“Salsicha de fígado maldisposta”. Embaixador da Ucrânia critica líder alemão por não visitar Kiev

O embaixador da Ucrânia em Berlim criticou o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz , por ainda não ter visitado Kiev, numa demonstração de apoio, como fizeram outros líderes europeus.

Simone Silva

O embaixador da Ucrânia em Berlim criticou o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, por ainda não ter visitado Kiev, numa demonstração de apoio, como fizeram outros líderes europeus.

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A Ucrânia acusou o líder alemão de agir como uma “salsicha de fígado maldisposta” depois de Scholz ter dito na segunda-feira que não iria a Kiev porque o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeiner, foi acusado na visita que fez à Ucrânia no mês passado, de ter laços estreitos com o Kremlin.

“Não pode fazer isto”, disse Scholz à ZDF, uma emissora pública alemã, ontem à noite. “Não pode acontecer que um país que forneceu tanta ajuda militar, tanta ajuda financeira – que é necessária – quando se trata de garantias de segurança que serão importantes para a Ucrânia no futuro – depois diga: Mas o chanceler não pode vir.”

Andriy Melnyk continuou: “Agir como uma salsicha de fígado maldisposta não é muito estadista”, disse acrescentando: “Esta é a guerra de extermínio mais brutal desde o ataque nazis à Ucrânia – não é um jardim de infância .”

Há muito tempo Melnyk irrita a Alemanha, criticando repetidamente os social-democratas de centro-esquerda do chanceler por anos de laços estreitos com a Rússia.

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As tensões entre a Ucrânia e a Alemanha aumentaram durante a invasão da Rússia, já que Kiev criticou repetidamente Olaf Scholz por não ir suficientemente longe nas sanções contra o Kremlin ou no apoio militar às tropas ucranianas.

A Alemanha, no entanto, numa grande mudança de política na semana passada, anunciou que aprovaria a entrega de tanques antiaéreos à Ucrânia pela primeira vez e, além disso, anunciou esta semana que poderia abandonar o petróleo russo até ao final do verão em mais uma demonstração de apoio à Ucrânia.

Scholz negou ter respondido hesitantemente à invasão da Rússia: “Sempre tomei decisões rápidas, em conjunto com todos os outros”, afirmou adiantando que a Alemanha está “firmemente ao lado” da Ucrânia, pois as autoridades destacaram a suspensão de Scholz do Nord Stream 2, além do apoio militar e do afastamento do país da dependência do petróleo russo.

As declarações surgem no momento em que a Comissão Europeia propôs um sexto pacote de sanções da UE contra a Rússia, incluindo um possível embargo à compra de petróleo russo, que a Alemanha disse na segunda-feira estar preparada para apoiar.

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