Eleições: Saiba quais os sectores mais e menos favorecidos nas propostas dos partidos

Qual será o impacto no PSI20 das medidas económicas e promessas eleitorais de cada um dos cinco principais partidos que vão a eleições no próximo dia 6 de Outubro?

Helena Rua

Com base nesta pergunta, a equipa de analistas da XTB redigiu o “Relatório sobre o impacto das eleições legislativas de 2019 na bolsa”, onde revela quais os sectores que poderão ser mais beneficiados e prejudicados pelas medidas propostas por cada um dos cinco principais partidos que estarão a votos nas legislativas.

PS

No caso das propostas do PS, a Banca surge como o sector favorecido, já que “a introdução de Green Bonds e a implementação de um enquadramento fiscal de induza a criação de produtos financeiros verdes são factores que podem ajudar o sector bancário a beneficiar da tendência de consciencialização ambiental em curso. Por outro lado, as renováveis saem como o sector prejudicado. O programa eleitoral do partido do primeiro-ministro António Costa privilegia a transição energética e a entrada de concorrentes neste mercado, o que irá aumentar a competitividade do sector.

PSD

As propostas do PSD favorecem os sectores do retalho e de serviços financeiros. O partido pretende aumentar o salário mínimo acima dos 700 euros até 2023, no público e no privado, um melhor planeamento de poupança para as famílias e a diminuição do endividamento das empresas, refere a XTB. O resultado poderá ser o aumento do poder de compra e, consequentemente, uma subida das vendas no retalho e serviços financeiros. Também nos sectores prejudicados o destaque vai para as renováveis devido ao aumento da concorrência pela aposta na promoção deste tipo de energia.

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BE

As renováveis também estão em destaque no programa do BE, mas neste caso enquanto sector favorecido, a par do eléctrico. “O partido compromete-se até 2030 colocar Portugal nos países sem emissões de carbono para o meio ambiente. Não quer esperar até 2050 como indicado pela União Europeia”, refere a XTB.
O BE mantém a aposta forte nos transportes públicos e na eliminação dos transportes movidos a combustíveis. As petrolíferas e as papeleiras encabeçam os sectores prejudicados, devido aos efeitos poluentes no meio ambiente.

CDS/PP

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Entre os sectores favorecidos está a agricultura, já que o CDS/PP pretende atribuir bonificações fiscais aos cidadãos do interior para impedir a sua deslocalização para o litoral e cortar o IRC para as empresas que invistam no interior, área onde a agricultura é o sector que mais prevalece. O sector energético, por outro lado, sai como prejudicado devido à intenção do partido de cortar nos impostos indirectos. «Se houver uma redução nos impostos sobre a energia as empresas ligadas ao ramo poderão ver as suas receitas caírem», indica a equipa de analistas.

CDU – PCP-PEV

As promessas apresentadas pela coligação favorecem os sectores tecnológico e energético, já que a sua estratégia nacional passa por apoiar a economia digital, o progresso na eficiência energética e o aproveitamento dos recursos endógenos. Do lado contrário, os monopólios e oligopólios serão um alvo a abater pela CDU, que pretende aboli-los e penalizar a energia fóssil.

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