Seis anos depois, Pequim volta à carga contra bancos e mercado financeiro

Pequim respondeu à evocação de Xi Jinping que prometeu mais equidade no país e “mão pesada” nos casos de corrupção. Assim o Estado  começou com ações de inspeção sobre os maiores bancos estatais, seguradoras, agências de execução e, inclusive, reguladores, tudo para garantir o brilho de um mercado financeiro, avaliado pelas agências internacionais em 54 biliões de dólares.

Fábio Carvalho da Silva

Pequim respondeu à evocação de Xi Jinping que prometeu mais equidade no país e “mão pesada” nos casos de corrupção. Assim o Estado  começou com ações de inspeção sobre os maiores bancos estatais, seguradoras, agências de execução e, inclusive, reguladores, tudo para garantir o brilho de um mercado financeiro, avaliado pelas agências internacionais em 54 biliões de dólares.

Uma equipa liderada pela Comissão Central de Inspeção disciplinar (CBIRC, a sigla na língua anglo-saxónica) irá trabalhar durante dois meses, investigando a própria Comissão Reguladora de Bancos e Seguros da China. Os cidadãos que quiserem apresentar denúncias ao supervisor, no âmbito desta operação, podem fazê-lo até ao dia 15 de dezembro.

O presidente da CBIRC, Guo Shuqing, explicou à imprensa local que esta mudança “é um reflexo do foco do Partido Comunista na regulação financeira”.

A China já não assistia a uma operação semelhante há seis anos.

A mudança ressalta a postura cada vez mais dura do partido em relação à corrupção entre quadros e executivos corporativos. Mais de 1,5 milhões de funcionários do governo foram punidos, incluindo Lai Xiaomin, ex-presidente da Huarong, e Hu Huaibang, o ex-presidente do maior banco do país.

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O mercado reagiu de forma equilibrada a esta noticia, com a bolsa de Xangai a fechar mista na terça-feira.

As ações do Banco Agrícola da China escorregaram 0,3%. Já o preço das ações do Banco Industrial & Comercial da China subiram 0,2%. O Bank of China “nem piscou os olhos”.

 

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