Se a decisão sobre a abertura dos restantes níveis de ensino, bem como de esplanadas, prevista para acontecer no próximo dia 5, fosse tomada hoje, a reabertura iria manter-se nessa data, contudo o Governo prefere esperar, uma vez que se aplica «o princípio da precaução», diz a ministra da presidência, Mariana Vieira da Silva.
«Se tivéssemos de decidir hoje sobre o que abria dia 5, teríamos condições para avançar no plano definido de desconfinamento porque estamos na linha verde», disse a governante no final do Conselho de Ministros desta sexta-feira. «Mas o princípio da precaução aplica-se e é preciso esperar mais uma semana para termos mais dados», acrescentou.
Hoje o Governo anunciou que se vão manter as mesmas regras até dia 5 de abril e só no dia 1 do mesmo mês serão decididas novas medidas. Desta forma, Mariana Vieira da Silva recusa antecipar quaisquer detalhes sobre essa matéria.
«O Governo decidiu hoje foi não tomar decisões sobre o desconfinamento a partir do dia 5 e esperar por mais uma semana de dados. Decidimos guardar essas decisões para o dia 1, para termos mais dados», reiterou quando questionada pelos jornalistas.
Sobre até quando será prolongado o Estado de Emergência, a governante indica que o governo tem feito a avaliação dos melhores mecanismos legais para funcionar. «Neste momento, para garantir a adoção das medidas temos de continuar em estado de emergência. É preciso garantir a segurança jurídica», revela.
Teletrabalho mantém-se e testagem nas escolas será alargada
Segundo Mariana Vieira da Silva, não estão previstas para já alterações ao regime de teletrabalho, que se mantém obrigatório sempre que for possível. «Enquanto estivermos em Estado de Emergência» a regra continua, depois disso será avaliada pelo Governo.
No que diz respeito à testagem nas escolas, esta será progressivamente alargada, mas por agora só avança nas zonas do país com taxa de transmissão acima de 120 casos por 100 mil habitantes.
«Estamos a fazer neste momento a testagem nas escolas e a procurar cobrir os concelhos onde a incidência é superior a 120 novos casos por 100 mil habitantes. A prioridade é essa. Primeiro estão previstas ações de testagem no contexto escolar, e ensino superior, mas depois vamos procurar atuar nos concelhos que vão tendo mais incidência de casos, de setor a setor», esclarece.













