Seis auditoras têm de prestar contas à CMVM sobre os seus 25 maiores clientes

A CMVM vai passar a pedir dados às seis maiores auditoras, sobre os seus clientes, com o objectivo de aumentar o escrutínio e criar um mercado mais transparente.

Simone Silva

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), responsável pela supervisão dos auditores, criou um Guia de Aplicação de Indicadores de Qualidade de Auditoria, com entrada em vigor já em 2020, de forma a tornar o escrutínio de informação mais objectivo, de acordo com um comunicado oficial publicado pela CMVM, nesta segunda-feira.

Neste sentido, as seis principais auditoras a operar em Portugal – PwC, Deloitte, EY, KPMG, BDO e Mazars – vão ter de elaborar um relatório sobre a aplicação desses mesmos indicadores, de acordo com os 25 principais clientes de cada empresa.

O regulador informou que «o reporte de informação à CMVM deverá efectivar-se até final de Setembro de 2020 e será referente ao exercício de 2019». Esta vai ser a primeira prestação de contas ao abrigo dos novos indicadores de qualidade de auditoria da CMVM.

«Com o guia agora publicado, Portugal integra um grupo relativamente pequeno de jurisdições com modelos implementados de Indicadores de Qualidade de Auditoria ou Audit Quality Indicators (AQI), entre os quais relevam EUA, Canadá, Reino Unido, Holanda e Singapura», pode ler-se no comunicado.

Depois de terminada a primeira fase de aplicação do guia, a CMVM vai analisar a forma como as auditoras acompanham os indicadores e métricas de auditoria no mercado nacional. Para além disso, vai «aferir a fiabilidade do entendimento e preenchimento dos modelos de reporte e introduzir os ajustamentos que se venham a mostrar necessários e, eventualmente, alargar o âmbito da sua aplicação».

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Pode ler o comunicado na íntegra, aqui.

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