A leitura do acórdão do processo conhecido como “Saco Azul” realiza-se esta quarta-feira, no Tribunal Central Criminal de Lisboa, a partir das 14h00, num momento decisivo para um dos casos judiciais mais mediáticos envolvendo o universo do futebol português.
Em causa está um processo em que são arguidos a SAD do Benfica, a Benfica Estádio e vários antigos dirigentes do clube, incluindo o ex-presidente Luís Filipe Vieira, o antigo CEO Domingos Soares de Oliveira e o ex-diretor financeiro Miguel Moreira.
De acordo com a acusação do Ministério Público, Luís Filipe Vieira responde por três crimes de fraude fiscal qualificada e 19 crimes de falsificação de documento, acusações que também são imputadas a Miguel Moreira e a Domingos Soares de Oliveira.
Estes crimes são alegadamente praticados em coautoria com a empresa QuestãoFlexível e com o arguido José Bernardes, num esquema que terá envolvido a utilização de verbas associadas ao Benfica.
A SAD do Benfica enfrenta, por seu lado, dois crimes de fraude fiscal qualificada, enquanto a Benfica Estádio é acusada de um crime de fraude fiscal e de 19 crimes de falsificação de documentos.
Envolvimento de dirigentes e contexto do processo
O caso remonta a 2017 e está relacionado com suspeitas de utilização indevida de fundos ligados ao clube para pagamentos a uma empresa de informática, a QuestãoFlexível. Segundo a acusação, terão sido faturados cerca de 2,2 milhões de euros às sociedades encarnadas no âmbito destas operações.
Durante a fase final do julgamento, em janeiro, o então presidente do Benfica, Rui Costa, marcou presença no tribunal enquanto representante da SAD e da Benfica Estádio, tendo prestado declarações apenas sobre questões institucionais, sem abordar o mérito do processo.
Já Luís Filipe Vieira não esteve presente nessa sessão, alegando motivos de saúde.



