Em fevereiro último, todos os alarmes dispararam quando se descobriu que o asteroide ‘2024 YR4’ tinha 3,1% de hipóteses de colidir com a Terra a 22 de dezembro de 2032. Esta foi, lembrou o jornal espanhol ‘ABC’, a maior probabilidade alguma vez registada para uma rocha espacial potencialmente perigosa, embora os especialistas tenham pedido calma: nos dias seguintes, foi possível baixar a ameaça face a novos dados, que está atualmente completamente descartada.
This is what asteroid 2024 YR4 looks like, which we were scared of. Not long ago, there was a lot of noise in the news about the "city killer" asteroid, which had the highest chance of colliding with Earth. At certain moments, the probability of a collision with Earth was… pic.twitter.com/fXdqfjFY6h
— Black Hole (@konstructivizm) April 22, 2025
No entanto, se as probabilidades diminuíram para o nosso planeta, aumentaram para a vizinha Lua: isto porque a previsão mais recente da NASA para o ‘2024 YR4’ apontam para uma possibilidade de 4,3% de vir a colidir com o satélite natural da Terra.
Embora os dados possam parecer preocupantes, os especialistas pedem calma. Na realidade, 4,3% é ainda uma percentagem muito baixa. Além disso, dadas as características do asteroide, que mede entre 50 e 70 metros de diâmetro — o que o colocaria na categoria apelidada de “destruidor de cidades”, devido à sua capacidade de devastar um centro urbano se impactasse a Terra —, esta colisão não teria consequências catastróficas para o nosso satélite ou para a sua órbita.
Através de novas observações do Telescópio Espacial James Webb obtidas em maio último, os astrónomos liderados por Andy Rivkin, do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins, refinaram este cálculo, aumentando a probabilidade de impacto na Lua de 3,8% para 4,3%.
No entanto, esta não será a palavra final: o asteroide está agora a viajar muito para além do alcance dos telescópios, pelo que as previsões se baseiam nos últimos vislumbres possíveis. Mas haverá mais oportunidades, uma vez que o ‘2024 YR4’ passa perto da Terra a cada quatro anos. Assim, em 2028, haverá uma segunda oportunidade para o observar, recolher mais informação e refinar as previsões, que, para já, são muito preliminares.














