SEF não sabe do paradeiro da maioria dos marroquinos que desembarcou no Algarve

A maioria dos 95 migrantes marroquinos que desembarcaram no Algarve estão em «parte incerta», com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a desconhecer o seu paradeiro, de acordo com a ‘TSF’, que adianta que 66 pediram proteção internacional e 29 requereram asilo, mas agora já não se sabe onde se encontram.

Esta situação piorou porque devido à crise de saúde pública da Covid-19, o espaço aéreo fechou, fazendo que os cidadãos não pudessem regressar ao seu país de origem em tempo útil.

Enquanto esperava pelos pedidos de asilo, adianta a estação, o grupo ficou nas instalações do Conselho Português para os Refugiados (CPR), contudo, «cerca de metade abandonaram o nosso alojamento», segundo a presidente Mónica d` Oliveira Farinha.

Ainda assim, apesar de terem saído das instalações do CPR, não significa que tenham desistido do pedido de proteção internacional. «Podem mudar de local de acolhimento, se assim o desejarem, mas têm o dever de manter o SEF informado acerca do seu local de residência», explica a responsável, citada pela ‘TSF’.

Contudo, tal não aconteceu, segundo a estação de rádio, que adianta que «o SEF não tem conhecimento do paradeiro da maioria destes cidadãos marroquinos», com 11 dos 66 que pediram proteção internacional, a desaparecer mesmo antes de serem ouvidos pela força de segurança.


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