A jovem ativista chinesa Ou Hongyi, a primeira a dar cara e a envolver-se nas greves estudantis pela defesa do clima (#FridaysforFuture), inspiradas na batalha que Greta Thunberg tem vindo a travar, tornou-se um alvo para as autoridades do seu país que vêem no seu ativismo um desafio ao seu controlo.
Hongyi afirma que foi informada pelas autoridades que deve abandonar o ativismo climático como condição para o reinício dos seus estudos na escola secundária de Guilin, onde estudou até o final de 2018, noticia o ‘The Guardian’.
Howey, o nome que em inglês que a estudante chinesa também usa, suspendeu os estudos em dezembro de 2018, depois de saber que “não se adequava” ao programa internacional que a escola disponibilizava e decidiu prosseguir sozinha, propondo-se a um exame de Inglês como Língua Estrangeira numa universidade dos EUA.
Ainda sem resposta, e na tentativa de seguir o desejo dos pais que sonham com a sua entrada no ensino superior, a jovem ativista tem vindo a tentar nos últimos meses regressar à sua escola.
Segundo declarações da jovem, ao ‘The Guardian’, os seus pais foram chamados várias vezes pelas autoridades da Educação da província que lhes pediram para que a filha acabe com o ativismo climático e, muito particularmente, que não conceda entrevistas aos media internacionais.
Mas Hongyi mostra-se convicta e garante que não vai parar: Não quero parar e quero mais pessoas saibam o que se está a passar”, reforçou.
Enquanto espera o regresso à escola, iniciou a sua própria iniciativa (Plant for Survival), na qual incentiva os jovens na China a plantar mais árvores. De novembro passado a janeiro deste ano, o grupo plantou mais de 300 árvores em Guilin e nos arredores.













