Teerão “não vai começar uma guerra maior”, garantiu esta terça-feira o embaixador do Irão em Portugal, Majid Tafreshi, em entrevista à rádio ‘Renascença’, garantindo que Donald Trump “está à procura de novas aventuras” com os ataques ao Irão.
Segundo o responsável iraniano, “se quiséssemos produzir bombas, primeiro teríamos de sair do Tratado de Não Proliferação Nuclear. E não permitiríamos que ninguém investigasse as nossas instalações. Mas não o fizemos”, salientou, acusando Israel de ser “principal obstáculo à criação de uma zona livre de armas nucleares no Médio Oriente”.
“O Irão não precisa de uma arma desse tipo. Se quiséssemos, poderíamos tê-la, mas, como disse o nosso líder, não a podemos usar contra ninguém, porque não há proporcionalidade nem há necessidade. Não se pode utilizar uma arma de destruição maciça mundial com base nas regras islâmicas. Precisamos de minimizar o risco do uso da força”, indicou Majid Tafreshi.
“Garanto que os iranianos nunca produzirão bombas para atacar qualquer país, porque a resposta negativa seria muito maior do que os nossos valores”, frisou.
Os ataques dos Estados Unidos terão retaliação? “A retaliação é algo que faz parecer que estamos zangados. Não, não estamos zangados. Temos a obrigação de defender as nossas terras. O Irão não está a retaliar, mas a agir em legítima defesa para impedir a agressão”, apontou.
O papel da UE no cenário geopolítico mereceu críticas do embaixador iraniano. “A UE já falhou em agressões de maior magnitude, como as que aconteceram em Gaza e no Líbano. Acho que a Europa está a perder o crédito todos os dias. Se não conseguiram resistir ao uso da força, serão novamente vítimas do uso da força”, apontou.














