Sanções ao petróleo russo “estão sem dúvida a ter um forte impacto económico sobre a Rússia”, diz analista

A indústria petrolífera da Rússia é uma das maiores do mundo e o peso que tem na produção e exportação de produtos energéticos é significativo, tendo uma das maiores reservas e sendo o maior exportador de gás natural.

Mariana da Silva Godinho

A indústria petrolífera da Rússia é uma das maiores do mundo e o peso que tem na produção e exportação de produtos energéticos é significativo, tendo uma das maiores reservas e sendo o maior exportador de gás natural.

Henrique Tomé, analista da XTB, acrescenta ainda que o país tem a segunda maior reserva de carvão, a sexta maior reserva de petróleo e é um dos maiores produtores deste recurso a nível mundial, razão pela qual o setor energético é vital para a economia russa.



Em declarações à Executive Digest, respondendo à questão sobre se as sanções impostas pelo Ocidente sob o petróleo russo estão a funcionar ou a ter algum impacto, o analista respondeu que “estão sem dúvida alguma a ter um forte impacto económico sobre a Rússia, apesar da Rússia continuar a fornecer gás natural à Europa”.

Apesar de o Banco Central da Rússia ainda não ter divulgado dados oficiais sobre os valores das exportações de petróleo e derivados provenientes do país, o analista explica que mais de 200 desses produtos russos já deixaram de ser importados por vários países.

Sobre o impacto futuro dessas sanções, Henrique Tomé acrescenta que não vai ser apenas significativo no petróleo e derivados, pois também vai prejudicar outros “produtos que também eram importados dos países ocidentais à Rússia”.

Recorde-se que o Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou no início de março um embargo às importações de petróleo e gás russo para os Estados Unidos, em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Numa intervenção na Casa Branca, Biden disse que tal “significa que o petróleo russo não será aceite nos portos dos Estados Unidos”.

A União Europeia continua, no entanto, a receber gás russo, pois há países da região particularmente dependentes deste recurso, como é o exemplo da Alemanha que já está a tentar reduzir rapidamente esta dependência através de outros fornecedores.

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