Luís Rodrigues, o novo CEO da TAP, vai iniciar funções esta sexta-feira, substituindo Christine Ourmières-Widener na liderança da companhia aérea portuguesa.
“A entrada em funções segue-se à aprovação hoje, dia 12 de abril, do novo PCA em Assembleia Geral de acionistas, em que o Estado se faz representar pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), e na qual foram também adotadas as decisões finais sobre os procedimentos legalmente previstos para a destituição dos titulares dos cargos de PCA e PCE, cujo último dia em funções será 13 de abril”, lia-se no comunicado dos ministérios das Infraestruturas e das Finanças.
Depois de ter abandonado a SATA no passado dia 3, o novo responsável da transportadora aérea nacional vai render Christine Ourmières-Widener na liderança, naquele que é um regresso a casa, depois de já ter sido administrador a TAP na equipa de Fernando Pinto.
Vindo da açoriana SATA, onde estava desde o início de 2020 a liderar o processo de reestruturação da transportadora (que também implicou a Comissão Europeia), o gestor de 58 anos já tem definidos os seus três grandes desafios por parte do Governo: “Devolver confiança e paz social à TAP, continuar a implementar com sucesso o plano de reestruturação”; “conduzir, em articulação com o acionista, o processo de abertura e privatização do capital da TAP”; bem como garantir o “sucesso das negociações com as estruturas sindicais” e “assegurar um pilar chave do plano de reestruturação, que são os acordos de empresa alinhados com a sustentabilidade futura, financeira e operacional” da TAP.
O Governo anunciou, em 6 de março, que a Inspeção-Geral de Finanças (IGF) tinha concluído que o acordo celebrado para a saída antecipada de Alexandra Reis da TAP era nulo e que ia pedir a restituição dos valores.
Os ministros das Finanças e das Infraestruturas anunciaram também a exoneração com justa causa da presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, e do presidente do Conselho de Administração, Manuel Beja.
A verificação pela IGF da legalidade da indemnização paga a Alexandra Reis foi determinada em 27 de dezembro do ano passado pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, e pelo então ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.
Em dezembro, Alexandra Reis tomou posse como secretária de Estado do Tesouro, tendo então estalado a polémica sobre a indemnização que recebeu quando saiu da companhia aérea detida pelo Estado, levando a uma remodelação no Governo, incluindo a saída de Pedro Nuno Santos, que foi substituído por João Galamba.




