“Saída de imigrantes terá impacto extraordinariamente penoso para o país”: Medina acusa Governo de se colar ao Chega

Fernando Medina acusou o Governo de ceder ao Chega no “ponto central” da imigração

Revista de Imprensa

Fernando Medina acusou o Governo de ceder ao Chega no “ponto central” da imigração: em entrevista à rádio ‘Renascença’, o antigo ministro das Finanças considerou que o Executivo “está mal e profundamente errado”, defendendo que a imigração resolve-se apenas “pela integração e não pela restrição”.

“Se não for feita a integração, numa próxima recessão económica a saída dos imigrantes terá um impacto extraordinariamente penoso para o país”, apontou Medina, lembrando que os imigrantes são quem assegura áreas fundamentais da economia.

Já Miguel Poiares Maduro, ex-ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional do PSD, defendeu maior regulamentação da imigração, embora tenha levantado reservas sobre o reagrupamento familiar. “Acho que foi um erro ter-se flexibilizado excessivamente com as manifestações de interesse, mas reintegrar o reagrupamento familiar com regulamentação clara ajuda na integração dos imigrantes”, referiu.

No entanto, foi a aproximação ao Chega da AD que mereceu maiores críticas de Fernando Medina. “Em vez de puxar por matérias de consenso com o PS”, o Governo optou, salientou, por um caminho divergente, pelo que “não podem ser pedidas viabilizações ao PS”.

A continuidade de Ana Paula Martins à frente da pasta da Saúde foi também criticada, que foi acusada de ter “destruído a máquina do SNS” por “incompetência” – Miguel Poiares Maduro frisou mesmo que “Luís Montenegro será agora responsável” pelas falhas do setor.

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