As agressões a professores estão a aumentar, denunciou esta sexta-feira o movimento ‘Missão Escola Pública’: de acordo com dados da GNR, no ano letivo 2023/24 houve quase o dobro das queixas face ao ano anterior – foram registadas 32 queixas e foram identificadas 39 pessoas, números superiores aos 18 assinalados no ano transato.
De acordo com a GNR, o maior número de queixas de pessoas identificadas foi nos distritos de Setúbal, Braga e Faro. No entanto, os números devem ser substancialmente piores. “As escolas camuflam muitos casos”, garantiu Cristina Mota, presidente do Missão Escola Pública, salientando que pretendem resolver a situação sem recorrer às autoridades.
As que chegam às autoridades são “a ponta do icebergue”, indicou Cristina Mota, que defendeu ainda ainda o regresso dos vigilantes às escolas, assim como “mais patrulhamento” e a entrada da polícia nas escolas. “As agressões físicas e verbais estão a aumentar para com professores e também para com assistentes operacionais. Temos recebido um aumento significativo de relatos”, avançou.
Em 2022/23, a PSP registou 6.821 ocorrências no âmbito do programa ‘Escola Segura’, das quais 5.380 eram de natureza criminal, segundo o último Relatório Anual de Segurança Interna, um valor que representa um aumento de 16,1% em relação ao ano letivo anterior.
Recorde-se que em maio último, o Governo anunciou que pretende classificar como crime público as agressões contra funcionários públicos, entre os quais professores e funcionários não docentes, o que isenta de custas judiciais as vítimas.
O gabinete do ministro da Educação, Ciência e Inovação indicou, ao jornal diário, que “estão a ser trabalhados entre vários ministérios os detalhes da proposta de lei, a qual será oportunamente aprovada em Conselho de Ministros e submetida à Assembleia da República”.














