Santa Maria. Médicos querem escusa de responsabilidade por «gestão danosa de recursos humanos»

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul aponta o dedo quer aos «sucessivos Conselhos de Administração do CHULN pela gestão danosa de recursos humanos» como aos «os sucessivos Governos pela política desastrosa» levada a cabo no Serviço Nacional de Saúde

Ana Rita Rebelo

«Não estão reunidas condições para a prestação de cuidados de saúde de qualidade e com necessária segurança», queixam-se 21 chefes de equipa do Serviço de Urgência (SU) do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), que entregaram minutas de escusa de responsabilidade.

De acordo com uma nota, a que o “Notícias ao Minuto” teve acesso, estes profissionais reclamam da «carência de recursos humanos médicos», referindo que «não estão reunidas as condições para a prestação de cuidados de saúde de qualidade e com a necessária segurança, que permitam assegurar o exercício da profissão segundo a legis artis». As equipas escaladas para o SU, acrescentam, «não cumprem os mínimos».

Os profissionais dizem estar a desenvolver «todos os esforços para obviar a que surja algum incidente e para prestar os melhores cuidados ao seu alcance». Contudo, não assumem «qualquer responsabilidade pelos acidentes ou incidentes que possam verificar-se em resultado das deficientes e anómalas condições de organização do serviço causadas pela insuficiência de meios humanos». 

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul reagiu, apontando o dedo quer aos «sucessivos Conselhos de Administração do CHULN pela gestão danosa de recursos humanos» como aos «os sucessivos Governos pela política desastrosa» levada a cabo no Serviço Nacional de Saúde, «na qual a carreira médica tem sido um alvo preferencial, provocando a deserção dos médicos para os privados e estrangeiro». O sindicato apela ao Ministério da Saúde para «iniciar a dignificação da carreira médica, tornando o SNS atractivo, tanto para os médicos fora do SNS como para aqueles que permanecem e fazem todos os esforços para o manter como um serviço público de elevada qualidade».

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