Sector Público é o que mais pretende contratar em 2021. Restauração e Hotelaria recuam

O “ManpowerGroup Employment Outlook Survey” referente ao primeiro trimestre de 2021 mostra que a projecção para a criação líquida de emprego, entre Janeiro e Março, é de um aumento de 5%.

Executive Digest

O próximo ano é sinónimo de intenções de contratação moderadas. O “ManpowerGroup Employment Outlook Survey” referente ao primeiro trimestre de 2021 mostra que a projecção para a criação líquida de emprego, entre Janeiro e Março, é de um aumento de 5%. Trata-se de uma subida de 3% face ao trimestre anterior. No entanto, ainda fica cinco pontos abaixo do registado no primeiro trimestre de 2020.

Das 463 empresas inquiridas pelo ManpowerGroup, somente 13% pretende aumentar as contratações, ao passo que 76% não prevê alterações. Há ainda 8% a apontar para uma diminuição.

O sector Público deverá registar o maior crescimento, uma vez que as estimativas apontam para um aumento de 17% nas intenções de contratação. No sentido inverso, o sector da Restauração e Hotelaria é o mais pessimista, com uma projeção de -16%.

«Uma vez mais, vemos como o impacto da pandemia e das medidas de prevenção afecta de forma díspar os diferentes sectores da nossa economia. As previsões avançadas pelos empregadores da Restauração e Hotelaria ou do Retalho traduzem claramente a gravidade da crise que estes sectores estão a viver, colocando milhares de postos de trabalho em risco», comenta Rui Teixeira, Chief Operations Officer da ManpowerGroup Portugal.

Por outro lado, nota-se um aumento da procura por profissionais de Saúde, Tecnologia e Transformação Digital o Comércio Electrónico. Nestes casos, o responsável adianta que parece não haver resposta suficiente em termos de talento disponível.

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Rui Teixeira considera que a solução para o problema e para o desequilíbrio que se faz notar passa pela formação e requalificação dos profissionais. «Este é um desafio que exige um esforço conjunto e transversal, unindo empresas, governos, instituições e trabalhadores no desenvolvimento e promoção de programas que rentabilizem o esforço de formação, com um compromisso de empregabilidade», adianta ainda em comunicado.

Por regiões, o mesmo estudo indica que há mais optimismo na região Centro, onde a projecção para a criação líquida de emprego é de +7%.  A região Norte é mais moderada (+5%), ao passo que a região Sul não vai além de um crescimento de 1%.

Em relação ao trimestre anterior, as perspectivas de contratação são mais fortes no Sul e no Norte, melhorando em 10 e 2 pontos percentuais, respetivamente.

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Já no que à dimensão diz respeito, as Grandes Empresas estimam o ritmo de contratação mais forte (+11%), enquanto as Pequenas Empresas são as mais cautelosas (0%).

A nível global, os empregadores de 34 dos 43 países e territórios analisados esperam aumentar a sua força de trabalho no próximo trimestre. Taiwan, EUA, Singapura, Austrália e Brasil são os países com estimativas mais fortes. Panamá, Reino Unido, Suíça, Áustria e Hong Kong encontram-se no outro extremo da lista.

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