Seca: Governo não vê “necessidade” de aplicar limites gerais ao uso de água, mas impõe restrições em cinco barragens

O ministro do ambiente e ação climática, João Pedro Matos Fernandes, disse esta terça-feira que não vão ser impostas, para já, medidas gerais ao país de limitação do uso de água, apenas restrições em casos pontuais. 

Simone Silva

O ministro do ambiente e ação climática, João Pedro Matos Fernandes, disse esta terça-feira que não vão ser impostas, para já, medidas gerais ao país de limitação do uso de água, apenas restrições em casos pontuais, ou seja, cinco barragens.

“Acreditamos que temos a possibilidade de continuar a transferir a água a partir do Alqueva, nomeadamente para outras barragens, isto para a rega” e “temos a disponilidade hídrica da Bacia do Douro, com duas barragens muito próximas do seu RPA,  do seu nível de armazenamento”, disse em conferência de imprensa.

Por isso, adiantou, “estamos em condições de, não diria despreocupar os portugueses porque todo temos de estar preocupados para que consumamos a menor quantidade de água possível, nos usos intensivos, como é o caso da agricultura, industria, consumo humano, ou fins urbanos, como rega dos jardins ou lavagem de ruas”.

“Mas não sentimos neste momento a necessidade de tomar medidas genéricas para o país, ou aplicadas a zonas mais concretas de limitação do uso de água”, sublinhou o governante.

Matos Fernandes apelou ao “cuidado com o uso de um bem que é escasso, e em que sabemos que mesmo nos anos que corre bem como em 2021, não podemos nunca fazer desperdício deste recurso”.

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Ainda assim, o governante disse que “sentiu necessidade de, para casos concretos (de barragens), quatro na produção de eletricidade e um na rega, impor já restrições e dentro de um mês reuniremos para perceber, a partir do acompanhamento diário que está a ser feito, se há outras medidas que podem ser tomadas”, concluiu.

Em causa está a suspensão da produção hidroelétrica em quatro barragens, todas da EDP: Alto Lindoso e Touvedo no Alto Minho e Cabril e Castelo de Bode no Zêzere e a suspensão do abastecimento de água para a rega a partir da albufeira da Bravura, em Lagos.

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