Sapatos especiais, cremes, prendas e comida cara: A vida de luxo que Rendeiro tinha na cadeia

O ex-banqueiro exigia que a advogada comprasse prendas para amigos na prisão, bem como, outros luxos que os outros presos não tinham. 

Revista de Imprensa

O ex-banqueiro, João Rendeiro tinha uma vida de luxo na cadeia, contando com a ajuda da sua advogada, June Marks, para financiar todos os bens que recebia, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).

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Segundo a mesma publicação, que cita a própria advogada, o ex-banqueiro exigia-lhe que comprasse prendas para amigos na prisão, bem como, outros luxos que os outros presos não tinham.

“Eu pagava do meu bolso roupa, sapatos especiais, tabaco, livros, prendas, champô, cremes, purificadores do ar, comida cara, ovos da Páscoa e roupa interior com tecido especial”, disse June Marks ao jornal.

A responsável acrescentou ainda que Rendeiro “exigia que eu pagasse todas as despesas dele com o meu dinheiro. Fui à cadeia várias vezes e ainda contratei estafetas”, sublinhou.

A par disso, segundo revelou June Marks ao ‘CM’, o ex-banqueiro queria que ela pagasse 600 euros por mês a um restaurante para lhe levar comida todos os dias à prisão.

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Apesar de em dezembro de 2021 Rendeiro ter pago à advogada, o dinheiro acabou entretanto. “Ele não me passou muito dinheiro e eu ainda lhe fiz um desconto de 50%. Abusou de mim. Viveu em hotéis de luxo e nem queria pagar a minha estadia quando eu vinha a Durban para as audiências”, concluiu.

Recorde-se que João Rendeiro, de 69 anos, foi encontrado morto na quinta-feira na prisão de Westville, segundo uma nota do Departamento de Serviços Penitenciários, que excluiu o envolvimento de terceiros.

O antigo presidente do BPP estava detido na África do Sul desde 11 de dezembro de 2021, após três meses de fuga à justiça portuguesa para não cumprir pena em Portugal.

João Rendeiro foi condenado em três processos distintos relacionados com o colapso do BPP, tendo o tribunal dado como provado que retirou do banco 13,61 milhões de euros.

O colapso do BPP, em 2010, lesou milhares de clientes e causou perdas de centenas de milhões de euros ao Estado.

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