«Se uma empresa não consegue pagar 950 euros, é melhor que desapareça», diz economista espanhol

O salário mínimo nacional vai subir para 950 euros na vizinha Espanha, mas nem todos estão contentes com a novidade. Do lado das empresas, há quem defenda que o aumento será incomportável. Porém, Eduardo Garzón, economista e irmão do actual ministro do Consumo e líder da Izquierda Unida (IU), acredita que «se uma empresa não pode pagar uns míseros 950 euros por mês, o melhor é que desapareça».

Numa publicação partilhada no Twitter, Eduardo Garzón deixa para outras empresas mais capazes e competitivas o lugar deixado pela companhia que não consegue suportar o aumento dos ordenados. «Queremos um país em que as empresas apenas podem avançar pagando salários inferiores ao mínimo necessário para subsistir?», pergunta o economista.

Eduardo Garzón argumenta ainda que o custo da actualização do salário mínimo nacional no mercado espanhol será de cerca de 80 euros mensais por trabalhador. «Alguém acredita que os empregadores não se podem permitir a esse aumento?», questiona ainda na mesma rede social.

Segundo o jornal El Economista, o salário mínimo deverá subir para os 950 euros ainda este ano, fruto de um acordo firmado entre os parceiros sociais. A actualização foi anunciada por Yolanda Díaz, ministra do Trabalho e Economia Social de Espanha, e representará um salário mínimo de 13.300 euros brutos anuais, contabilizando férias e 13.º mês.

Mais de dois milhões de trabalhadores deverão ser abrangidos pela subida, que representa um incremento de 5,5% em relação ao ano passado. Já em 2019, o governo de Pedro Sánchez tinha aumentado em 22,3% os salários.

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