A Scotland Yard encontra-se a investigar a presença de Boris Johnson num total de seis festas em Downing Street durante a pandemia da Covid-19, incluindo a mais recente: a já apelidada ‘prosecco party’, realizada a 14 de janeiro de 2021, durante o terceiro ‘lockdown’ no Reino Unido, dias após o ‘cancelamento’ do Natal para milhões de britânicos semanas antes. O primeiro-ministro britânico tem enfrentado repetidos pedidos de renúncia do bloco de oposição no Parlamento enquanto meia dúzia de deputados tory confirmaram o envio de cartas com moções de censura.
Os detalhes da última e sexta festa que Boris Johnson supostamente participou foram revelados pelo ‘The Guardian’, com base numa breve referência na investigação liderada por Sue Gray: a celebração do ‘prosecco’ pela despedida de dois secretários pessoais de Downing Street, assistido por vários assessores do primeiro-ministro.
Segundo fontes próximas à investigação, Boris Johnson fez um discurso de despedida naquela festa e passou pelo menos cinco minutos com a equipa, embora não haja registo de que tenha experimentado o espumante italiano (a sua bebida favorita). Uma semana antes, em 6 de janeiro de 2021, o próprio Johnson pediu aos britânicos que voltassem a “trabalhar em casa” e não saíssem de suas casas, exceto por motivos de força maior.
Nas últimas semanas, e com base em informações partilhadas com a imprensa, a presença de Boris Johnson foi confirmada em pelo menos quatro festas: a reunião “queijo e vinho” realizada em 15 de maio de 2020 no jardim de Downing Street; a festa “traga a sua própria garrafa”, cinco dias depois; o seu 56º aniversário a 19 de junho de 2020 e a “festa do quiz” (festa de perguntas e respostas) de Natal de 2021.





