.</p>
<p>Syrsky afirmou ainda que as perdas russas continuam a ser significativamente superiores às ucranianas. Segundo o comandante-chefe, as perdas totais de Moscovo na frente serão 3,5 vezes superiores às da Ucrânia. No caso dos mortos, a diferença poderá chegar, dependendo do dia, a sete ou nove vezes mais baixas do lado russo. Estes números são apresentados por Kiev e não foram verificados de forma independente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765258]]></sapo:autor>
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		<title>Alguém sabia antes de Trump falar? EUA investigam negócios milionários no mercado do petróleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 12:31:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em causa estão cerca de 690 milhões de euros em contratos futuros de petróleo, negociados pouco antes da publicação feita por Trump a 23 de março em que adiou ataques contra infraestruturas energéticas do Irão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O regulador americano dos mercados de futuros está a investigar um aumento repentino no volume de negociações de petróleo momentos antes de Donald Trump anunciar, nas redes sociais, que iria adiar ataques contra infraestruturas energéticas do Irão. A investigação, noticiada pelo&#8217;The Wall Street Journal&#8217;, procura perceber se alguém com conhecimento antecipado da decisão presidencial usou essa informação para lucrar no mercado.</p>
<p>Em causa estão mais de 800 milhões de dólares em contratos futuros de petróleo, cerca de 690 milhões de euros, negociados pouco antes da publicação feita por Trump a 23 de março. A Commodity Futures Trading Commission, conhecida pela sigla CFTC, está a tentar determinar se houve utilização indevida de informação privilegiada ou se essa informação foi transmitida a terceiros.</p>
<p>A decisão de Trump provocou uma forte reação no mercado petrolífero. Depois de o presidente americano ter adiado os ataques à infraestrutura energética iraniana, os preços do petróleo chegaram a cair até 13%, criando ganhos significativos para operadores que tinham apostado corretamente nesse movimento.</p>
<p>Segundo as fontes citadas pelo &#8216;The Wall Street Journal&#8217;, pelo menos cinco empresas terão conseguido lucros de cinco milhões de dólares, cerca de 4,3 milhões de euros, ou mais com estas operações. Entre os exemplos referidos estão a Qube Research &#038; Technologies, empresa de investimento sediada em Londres, que terá obtido lucros ajustados de cerca de cinco milhões de dólares, e o Forza Fund, que terá lucrado aproximadamente 10 milhões de dólares, cerca de 8,6 milhões de euros.</p>
<p>As empresas mencionadas não foram acusadas de qualquer irregularidade. O motivo do interesse específico da CFTC nessas operações também não é claro, sublinha o site espanhol &#8217;20 Minutos&#8217;, uma vez que movimentos bruscos nos mercados podem resultar de vários fatores, incluindo leitura rápida de notícias, modelos algorítmicos ou simples capacidade de antecipação.</p>
<p>O caso levanta, ainda assim, uma questão sensível: até que ponto os mercados reagiram a sinais públicos disponíveis ou a informação que ainda não era conhecida pela generalidade dos investidores. Algumas empresas contactadas pelo regulador terão atribuído as suas decisões a uma manchete publicada cerca de 15 minutos antes da mensagem de Trump.</p>
<p>A investigação deverá também analisar o papel dos algoritmos nas negociações. Em mercados de alta velocidade, sistemas automáticos conseguem interpretar manchetes, volumes de transação e sinais políticos em segundos, tornando mais difícil distinguir entre uma aposta legítima, uma leitura eficiente do mercado ou uma eventual vantagem obtida através de informação privilegiada.</p>
<p>A linha entre sorte, sofisticação tecnológica e abuso de informação pode, por isso, ser difícil de traçar. Mas o valor das operações, o momento em que ocorreram e o impacto imediato da decisão de Trump nos preços do petróleo foram suficientes para levar o regulador americano a abrir averiguações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765245]]></sapo:autor>
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		<title>Embalagem parecia a mesma, mas com menos chocolate&#8230; e mais cara: Milka condenada na Alemanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 12:13:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Milka]]></category>
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					<description><![CDATA[Decisão surge na sequência de uma ação judicial apresentada no final de 2025 por uma associação alemã de consumidores. Em causa está a alteração das barras de chocolate Milka, que passaram de 100 para 90 gramas, ao mesmo tempo que o preço subiu na Alemanha de 1,49 euros para 1,99 euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A redução do tamanho dos produtos sem uma descida equivalente do preço, fenómeno conhecido como ‘shrinkflation’, foi punida pela primeira vez na Alemanha e pode abrir caminho a novas queixas contra fabricantes. O caso envolve a Mondelez, dona da Milka, condenada por reduzir uma tablete de chocolate de 100 para 90 gramas, mantendo uma embalagem praticamente igual e aumentando o preço, avança o &#8216;ABC&#8217;.</p>
<p>A decisão surge na sequência de uma ação judicial apresentada no final de 2025 por uma associação alemã de consumidores. Em causa está a alteração das barras de chocolate Milka, que passaram de 100 para 90 gramas, ao mesmo tempo que o preço subiu na Alemanha de 1,49 euros para 1,99 euros.</p>
<p>Segundo o tribunal regional de Bremen, a empresa praticou uma “shrinkflation enganosa” ao manter a imagem clássica da embalagem, apesar da redução de 10% na quantidade de produto. Para os juízes, a indicação do novo peso na embalagem não foi suficiente para afastar o risco de engano, uma vez que o design não apresentava alterações percetíveis para o consumidor.</p>
<p>A Mondelez defendeu que a embalagem identificava corretamente e de forma visível o novo tamanho de 90 gramas. O tribunal, porém, considerou que a apresentação global do produto podia induzir os consumidores em erro, ao fazer parecer que se tratava da mesma tablete de sempre.</p>
<p>O caso ganha relevância num contexto de forte pressão sobre os preços do cacau, que tem levado várias empresas do setor alimentar a rever preços, tamanhos e margens. No caso da Milka, a subida de preço coincidiu com a redução da quantidade de chocolate, uma combinação que aumentou a contestação das associações de consumidores.</p>
<p>A decisão alemã coloca outros fabricantes sob maior escrutínio, sobretudo marcas que tenham reduzido quantidades mantendo embalagens muito semelhantes. Nos últimos anos, consumidores e associações têm denunciado reduções em produtos como gelados, batatas fritas, chocolates, bolachas e outros bens de grande consumo.</p>
<p>Em Espanha, o Ministério dos Assuntos do Consumidor já reagiu à condenação e prepara uma reforma legislativa para travar este tipo de prática. O objetivo é levar ao Congresso uma proposta que obrigue as empresas a informar de forma mais clara quando reduzem a quantidade de produto, evitando que a alteração passe despercebida ao consumidor.</p>
<p>Segundo o &#8216;ABC&#8217;, o Governo espanhol considera que a ‘shrinkflation’ é “mais uma forma de enganar e pressionar os consumidores”. A decisão alemã pode, por isso, tornar-se um precedente relevante na Europa, num momento em que a inflação continua a pesar nas compras do dia a dia.</p>
<p>Em Portugal, a prática também tem sido sinalizada por associações de consumidores. A DECO PROteste já alertou para casos de “reduflação” no retalho nacional, com embalagens a encolherem sem que o preço por unidade ou por quilo desça na mesma proporção. Entre os exemplos denunciados por consumidores estão produtos alimentares de compra frequente, como cereais, peixe congelado, chocolates, gelados ou snacks, em que a alteração da quantidade pode passar despercebida se o consumidor não comparar o peso e o preço por quilo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765235]]></sapo:autor>
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		<title>Uma “Delcy” persa? O plano improvável de Israel e dos EUA para mudar o regime no Irão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 12:04:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Israel e Estados Unidos terão avaliado a possibilidade de libertar Mahmoud Ahmadinejad da prisão domiciliária e transformá-lo numa figura de transição para uma eventual mudança de regime no Irão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Israel e Estados Unidos terão avaliado a possibilidade de libertar Mahmoud Ahmadinejad da prisão domiciliária e transformá-lo numa figura de transição para uma eventual mudança de regime no Irão, segundo uma investigação do &#8216;The New York Times&#8217; . O plano, que envolvia ataques à liderança política e militar iraniana, campanhas de influência e mobilização de forças internas, terá falhado logo na fase inicial.</p>
<p>O episódio começou com informações contraditórias sobre um ataque à casa do antigo presidente iraniano. A primeira versão, divulgada por meios iranianos, indicava que Ahmadinejad tinha sido morto. Mais tarde, a notícia foi corrigida: o ex-chefe de Estado estava vivo, e as vítimas seriam os seus alegados guarda-costas. Mas, de acordo com a investigação citada pelo &#8216;El Confidencial&#8217;, esses homens não seriam guarda-costas, mas membros da Guarda Revolucionária encarregados de o vigiar e manter em prisão domiciliária.</p>
<p>A operação não teria como objetivo matar Ahmadinejad, mas sim libertá-lo. A escolha do antigo presidente iraniano pode parecer paradoxal: durante os seus mandatos, entre 2005 e 2013, foi uma das figuras mais hostis a Israel e aos Estados Unidos, com discursos marcados por ataques ao Governo israelita, negação do Holocausto e acusações conspirativas contra Washington sobre os atentados de 11 de setembro de 2001.</p>
<p>Ainda assim, segundo o plano descrito, Ahmadinejad tinha um perfil útil para quem procurava uma figura alternativa dentro do próprio sistema iraniano. Continuava a ser conhecido no país, falava a linguagem política da República Islâmica e, ao mesmo tempo, estava afastado da atual direção do regime. Depois de deixar o poder, tentou candidatar-se novamente às presidenciais em 2017, 2021 e 2024, mas o Conselho dos Guardiões bloqueou as suas candidaturas.</p>
<p>Nos últimos anos, o antigo presidente passou também a acusar altos responsáveis iranianos de corrupção, má gestão e abuso de poder. Em paralelo, deu sinais de maior abertura ao exterior. Em 2019, numa entrevista ao &#8216;The New York Times&#8217;, elogiou Donald Trump e defendeu uma aproximação entre Irão e Estados Unidos, descrevendo o então presidente americano como um “homem de ação” capaz de calcular custos e benefícios.</p>
<p>Assim, a “Delcy persa&#8221; remete para Delcy Rodríguez, figura do poder venezuelano que acabou por se tornar interlocutora de Washington num momento de transição política na Venezuela. A comparação serve para sublinhar a lógica improvável do plano: encontrar dentro do próprio regime iraniano uma figura conhecida, hostil ao Ocidente no passado, mas potencialmente útil para conduzir uma transição. </p>
<p>A estratégia atribuída aos responsáveis israelitas previa várias fases. Primeiro, ataques aéreos de Israel e dos Estados Unidos contra a cúpula política e militar iraniana. Depois, a mobilização de forças curdas contra unidades iranianas. Em paralelo, campanhas de influência procurariam espalhar a perceção de que o regime tinha perdido o controlo do país. A fase final passaria pela criação de um “Governo alternativo”, no qual Ahmadinejad poderia surgir como rosto reconhecível para parte da população.</p>
<p>Mas a operação terá falhado desde o início. O ataque destinado a libertar Ahmadinejad deixou-o ferido e, segundo uma fonte próxima citada na investigação, destruiu a confiança que ainda pudesse ter na iniciativa. Desde então, o antigo presidente não voltou a aparecer em público e o seu paradeiro é desconhecido.</p>
<p>O restante plano também não produziu o efeito esperado. Os ataques iniciais terão eliminado parte relevante da liderança iraniana, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei, mas não provocaram o colapso do sistema. Além disso, vários dos potenciais interlocutores identificados por Washington para uma transição terão morrido nos bombardeamentos.</p>
<p>A mobilização curda e as campanhas de influência também não conseguiram gerar a pressão interna prevista. Perante esses fracassos, a Casa Branca terá abandonado rapidamente a ideia de mudança de regime, apesar de Trump ter iniciado a guerra com um apelo direto aos iranianos para que tomassem o controlo do Governo.</p>
<p>O caso expõe o grau de incerteza das estratégias externas para influenciar a política iraniana. Ahmadinejad, antigo símbolo da linha dura contra o Ocidente, terá sido visto como uma peça improvável para uma transição precisamente por combinar notoriedade interna, conflito com a atual liderança e eventual disposição para negociar com Washington. A aposta, porém, não terá resistido ao primeiro choque com a realidade militar e política no terreno.</p>
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		<item>
		<title>Xi Jinping e Vladimir Putin reforçam parceria estratégica durante encontro em Beijing</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:59:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branded Content]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da China, Xi Jinping, reuniu-se esta quarta-feira, em Beijing, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, num encontro marcado pelo reforço da coordenação estratégica entre os dois países e pela assinatura de novos acordos de cooperação bilateral.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="s3"><em><strong>Conteúdo Patrocinado por Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China</strong></em></p>
<p class="s5"><span class="s4">O presidente da China, Xi Jinping, reuniu-se esta quarta-feira, em </span><span class="s4">Beijing</span><span class="s4">, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, num encontro marcado pelo reforço da coordenação estratégica entre os dois países e pela assinatura de novos acordos de cooperação bilateral.</span></p>
<p class="s5">Durante a visita de Estado de Vladimir Putin à China, os dois chefes de Estado acordaram prorrogar o Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia, assinado há 25 anos, e aprofundar a parceria estratégica abrangente entre os dois países.</p>
<p class="s5">Nas conversações oficiais e nas reuniões realizadas à porta fechada, Xi Jinping destacou que 2026 assinala o 30.º aniversário da parceria de coordenação estratégica entre China e Rússia, sublinhando que as relações bilaterais têm evoluído com base na confiança política mútua, na cooperação pragmática e na defesa conjunta da justiça e equidade internacionais.</p>
<p class="s5">O presidente chinês afirmou que, apesar da atual instabilidade internacional e do ressurgimento do unilateralismo e do hegemonismo, a paz, o desenvolvimento e a cooperação continuam a ser a principal tendência mundial.</p>
<p class="s5">Xi Jinping salientou ainda que China e Rússia, enquanto membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e importantes potências globais, devem reforçar a coordenação estratégica, promover um sistema de governação global mais justo e aprofundar a cooperação em áreas como comércio, investimento, energia, inovação tecnológica, ciência, educação, cultura e intercâmbio entre os povos.</p>
<p class="s5">O líder chinês defendeu igualmente o reforço da cooperação multilateral no âmbito de organizações como a ONU, a Organização de Cooperação de Xangai, os BRICS e a APEC, com o objetivo de salvaguardar a ordem internacional do pós-guerra e fortalecer a cooperação entre os países do Sul Global.</p>
<p class="s5">Por sua vez, Vladimir Putin afirmou que as relações entre Moscovo e Beijing atingiram “um nível sem precedentes”, classificando a parceria bilateral como um modelo de cooperação estratégica abrangente.</p>
<p class="s5">O presidente russo considerou que o Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável continua a ter relevância estratégica no atual contexto internacional e manifestou disponibilidade para aprofundar a coordenação política e a cooperação prática com a China.</p>
<p class="s5">Putin sublinhou ainda que a cooperação entre os dois países constitui um fator de estabilidade internacional num cenário global marcado por tensões e incertezas.</p>
<p class="s5">Durante o encontro, os dois líderes trocaram opiniões sobre várias questões internacionais e regionais, incluindo a situação no Médio Oriente.</p>
<p class="s5">Após as conversações, Xi Jinping e Vladimir Putin assinaram e divulgaram uma declaração conjunta sobre o fortalecimento da coordenação estratégica abrangente e o aprofundamento da amizade e cooperação de boa vizinhança entre China e Rússia.</p>
<p class="s5">Os dois países assinaram ainda cerca de 20 documentos de cooperação em áreas como comércio, educação, ciência, tecnologia, investimento e intercâmbio cultural, além de uma declaração conjunta em defesa da multipolaridade e de um novo modelo de relações internacionais.</p>
<p class="s5">
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765226]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Redes de imigração ilegal em Portugal: Grupo de 40 imigrantes denuncia documentos falsos à AIMA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:43:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Um grupo de 40 imigrantes denunciou à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) alegadas fraudes relacionadas com falsas autorizações de residência usadas para garantir trabalho em Portugal, sobretudo no setor da construção civil. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um grupo de 40 imigrantes denunciou à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) alegadas fraudes relacionadas com falsas autorizações de residência usadas para garantir trabalho em Portugal, sobretudo no setor da construção civil. A maioria dos trabalhadores envolvidos é de nacionalidade colombiana e afirma ter sido recrutada através de promessas de regularização documental que acabaram por se revelar falsas, deixando-os numa situação de vulnerabilidade laboral e legal.</p>
<p>Segundo o jornal Público, que revelou o caso, os imigrantes terão entrado legalmente em Portugal como turistas, depois de lhes ter sido garantido que, à chegada às empresas contratantes, receberiam as respetivas autorizações de residência. Dois representantes do grupo disseram ao jornal que desconfiaram inicialmente das propostas, mas acabaram por aceitá-las. Já em território português, alegam ter descoberto a existência de intermediários que falsificavam documentos supostamente emitidos pela AIMA.</p>
<p>Os trabalhadores afirmam agora viver sob receio constante de perder o emprego ou de serem identificados pelas autoridades. “Estamos numa situação complicada, pois corremos o risco de ficarmos sem trabalho e de ainda sermos apanhados pela polícia”, relatou um dos representantes do grupo ao jornal. Os imigrantes contrataram entretanto um advogado com o objetivo de tentar provar judicialmente que foram vítimas de fraude e requerer autorização de residência ao abrigo do artigo 109.º da Lei de Estrangeiros, mecanismo destinado à proteção de vítimas de tráfico de pessoas ou de imigração ilegal.</p>
<p>A Agência para a Integração, Migrações e Asilo recusou confirmar a existência de denúncias concretas ou comentar eventuais investigações, invocando “dever de reserva e respeito pelas regras legais aplicáveis”. A agência esclareceu ainda que não exerce funções policiais nem de investigação criminal, sublinhando que situações suscetíveis de constituir crime, como alegadas falsificações de documentos, devem ser comunicadas às autoridades competentes. A AIMA acrescentou também que colabora com entidades policiais e judiciais sempre que lhe sejam formalmente solicitadas informações no âmbito das suas competências legais.</p>
<p>A especialista em direito internacional e questões migratórias Catarina Zuccaro explicou ao jornal que o artigo 109.º se aplica a cidadãos estrangeiros vítimas de infrações relacionadas com tráfico humano ou auxílio à imigração ilegal. A advogada frisou, contudo, que esta disposição “não é uma norma geral para regularização”, destinando-se antes a proteger pessoas em situação de vulnerabilidade associada a exploração laboral, redes de imigração ilegal, coação ou dependência económica e documental. Segundo a jurista, a lógica deste enquadramento legal assenta na proteção das vítimas e, em muitos casos, na cooperação com as autoridades.</p>
<p>Os dados mais recentes do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) mostram um aumento expressivo dos crimes ligados à imigração ilegal em Portugal. Em 2025 foram registados 1.205 casos, o valor mais elevado da última década e um crescimento de 251,3% face ao ano anterior. As autoridades abriram processos contra 186 pessoas, mais 48 do que em 2024. O relatório refere ainda que a AIMA tem desempenhado um papel relevante na identificação de redes de imigração ilegal, incluindo esquemas de casamentos de conveniência para obtenção de autorizações de residência.</p>
<p>Perante o crescimento destes casos, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa tem reforçado campanhas de alerta dirigidas a cidadãos interessados em emigrar para Portugal, aconselhando prudência perante propostas demasiado vantajosas. As autoridades diplomáticas recomendam desconfiança em relação a promessas de viagens gratuitas, salários muito acima da média, habitação garantida ou facilidades documentais, alertando que “facilidade a mais” pode ser sinal de fraude ou exploração ligada a redes de imigração ilegal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765180]]></sapo:autor>
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		<title>Cromos do Mundial&#8217;2026 já atraem burlas online: Portal da Queixa alerta para sites falsos e pagamentos suspeitos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:24:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[burla online]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Portal da Queixa]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com os dados da plataforma, os consumidores denunciam sites que aparentam vender produtos oficiais, mas que, na prática, poderão estar a simular lojas legítimas para captar pagamentos e dados dos compradores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O entusiasmo em torno das coleções de cromos do Mundial&#8217;2026 está a ser aproveitado por burlões para enganar consumidores em compras online. O alerta é do Portal da Queixa, que já recebeu mais de 60 reclamações relacionadas com alegados esquemas fraudulentos associados à venda de cadernetas e cromos do campeonato.</p>
<p>De acordo com os dados da plataforma, os consumidores denunciam sites que aparentam vender produtos oficiais, mas que, na prática, poderão estar a simular lojas legítimas para captar pagamentos e dados dos compradores. Entre os domínios mencionados nas reclamações surgem panini-pt.com, panini-loja.lat e panini-portugal.com.</p>
<p>As queixas seguem padrões semelhantes. Há consumidores que dizem ter pago por encomendas que nunca chegaram, outros que não receberam comprovativos de compra e alguns que foram confrontados, depois do pagamento inicial, com pedidos adicionais suspeitos, como alegadas “taxas de desalfandegamento”.</p>
<p>Segundo os relatos recebidos pelo Portal da Queixa, alguns pagamentos terão sido encaminhados para entidades associadas a outros sites, nomeadamente educapt.com e eletropt.com, o que reforça as dúvidas sobre a legitimidade das operações. Há também consumidores que afirmam ter chegado aos sites através de publicidade nas redes sociais, acreditando tratar-se de uma venda oficial.</p>
<p>O alerta surge num momento em que aumenta a procura por cadernetas e cromos ligados ao Mundial&#8217;2026. Em paralelo, o Portal da Queixa regista também um crescimento das reclamações relacionadas com a marca Panini, que já soma 58 ocorrências em 2026. Entre os motivos apontados estão produtos danificados ou defeituosos, mas também várias denúncias de possíveis fraudes online com utilização indevida da imagem da marca.</p>
<p>Perante este cenário, a plataforma recomenda que os consumidores verifiquem sempre a reputação das lojas online antes de efetuarem qualquer compra, sobretudo quando se trata de anúncios nas redes sociais, campanhas com preços demasiado apelativos ou sites que imitam marcas conhecidas.</p>
<p>O Portal da Queixa lembra que disponibiliza gratuitamente a ferramenta “Não Sejas Pato”, através da qual os consumidores podem avaliar a credibilidade de sites e reduzir o risco de cair em esquemas fraudulentos.</p>
<p>“Num momento em que o entusiasmo em torno do Mundial mobiliza milhares de consumidores, é fundamental garantir que a experiência de compra é feita com segurança. A informação e a prevenção continuam a ser as melhores ferramentas no combate à fraude digital. Sendo um esquema em crescimento, aconselhamos os consumidores a consultar sempre plataformas de reputação online antes de efetuarem qualquer compra”, adverte Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765198]]></sapo:autor>
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		<title>Investigação clínica: Acelerar da lei à prática</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/investigacao-clinica-acelerar-da-lei-a-pratica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:24:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Investigação clínica]]></category>
		<category><![CDATA[lei]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Duarte Mesquita, Diretor Médico da Sanofi Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por Duarte Mesquita, Diretor Médico da Sanofi Portugal</em></strong></p>
<p>No Dia Mundial dos Ensaios Clínicos, Portugal assinala um avanço decisivo com a entrada em vigor da nova Lei da Investigação Clínica  <a href="https://www.infarmed.pt/web/infarmed/infarmed/-/journal_content/56/15786/12573617" target="_blank" rel="noopener">(Lei n.º 9/2026</a>). Ao alinhar o país com o enquadramento europeu, esta lei cria as condições para um sistema mais eficiente, atrativo e centrado no doente. O seu verdadeiro impacto dependerá, porém, da nossa capacidade de transformar ambição legislativa em mudança concreta no terreno e no que realmente impacta a vida dos portugueses.</p>
<p>Um retrato claro do ponto em que nos encontramos é dado pelo mais recente <em>Barómetro de Inovação Clínica</em>, da NTT DATA. Os dados revelam um ecossistema em clara evolução. Os Centros de Investigação Clínica (CIC) portugueses são cada vez mais reconhecidos pelas administrações hospitalares, mantêm uma relação próxima com a indústria farmacêutica e investem de forma consistente na desmaterialização de processos e em plataformas de gestão e recrutamento. Portugal dispõe de talento científico, infraestrutura clínica e integração hospitalar — ativos essenciais para competir num contexto global.</p>
<p>Persistem, no entanto, desafios que condicionam a aceleração e são necessárias mudanças para inverter a tendência dos últimos anos uma vez que há um declínio evidente nos ensaios clínicos na Europa: a participação europeia em ensaios clínicos comerciais diminuiu drasticamente de 22% para 12% entre 2013 e 2023, privando 60.000 doentes europeus do acesso a tratamentos experimentais. A autonomia efetiva dos CIC continua limitada em áreas críticas, como a contratação de recursos humanos e a definição de incentivos, atrasando a adaptação ao novo enquadramento legal. A transformação digital, embora relevante, tem-se traduzido sobretudo em ganhos administrativos, sem impacto proporcional na experiência do doente. E a ligação às associações de doentes permanece insuficiente, afastando a investigação de quem lhe dá verdadeiro sentido.</p>
<p>Estes desafios devem ser encarados como oportunidades estratégicas. O próprio setor demonstra que a inovação já oferece respostas concretas. Hoje, plataformas digitais avançadas, apoiadas em Inteligência Artificial, permitem analisar grandes volumes de dados clínicos, dados do mundo real e literatura científica para <strong>identificar populações elegíveis para ensaios clínicos em minutos</strong>, processos que anteriormente podiam demorar meses. Estas soluções aumentam a eficiência, melhoram a representatividade dos estudos e democratizam o acesso à investigação clínica — colocando o doente no centro, desde o primeiro momento.</p>
<p>Esta capacidade de adoção tecnológica reforça uma mensagem essencial: <strong>Portugal reúne condições únicas para se afirmar como um verdadeiro <em>hub</em> de inovação em ensaios clínicos</strong>. A dimensão do país, a proximidade entre decisores, centros hospitalares e investigadores, a qualidade dos profissionais de saúde e a integração crescente de ferramentas digitais tornam possível testar, escalar e validar modelos inovadores com rapidez e rigor científico. São, contudo, necessárias mais políticas públicas que permitam operacionalizar a independência dos CIC, no âmbito financeiro, de gestão e de e na criação de uma <em>framework </em>de referenciação.</p>
<p>A aceleração da investigação clínica é também um pilar de sustentabilidade. Sistemas mais ágeis reduzem custos e desperdícios, aumentam a atratividade do país para investimento em I&amp;D e, sobretudo, permitem que os doentes tenham acesso mais cedo a terapêuticas inovadoras. A evidência é clara: quanto maior a atividade de investigação clínica numa molécula em Portugal, mais rapidamente essa inovação chega à prática clínica.</p>
<p>A nova lei deu-nos a linha de partida. Os dados mostram-nos onde precisamos de acelerar. O próximo passo exige ação concertada: autonomia real para os centros de investigação, digitalização orientada ao doente e formação das novas gerações de médicos e investigadores com competências alinhadas com a ciência do futuro.</p>
<p>O propósito da indústria é claro: perseguir os milagres da ciência para melhorar a vida das pessoas. Esse caminho não se faz sozinho. Exige colaboração entre indústria, decisores políticos, academia e sociedade civil. A nova lei é o convite para essa ambição coletiva. Cabe-nos agora aceitá‑lo com urgência — e garantir que Portugal não apenas acompanha a inovação, mas se posiciona para a liderar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Duarte Mesquita, Diretor Médico da Sanofi Portugal]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hospital do Grupo Lusíadas cria resposta inovadora em cuidados paliativos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:19:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Alfragide]]></category>
		<category><![CDATA[Lusíadas]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[paliativos]]></category>
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					<description><![CDATA[O Hospital Lusíadas Alfragide anunciou a abertura de uma nova Unidade de Cuidados Paliativos, reforçando a sua oferta clínica com uma resposta especializada dirigida a pessoas com doença avançada e às suas famílias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Hospital Lusíadas Alfragide anunciou a abertura de uma nova Unidade de Cuidados Paliativos, reforçando a sua oferta clínica com uma resposta especializada dirigida a pessoas com doença avançada e às suas famílias.</p>
<p>A nova unidade tem como objetivo assegurar uma abordagem integrada e humanizada, centrada no controlo rigoroso da dor e de sintomas complexos, bem como no acompanhamento contínuo do doente e no apoio estruturado à família. Destina-se a pessoas com patologias oncológicas e hematológicas avançadas, insuficiências cardíaca, respiratória, hepática ou renal em fase avançada, doenças neurológicas progressivas e outras situações de fragilidade clínica, mediante avaliação individual e critérios médicos definidos.</p>
<p>Segundo a unidade hospitalar, os cuidados serão prestados por uma equipa multidisciplinar com formação específica em cuidados paliativos, responsável pela definição de planos de cuidados personalizados ajustados à evolução clínica e às necessidades de cada doente. O modelo prevê ainda a possibilidade de articulação com outros tratamentos, contribuindo para a redução do sofrimento, a prevenção de internamentos desnecessários e uma maior qualidade na tomada de decisão clínica.</p>
<p>A nova resposta assistencial integra duas dimensões complementares: cuidados hospitalares — incluindo internamento, consulta externa e hospital de dia — e cuidados domiciliários, assegurados pela Lusíadas Home Care, promovendo a continuidade entre o acompanhamento em meio hospitalar e em casa.</p>
<p>A unidade dispõe de quartos individuais e duplos, concebidos para garantir conforto, privacidade e um ambiente tranquilo, com horários de visita alargados e possibilidade de permanência de familiares. Está também previsto apoio emocional, reuniões de esclarecimento, planeamento antecipado de cuidados e acompanhamento no processo de luto.</p>
<p>“A criação desta Unidade permite-nos oferecer uma resposta mais estruturada e diferenciada a pessoas com doença avançada, garantindo não só o controlo eficaz dos sintomas, mas também um acompanhamento próximo e contínuo ao paciente e à sua família”, afirma Filipa Pinheiro Marques, CEO do Hospital Lusíadas Alfragide.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765181]]></sapo:autor>
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		<title>Irão ameaça alargar guerra para fora do Médio Oriente se EUA voltarem a atacar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:18:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Irão já tinha ameaçado retaliar contra países do Médio Oriente que acolhem bases militares americanas, mas os Guardas Revolucionários sugeriram esta quarta-feira que a resposta poderá ir mais longe]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão ameaçou alargar a guerra para fora do Médio Oriente caso os Estados Unidos voltem a atacar o país, depois de Donald Trump ter afirmado que esteve a uma hora de retomar a campanha militar suspensa há cerca de seis semanas. A ameaça, noticiada pela &#8216;Reuters&#8217;, surge numa altura em que as negociações para encerrar o conflito continuam praticamente bloqueadas.</p>
<p>Teerão apresentou esta semana uma nova proposta aos Estados Unidos, mas os termos divulgados publicamente repetem exigências já rejeitadas por Trump. Entre elas estão o controlo iraniano do Estreito de Ormuz, compensações pelos danos causados pela guerra, levantamento de sanções, libertação de ativos congelados e retirada das tropas americanas da região.</p>
<p>Trump disse na segunda-feira e voltou a repetir na terça-feira que esteve perto de ordenar uma nova campanha de bombardeamentos, mas decidiu adiar a decisão no último momento para dar mais tempo à diplomacia. “Estive a uma hora de tomar a decisão de avançar hoje”, afirmou o presidente americano aos jornalistas, na Casa Branca.</p>
<p>O aviso iraniano subiu agora de tom. O Irão já tinha ameaçado retaliar contra países do Médio Oriente que acolhem bases militares americanas, mas os Guardas Revolucionários sugeriram esta quarta-feira que a resposta poderá ir mais longe. “Se a agressão contra o Irão se repetir, a guerra regional prometida estender-se-á desta vez para além da região”, indicaram, em comunicado divulgado pelos meios estatais.</p>
<p>A tensão militar mantém-se ligada à pressão sobre o Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais sensíveis para o comércio mundial de energia. Desde o início da campanha americano-israelita, em fevereiro, o Irão tem mantido o estreito praticamente fechado a navios que não sejam seus, provocando aquela que é descrita como a maior perturbação de sempre no fornecimento global de energia. Em resposta, os Estados Unidos avançaram no mês passado com um bloqueio aos portos iranianos.</p>
<p>Apesar disso, Teerão tem dado sinais de abertura seletiva a países considerados aliados. Dois grandes petroleiros chineses, com cerca de quatro milhões de barris de crude, aproximadamente 636 milhões de litros, atravessaram esta quarta-feira o Estreito de Ormuz. A passagem ocorre depois de o Irão ter anunciado, na semana passada, durante uma visita de Trump a Pequim, um acordo para aliviar as regras aplicadas a navios chineses. A Coreia do Sul indicou também que um navio-tanque sul-coreano atravessava o estreito em coordenação com o Irão.</p>
<p>Segundo a Lloyd’s List, citada pela &#8216;Reuters&#8217;, pelo menos 54 navios passaram pelo estreito na semana passada, cerca do dobro da semana anterior. O número continua, ainda assim, muito abaixo do ritmo anterior à guerra, quando cerca de 140 navios atravessavam diariamente aquela rota.</p>
<p>A pressão sobre Trump aumenta também no plano interno. A subida dos preços da energia está a criar dificuldades ao Partido Republicano antes das eleições para o Congresso, marcadas para novembro. Desde o cessar-fogo, as declarações públicas do Presidente americano têm oscilado entre ameaças de novos bombardeamentos e garantias de que um acordo de paz pode estar próximo.</p>
<p>Na terça-feira, Trump disse que a guerra terminaria “muito rapidamente”. O vice-presidente JD Vance, que liderou a delegação americana na única ronda de negociações realizada até agora, também procurou transmitir otimismo. “Estamos numa posição bastante boa”, afirmou numa conferência de imprensa na Casa Branca.</p>
<p>O cessar-fogo com o Irão tem resistido, embora de forma instável. Houve uma intensificação dos ataques contra navios e países do Golfo no início de maio, depois de Trump ter anunciado uma missão naval para reabrir o Estreito de Ormuz. Essa operação, chamada Project Freedom, acabou por ser cancelada ao fim de 48 horas.</p>
<p>Esta semana, uma nova vaga de drones foi lançada contra a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, que atribuíram a origem dos ataques ao Iraque, onde operam milícias aliadas do Irão.</p>
<p>Quando lançaram a guerra, Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apresentaram como objetivos travar o apoio iraniano a milícias regionais, desmantelar o programa nuclear de Teerão, destruir as capacidades de mísseis do país e enfraquecer o regime iraniano. Até agora, porém, o conflito não retirou ao Irão o seu stock de urânio enriquecido a níveis próximos dos necessários para uso militar, nem a capacidade de ameaçar países vizinhos através de mísseis, drones e milícias aliadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765188]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mestrados em ensino da Nova passam a custar 697 euros após pressão política</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:15:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os estudantes dos mestrados em ensino da Universidade Nova de Lisboa vão passar a pagar uma propina anual de 697 euros, valor idêntico ao aplicado nas licenciaturas do ensino superior público e já praticado por várias universidades portuguesas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os estudantes dos mestrados em ensino da Universidade Nova de Lisboa vão passar a pagar uma propina anual de 697 euros, valor idêntico ao aplicado nas licenciaturas do ensino superior público e já praticado por várias universidades portuguesas. A alteração surge depois de críticas ao montante anteriormente cobrado pela instituição, que em alguns cursos ultrapassava mais do dobro do limite agora aplicado, levando a protestos estudantis e a uma intervenção política sobre o tema.</p>
<p>Segundo recorda o <a href="https://www.publico.pt/2026/05/20/sociedade/noticia/propina-mestrados-ensino-universidade-nova-lisboa-desce-697-euros-apos-intervencao-ministerio-2175277" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, a polémica ganhou dimensão após o Bloco de Esquerda questionar o Ministério da Educação, Ciência e Inovação sobre as diferenças entre as propinas cobradas pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Nova FCT) e as praticadas noutras instituições públicas. Em causa estava, em particular, o mestrado em Ensino de Matemática no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, cuja propina para o ano letivo de 2025/26 tinha sido fixada em 1.500 euros.</p>
<p>Na pergunta dirigida ao ministério, o deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, argumentava que os mestrados de habilitação profissional para a docência estão abrangidos pelo regime previsto no artigo 16.º, n.º 3, da Lei n.º 37/2003, que estabelece um limite máximo equivalente ao valor das propinas das licenciaturas no ensino superior público, atualmente fixado em 697 euros. O partido defendia que estes cursos constituem formação indispensável para o exercício da profissão docente nos ensinos básico e secundário, sendo essenciais para a profissionalização dos futuros professores.</p>
<p>O Bloco de Esquerda alertava ainda para o impacto financeiro da cobrança de propinas superiores ao teto legal, considerando que tal criava “uma barreira financeira” ao acesso à profissão docente, numa altura marcada pela escassez de professores em áreas como Matemática, Física, Química e Informática. Segundo o partido, o valor de 1.500 euros — que incluía também outras taxas — representava um acréscimo superior a 115% face ao limite legalmente previsto, colocando os estudantes da Nova FCT em desvantagem relativamente aos colegas da Universidade de Lisboa, Universidade do Porto ou Universidade de Aveiro, onde os mestrados em ensino já aplicavam a propina de 697 euros.</p>
<p>Na resposta enviada à Assembleia da República, o Ministério da Educação confirmou que a situação foi entretanto regularizada. A tutela esclareceu que “o caso em apreço foi identificado pela então Direção-Geral do Ensino Superior — atual Instituto para o Ensino Superior —, que contactou a instituição em causa, tendo acompanhado subsequentemente o processo de regularização”. O gabinete do ministro da Educação, Fernando Alexandre, acrescentou ainda que “a situação se encontra atualmente regularizada, sendo a propina aplicável a todos os mestrados em ensino no valor de 697 euros”. A alteração abrange também cursos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, incluindo mestrados ligados às áreas das línguas, História e Geografia.</p>
<p>Apesar da redução agora anunciada, a discussão política mantém-se em torno dos valores anteriormente pagos pelos estudantes. O Bloco de Esquerda sustenta que os alunos atualmente inscritos nestes mestrados, tanto no primeiro como no segundo ano, “suportaram propinas muito superiores ao limite legal” e, por isso, deverão ter direito à devolução dos montantes cobrados em excesso. Numa nova pergunta dirigida ao ministério, o partido exige que o Governo assegure essa restituição e fiscalize outras instituições de ensino superior que possam estar a aplicar propinas acima do permitido em cursos de formação de professores. O Público refere ainda que questionou a Universidade Nova de Lisboa sobre a possibilidade de pagamento de retroativos, mas a instituição não respondeu até ao momento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765179]]></sapo:autor>
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		<title>Irão diz ter feito história ao abater F-35 americano e ameaça EUA com “mais surpresas”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:07:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Reivindicação foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, e citada pelo 'Le Monde', num momento de tensão persistente entre Teerão e Washington]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão garante ter abatido um caça F-35 dos Estados Unidos durante o recente conflito com Israel e os EUA, afirmando que se tornou o primeiro país a destruir um dos mais avançados aviões de combate americanos. A reivindicação foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, e citada pelo &#8216;Le Monde&#8217;, num momento de tensão persistente entre Teerão e Washington.</p>
<p>Numa publicação na rede social &#8216;X&#8217;, Araghchi afirmou que o Congresso americano reconheceu, meses depois do início da guerra contra o Irão, a destruição de dezenas de aeronaves militares avaliadas em milhares de milhões de dólares. Segundo o chefe da diplomacia iraniana, as forças armadas iranianas foram as primeiras a conseguir abater um F-35, aparelho furtivo de quinta geração usado pelos Estados Unidos e por vários aliados.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">Months after initiation of war on Iran, US Congress acknowledges loss of dozens of aircraft worth billions.</p>
<p>Our powerful Armed Forces are confirmed as 1st to strike down a touted F-35.</p>
<p>With lessons learned and knowledge we gained, return to war will feature many more surprises.</p>
<p>&mdash; Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) <a href="https://twitter.com/araghchi/status/2056843793458979009?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 19, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>As declarações de Teerão surgem depois da divulgação de dados atribuídos a um relatório preparado para o Congresso americano, segundo os quais os EUA terão perdido, sofrido danos ou visto destruídas pelo menos 42 aeronaves durante 40 dias de conflito com o Irão. A estimativa inicial dos custos aponta para cerca de 2,6 mil milhões de dólares, aproximadamente 2,19 mil milhões de euros, embora responsáveis americanos admitam que o valor final possa ser superior.</p>
<p>A lista de perdas atribuída ao relatório inclui caças, aviões de vigilância, aviões de reabastecimento, helicópteros de resgate e drones. Entre os meios referidos estão quatro F-15E Strike Eagle, um F-35A Lightning II, um A-10 Thunderbolt II, sete KC-135 Stratotanker, um E-3 Sentry, dois MC-130J Commando II, um HH-60W Jolly Green II, 24 MQ-9 Reaper e um MQ-4C Triton. A informação sobre a extensão das perdas continua, porém, envolta em cautela, uma vez que responsáveis do Pentágono não confirmaram publicamente todos os números apresentados.</p>
<p>Araghchi usou esses dados para reforçar a mensagem política de Teerão. “Com as lições aprendidas e os conhecimentos adquiridos, o regresso à guerra trará muitas outras surpresas”, escreveu o ministro iraniano, deixando uma ameaça direta aos Estados Unidos caso o conflito volte a escalar.</p>
<p>Os EUA ainda não responderam publicamente às declarações mais recentes do chefe da diplomacia iraniana, segundo relatos internacionais. A ausência de confirmação americana é relevante, porque as alegações sobre a destruição de aeronaves avançadas, em particular de um F-35, têm forte valor militar e simbólico e podem ser usadas por Teerão como instrumento de propaganda interna e externa.</p>
<p>O eventual abate de um F-35 teria impacto particular pela reputação do caça furtivo, concebido para reduzir a deteção por radar e operar em ambientes de elevada ameaça. O Irão tem procurado apresentar o episódio como prova da vulnerabilidade dos sistemas militares americanos perante as suas capacidades de defesa aérea, mísseis e drones.</p>
<p>Ainda assim, a formulação da notícia exige prudência. Até ao momento, a informação disponível resulta sobretudo de declarações iranianas, de dados atribuídos a documentos e referências discutidas por responsáveis americanos, mas sem uma confirmação pública detalhada do Pentágono sobre todas as perdas e circunstâncias. A diferença entre aeronaves abatidas, danificadas ou perdidas em operações continua a ser central para avaliar a dimensão real do episódio.</p>
<p>A tensão entre Irão, Estados Unidos e Israel agravou-se nos últimos meses, com acusações sucessivas de ataques militares, retaliações e operações contra ativos regionais. Para Teerão, a narrativa das perdas americanas serve para mostrar capacidade de dissuasão. Para Washington, qualquer confirmação formal de perdas desta dimensão teria implicações militares, orçamentais e políticas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765178]]></sapo:autor>
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		<title>Katran X1.2: Tudo sobre o novo drone naval da Ucrânia que caça Shahed russos a 380 km/h</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 11:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Ucrânia apresentou uma nova plataforma naval não tripulada concebida para reforçar a defesa contra os drones russos Shahed, utilizados regularmente em ataques de longa distância contra cidades ucranianas. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia apresentou uma nova plataforma naval não tripulada concebida para reforçar a defesa contra os drones russos Shahed, utilizados regularmente em ataques de longa distância contra cidades ucranianas. O sistema, denominado Katran X1.2, combina guerra naval e defesa aérea numa única embarcação autónoma, funcionando como uma base móvel de lançamento para dezenas de drones intercetores guiados por inteligência artificial.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pelo portal Euromaidan Press, o novo drone marítimo foi testado pela Inteligência de Defesa da Ucrânia no rio Dnipro, numa demonstração realizada para a publicação alemã WELT. O projeto resulta de uma cooperação entre a empresa ucraniana MAC HUB e o ramo naval da “Legião do Mar Negro”, integrado na unidade de ação ativa FERRATA da Inteligência de Defesa ucraniana.</p>
<p>O Katran X1.2 é uma embarcação de superfície não tripulada com cerca de nove metros de comprimento, equipada com um motor de 350 cavalos de potência e autonomia declarada até 1.600 quilómetros. A plataforma foi concebida para desempenhar várias funções operacionais, incluindo missões kamikaze, transporte de drones aéreos e utilização de dois mísseis de curto alcance R-73.</p>
<p>Durante os testes realizados no rio Dnipro, a embarcação transportava 27 drones intercetores MAC Dead Fly, equipados com sistemas de inteligência artificial capazes de detetar alvos autonomamente. Estes aparelhos conseguem atingir velocidades até 380 quilómetros por hora, embora os engenheiros estejam a trabalhar para elevar esse valor para 450 km/h, a pedido das forças militares ucranianas.</p>
<p>A lógica operacional do sistema está diretamente relacionada com a estratégia utilizada pela Rússia nos ataques com drones Shahed. Segundo os dados divulgados, estes aparelhos utilizam frequentemente os rios ucranianos como corredores de baixa altitude para se aproximarem de Kiev e de outras cidades, dificultando a sua deteção e interceção pelos sistemas convencionais de defesa aérea. O Katran X1.2 surge precisamente como uma resposta móvel e flexível a esse tipo de ameaça.</p>
<p>O controlo do drone marítimo e dos respetivos intercetores é efetuado a partir de um posto de comando móvel em terra, através do sistema MAC Mission Control. Esta plataforma permite integrar várias unidades de combate numa única rede de coordenação em tempo real, facilitando a gestão simultânea dos drones marítimos e aéreos envolvidos nas operações.</p>
<p>A plataforma Katran já possui histórico operacional no conflito. Desenvolvida pela MAC HUB e operada pela “Legião do Mar Negro”, a embarcação foi anteriormente utilizada em operações contra plataformas russas de petróleo e gás no Mar Negro. De acordo com informações anteriormente divulgadas pela própria unidade, algumas missões terão alcançado distâncias próximas dos 3.000 quilómetros, apesar da autonomia oficialmente declarada ser de 1.600 quilómetros.</p>
<p>A apresentação do Katran X1.2 surge numa fase em que a Ucrânia continua a apostar fortemente em sistemas autónomos e inteligência artificial para compensar a superioridade numérica russa. O desenvolvimento deste tipo de plataformas integra-se numa campanha mais vasta de drones navais ucranianos, que, entre 2022 e 2024, contribuiu para destruir ou neutralizar parte significativa da frota russa no Mar Negro.</p>
<p>Além deste novo sistema marítimo, foi também recentemente revelada a evolução do avião ucraniano An-28, conhecido como “Shahed Hunter”, que passou a funcionar como plataforma aérea móvel de defesa anti-drone, equipada com drones intercetores P1-Sun. Segundo os dados divulgados, esta aeronave já terá abatido mais de 200 alvos durante o conflito.</p>
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		<title>Dona da Peugeot, Fiat e Jeep aposta em elétricos chineses para reforçar oferta na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:51:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Operação surge menos de duas semanas depois de a Stellantis ter anunciado uma expansão da parceria com a também chinesa Leapmotor]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Stellantis, dona de marcas como Peugeot, Fiat, Jeep, Citroën e Opel, vai criar uma nova empresa conjunta com a chinesa Dongfeng para comercializar na Europa os veículos elétricos da Voyah, a marca premium do grupo asiático. O acordo, noticiado pelo &#8216;El Español&#8217;, prevê que a Stellantis controle 51% da nova sociedade e abre a porta à montagem destes modelos na fábrica de Rennes, em França.</p>
<p>A operação surge menos de duas semanas depois de a Stellantis ter anunciado uma expansão da parceria com a também chinesa Leapmotor, que deverá fabricar veículos elétricos nas unidades espanholas de Madrid e Saragoça. Agora, o grupo automóvel volta a reforçar a ligação à indústria chinesa, desta vez através do seu parceiro histórico Dongfeng, com quem mantém uma relação há 34 anos.</p>
<p>A nova joint venture ficará responsável pela venda e distribuição dos elétricos da Voyah através da rede de concessionários da Stellantis. Além da vertente comercial, a sociedade deverá desenvolver atividades conjuntas nas áreas de compras e engenharia, tirando partido do ecossistema chinês de veículos elétricos da Dongfeng.</p>
<p>Um dos pontos mais sensíveis do acordo está na possibilidade de produção europeia. A Stellantis admite a “produção potencial” dos modelos da Voyah na fábrica de Rennes, atualmente abaixo da sua capacidade. A unidade francesa, inaugurada nos anos 1960, tem cerca de 1.300 trabalhadores e produz hoje apenas o Citroën C5 Aircross, dispondo de margem para fabricar mais 40 mil veículos sem necessidade de grandes investimentos, segundo dados citados pela Efe.</p>
<p>A escolha de Rennes permitiria também responder às novas exigências associadas ao ‘Made in Europe’, num momento em que os construtores chineses procuram formas de produzir dentro do continente para reduzir riscos comerciais e aproximar-se dos consumidores europeus. O Voyah Free já é comercializado em Espanha, sinal de que a marca premium da Dongfeng já começou a ganhar presença no mercado europeu.</p>
<p>“Com este novo capítulo da nossa colaboração, oferecemos aos nossos clientes uma oferta ainda maior, produtos competitivos e preços atrativos, combinando o melhor da presença mundial da Stellantis com o acesso da Dongfeng ao ecossistema avançado dos veículos elétricos na China”, afirmou Antonio Filosa, CEO da Stellantis.</p>
<p>Do lado chinês, o presidente da Dongfeng, Qing Yang, defendeu que o acordo está alinhado com as estratégias nacionais chinesas de abertura económica, promoção de trocas comerciais equilibradas e apoio ao investimento estrangeiro na China.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Español&#8217;, esta nova aliança surge depois de a Stellantis ter apresentado uma reativação da cooperação com a Dongfeng. Essa parceria prevê que, a partir de 2027, a Stellantis fabrique na unidade da DPCA em Wuhan, na China, dois modelos Peugeot para o mercado chinês e para exportação, além de dois veículos todo-o-terreno da Jeep.</p>
<p>A ofensiva mostra como a Stellantis está a tentar equilibrar dois movimentos: usar a escala e a tecnologia elétrica chinesa para reforçar a oferta na Europa e, ao mesmo tempo, proteger a produção industrial no continente. Para a Dongfeng, a parceria representa uma entrada mais estruturada no mercado europeu através da rede, da experiência comercial e da capacidade industrial de um dos maiores grupos automóveis do mundo.</p>
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		<title>Elon Musk mais perto de fazer história: SpaceX escolhe Goldman Sachs para liderar IPO recorde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:45:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Banco americano terá assegurado a posição principal na operação, conhecida no setor como 'lead left']]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A SpaceX escolheu o Goldman Sachs para liderar a sua aguardada entrada em bolsa, num sinal de que os preparativos para a estreia da empresa de Elon Musk nos mercados públicos poderão estar a acelerar, avança a &#8216;Euronews&#8217;, citando informação inicialmente noticiada pela &#8216;CNBC&#8217;.</p>
<p>O banco americano terá assegurado a posição principal na operação, conhecida no setor como &#8216;lead left&#8217;, ou seja, o banco que surge em primeiro lugar nos documentos oficiais da transação e que assume a coordenação central da oferta, o contacto com investidores e o apoio à definição do preço final das ações.</p>
<p>Além do Goldman Sachs, a operação deverá contar com Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup e JPMorgan Chase. Nem a SpaceX nem o Goldman Sachs confirmaram publicamente a informação, e continuam por esclarecer detalhes essenciais, como o calendário definitivo, o tamanho da oferta e a avaliação final da empresa.</p>
<p>Ainda assim, a expectativa é que a entrada em bolsa possa acontecer este ano e avaliar a SpaceX em 1,25 biliões de dólares, cerca de 1,05 biliões de euros, ou até acima desse valor. A concretizar-se, a operação poderá tornar-se a maior oferta pública inicial de sempre e colocar a empresa aeroespacial e tecnológica entre as dez companhias cotadas mais valiosas do mundo, acima da Tesla, outra das empresas de Elon Musk.</p>
<p>A estreia em bolsa também poderá ter impacto direto na fortuna de Musk, abrindo caminho para que se torne o primeiro bilionário em dólares da história, caso a valorização da SpaceX se confirme nos termos atualmente discutidos.</p>
<p>Uma das particularidades da operação poderá estar na participação dos pequenos investidores. A empresa estará a estudar a possibilidade de reservar até 30% das ações da oferta para investidores de retalho, uma estrutura pouco habitual numa entrada em bolsa desta dimensão e que permitiria alargar o acesso à operação para além dos grandes fundos institucionais.</p>
<p>A avaliação da SpaceX tem sido impulsionada sobretudo pela Starlink, a unidade de internet por satélite, que tem um modelo de receitas recorrentes e uma base global de subscritores em expansão. A &#8216;Euronews&#8217; refere ainda que a empresa adquiriu em fevereiro a xAI, outra companhia de Elon Musk, numa transação realizada em ações que avaliou a SpaceX em 1 bilião de dólares, cerca de 842 mil milhões de euros, e a xAI em 250 mil milhões de dólares, cerca de 210 mil milhões de euros.</p>
<p>Essa integração reforçou a exposição da futura cotada à inteligência artificial e ajudou a criar uma entidade avaliada em 1,25 biliões de dólares, cerca de 1,05 biliões de euros, no mercado privado.</p>
<p>Uma entrada em bolsa bem-sucedida da SpaceX seria também um momento relevante para os mercados acionistas globais, depois de vários anos de menor dinamismo nas ofertas públicas iniciais, num contexto marcado por juros elevados e avaliações voláteis no setor tecnológico.</p>
<p>Para o Goldman Sachs, liderar uma operação desta dimensão seria uma vitória importante no competitivo mercado das grandes entradas em bolsa tecnológicas, numa altura em que os principais bancos de investimento procuram ganhar espaço nas próximas vagas de IPO ligadas à inteligência artificial, ao espaço e às novas infraestruturas digitais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765161]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Nova SBE acolhe summit internacional sobre o novo ecossistema da economia espacial</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nova-sbe-acolhe-summit-internacional-sobre-o-novo-ecossistema-da-economia-espacial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:38:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Nova SBE vai acolher a segunda edição do Space Education Summit, um encontro internacional que junta investigadores, representantes da indústria e especialistas em educação para debater o papel crescente do espaço na inovação, na formação de talento e na economia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Nova SBE vai acolher a segunda edição do Space Education Summit, um encontro internacional que junta investigadores, representantes da indústria e especialistas em educação para debater o papel crescente do espaço na inovação, na formação de talento e na economia.</p>
<p>O evento, que terá lugar nos dias 22 e 23 de maio, em Carcavelos, pretende reforçar a discussão sobre a economia espacial enquanto motor estratégico de competitividade, num momento em que a articulação entre conhecimento científico, desenvolvimento tecnológico e políticas públicas ganha maior relevância.</p>
<p>A iniciativa da Nova SBE procura posicionar a escola como um agente catalisador no ecossistema da economia espacial, promovendo a reflexão sobre a transição tecnológica e o desenvolvimento de novas competências num setor em rápida expansão.</p>
<p>Entre os oradores já confirmados destaca-se o astronauta suíço Claude Nicollier, o primeiro cidadão suíço no espaço e veterano de quatro missões do Space Shuttle, que irá partilhar a sua visão sobre a evolução da economia espacial e o seu impacto na sociedade.</p>
<p>O programa contará ainda com a intervenção de Dominique Foray, professor no Collège du Management de la Technologie da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho na área da economia da inovação, que apresentará uma keynote dedicada às oportunidades emergentes na economia espacial, com especial enfoque no contexto europeu.</p>
<p>“O espaço já não é apenas uma fronteira científica: é o próximo grande ecossistema económico. Queremos que os líderes que formamos na Nova SBE estejam preparados para pensar, investir e decidir neste novo contexto”, afirma Pedro Oliveira, Dean da Nova SBE, sublinhando que o encontro pretende “reunir quem explora o espaço com quem constrói a economia do futuro”.</p>
<p>O Space Education Summit integra-se na agenda do programa New Space Portugal, financiado pelo PRR e que reúne 41 entidades, promovendo a transição tecnológica e o desenvolvimento da economia espacial em Portugal, com foco na criação de talento, na valorização da investigação e desenvolvimento e na atração de investimento.</p>
<p>A participação no evento é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765162]]></sapo:autor>
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		<title>Poderá o momento atual do Bitcoin moldar o mercado em 2026?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:36:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branded Content]]></category>
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					<description><![CDATA[O Bitcoin continua a chamar a atenção de investidores em todo o mundo, mesmo depois de anos de fortes subidas e quedas. Em 2026, o momento atual da criptomoeda poderá influenciar não apenas o mercado cripto, mas também a forma como muitas pessoas olham para dinheiro, investimento e tecnologia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Bitcoin continua a chamar a atenção de investidores em todo o mundo, mesmo depois de anos de fortes subidas e quedas. Em 2026, o momento atual da criptomoeda poderá influenciar não apenas o mercado cripto, mas também a forma como muitas pessoas olham para dinheiro, investimento e tecnologia.</p>
<p><strong>O interesse pelo Bitcoin continua forte</strong></p>
<p>Há alguns anos, muitas pessoas viam o Bitcoin apenas como algo ligado à tecnologia ou a investidores dispostos a correr grandes riscos. Hoje, a situação é diferente. O Bitcoin passou a fazer parte das conversas sobre investimento, inflação e diversificação financeira.</p>
<p>Muitos investidores acompanham diariamente o <a href="https://www.plus500.com/pt/instruments/btcusd" target="_blank" rel="noopener">preço do Bitcoin CFD</a> para tentar perceber onde o mercado poderá ir a seguir. Alguns procuram oportunidades de curto prazo, enquanto outros acreditam que o Bitcoin poderá ganhar ainda mais importância no futuro.</p>
<p>O mais curioso é que o Bitcoin já não vive isolado do resto da economia. Notícias sobre inflação, juros ou decisões dos bancos centrais conseguem mexer diretamente com o mercado cripto. Quando existe mais confiança na economia, o Bitcoin costuma ganhar força. Quando cresce o medo nos mercados, muitas vezes acontece o contrário.</p>
<p><strong>O mercado está mais maduro do que antes</strong></p>
<p>Uma das maiores diferenças em comparação com os primeiros anos do Bitcoin é que hoje existem mais investidores institucionais no mercado. Bancos, fundos e grandes empresas passaram a olhar para o setor de forma mais séria.</p>
<p>Isso ajudou a trazer mais atenção e credibilidade para o Bitcoin. Ao mesmo tempo, também mudou a forma como o mercado reage aos acontecimentos globais.</p>
<p>No passado, os movimentos do Bitcoin pareciam quase impossíveis de prever. Atualmente, ainda existe muita volatilidade, mas o mercado tornou-se um pouco mais maduro. Existem mais plataformas, mais informação e mais investidores profissionais a acompanhar tudo de perto.</p>
<p>Em 2026, esta tendência poderá continuar. Se mais empresas decidirem investir ou aceitar pagamentos em Bitcoin, a criptomoeda poderá ganhar ainda mais espaço no sistema financeiro global.</p>
<p><strong>As decisões dos bancos centrais continuam importantes</strong></p>
<p>As taxas de juro continuam a ter grande impacto sobre o Bitcoin. Nos últimos anos, ficou claro que quando os juros sobem muito, os investidores tendem a evitar ativos considerados mais arriscados.</p>
<p>Foi exatamente isso que aconteceu em vários momentos recentes. Muitos investidores preferiram transferir o seu dinheiro para ativos mais seguros, reduzindo a procura por criptomoedas.</p>
<p>Por outro lado, se os bancos centrais começarem a cortar juros em 2026, ativos tecnológicos e especulativos podem voltar a ganhar força. O Bitcoin normalmente beneficia quando existe maior apetite pelo risco.</p>
<p>Além disso, existe uma geração mais jovem que já cresceu habituada às criptomoedas. Para muitos desses investidores, comprar Bitcoin parece algo natural, quase como investir em ações ou ETFs.</p>
<p><strong>A regulamentação poderá mudar muita coisa</strong></p>
<p>Outro tema importante para 2026 será a regulamentação. Muitos governos continuam a tentar perceber como lidar com o crescimento das criptomoedas.</p>
<p>Alguns países estão a criar regras mais claras para o setor, enquanto outros ainda mostram preocupação com riscos ligados a fraude, lavagem de dinheiro ou proteção dos investidores.</p>
<p>A verdade é que regras claras podem ajudar o mercado. Muitos investidores institucionais sentem-se mais confortáveis quando existe maior segurança jurídica.</p>
<p>Ao mesmo tempo, regulamentações demasiado apertadas podem criar medo e pressão negativa a curto prazo. O mercado cripto continua muito sensível a notícias políticas e económicas.</p>
<p><strong>O Bitcoin continua diferente das outras criptomoedas</strong></p>
<p>Apesar do crescimento de milhares de projetos cripto, o Bitcoin continua a ser a moeda digital mais conhecida do mundo.</p>
<p>Existem blockchains mais rápidas e projetos com tecnologias mais modernas, mas o Bitcoin mantém uma vantagem importante: confiança e reconhecimento global.</p>
<p>Muitos investidores continuam a olhar para o Bitcoin como a principal referência do mercado cripto. Quando o Bitcoin sobe, normalmente o resto do mercado acompanha. Quando cai, grande parte das outras criptomoedas também sofre pressão.</p>
<p>Isso mostra como o Bitcoin ainda tem um papel central dentro do setor.</p>
<p><strong>Poderá 2026 marcar uma nova fase?</strong></p>
<p>É difícil prever exatamente o que vai acontecer ao mercado cripto em 2026. O Bitcoin continua a ser um ativo volátil e sujeito a movimentos rápidos.</p>
<p>Mesmo assim, o mercado parece muito diferente daquele de há alguns anos. Existe mais interesse institucional, maior atenção mediática e uma presença crescente das criptomoedas no sistema financeiro.</p>
<p>Se o ambiente económico ajudar, e se a regulamentação evoluir de forma equilibrada, o Bitcoin poderá continuar a crescer em influência durante os próximos anos.</p>
<p>Talvez o mais importante seja perceber que o Bitcoin já deixou de ser apenas um tema de nicho. Hoje, faz parte das conversas económicas globais e poderá continuar a moldar o mercado financeiro em 2026 e além disso.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765159]]></sapo:autor>
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		<title>Céu laranja e ar irrespirável: poeiras do Saara atingem todo o país já a partir de amanhã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:35:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma vasta intrusão de poeiras do Saara vai atingir Portugal continental a partir das últimas horas de hoje prolongando-se pelo menos até à tarde de sábado. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vasta intrusão de poeiras do Saara vai atingir Portugal continental a partir das últimas horas de hoje prolongando-se pelo menos até à tarde de sábado. O fenómeno deverá provocar uma deterioração significativa da qualidade do ar, alterar a cor do céu e reduzir a visibilidade em várias regiões do país, sobretudo no litoral. A massa de ar quente e seca proveniente do Norte de África será transportada por um fluxo de sul e sudeste, empurrando consigo enormes quantidades de partículas em suspensão oriundas do deserto do Saara.</p>
<p>Segundo as previsões do portal especializado <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" target="_blank" rel="noopener">Tempo.pt</a>, o pico da concentração destas poeiras deverá ocorrer entre quinta-feira, 21 de maio, e sexta-feira, 22 de maio. Os mapas meteorológicos da Meteored, baseados no sistema CAMS (Copernicus Atmosphere Monitoring Service), indicam que a intrusão começará pelo Algarve e avançará gradualmente de sul para norte, abrangendo todo o território continental ao longo de quinta-feira.</p>
<p>O fenómeno será impulsionado por uma configuração atmosférica que favorecerá a deslocação de uma massa de ar tropical continental desde o Norte de África até à Península Ibérica. Essa circulação permitirá não apenas o transporte de ar muito quente e seco, mas também o levantamento e dispersão de grandes quantidades de poeiras saarianas. O resultado será uma extensa “língua” de partículas em suspensão, capaz de transformar o aspeto do céu, que poderá apresentar tonalidades esbranquiçadas, amareladas, acastanhadas ou mesmo alaranjadas, dependendo da concentração registada em cada região.</p>
<p>As previsões apontam para uma maior exposição das regiões do litoral português. Durante a segunda metade de quinta-feira, a área entre Lisboa e o Barlavento Algarvio deverá concentrar níveis particularmente elevados de poeiras. Já entre a madrugada e o final da manhã de sexta-feira, o fenómeno deverá intensificar-se no litoral entre a Marinha Grande e Viana do Castelo. Os modelos meteorológicos sugerem ainda a formação de um corredor contínuo de transporte atmosférico entre o deserto africano e a Península Ibérica durante cerca de três dias consecutivos.</p>
<p>Além do impacto visual, as poeiras saarianas representam riscos para a saúde pública, sobretudo para pessoas com doenças respiratórias e cardiovasculares. Estas partículas podem agravar sintomas de asma, desencadear reações alérgicas e dificultar a respiração. Apesar de terem origem mineral, podem transportar bactérias, vírus, fungos, pólens, ferro, mercúrio e resíduos de pesticidas recolhidos ao longo do percurso atmosférico. A previsão aponta também para uma redução da visibilidade e para a acumulação de poeiras em veículos, edifícios e outras superfícies expostas no exterior.</p>
<p>De acordo com os dados divulgados, a concentração de poeiras começará a diminuir gradualmente a partir da segunda metade de sexta-feira, embora o fenómeno deva persistir até sábado, sobretudo nas regiões situadas a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. Os modelos meteorológicos mostram ainda que esta massa de poeiras poderá atingir vários países do Norte da Europa, incluindo zonas tão distantes como a Noruega, evidenciando a dimensão da intrusão africana prevista para os próximos dias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_765144]]></sapo:autor>
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		<title>AION UT chega a Portugal: o elétrico urbano chinês com 622 km de autonomia e preço abaixo dos 27 mil euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:26:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[AION UT]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo GAC]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Apresentação decorreu no rooftop do IDB Lisbon, sob o conceito “Mais do que imaginas”, e marcou mais um passo na ofensiva da GAC Motor em Portugal, depois da chegada do SUV AION V]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A GAC apresentou oficialmente em Portugal o novo AION UT, o segundo modelo 100% elétrico da marca no mercado nacional e a proposta com que o fabricante chinês quer reforçar a sua presença no mercado europeu. Com preço de campanha a partir de 26.560 euros, autonomia urbana de 622 quilómetros WLTP e produção europeia, o compacto elétrico posiciona-se como uma alternativa direta aos principais modelos urbanos de emissões zero.</p>
<p>A apresentação decorreu no rooftop do IDB Lisbon, sob o conceito “Mais do que imaginas”, e marcou mais um passo na ofensiva da GAC Motor em Portugal, depois da chegada do SUV AION V, lançado em setembro de 2025. A marca é representada no mercado nacional pelo Grupo JAP.</p>
<p>Desenvolvido para responder às exigências da mobilidade urbana e interurbana, o AION UT combina design concebido em Itália, produção na Europa e tecnologia elétrica de última geração. O modelo foi desenhado no GAC Advanced Design Center, em Milão, e é produzido na fábrica da Magna, na Áustria, dois elementos que a marca destaca como parte da sua estratégia de aproximação ao consumidor europeu.</p>
<p>“A Europa é o foco na estratégia de crescimento da GAC. O AION UT foi pensado desde o primeiro momento para responder às expectativas do consumidor europeu em termos de design, espaço, autonomia e qualidade de construção”, afirma Rita Fernandez, Marketing Manager da GAC Portugal.</p>
<p>Disponível em três versões — Premium Green, Premium e Luxury —, o novo AION UT integra uma bateria de 60 kWh e anuncia uma autonomia urbana de 622 quilómetros WLTP. O consumo combinado é de 16,4 kWh/100 km, enquanto o carregamento rápido permite passar dos 30% aos 80% em 24 minutos em corrente contínua.</p>
<p>No interior, o compacto elétrico aposta numa configuração tecnológica assente em dois ecrãs: um ecrã tátil central de 14,6 polegadas e um painel de instrumentos digital de 8,88 polegadas. A conectividade inclui ainda controlo por voz online.</p>
<p>O espaço interior é outro dos argumentos usados pela marca. Com uma distância entre eixos de 2.750 mm, o AION UT promete uma habitabilidade acima da média do segmento. A bagageira oferece até 440 litros de capacidade, valor que pode chegar aos 1.600 litros com os bancos traseiros rebatidos.</p>
<p>A segurança surge também como um dos pontos centrais da proposta. O modelo integra uma estrutura de dupla argola nas portas, airbags laterais de cortina em forma de V e sistemas avançados de assistência à condução de Nível 2. Entre os equipamentos disponíveis estão Travagem Autónoma de Emergência, Cruise Control Adaptativo, Assistência à Manutenção na Faixa e Deteção de Ângulo Morto.</p>
<p>Fundado em 1997, o GAC Group é atualmente um dos cinco maiores fabricantes de automóveis da China. A empresa sublinha o investimento superior a 6,5 mil milhões de euros em investigação e desenvolvimento, bem como a fiabilidade das suas baterias, como argumentos para acelerar a expansão internacional.</p>
<p>O novo AION UT estará disponível para test-drives na rede oficial da marca em Portugal a partir deste mês.</p>
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