Lembra-se de Borat? O actor e humorista britânico que interpretou esta personagem tem algo a dizer sobre o Facebook: «Se lhe pagarem, o Facebook divulga qualquer anúncio ‘político’ que queiram, mesmo que seja uma mentira.» Presente numa cimeira de combate ao ódio em Nova Iorque – a Thursday at Never Is Now –, Sacha Baron Cohen sublinhou como a empresa liderada por Mark Zuckerberg teria dado palco até a Hitler, caso existisse na altura.
«E eles ajudam até a micro-direccionar essas mentiras para os seus utilizadores para eficácia máxima. Sob esta lógica retorcida, se o Facebook existisse nos anos 1930 teria permitido que Hitler publicasse anúncios de 30 segundos sobre a sua ‘solução’ para o ‘problema judeu’», afirmou Sacha Baron Cohen, em declarações reportadas pelo The Guardian.
Mas o Facebook não é o único a ser atacado pelo actor. Outros gigantes tecnológicos como Google, YouTube e Twitter também estão na mira do Sacha Baron Cohen, que descreve todas estas empresas como «a maior máquina de propaganda da História». Culpa-as também pela ascensão dos ataques a minorias étnicas e religiosas.
Ainda assim, o Facebook é mesmo o mais mencionado. Sobre a justificação dada por Mark Zuckerberg para a forma como a sua rede social funciona, invocando a liberdade de expressão, Sacha Baron Cohen afirma apenas: «Creio que todos podemos concordar que não devemos dar uma plataforma gratuita a fanáticos e pedófilos para amplificarem os seus pontos de vista e encontrarem as suas vítimas.»
O actor e humorista pede ainda para que as empresas que detêm este tipo de plataformas sejam responsabilizadas pelos conteúdos nelas publicados.
Entretanto, o Facebook reagiu aos comentários de Sacha Baron Cohen, assegurando que a imagem pintada pelo actor não é a mais correcta. Em declarações à Executive Digest, porta-voz do Facebook afirma: «Sacha Baron Cohen representa erradamente as políticas do Facebook. Discurso de ódio é, na verdade, banido da nossa plataforma. Banimos pessoas que defendem a violência e removemos qualquer pessoa que a elogie ou apoie. Ninguém – incluindo políticos – pode defender ou anunciar ódio, violência ou assassinatos em massa no Facebook.»








