Salário médio em Portugal cresce apenas 5,2% nos últimos 16 anos: jovens são os mais afetados

Salário base médio real subiu de 879 euros para 925 euros, tendo entrado em queda a partir de 2010, época de crise económica

Revista de Imprensa
Agosto 30, 2022
9:28

O salário médio em Portugal cresceu apenas 5,2% em 16 anos, revelou esta terça-feira a rádio ‘Renascença’, segundo dados de um estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. “O nível de salários é baixo e o crescimento salarial é muito lento”, apontou o ‘Estudo sobre o Salário Médio em Portugal: Retrato atual e evolução recente’ – entre 2002 e 2017, o salário base médio real subiu de 879 euros para 925 euros, tendo entrado em queda a partir de 2010, época de crise económica.

“O nível de salários é baixo e o crescimento salarial é muito lento. Entre 2002 e 2017, o salário-base médio real subiu de 879€ para apenas 925€, o que significa que cresceu 0,32% ao ano e 5,2% ao longo de 16 anos”, referiu o estudo.

“Em 2017, há uma muito maior concentração de trabalhadores a receber um salário praticamente igual ao salário mínimo, do que em anos anteriores”, pôde ler-se no documento, sublinhando que a probabilidade de um trabalhador receber um salário baixo, mais próximo do salário mínimo, é maior.

Os jovens também foram alvo do estudo, que concluiu que recebem salários “cada vez mais próximos do salário mínimo”, revelou o estudo da Fundação Calouste Gulbenkian – a diferença entre o salário médio e o salário mínimo dos jovens reduziu-se em 30% entre 2002 e 2017.

“À medida que as gerações mais velhas vão sendo substituídas por trabalhadores mais jovens, que auferem salários mais baixos, o salário médio diminui”, sublinhou o estudo. “Os jovens, embora com mais qualificações do que as gerações anteriores, têm sido particularmente afetados pelas crises recentes”, referiu.

Entre 2002 e 2017, a taxa de crescimento salarial acima da média verificou-se entre trabalhadores que ganham menos – abaixo do salário médio – “o que poderá estar relacionado com os aumentos do salário mínimo”, revelou o estudo. Assim, as mulheres, os jovens com menos de 25 anos, os trabalhadores menos qualificados, os trabalhadores da Indústria e Energia e da Construção, os trabalhadores com contratos de trabalho sem termo e os trabalhadores em empresas que empregam até 50 trabalhadores foram quem beneficiou de taxas de crescimento salariais mais altas.

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