O Santander Portugal e o Banco Europeu de Investimento (BEI) assinaram um acordo para facilitar o acesso das empresas portuguesas (Mid-Caps) ao financiamento, numa altura em que as taxas de juro são elevadas e as condições de liquidez mais restritivas. O acordo de garantia permitirá ao Santander conceder novos empréstimos com melhores condições de crédito, graças ao apoio do BEI.
O BEI concederá uma garantia de 50% ao Santander que, por sua vez, irá gerar novos empréstimos de até 400 milhões de euros. Estima-se que a transação irá beneficiar a economia portuguesa, mobilizando novos investimentos no valor de até 560 milhões de euros.
A cerimónia de assinatura decorreu esta segunda-feira em Lisboa, na presença do vice-presidente do BEI, Ricardo Mourinho Félix, e dos administradores executivos do Santander Portugal, Isabel Guerreiro e Amílcar Lourenço, que sublinharam a importância deste investimento no financiamento das Mid-Caps em todo o país, incluindo nas regiões menos desenvolvidas.
“Num panorama económico repleto de incertezas – desde as perturbações na cadeia de abastecimento à elevada inflação – as exigências financeiras das empresas são cada vez mais prementes”, referiu Mourinho Félix. “Esta iniciativa conjunta visa atenuar alguns destes desafios, contribuindo assim para o crescimento económico sustentado e a estabilidade do emprego em Portugal.”
Já Amílcar Lourenço realçou a importância destes empréstimos para promover o crescimento das empresas em todo o país: “No Santander, temos um compromisso permanente com as empresas: procurar sempre melhores condições para disponibilizar-lhes os recursos de que necessitam para crescerem, terem sucesso e fazer a nossa economia crescer. Este acordo com o BEI é mais uma prova de que queremos estar ao lado das nossas empresas, promovendo o investimento e a criação de emprego e de riqueza em todo o país.”
O Banco Santander é um dos parceiros mais ativos do BEI, combinando operações de financiamento tradicionais, linhas de empréstimo específicas e operações de partilha de risco para carteiras de empresas e financiamento de projetos, em países como Portugal, Espanha e Polónia.














