O passaporte português “é dos mais seguros do mundo” e está “fora do top de fraudes”, devido sobretudo à qualidade do papel e à sua certificação. Quem o diz é a subdiretora da Direção Central de Emigração e Documentação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Em declarações à ‘Renascença’, Helena Esteves garante que o documento português tem “muitas seguranças físicas e digitais. Longe vão os tempos (antes de 2006) em que os passaportes portugueses estavam no top 5 da deteção de fraude”, sublinha.
“Hoje não é assim e os números são pequeninos. É dos mais seguros do mundo pelos níveis de segurança, mais difíceis de contrafazer e fáceis de identificar”, acrescenta a responsável.
No que diz respeito à posição que Portugal ocupa no ranking dos passaportes, Helena Esteves refere “que os passaportes portugueses nem aparecem nas listas. Felizmente, aparece um muito de vez em quando. Não estamos nem nos 10, nem nos 20, nem nos 30″.
“Quando é para o alterar o passaporte, não é apetecível (para os criminoso) porque têm de alterar muitas coisas e, ainda assim, correm o risco porque as falsificações são facilmente detetáveis, mesmo sem equipamento”, adianta, citada pela estação.
Segundo a subdiretora deste departamento do SEF, o passaporte português é muito diferente dos restantes da Europa. “Tem uma emissão centralizada, a maior parte dos países não a têm”. A par disso, acrescenta, “pode ser pedido em vários cantos do mundo, mas é sempre emitido na casa da moeda e depois enviado”.
Depois, o documento tem de ter um elemento opticamente variável na página biográfica, um certificado digital e um chip, elementos de segurança que fazem com que o passaporte não seja falsificado.






