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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Hyundai IONIQ 3: o novo elétrico compacto para a Europa chega com IA e tecnologia de smartphone</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:44:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Modelo reforça a gama IONIQ e foi desenvolvido para responder às necessidades da utilização diária, com uma proposta mais acessível a um público alargado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Hyundai Motor Europe apresentou o novo IONIQ 3, um compacto 100% elétrico que combina design exterior distinto, habitáculo personalizável e tecnologias de conectividade de nova geração.</p>
<p>O modelo reforça a gama IONIQ e foi desenvolvido para responder às necessidades da utilização diária, com uma proposta mais acessível a um público alargado. Segundo a marca, o IONIQ 3 foi concebido desde o início tendo em conta as características dos clientes europeus, os seus padrões de utilização e as infraestruturas disponíveis no continente.</p>
<p>No centro da identidade do novo Hyundai IONIQ 3 está a filosofia de design “Art of Steel”, uma linguagem minimalista e depurada, expressa através da silhueta “Aero Hatch”. Esta abordagem procura combinar eficiência aerodinâmica, presença visual e aproveitamento do espaço interior.</p>
<p>A versão IONIQ 3 N Line apresenta uma imagem mais dinâmica e musculada, com jantes de 19 polegadas e um ambiente interior mais orientado para o condutor. Já as restantes versões privilegiam superfícies mais elegantes e sofisticadas, com jantes entre as 16 e as 18 polegadas e diferentes combinações de cores claras para o habitáculo.</p>
<p>A personalização é um dos pontos destacados pela Hyundai. As várias opções de jantes e ambientes interiores permitem adaptar o estilo do veículo às preferências dos clientes, conciliando eficiência aerodinâmica com propostas visuais mais expressivas.</p>
<p>No interior, o IONIQ 3 segue o conceito “Furnished Space”, uma abordagem inspirada no design contemporâneo de mobiliário. Em vez de uma arquitetura automóvel mais tradicional, o habitáculo organiza os seus elementos como um espaço de bem-estar, com superfícies suaves, materiais agradáveis ao toque e uma apresentação visual limpa.</p>
<p>Elementos como as saídas de ventilação e o ecrã central foram integrados de forma harmoniosa, procurando reforçar a perceção de qualidade e facilitar a utilização. As combinações de cores disponíveis permitem criar ambientes mais luminosos e amplos ou configurações mais envolventes e sofisticadas.</p>
<p>A versão N Line mantém uma abordagem mais orientada para a condução, enquanto as restantes versões procuram uma atmosfera mais acolhedora e relaxada, diferenciando as várias propostas dentro da gama.</p>
<p>O novo IONIQ 3 será também o primeiro modelo da Hyundai na Europa equipado com o sistema de infotainment PLEOS Connect, uma nova plataforma digital desenvolvida para oferecer uma experiência de utilização mais simples, intuitiva e personalizada.</p>
<p>Baseado no sistema operativo Android Automotive OS, o PLEOS Connect apresenta uma interface inspirada nos smartphones, com acesso a aplicações integradas e funcionalidades que poderão ser alargadas ao longo do tempo.</p>
<p>Consoante a versão, o sistema integra um ecrã central de 12,9 ou 14,6 polegadas, complementado por um painel de informação dedicado ao condutor, de dimensões reduzidas. O objetivo é apresentar os dados essenciais de forma clara e reduzir distrações durante a condução.</p>
<p>O PLEOS Connect introduz ainda o PLEOS App Market, uma plataforma que permitirá aceder a aplicações desenvolvidas por parceiros externos. No lançamento comercial estarão disponíveis cerca de dez aplicações, incluindo serviços de música em streaming, entretenimento e produtividade. A Hyundai prevê que este número ultrapasse as 30 aplicações até ao final do ano.</p>
<p>Outra novidade é o Gleo AI, o novo assistente de voz inteligente da Hyundai. A tecnologia foi desenvolvida para permitir interações mais naturais e conversacionais, facilitando o acesso a funcionalidades do veículo através de comandos de voz mais intuitivos.</p>
<p>O desenvolvimento do IONIQ 3 teve especial enfoque no mercado europeu. A marca refere que as dimensões compactas, a otimização do espaço interior e a versatilidade do modelo foram pensadas para responder tanto à mobilidade urbana como a viagens de maior distância.</p>
<p>Os testes realizados na Europa permitiram afinar a suspensão, a direção e o conforto de rolamento de acordo com as diferentes condições das estradas europeias. As equipas europeias participaram desde as primeiras fases do projeto, contribuindo para a definição do design, do desenvolvimento do produto e do comportamento dinâmico.</p>
<p>A produção será realizada na fábrica da Hyundai Motor Türkiye, em İzmit, integrada na rede europeia de produção da marca. Para a Hyundai, esta localização permite uma logística mais eficiente e reforça a capacidade de resposta às necessidades do principal mercado deste modelo.</p>
<p>As especificações finais, equipamentos e versões para o mercado nacional serão anunciados no momento do lançamento em Portugal, previsto para o último quadrimestre de 2026.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783812]]></sapo:autor>
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		<title>Espanha recebeu mais de um milhão de pedidos de regularização. Agora o Supremo pode travar tudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A medida, apresentada como uma forma de reconhecer direitos e deveres a pessoas que já vivem no país, enfrenta agora dúvidas jurídicas no Supremo espanhol, que admite questionar a sua compatibilidade com as regras da União Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Mais de um milhão de migrantes em situação irregular pediram a regularização em Espanha, no âmbito de um processo lançado pelo Governo de Pedro Sánchez que superou largamente as previsões iniciais. A medida, apresentada como uma forma de reconhecer direitos e deveres a pessoas que já vivem no país, enfrenta agora dúvidas jurídicas no Supremo espanhol, que admite questionar a sua compatibilidade com as regras da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O programa tinha sido lançado em abril e estimava-se que pudesse abranger cerca de 500 mil pessoas, sobretudo oriundas da América Latina. No entanto, no último dia para apresentação de pedidos, o Governo espanhol anunciou que o número de candidaturas ultrapassou um milhão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pedro Sánchez defendeu, em Madrid, que o volume de pedidos mostra a necessidade da regularização. O primeiro-ministro espanhol tem sustentado que a imigração é essencial para a economia, para o Estado social e para o sistema de pensões, num país marcado pelo envelhecimento da população e pela desertificação de várias regiões rurais.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sánchez defende direitos e integração</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A regularização extraordinária tornou-se uma das marcas da política migratória do Governo espanhol, num momento em que vários países europeus estão a endurecer as regras de imigração, em resposta à pressão de partidos de direita e extrema-direita.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sánchez afirmou que condenar uma pessoa à invisibilidade torna o país pior e que o objetivo do Executivo é oferecer uma oportunidade e um futuro aos migrantes. O primeiro-ministro defendeu ainda que Espanha deve ser vista como um país que respeita, protege e defende os direitos humanos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regularização não significa, contudo, que todos os pedidos venham a ser aprovados. Os candidatos têm de provar que não têm cadastro criminal e que permaneceram em Espanha durante pelo menos cinco meses consecutivos antes de 1 de janeiro. As autoridades dispõem agora de três meses para analisar os processos e decidir se concedem uma autorização de trabalho e residência válida apenas em território espanhol.</p>
<p class="isSelectedEnd">O processo atraiu longas filas desde abril, com homens, mulheres e crianças a procurarem documentos e marcações presenciais, além dos pedidos submetidos online.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Empresas apoiam medida, oposição fala em incentivo à imigração irregular</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo espanhol tem associado a regularização a um argumento económico. Sánchez defende que a imigração ajuda setores que precisam de mão de obra, como a construção, e contribui para sustentar a economia e a Segurança Social.</p>
<p class="isSelectedEnd">Alguns migrantes que se candidataram ao programa veem a medida como uma oportunidade para trabalhar legalmente, descontar e escapar a empregadores que exploram a vulnerabilidade de quem vive em situação irregular, pagando salários baixos, retirando direitos ou até não pagando.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os empresários espanhóis receberam de forma positiva a iniciativa, mas a oposição conservadora e a extrema-direita criticam duramente a política, alegando que poderá incentivar mais imigração irregular. Sánchez reconheceu que existem tensões e desafios ligados à imigração e à integração, mas acusou a direita de alimentar o medo e discursos xenófobos que, no seu entender, não resolvem qualquer problema.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Supremo espanhol pondera levar caso à Justiça europeia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O processo de regularização enfrenta agora uma frente judicial. O Supremo espanhol abriu a porta a uma eventual paralisação da medida, ao levantar dúvidas sobre a sua compatibilidade com o direito da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A questão surge no âmbito de recursos apresentados pelos governos regionais de Aragão e da Comunidade Valenciana, ambos liderados pelo Partido Popular. Numa providência, o Supremo pediu às partes que se pronunciem sobre a possibilidade de apresentar uma questão prejudicial ao Tribunal de Justiça da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão não suspende, por agora, o decreto de regularização. No entanto, uma suspensão poderá vir a ser determinada mais tarde através de um auto, o que criaria um cenário de incerteza, sobretudo porque muitos processos já estão a ser analisados e alguns pedidos começaram a produzir efeitos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Dúvidas sobre regularização geral e regras da UE</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As dúvidas do Supremo prendem-se com a possibilidade de a regularização extraordinária colidir com o Pacto Europeu de Migração e Asilo e com a Diretiva Europeia de Retorno.</p>
<p class="isSelectedEnd">O tribunal questiona se um Estado-membro pode aprovar uma norma que reconhece residência temporária com caráter geral a pessoas em situação irregular, sem uma avaliação individualizada de cada caso e sem aplicar uma ordem de retorno, salvo nas exceções previstas pelo direito comunitário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro ponto sensível é o eventual impacto sobre os restantes países da União Europeia e do espaço Schengen. Os migrantes que obtenham autorização de residência em Espanha podem circular durante 90 dias no espaço Schengen, o que levanta dúvidas sobre a coordenação prévia com os restantes Estados-membros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na leitura do Supremo, um processo de regularização não é feito apenas no interesse do Estado que o aplica, mas também no interesse conjunto dos países da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo espanhol tenta tranquilizar candidatos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações procurou transmitir uma mensagem de tranquilidade aos candidatos, garantindo que a norma foi elaborada com atenção à sua compatibilidade com o direito comunitário.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Supremo já tinha recusado, em maio, medidas cautelares urgentes para travar a entrada em vigor do decreto, pedidas por Vox e pelo Governo regional de Madrid. Na altura, os magistrados valorizaram argumentos humanitários, económicos, demográficos, culturais e sociais, além da proteção de menores e do respeito pelos direitos humanos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também foi destacado que a integração plena destas pessoas no sistema administrativo e económico poderia fortalecer a Segurança Social, melhorar a receita fiscal e contribuir para um mercado laboral mais transparente e eficiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um mês depois, porém, a posição dentro do Supremo parece ter evoluído. O tribunal quer agora ouvir as partes sobre a possível violação do direito europeu e deixa em aberto a hipótese de levar o caso ao Tribunal de Justiça da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Regularização entra numa fase decisiva</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Com o prazo de candidaturas encerrado e mais de um milhão de pedidos em cima da mesa, começa agora o período de análise administrativa. As autoridades espanholas têm três meses para decidir sobre os processos e conceder, ou não, autorizações de trabalho e residência.</p>
<p class="isSelectedEnd">A dimensão do programa coloca Espanha em contraciclo face à tendência dominante na Europa, onde vários governos têm endurecido as políticas migratórias. Ao mesmo tempo, a intervenção do Supremo introduz incerteza jurídica num processo que o Governo apresenta como necessário para retirar milhares de pessoas da invisibilidade e integrá-las no mercado de trabalho.</p>
<p>O desfecho dependerá agora de duas frentes paralelas: a capacidade administrativa para avaliar os pedidos e a decisão do Supremo sobre uma eventual consulta à Justiça europeia.</p>
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		<title>Juros voltam a dividir o BCE: fórum de Sintra expõe fissuras na estratégia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:18:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O fórum anual do Banco Central Europeu em Sintra, perto de Lisboa, está a revelar divergências internas sobre a necessidade de uma nova subida das taxas de juro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O fórum anual do Banco Central Europeu em Sintra, perto de Lisboa, está a revelar divergências internas sobre a necessidade de uma nova subida das taxas de juro. Enquanto Christine Lagarde e Philip Lane defendem a decisão tomada em junho e mantêm as preocupações com a inflação, outros membros do Conselho de Governo mostram reservas quanto a novos aumentos do preço do dinheiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A reunião decorre num momento em que o BCE tenta preservar a imagem de unidade depois da subida dos juros aprovada este mês. No entanto, dentro da instituição surgem sinais de desacordo, com responsáveis menos mediáticos a colocarem em causa a necessidade de repetir o movimento nos próximos meses.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Lagarde defende subida de junho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A presidente do BCE, Christine Lagarde, procurou defender a decisão tomada no passado dia 11, afirmando que se tratou de uma “decisão contundente” e que nada do que foi observado desde então põe em causa essa avaliação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Lagarde rejeitou a ideia de que a subida dos juros tenha sido apenas uma medida “por precaução”. A presidente do BCE afirmou ainda que a instituição poderá agora fazer “ajustes moderados” nas taxas, adaptados aos choques enfrentados pela economia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, admitiu que o banco central já não precisa de combater a inflação com a mesma intensidade observada em 2022 e 2023.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Philip Lane mantém alerta sobre inflação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O economista-chefe do BCE, Philip Lane, manteve também uma posição cautelosa. Em declarações à Bloomberg Television em Sintra, defendeu que a crise inflacionista provocada pela guerra no Irão ainda não pode ser considerada encerrada, mesmo depois de as hostilidades terem abrandado em grande medida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Lane afirmou que o BCE tem de analisar de que forma os quatro meses de aumento dos custos energéticos se refletem na inflação alimentar e nos serviços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Embora não tenha pedido de forma explícita novas subidas dos juros, insistiu no risco de efeitos de segunda ronda, nomeadamente o contágio da inflação a outras áreas da economia, como os salários.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Dúvidas crescem dentro do Conselho do BCE</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As reservas surgem numa altura em que a inflação na Alemanha, em França e em Itália mostrou algum alívio em junho, com poucas evidências de efeitos de segunda ronda.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pierre Wunsch, membro belga do Conselho do BCE, afirmou que a necessidade de uma segunda subida dos juros já não é tão evidente. Depois do acordo entre os Estados Unidos e o Irão, o responsável considera que a origem do choque praticamente desapareceu.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Podemos precisar de outra subida, que é naturalmente o que o mercado está a descontar, mas não tanto como pensávamos em junho”, afirmou Wunsch, em declarações à Bloomberg TV em Sintra.</p>
<p class="isSelectedEnd">O responsável acrescentou que, caso o BCE conclua que é necessária nova subida, preferiria atuar rapidamente, embora tenha sublinhado que isso não significa necessariamente uma decisão já em julho.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Não há pressa”, defende Martins Kazaks</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Também Martins Kazaks, membro do Conselho de Governo do BCE, defendeu uma abordagem mais prudente. Em entrevista à Econostream, citada pela Bloomberg, o responsável letão afirmou que “não há pressa” e que o banco central pode “esperar para ver” antes de tomar novas decisões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Kazaks sustentou que o BCE pode antecipar os dados e que não existe necessidade urgente de uma reação apressada ou enérgica neste momento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o responsável, a recente desescalada do conflito no Médio Oriente reduziu de forma significativa os riscos de efeitos inflacionistas de segunda ronda associados ao encarecimento da energia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Kazaks, a necessidade de uma resposta agressiva diminuiu claramente, permitindo ao BCE avançar passo a passo enquanto avalia a evolução da inflação e da atividade económica.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mercados ainda esperam nova subida este ano</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar das dúvidas internas, os mercados continuam a antecipar uma subida de um quarto de ponto percentual ainda este ano, embora tenham reduzido as expectativas depois da descida dos preços do petróleo.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades do BCE também têm sinalizado que novas medidas poderão ser necessárias. Ao mesmo tempo, analistas preveem que os preços no consumidor tenham aumentado 3% este mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">A questão central é saber se a trégua entre os Estados Unidos e o Irão continuará a aliviar a pressão sobre os preços da energia e se isso será suficiente para evitar novas subidas dos juros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Subida de junho foi criticada por analistas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão do BCE de aumentar os juros em junho foi recebida com reservas por vários analistas, que a consideraram pouco eficaz ou até desnecessária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Patrick Artus, assessor económico sénior da Ossiam, afiliada da Natixis IM, afirmou que a subida aprovada a 11 de junho foi provavelmente contraproducente ou desnecessária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o economista, um aumento de 25 pontos base é claramente insuficiente para moderar os salários ou reduzir a inflação atual. Além disso, defende que a zona euro sofre de subinvestimento crónico e que agravar essa situação pode acabar por ser inflacionista.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Analistas defendem juros estáveis até final do ano</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Sebastian Paris Horvitz, diretor de análise da LBP AM, acionista maioritário da LFDE, considera que a descida dos preços da energia deverá devolver rapidamente a inflação a uma trajetória descendente, tanto no Reino Unido como na zona euro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na sua leitura, o diagnóstico dos responsáveis mais ortodoxos do BCE sobre os efeitos indiretos da inflação está errado, sobretudo tendo em conta o enfraquecimento da procura na região.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, defende que o BCE deve manter os juros inalterados até ao final do ano.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Debate em aberto no “bunker” de Sintra</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O fórum de Sintra, tradicionalmente visto como uma oportunidade para reforçar o consenso entre bancos centrais, está assim a expor divisões sobre o futuro da política monetária na zona euro.</p>
<p>Depois da subida de junho, a questão já não é apenas saber se a inflação continua acima da meta de 2%, mas se o BCE deve arriscar nova subida dos juros num contexto de menor pressão energética, economia enfraquecida e dúvidas crescentes dentro do próprio Conselho de Governo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783806]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha em baixa em contraciclo com resto da Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 0,29% para 9.132,59 pontos, contrariando a tendência positiva da restante Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa encerrou hoje em baixa, com o índice PSI a cair 0,29% para 9.132,59 pontos, contrariando a tendência positiva da restante Europa.</p>
<p>Das 16 cotadas que fazem parte do PSI, 12 desceram e quatro subiram.</p>
<p>A liderar as descidas ficou a Jerónimo Martins, que cedeu 3,68% para 16,76 euros.</p>
<p>No resto da Europa, Frankfurt progrediu 1,50%, Madrid 0,44%, Paris outros 0,44% e Londres 0,12%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783804]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Passam a noite à espera de uma voz”: equipas de resgate descrevem cenário devastador após sismos na Venezuela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:12:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[La Guaira]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Após o duplo sismo da passada quarta-feira, que provocou pelo menos 1.450 mortos, os socorristas descrevem uma missão marcada pela exaustão, pela destruição generalizada e pela diminuição das hipóteses de encontrar pessoas com vida]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As equipas de resgate destacadas em La Guaira, na Venezuela, continuam a procurar sobreviventes entre os escombros, mas o cenário no terreno é cada vez mais difícil. Após o duplo sismo da passada quarta-feira, que provocou pelo menos 1.450 mortos, os socorristas descrevem uma missão marcada pela exaustão, pela destruição generalizada e pela diminuição das hipóteses de encontrar pessoas com vida.</p>
<p>“Há poucos sobreviventes. Na maioria dos edifícios que revistamos, só encontramos pessoas mortas”, afirmou ao ‘El País’ Víctor de Vega, paramédico sevilhano da Fundação SAMU, destacado em La Guaira.</p>
<p>O jovem socorrista, de 19 anos, já tinha participado em missões na Florida, nos Estados Unidos, e na Jamaica, onde esteve durante três meses. Por isso, os colegas não ficaram surpreendidos quando, poucas horas depois da catástrofe, fez as malas e partiu para a Venezuela.</p>
<p>No terreno, a situação continua instável. De Vega relata que as equipas sentiram esta segunda-feira uma forte réplica, que voltou a abalar a zona de intervenção. Apesar disso, mantiveram os trabalhos de busca.</p>
<p>“A catástrofe é uma realidade angustiante onde as necessidades superam cruelmente todas as capacidades”, descreve Carlos Álvarez Leiva, médico, chefe da missão e presidente da Fundação SAMU. Em La Guaira, acrescenta, há familiares de vítimas que chegaram de várias zonas da Venezuela e dormem nos passeios, à espera de ouvir sinais vindos dos edifícios desabados.</p>
<p>“Passam a noite à espera de uma voz”, afirma o responsável, descrevendo noites marcadas pelo silêncio, apenas interrompido por apelos ocasionais vindos dos escombros.</p>
<p>As condições de trabalho são extremas, tanto a nível físico como psicológico. De Vega explica que continua a ser necessário apoio, sobretudo equipamento pesado, para remover estruturas colapsadas. “Ainda precisamos de ajuda aqui. Ainda precisamos de equipamento pesado. Estamos a fazer tudo o que podemos”, afirma.</p>
<p>A equipa da Fundação SAMU chegou à Venezuela após uma viagem de cerca de 30 horas desde Sevilha. No primeiro dia, com a ajuda dos cães Gio, Homero e Aquiles, treinados para localizar vítimas com vida, conseguiu identificar três sobreviventes.</p>
<p>O processo de busca exige silêncio absoluto. Quando um cão fareja algo ou quando é detetado algum ruído, a zona é isolada. Carros e motas param, geradores são desligados e todos permanecem em silêncio. Depois, um elemento da equipa grita: “Equipa de resgate, equipa de resgate! Se alguém me ouvir, faça barulho ou bata duas vezes.” O procedimento é repetido várias vezes.</p>
<p>Nos três casos identificados no primeiro dia, os resgates eram particularmente complexos e podiam demorar entre seis e oito horas. Por isso, a equipa espanhola cedeu o local a uma equipa americana com maquinaria pesada. “É preciso escoramento, pessoal especializado, arquitetos”, explica De Vega.</p>
<p>Noutras situações, já não há sinais de vida. “O cheiro é muitas vezes o que nos guia até aos corpos”, admite o paramédico. Quando é localizado um cadáver, as equipas abrem uma rota de acesso entre os escombros, escoram estruturas e removem detritos com apoio de máquinas. O procedimento é semelhante ao de um resgate de sobreviventes, mas termina com a entrega do corpo à polícia forense, responsável pela identificação.</p>
<p>Depois de revistados, edifícios e zonas de busca são marcados com tinta spray, usando símbolos reconhecidos internacionalmente para facilitar a coordenação entre as várias equipas no terreno.</p>
<p>De Vega diz ter ficado impressionado com a dimensão da destruição em La Guaira, onde quase todos os prédios de apartamentos ruíram ou sofreram danos graves. “É muito chocante ver edifícios, talvez com 10 andares, em que o sexto andar está ao nível do solo”, afirma.</p>
<p>A instabilidade sísmica continua a afetar a população. Segundo o paramédico, esta segunda-feira foi registada uma réplica de magnitude 4,5, que voltou a abalar tudo. Muitas pessoas passaram a viver e dormir em parques, canteiros centrais e ruas, por medo de regressar a edifícios danificados.</p>
<p>Nos dois primeiros dias de missão, a equipa dormiu menos de três horas no total. O descanso é feito no chão da mesma tenda onde os feridos são estabilizados antes de serem transferidos para centros médicos locais.</p>
<p>A higiene é quase inexistente, devido à falta de recursos. Ainda assim, os socorristas mantêm-se o mais perto possível da zona de catástrofe, enquanto houver possibilidade de resgatar sobreviventes ou enquanto a sua presença for necessária noutras tarefas.</p>
<p>Entre os relatos mais marcantes está o de um homem que sobreviveu por acaso. Tinha saído de casa para fumar um cigarro, apesar de estar proibido de fumar por recomendação médica, enquanto via um jogo de basebol na televisão com a companheira. Nesse momento, ocorreu o terramoto. A mulher ficou dentro de casa e é uma das pessoas que as equipas continuam a procurar nos escombros.</p>
<p>Carlos Álvarez Leiva descreve a zona de catástrofe como um “tsunami de pessoas”, numa fase em que familiares, equipas de emergência, forças de segurança e voluntários se concentram no mesmo território destruído. Mas admite que essa presença irá diminuir gradualmente à medida que terminar a fase de resgate e começar a reconstrução.</p>
<p>O médico reconhece ainda que, como acontece noutras grandes catástrofes, surgiram relatos de saques e até de roubo de crianças órfãs. A prioridade, porém, continua a ser procurar sinais de vida enquanto ainda for possível.</p>
<p>“Os prazos estão a ser inexoravelmente cumpridos. A vida tem os seus limites”, afirma o presidente da Fundação SAMU, lembrando que, com o passar dos dias, cada hora reduz as hipóteses de encontrar sobreviventes.</p>
<p>Em La Guaira, a missão avança entre réplicas, edifícios instáveis, falta de descanso e a angústia das famílias. O silêncio pedido pelas equipas antes de cada chamada para os escombros tornou-se um dos sons mais duros da catástrofe: todos esperam uma resposta, mas ela chega cada vez menos vezes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783792]]></sapo:autor>
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		<title>Lagarde questiona responsabilização da inteligência artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:04:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A presidente do Banco Central Europeu (BCE) questionou hoje a responsabilização dos agentes de inteligência artificial (IA) em casos como roubos, numa conferência com o economista chefe da OpenAI, que defendeu a criação de um quadro legal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente do Banco Central Europeu (BCE) questionou hoje a responsabilização dos agentes de inteligência artificial (IA) em casos como roubos, numa conferência com o economista chefe da OpenAI, que defendeu a criação de um quadro legal.</p>
<p>Aaron Chatterji, economista-chefe da OpenAI, que detém o ChatGPT, e professor na Duke University, esteve presente no Fórum BCE, em Sintra, para uma conversa com Philip Lane, membro do Conselho Executivo do banco central, sobre a IA.</p>
<p>No final da conversa, houve espaço para perguntas do público e Christine Lagarde colocou uma questão, &#8220;à advogado e não à economista&#8221;, sobre a responsabilização da IA no que toca a ações criminosas como o roubo de dinheiro.</p>
<p>&#8220;Se roubar o meu dinheiro, é legalmente responsável e eu vou processá-lo. Se um agente IA, desenhado e desenvolvido pela OpenAI, fizer a mesma coisa, por causa da melhoria recursiva, ou porque é mentiroso e encobre a situação, quem é responsável?&#8221;, questionou a presidente do BCE.</p>
<p>Existem várias pessoas e entidades envolvidas neste processo, como o designer, o &#8216;developer&#8217; e o proprietário, notou.</p>
<p>Aaron Chatterji considerou, em resposta, que não deveria ser uma decisão tomada empresa a empresa, mas sim que se deveria &#8220;construir um quadro legal para abordar a questão&#8221;.</p>
<p>O responsável recordou que nas últimas inovações, por exemplo no setor financeiro com as empresas de cartões de crédito, foi necessário um conjunto de regulações que se desenvolveram à volta disso e habitualmente hoje em dia, quando um cartão é roubado é possível que o dinheiro seja devolvido.</p>
<p>&#8220;Acredito que algumas das empresas posicionadas nessa área vão aplicar isto para o mundo dos agentes&#8221;, indicou, ainda que reforçando que &#8220;não devia ser uma empresa que decide, devia ser uma decisão institucional&#8221;.</p>
<p>&#8220;Para a integridade de mercados e câmbios, temos de ter isto bem acertado&#8221;, defendeu.</p>
<p>O Fórum é um evento anual organizado pelo Banco Central Europeu e realizado em Sintra, que reúne governadores de bancos centrais, académicos e representantes do mercado financeiro.</p>
<p>Este ano, tem como tema &#8220;Moldar o futuro da Europa: inovação, crescimento e estabilidade&#8221; e decorre de 29 de junho a 01 de julho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783791]]></sapo:autor>
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		<title>INEM passa a pagar aos bombeiros 10.800 euros por cada ambulância a partir de quarta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:02:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[SIEM]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerca de 420 associações de bombeiros vão começar a receber, a partir de quarta-feira, 10.800 euros mensais por cada ambulância de socorro pré-hospitalar, o que representa um aumento de 2.000 euros, anunciou hoje o INEM.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cerca de 420 associações de bombeiros vão começar a receber, a partir de quarta-feira, 10.800 euros mensais por cada ambulância de socorro pré-hospitalar, o que representa um aumento de 2.000 euros, anunciou hoje o INEM.</P><br />
<P>O presidente do instituto adiantou à Lusa que os novos valores a pagar aos parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) &#8212; os corpos de bombeiros e a Cruz Vermelha Portuguesa &#8212; entram em vigor na quarta-feira, depois de assegurado o reforço orçamental com esse objetivo.</P><br />
<P>&#8220;O reforço orçamental já está feito&#8221;, assegurou Luís Mendes Cabral, avançando que em causa estão 30 milhões de euros para garantir o acréscimo do subsídio a pagar aos bombeiros a partir de julho, mas também para acomodar nas contas do INEM os aumentos que já tinham sido feitos em 2025.</P><br />
<P>Em causa está um subsídio mensal fixo para compensar a disponibilidade e os encargos com a tripulação de cada ambulância, chamadas de Postos de Emergência Médica (PEM), disponíveis 24 horas e que asseguram cerca de 90% do socorro pré-hospitalar prestado no país.</P><br />
<P>Em 2025, este subsídio aos bombeiros e à Cruz Vermelha passou de 6.690 euros para 8.760 euros por mês por cada ambulância, um acréscimo de despesa que o INEM não tinha conseguido acomodar com as verbas próprias até ser concretizado o reforço orçamental de 30 milhões. </P><br />
<P>Este ano, o valor do subsídio voltou a aumentar para os 10.800 euros mensais por cada uma das 520 ambulâncias que integram o SIEM.</P><br />
<P>Além do aumento do subsídio fixo, os restantes subsídios variáveis previstos nos protocolos estabelecidos entre o INEM e as associações de bombeiros, destinados a pagar despesas como os quilómetros percorridos e o material disponível nas ambulâncias, serão atualizados de acordo com a inflação, adiantou Luís Mendes Cabral.</P><br />
<P>O presidente do instituto disse ainda que a parte financeira já está fechada com a Liga dos Bombeiros Portugueses, faltando acertar alguns pontos de natureza técnica, prevendo que o acordo entre as duas partes possa ser assinado em breve, seguindo-se, depois, o processo de atualização dos protocolos com cada associação de bombeiros que integra o SIEM.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783766]]></sapo:autor>
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		<title>Centeno pede paciência ao PS e diz que medidas inalcançáveis alimentam populismos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:01:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Mário Centeno]]></category>
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		<category><![CDATA[ps]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-ministro das Finanças Mário Centeno avisou hoje que a &#8220;paciência é a coisa mais escassa nas sociedades modernas&#8221;, considerando que medidas com objetivos não alcançáveis alimentam frustrações das pessoas, que são depois aproveitadas pelos populistas.</p>
<p>&#8220;Não vamos conseguir ultrapassar esta situação com sucesso &#8211; como ultrapassámos a pandemia (&#8230;) e a questão inflacionista &#8211; se não conseguirmos colocar na nossa agenda e na agenda das pessoas esta dimensão de entendimento de que isto não é para resolver apenas num mês ou apenas num ano&#8221;, disse Mário Centeno na sua intervenção durante o último dia das jornadas parlamentares do PS, na Amadora, em Lisboa.</p>
<p>Para o antigo governador do Banco de Portugal, todos os políticos têm de ter &#8220;muito presente&#8221; que &#8220;a paciência é a coisa mais escassa nas sociedades modernas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós tornamos muitas vezes e muito facilmente as utopias em distopias e transformamos objetivos que são absolutamente legítimos de uma forma que dá a sensação de que são de tal maneira inalcançáveis que geram o pior dos sentimentos para o nosso trabalho, mas o melhor dos sentimentos para os populistas, que é a frustração&#8221;, avisou.</p>
<p>Centeno pediu por isso que não se insista &#8220;em objetivos inalcançáveis&#8221;, dando neste momento como exemplo a questão dos médicos de família.</p>
<p>&#8220;Nós só vamos gerar distopias onde tínhamos antes coisas que todos podemos concordar. É evidente que os médicos de família são um desses casos. Nós transformamos uma discussão positiva numa coisa que apenas gera sangramento político e discussão que não tem nenhum sentido. Nunca vai acontecer, acreditem no que eu estou a dizer&#8221;, defendeu.</p>
<p>Também na habitação há este risco, de acordo com o ex-ministro dos governos de António Costa.</p>
<p>&#8220;É uma das causas, consequências, resultados da crise financeira que hoje ainda vivemos. Nós destruímos o setor da construção, aniquilámos o setor da construção e depois esperávamos que quando tivéssemos rendimento para comprar a casa, as casas aparecessem. Isso não vai nunca acontecer&#8221;, alertou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783768]]></sapo:autor>
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		<title>Microsoft junta universidades e sociedades de advogados para acelerar IA no sector jurídico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advisory]]></category>
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					<description><![CDATA[A Microsoft Portugal promoveu o Hackathon AI x Justice, que reuniu cerca de 35 estudantes universitários da área do Direito, sociedades de advogados e especialistas da Microsoft, com o objectivo de capacitar talento em Inteligência Artificial e tecnologia aplicada ao sector jurídico em Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-ymubjt" class="brxe-block">
<h1 class="brxe-post-title bm-blog-single-11__post-title"></h1>
<div id="brxe-hlbfas" class="brxe-post-excerpt">
<p>A Microsoft Portugal promoveu o Hackathon AI x Justice, que reuniu cerca de 35 estudantes universitários da área do Direito, sociedades de advogados e especialistas da Microsoft, com o objectivo de capacitar talento em Inteligência Artificial e tecnologia aplicada ao sector jurídico em Portugal.</p>
</div>
</div>
<div id="brxe-tfxagn" class="brxe-block">
<div id="brxe-jnrdez" class="brxe-post-content bm-blog-single-11__post-content">
<div class="ms-accordion" data-post-id="459896">
<div class="ms-accordion-header">
<div class="ms-accordion-title-wrapper">A iniciativa contou com a participação de estudantes da Universidade Católica Portuguesa, da NOVA School of Law, e da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, bem como de sociedades de advogados, nomeadamente Gomez Acebo Pombo, CCA, PLMJ e Cuatrecasas. Ao longo de um dia de trabalho, o hackathon aproximou a academia, prática jurídica e tecnologia, combinando aprendizagem prática, experimentação e cocriação de soluções. De acordo com Laura Fauqueur, Founder da Legal Shake “o que mais me entusiasma é o facto de reunir pessoas tão diversas para pensar em como resolver desafios reais. O sector jurídico em Portugal tem muito a resolver, e é aí que a IA entra em cena, porque faz todo o sentido utilizá-la para apoiar o sistema”.</div>
</div>
</div>
<p>Este hackathon insere-se na estratégia da Microsoft de capacitação em Inteligência Artificial aplicada e de apoio à transformação do sector jurídico, visando reforçar a capacidade das equipas para lidar com o volume de informação, complexidade normativa e exigência de rigor — libertando tempo de tarefas repetitivas e elevando a qualidade do trabalho com tecnologia confiável e segura.</p>
<p>Segundo Juan Carretero Sánchez, Legal and External Affairs lead na Microsoft Portugal, «o desafio raramente é a falta de informação ou de competência; é garantir que o conhecimento circula, é reutilizável e chega a tempo de suportar boas decisões». Em muitas organizações jurídicas, pareceres, análises e enquadramento regulatório permanecem em silos, o que pode conduzir à duplicação de trabalho e à perda de conhecimento crítico.</p>
<p>Este desafio cruza‑se com fragilidades estruturais do sistema judicial português, sobretudo na justiça administrativa e fiscal. Assim, a Microsoft acredita que a IA pode desempenhar um papel relevante na modernização do setor jurídico, quando aplicada de forma responsável e com supervisão humana. Ao apoiar o trabalho diário, pode melhorar a consistência e transformar informação dispersa em conhecimento acionável, contribuindo para melhores decisões e para serviços jurídicos mais eficientes sem substituir o julgamento humano. Contudo, a sua integração num setor tradicional exige literacia digital e uso responsável, e o desafio central é capacitar os profissionais do Direito para tirarem partido da tecnologia, conhecendo os seus limites.</p>
<p>Durante o hackathon, equipas multidisciplinares trabalharam desafios do setor jurídico da eficiência operacional ao apoio à decisão — explorando como a IA pode ser aplicada para desenhar protótipos com foco em impacto, aplicabilidade real e confiança. No final do dia, as equipas apresentaram protótipos de soluções desenvolvidas com recurso à tecnologia, contribuindo para um diálogo mais informado sobre adoção de IA no setor.</p>
<p>António Mota Pinto, estudante da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e participante no Hackaton, refere que «é iminente que a IA venha a desempenhar um papel importante na assistência aos aspetos judiciais do próprio sistema. É por isso que é importante que, neste hackaton, possamos usar novas soluções para problemas que já existem há algum tempo.»</p>
<p>Já Inês Silveira, participante no Hackaton e estudante da Nova School of Law, destaca, «gosto de aproveitar todas as oportunidades que tenho para aplicar os meus conhecimentos a situações da vida real. A IA está a crescer cada vez mais e o setor jurídico não é exceção. Se os escritórios de advogados e até as empresas não começarem a incorporar a IA nas suas práticas jurídicas, vão ficar para trás».</p>
<p>Todas as soluções desenvolvidas durante o hackathon serão enquadradas pelos princípios de IA responsável da Microsoft, incorporando desde o início preocupações de segurança, privacidade, transparência e supervisão humana.</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783777]]></sapo:autor>
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		<title>PSD altera projeto do Chega sobre &#8220;lei das burcas&#8221; para focar questão da segurança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[PSD]]></category>
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					<description><![CDATA[O PSD quer introduzir alterações ao projeto do Chega conhecido como "lei das burcas", retirando logo no título desse diploma a "proibição de ocultação do rosto" e, em alternativa, salientando questões de "segurança em espaços públicos".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O PSD quer introduzir alterações ao projeto do Chega conhecido como &#8220;lei das burcas&#8221;, retirando logo no título desse diploma a &#8220;proibição de ocultação do rosto&#8221; e, em alternativa, salientando questões de &#8220;segurança em espaços públicos&#8221;.</p>
<p>A proposta de substituição apresentada pelo PSD ao projeto do Chega vai ser discutida e, em princípio, votada, na quarta-feira, em sede de Comissão de Assuntos Constitucionais.</p>
<p>Em outubro passado, o projeto do Chega, que ficou conhecido como &#8220;lei das burcas&#8221;, foi aprovado na generalidade. Conseguiu o apoio do PSD, CDS e Iniciativa Liberal, mas teve a oposição do PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda. Porém, logo quando foi discutido em plenário e após a sua aprovação, levantaram-se dúvidas de constitucionalidade.</p>
<p>Esta semana, o PSD decidiu avançar com um conjunto de alterações a este diploma do Chega, desde logo alterando o seu título.</p>
<p>O projeto do Chega tem o título: &#8220;Proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos salvo determinadas exceções&#8221;. Se a alteração do PSD for aprovada, elimina-se a referência à ocultação do rosto e o título do diploma passará a ser o seguinte: &#8220;Estabelece regras a observar pelos cidadãos em espaços públicos, por razões de segurança e de garantia da respetiva identificação&#8221;.</p>
<p>Logo no artigo primeiro, relativo ao objeto do projeto, a bancada social-democrata salienta a perspetiva da segurança. &#8220;O presente diploma estabelece as regras a observar pelos cidadãos em espaços públicos, por razões de segurança e de garantia da respetiva identificação&#8221;, lê-se.</p>
<p>No projeto do Chega, refere-se que &#8220;é proibida a utilização, em espaços públicos, de roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto&#8221; e &#8220;é proibido forçar alguém a ocultar o rosto por motivos de género ou religião&#8221;.</p>
<p>O PSD mantém a proibição de ocultação do rosto, mas acrescenta, além da religião, questões como a idade ou origem dos cidadãos. Por outro lado, nesse mesmo artigo, os sociais-democratas também se referem &#8220;a outros acessórios&#8221;. Ou seja, uma forma de generalização para não se incidir apenas nos lenços ou, mais concretamente, nas burcas.</p>
<p>&#8220;É proibida a utilização, em espaços públicos, de máscaras ou quaisquer acessórios que ocultem integralmente o rosto ou impeçam a sua visualização, tornando a pessoa não identificável. É igualmente proibido coagir qualquer pessoa a ocultar o rosto por motivos de género, religião, idade ou origem&#8221;, propõe a bancada social-democrata neste ponto.</p>
<p>As propostas do PSD alteram, ainda, o regime sancionatório e penal.</p>
<p>Em casos de ocultação forçada do rosto, o Chega defende a aplicação do crime de coação, com pena de prisão até três anos, enquanto o PSD propõe &#8220;até um ano de pena de prisão ou com pena de multa até 120 dias&#8221;.</p>
<p>&#8220;A pena prevista no número anterior é agravada em um terço quando a vítima seja menor&#8221;, acrescenta-se.</p>
<p>No regime sancionatório, a bancada social-democrata propõe uma contraordenação punível com coima de 100 a 250 euros, em caso de negligência, e de 400 a mil em caso de dolo. E, neste regime, detalha as competências pela abertura de processos de contraordenações.</p>
<p>&#8220;Compete às forças de segurança a fiscalização do cumprimento da presente lei e o levantamento dos respetivos autos. E a instrução dos processos e a aplicação das respetivas coimas cabe à câmara municipal em cuja área a infração tiver sido cometida&#8221;, refere-se no texto de substituição apresentado pelo PSD.</p>
<p>Para o PSD, devem ser as autoridades policiais a remeter à respetiva câmara municipal &#8220;os autos levantados no prazo de cinco dias úteis a contar da ocorrência dos factos que lhes deram origem&#8221;.</p>
<p>Em matéria de contraordenações, o projeto do Chega prevê apenas coimas e mais elevadas. Entre 200 e dois mil euros em caso de negligência; e de 400 euros e quatro mil em caso de dolo.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783773]]></sapo:autor>
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		<title>Metralhadoras e sacos de areia num navio civil da Rússia: as imagens que inquietam o &#8216;lago da NATO&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:59:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Estónia]]></category>
		<category><![CDATA[GNL]]></category>
		<category><![CDATA[Mar Báltico]]></category>
		<category><![CDATA[Marshal Vasilevskiy]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Fotografias mostram posições fortificadas com metralhadoras instaladas no topo da ponte do 'Marshal Vasilevskiy', um navio de bandeira russa cujo porto de origem é Kaliningrado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Estónia divulgou imagens de vigilância que mostram um navio civil russo de gás natural liquefeito equipado com metralhadoras e posições protegidas por sacos de areia no mar Báltico, um sinal que analistas interpretam como uma escalada na forma como Moscovo procura proteger a sua frota civil.</p>
<p>Segundo o ‘The Independent’, as fotografias mostram posições fortificadas com metralhadoras instaladas no topo da ponte do &#8216;Marshal Vasilevskiy&#8217;, um navio de bandeira russa cujo porto de origem é Kaliningrado.</p>
<p>O navio, pertencente à Gazprom Flot LLC, unidade da Gazprom, transporta gás natural liquefeito entre a zona de São Petersburgo e Kaliningrado. A rota passa ao largo da costa da Estónia, numa região do Báltico que se tornou cada vez mais sensível desde a invasão russa da Ucrânia e o alargamento da NATO.</p>
<p>As imagens foram captadas esta primavera no mar Báltico, dentro da área de responsabilidade da Estónia, segundo um porta-voz da polícia e da guarda fronteiriça estonianas.</p>
<p>Embora guardas armados sejam comuns em navios que atravessam zonas de pirataria, a presença de metralhadoras num navio civil no Báltico é vista como algo muito diferente. Yoruk Isik, analista geopolítico e responsável pela consultora Bosphorus Observer, descreveu o caso à ‘Reuters’ como “um passo novo e louco” para embarcações civis naquela região.</p>
<p>“É um movimento hostil da Rússia para enviar uma mensagem aos países da UE e da NATO de que se oporá ativamente a qualquer tentativa de deter ou inspecionar os seus navios”, afirmou o analista. Para Isik, “não há justificação” para uma postura de autodefesa deste tipo no Báltico, com metralhadoras instaladas a bordo de um navio civil.</p>
<p>O caso surge num momento de crescente pressão sobre embarcações associadas à Rússia. Desde o início do ano, nove petroleiros suspeitos de integrarem a chamada “frota sombra” russa foram apreendidos na Europa, o mais recente dos quais em França, a 26 de junho.</p>
<p>A “frota sombra” é composta por navios ligados à Rússia, frequentemente com estruturas de propriedade opacas e bandeiras de conveniência, usados para contornar sanções ocidentais impostas desde o início da guerra na Ucrânia.</p>
<p>O Marshal Vasilevskiy, contudo, não parece enquadrar-se nessa categoria. Um responsável de segurança no Báltico afirmou que o navio dificilmente será apreendido, por não integrar a frota sombra e por navegar sob bandeira russa.</p>
<p>“É difícil dizer o que os russos estão a pensar”, afirmou esse responsável. “Desde que o mar Báltico se tornou um lago da NATO, os russos estão tensos com tudo o que acontece ali — talvez estejam apenas a pensar demasiado e a reagir em excesso.”</p>
<p>A expressão “lago da NATO” passou a ser usada depois da adesão da Finlândia e da Suécia à Aliança Atlântica, que deixou a Rússia com uma posição muito mais limitada no Báltico. Para Moscovo, a ligação marítima entre São Petersburgo e Kaliningrado tornou-se ainda mais sensível.</p>
<p>Em abril, o comandante da Marinha da Estónia, Ivo Vark, afirmou à ‘Reuters’ que a Rússia estava a aumentar a presença militar em águas internacionais entre a Estónia e a Finlândia, a rota de acesso aos portos em torno de São Petersburgo, onde é carregada uma parte relevante das exportações energéticas russas.</p>
<p>Vark admitiu então que a Estónia tinha deixado de tentar deter navios ligados à Rússia que não representassem perigo imediato, devido ao risco de escalada militar.</p>
<p>O Marshal Vasilevskiy tem também importância estratégica para Moscovo. O navio pode regaseificar gás natural liquefeito diretamente para uma conduta de gás e foi inaugurado pelo presidente russo, Vladimir Putin, em janeiro de 2019, como rota alternativa de abastecimento para o enclave militarizado de Kaliningrado, caso fossem interrompidas entregas de gás por gasoduto através da Lituânia, membro da NATO.</p>
<p>O navio e o seu proprietário já foram alvo de sanções. O Marshal Vasilevskiy foi sancionado pelo Reino Unido em outubro de 2024, pelo Canadá em fevereiro de 2025 e pela Austrália em dezembro de 2025. A Gazprom Flot foi sancionada pela União Europeia em abril.</p>
<p>A Gazprom não respondeu ao pedido de comentário da ‘Reuters’. Já Nikolai Patrushev, assessor de Vladimir Putin para assuntos marítimos, afirmou numa entrevista publicada a 15 de junho que a Rússia não pode permitir “o bloqueio” das suas principais rotas marítimas.</p>
<p>“O Báltico e o mar Negro asseguram a maior parte do nosso comércio marítimo”, afirmou Patrushev. O responsável russo defendeu ainda ser crucial garantir a prontidão de combate da frota russa e a sua capacidade para responder a “todo o espectro de ameaças”.</p>
<p>Para os analistas, a presença de armamento num navio civil russo no Báltico aumenta o risco de incidentes no mar. Mais do que uma simples medida defensiva, as imagens são vistas como um aviso político e militar dirigido aos países europeus: Moscovo quer deixar claro que qualquer tentativa de inspeção ou detenção dos seus navios pode ter custos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783763]]></sapo:autor>
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		<title>PLMJ é a melhor prestadora de serviços de Advocacia em Portugal. (re)Veja o momento da entrega do prémio e o discurso</title>
		<link>https://hrportugal.sapo.pt/plmj-e-a-melhor-prestadora-de-servicos-de-advocacia-em-portugal-reveja-o-momento-da-entrega-do-premio-e-o-discurso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:58:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advisory]]></category>
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					<description><![CDATA[A PLMJ foi distinguida pelo quarto ano consecutivo com o prémio «Prestação de serviços – Advogados», na 15.ª edição dos Prémios Human Resources.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-ymubjt" class="brxe-block">
<h1 class="brxe-post-title bm-blog-single-11__post-title"></h1>
<div id="brxe-hlbfas" class="brxe-post-excerpt">
<p>A PLMJ foi distinguida pelo quarto ano consecutivo com o prémio «Prestação de serviços – Advogados», na 15.ª edição dos Prémios Human Resources.</p>
</div>
<div id="brxe-trwjqk" class="brxe-div blog-single-head__meta"></div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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</div>
</div>
<p>Nuno Ferreira Morgado, partner da PLMJ, recebeu o prémio das mãos de Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group.</p>
<p>(re) Veja acima o seu discurso (vídeo NC Produções)</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783771]]></sapo:autor>
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		<title>Direito ao Essencial. Abandono do trabalho: procedimentos e cautelas para o empregador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:51:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advisory]]></category>
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					<description><![CDATA[Neste destaque do “Direito ao Essencial”, Inês Arruda, sócia da Pérez-Llorca, foca-se no tema do abandono do trabalho. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-ymubjt" class="brxe-block">
<h1 class="brxe-post-title bm-blog-single-11__post-title"></h1>
<div id="brxe-hlbfas" class="brxe-post-excerpt">
<p>Neste destaque do “Direito ao Essencial”, Inês Arruda, sócia da Pérez-Llorca, foca-se no tema do abandono do trabalho. A rubrica da Human Resources tem como objectivo descomplicar os conceitos jurídicos que todos os profissionais de gestão de Recursos Humanos devem saber. Sem floreados, directo ao ponto.</p>
</div>
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</div>
</div>
<p><em>Por Inês Arruda, sócia da Pérez-Llorca</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-413915 alignleft" src="https://hrportugal.sapo.pt/wp-content/uploads/2025/08/ines-arruda-300x300.png" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" srcset="https://hrportugal.sapo.pt/wp-content/uploads/2025/08/ines-arruda.png 300w, https://hrportugal.sapo.pt/wp-content/uploads/2025/08/ines-arruda-150x150.png 150w" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p>A figura jurídica do abandono do trabalho ocorre quando um trabalhador cessa a sua prestação de forma unilateral e sem qualquer comunicação ao empregador, manifestando pela sua conduta a intenção de não retomar o vínculo laboral.</p>
<p>Esta figura é diferente da falta injustificada, na medida em que o abandono exige uma ausência de, pelo menos, dez dias úteis consecutivos sem que o trabalhador dê qualquer sinal, sendo necessário que as circunstâncias tornem inequívoca a intenção de não regressar.</p>
<p>Este comportamento equivale a uma resolução do contrato por iniciativa do trabalhador e sem justa causa, o que implica a perda do direito à compensação que lhe assistiria em caso de despedimento e a possibilidade de ser responsabilizado pelos danos causados pela cessação abrupta do vínculo.</p>
<p>No entanto, estas consequências só se produzem validamente se o empregador seguir o procedimento legalmente exigido. Assim, é necessário proceder ao envio de carta registada com aviso de recepção para o último domicílio conhecido do trabalhador, antes de qualquer decisão de cessação, dando conta da situação e das suas consequências legais. Desconsiderar este passo pode transformar um abandono num despedimento ilícito, com todas as consequências daí decorrentes, incluindo reintegração ou pagamento de indemnização. Sendo verificada a cessação, o empregador deve ainda comunicá-la prontamente à ACT.</p>
<p>Poderão ainda surgir consequências após o procedimento estar aparentemente concluído: o trabalhador pode invocar posteriormente uma causa de justificação para as ausências, como por exemplo, doença, internamento hospitalar ou outra situação de força maior. Se essa justificação for válida, a situação de abandono tem-se como inexistente e o vínculo laboral do trabalhador permanecerá válido e eficaz.</p>
<p>Por esta razão, antes de ser formalizada qualquer decisão, a empresa deve esgotar os meios razoáveis de contacto com o trabalhador e guardar registo detalhado de todas as tentativas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Exemplo prático</strong></p>
<p>Um trabalhador deixa de comparecer ao trabalho sem qualquer aviso. A empresa tenta contactá-lo por telefone e por escrito, sem obter respostas. Ao décimo dia útil consecutivo de ausência, o empregador envia carta registada com aviso de recepção para a última morada conhecida, informando que a conduta é qualificada como abandono do trabalho e que o contrato se considera cessado à data do último dia de comparência. A carta, o registo das tentativas de contacto e os comprovativos de ausência são arquivados. Porém, se o trabalhador apresentar justificação válida de internamento hospitalar comprovado, o procedimento deve ser revisto antes de qualquer formalização, sob pena de se materializar num despedimento ilícito.</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783769]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vídeo mostra prédio de 10 andares a desabar em segundos durante sismos na Venezuela</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/video-mostra-predio-de-10-andares-a-desabar-em-segundos-durante-sismos-na-venezuela/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:31:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[La Guaira]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Imagens mostram o desabamento do edifício Palácio Ritamar, situado na Avenida José María España, em Los Corales, Caraballeda, no estado de La Guaira, uma das zonas mais afetadas pela catástrofe]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As imagens dos dois sismos que atingiram a Venezuela na semana passada continuam a revelar a dimensão da destruição. Um dos vídeos mais impressionantes, captado por uma câmara de segurança, mostra o momento em que um prédio de 10 andares colapsa em poucos segundos durante o tremor.</p>
<p>Segundo o ‘20 Minutos’, as imagens mostram o desabamento do edifício Palácio Ritamar, situado na Avenida José María España, em Los Corales, Caraballeda, no estado de La Guaira, uma das zonas mais afetadas pela catástrofe.</p>
<p>A câmara que registou o momento estava instalada em frente ao edifício, no Parque de Boliche de La Guaira. No vídeo, é possível ver partes da estrutura a ruírem rapidamente, enquanto uma nuvem de pó toma conta da zona.</p>
<p>O edifício tinha 10 andares e seis apartamentos por piso. Em poucos segundos, a estrutura colapsa parcialmente, deixando evidente a violência do abalo e a vulnerabilidade de muitos edifícios atingidos pelos sismos.</p>
<p>As imagens mostram também várias pessoas junto à entrada do parque a perderem o equilíbrio e a cair no chão no momento do tremor. Segundos depois, levantam-se e fogem, enquanto a poeira provocada pelo desabamento se espalha pela rua.</p>
<p>O duplo sismo que atingiu a zona caribenha da Venezuela teve magnitudes de 7,2 e 7,5 e causou uma destruição severa, sobretudo devido ao colapso de vários edifícios. Segundo os dados citados pelo jornal espanhol, o balanço de vítimas mortais ultrapassa os 1.700 mortos.</p>
<p>As operações de resgate prosseguem esta terça-feira, seis dias depois dos abalos. No estado de La Guaira, epicentro da devastação, equipas de emergência continuam a procurar sobreviventes entre os escombros, numa corrida contra o tempo.</p>
<p>À medida que passam as horas, diminuem as hipóteses de encontrar pessoas com vida. Ainda assim, equipas de resgate nacionais e internacionais mantêm os trabalhos nas zonas mais afetadas, onde vários edifícios ficaram total ou parcialmente destruídos.</p>
<p>A tragédia voltou a colocar em discussão a resistência das construções em zonas sísmicas. Solo firme, estruturas de betão adequadas e edifícios mais compactos são alguns dos fatores apontados por especialistas como essenciais para reduzir o risco de colapso em sismos de grande magnitude.</p>
<p>Na Venezuela, porém, a violência dos abalos e a fragilidade de muitas estruturas agravaram o impacto da catástrofe. O vídeo do Palácio Ritamar tornou-se um dos registos mais fortes da tragédia: em segundos, um edifício inteiro transforma-se numa nuvem de pó.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="es" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/Internacionales?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Internacionales</a></p>
<p>Imágenes muestran el momento del colapso del edificio Residencias Ritamar Palace, en La Guaira, durante los terremotos del pasado 24 de junio en <a href="https://x.com/hashtag/Venezuela?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Venezuela</a>. <a href="https://t.co/wlwC9PufZ3">pic.twitter.com/wlwC9PufZ3</a></p>
<p>&mdash; El Clarín (@SVElClarin) <a href="https://x.com/SVElClarin/status/2071655602908955081?ref_src=twsrc%5Etfw">June 29, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783758]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Carros elétricos sem bagageira dianteira? Já há uma solução&#8230;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/carros-eletricos-sem-bagageira-dianteira-ja-ha-uma-solucao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:25:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[elétricos]]></category>
		<category><![CDATA[frunk]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
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					<description><![CDATA[Cabos de carregamento são indispensáveis para muitos condutores de carros elétricos, sobretudo em viagens, mas têm um problema evidente: ocupam espaço e precisam de estar sempre à mão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cabos de carregamento são indispensáveis para muitos condutores de carros elétricos, sobretudo em viagens, mas têm um problema evidente: ocupam espaço e precisam de estar sempre à mão. Em vários modelos, acabam guardados na bagageira traseira, misturados com malas, compras ou outros objetos.</p>
<p>É aqui que entra a utilidade da bagageira dianteira, também conhecida como “frunk”, uma junção das palavras inglesas “front” e “trunk”. Trata-se de um pequeno compartimento colocado sob o capô, onde podem ser guardados cabos de carregamento, adaptadores ou objetos de menor dimensão.</p>
<p>O problema é que nem todos os elétricos vêm equipados de origem com este espaço. Segundo o ‘Motor1’, essa ausência abriu caminho a empresas especializadas no desenvolvimento de kits que permitem transformar o espaço disponível sob o capô dianteiro numa zona de arrumação adicional.</p>
<p>Uma dessas empresas é a austríaca Frunk.at, que desenvolveu uma gama de bagageiras dianteiras adaptadas a vários modelos elétricos europeus, coreanos e chineses. A proposta é simples: adicionar um compartimento de carga onde originalmente o fabricante não o tinha previsto.</p>
<p>Embora sejam pequenos, estes compartimentos podem ser práticos no uso diário. Permitem separar os cabos da bagageira principal, mantê-los acessíveis e evitar que fiquem soltos ou misturados com a restante carga.</p>
<p>De acordo com a empresa, os frunks são fabricados em ABS, um plástico resistente ao calor, capaz de suportar temperaturas até 80 graus sem deformar. A resistência térmica é particularmente relevante num componente instalado sob o capô, sobretudo numa altura em que os verões são cada vez mais quentes.</p>
<p>A Frunk.at afirma ainda que os compartimentos foram testados pela TÜV, entidade alemã de certificação, e que suportam uma carga até 20 quilos. Na prática, isso significa que podem transportar bem mais do que um simples cabo de carregamento, embora continuem vocacionados para objetos pequenos e relativamente leves.</p>
<p>A gama inclui atualmente soluções para 31 modelos de 17 fabricantes. Entre as marcas abrangidas estão Audi, BMW, Mercedes, Ford, Dacia, Renault, Hyundai e Kia, além de vários modelos dos grupos Stellantis e Volkswagen.</p>
<p>Os preços variam entre 130 e 350 euros, dependendo do modelo. Os kits incluem também uma rede elástica, pensada para manter o conteúdo organizado e impedir que os objetos se desloquem durante a condução.</p>
<p>Apesar da utilidade, a instalação exige atenção. No site oficial, a Frunk.at explica que os compartimentos foram desenhados para aproveitar ao máximo o espaço disponível sob o capô, mantendo uma distância segura em relação aos componentes próximos.</p>
<p>Ainda assim, a própria empresa alerta que, devido a tolerâncias de fabrico do veículo e do compartimento, pode ocorrer contacto com peças adjacentes. Por isso, a montagem deve ser feita com precisão.</p>
<p>A recomendação é garantir uma distância mínima de um centímetro entre o frunk e os componentes em redor, para evitar atrito, vibrações ou contacto indesejado durante a utilização.</p>
<p>A solução é simples e pode fazer diferença para quem sente falta de espaço de arrumação num elétrico. Mas não deve ser tratada como um acessório decorativo: por estar instalada numa zona técnica do veículo, a montagem deve respeitar as instruções e deixar margem suficiente para todos os componentes.</p>
<p>Num mercado em que muitos carros elétricos ainda não aproveitam totalmente o espaço deixado pela ausência de motor de combustão, estes kits mostram como uma pequena adaptação pode resolver um problema muito comum: onde guardar os cabos sem sacrificar a bagageira principal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783750]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Filipe Santos Martins sucede a Maria João Sales Luís na liderança da Multicare</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/filipe-santos-martins-sucede-a-maria-joao-sales-luis-na-lideranca-da-multicare/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:59:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Fidelidade]]></category>
		<category><![CDATA[liderança]]></category>
		<category><![CDATA[Multicare]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fidelidade anunciou a nomeação de Filipe Santos Martins para liderar a seguradora de saúde, sucedendo a Maria João Sales Luís, que termina um percurso de mais de quatro décadas no Grupo Fidelidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Multicare vai ter um novo presidente da Comissão Executiva a partir de 1 de julho. A Fidelidade anunciou a nomeação de Filipe Santos Martins para liderar a seguradora de saúde, sucedendo a Maria João Sales Luís, que termina um percurso de mais de quatro décadas no Grupo Fidelidade.</p>
<p>Filipe Santos Martins integra o Grupo Fidelidade desde 2015, onde desempenhou funções nas áreas de Desenvolvimento de Negócio e de Planeamento Estratégico. Desde 2024 fazia parte da Comissão Executiva da Multicare.</p>
<p>A saída de Maria João Sales Luís marca o fim de uma carreira de mais de 40 anos no Grupo Fidelidade. Ao longo desse percurso ocupou cargos de responsabilidade nos ramos Vida, Acidentes de Trabalho e Automóvel, tendo integrado a administração da Multicare em 2008. Segundo a Fidelidade, o seu contributo foi determinante para consolidar a posição da Multicare como uma das principais referências no mercado segurador português na área da saúde.</p>
<p>Em comunicado, o CEO da Fidelidade, Rogério Campos Henriques, destacou o legado da gestora. &#8220;Maria João Sales Luís deixa uma marca indelével na Multicare e na área dos seguros de saúde em Portugal, pelo contributo, profissionalismo e integridade demonstrados ao longo de mais de 40 anos. Filipe Santos Martins, que tem revelado uma visão estratégica e uma capacidade de execução notáveis, é a pessoa certa para assumir esta nova responsabilidade e dar continuidade ao plano do Grupo Fidelidade para a Multicare.&#8221;</p>
<p>O novo presidente da Comissão Executiva afirma assumir o cargo com &#8220;enorme sentido de responsabilidade&#8221;, comprometendo-se a dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela sua antecessora.</p>
<p>&#8220;O meu compromisso é dar continuidade a essa trajetória, reforçando a proximidade com os clientes e a capacidade de resposta às suas necessidades&#8221;, sublinhou Filipe Santos Martins.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783730]]></sapo:autor>
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		<title>Número de utentes sem médico de família aumenta quase 66 mil este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:53:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de pessoas sem médico de família aumentou quase 66 mil nos primeiros cinco meses deste ano, mais do que os cerca de 53 mil novos inscritos nos cuidados de saúde primários no mesmo período.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de pessoas sem médico de família aumentou quase 66 mil nos primeiros cinco meses deste ano, mais do que os cerca de 53 mil novos inscritos nos cuidados de saúde primários no mesmo período.</p>
<p>Dados do portal da transparência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), hoje consultados pela Lusa, indicam que o número de utentes sem um especialista de medicina geral e familiar atribuído subiu dos 1.601.018 em janeiro para os 1.666.823 em maio, ou seja, mais 65.805.</p>
<p>A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que concentra a grande maioria de pessoas que aguardam por ter médico de família, que chegavam às 1.165.496 em maio, mais cerca de 35 mil do que em janeiro, contrastando com o Norte, onde o número de utentes nessa situação não chega aos 100 mil.</p>
<p>Setembro de 2019 foi o mês dos últimos dez anos com menos pessoas sem médico de família (641.228), menos cerca de um milhão do que em maio deste ano.</p>
<p>Quanto ao número de inscritos nos cuidados de saúde primários (centros de saúde), passou dos 10.746.324 para os 10.799.807 entre janeiro e maio, o que se traduz num aumento de 53.483 novos utentes.</p>
<p>Já o número de pessoas com médico de família atribuído baixou ligeiramente dos 9.133.697 para os 9.121.566, representando uma redução de 12.131 utentes do SNS, indicam os dados oficiais.</p>
<p>Na segunda-feira, a ministra da Saúde justificou o aumento do número de pessoas sem médico de família com o aumento de registos SNS, alegando que o serviço público de saúde está a demonstrar ter &#8220;elasticidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Temos todos os meses novas inscrições de utentes residentes em Portugal (&#8230;). E vamos continuar durante muito mais tempo, seguramente, a ter pessoas a inscreverem-se no Registo Nacional do Utente. Naturalmente que, quando nós percebemos que temos mais um milhão e meio de pessoas em Portugal do que tínhamos há cinco anos, compreendemos que a elasticidade que o SNS tem de ter é muito grande. É quase, eu diria, de ser feita de forma muito rápida&#8221;, disse Ana Paula Martins.</p>
<p>Num relatório sobre a sustentabilidade do SNS divulgado também na segunda-feira, o Conselho das Finanças Públicas alertou que o aumento de pessoas sem médico de família está a ocorrer num &#8220;contexto particularmente relevante&#8221; de envelhecimento da classe médica na especialidade de medicina geral e familiar.</p>
<p>&#8220;O previsível aumento das aposentações poderá, assim, agravar as restrições no acesso aos cuidados primários. Esta pressão tenderá a repercutir-se nos serviços hospitalares, comprometendo a adequada referenciação dos doentes e induzindo o recurso direto às urgências hospitalares&#8221;, salientou a entidade independente que fiscaliza a sustentabilidade das finanças públicas do país.</p>
<p>Em maio, foram abertas 2.500 vagas para médicos recém-especialistas no SNS, entre as quais 711 para medicina geral e familiar, mas ainda não são conhecidas as colocações.</p>
<p>Num outro despacho da mesma altura, o Governo abriu 332 vagas para zonas geográficas carenciadas, destinando 109 para especialistas de medicina geral e familiar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783727]]></sapo:autor>
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		<title>TAP fecha reestruturação com luz verde de Bruxelas e entra em nova fase antes da privatização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:51:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Pinto Luz]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
		<category><![CDATA[TAP]]></category>
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					<description><![CDATA[Confirmação foi recebida pelo Estado português através da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia confirmou que o Plano de Reestruturação da TAP foi concluído com sucesso, depois de Portugal ter cumprido integralmente os compromissos assumidos no âmbito das regras europeias de auxílios de Estado.</p>
<p>A confirmação foi recebida pelo Estado português através da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, na sequência do envio, pelas autoridades nacionais, da documentação comprovativa da execução integral das medidas previstas no plano aprovado por Bruxelas em dezembro de 2021.</p>
<p>O Plano de Reestruturação foi desenhado na sequência da crise provocada pela pandemia no setor da aviação e envolveu um conjunto de medidas operacionais e financeiras destinadas a garantir a viabilidade da companhia. Entre essas medidas estiveram a reestruturação da empresa, a alienação de ativos não estratégicos e a aplicação de compromissos destinados a salvaguardar a concorrência no mercado europeu.</p>
<p>Segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o plano permitiu à TAP tornar-se uma empresa financeiramente mais robusta. O cumprimento das últimas condições já tinha sido materializado com a conclusão das alienações da Cateringpor e da SPdH – Serviços Portugueses de Handling, bem como com a devolução de 24,99 milhões de euros ao Estado.</p>
<p>O período adicional de seis meses concedido para a conclusão do plano, durante o qual se mantiveram restrições e contrapartidas aplicáveis, permitiu assegurar o cumprimento das condições remanescentes. Com a alienação das participações da TAP na SPdH e na Cateringpor, fica encerrado o conjunto de compromissos assumidos perante Bruxelas.</p>
<p>O Governo português e a TAP estiveram empenhados na conclusão deste processo, em cooperação com a Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia. Para o Executivo, o encerramento formal da reestruturação reforça também a credibilidade do Estado português junto das instituições europeias e demonstra capacidade de execução num processo acompanhado de perto desde 2021.</p>
<p>A conclusão do Plano de Reestruturação representa um marco relevante para a TAP e para o Estado. A companhia entra agora numa nova fase, com maior previsibilidade para se concentrar no crescimento, na valorização e no desenvolvimento futuro.</p>
<p>O encerramento do processo também dá mais clareza ao processo de privatização em curso, ao retirar uma das condicionantes associadas ao período de reestruturação e às obrigações assumidas perante Bruxelas.</p>
<p>“A finalização do processo de reestruturação permite à TAP encarar o futuro com mais confiança, reforçando o seu papel como ativo estratégico do país e o posicionamento de Portugal como plataforma internacional de aviação”, afirma o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783718]]></sapo:autor>
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		<title>Supremo rejeita plano de Trump para retirar cidadania automática a filhos de migrantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A medida tornou-se uma das peças centrais da agenda migratória do presidente dos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Supremo Tribunal dos Estados Unidos rejeitou a tentativa de Donald Trump de limitar o direito à cidadania por nascimento, regra que garante a nacionalidade norte-americana a quem nasce em solo dos Estados Unidos, independentemente da origem dos pais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em causa estava uma ordem executiva assinada por Trump a 20 de janeiro de 2025, com o objetivo de impedir que crianças nascidas nos Estados Unidos obtivessem automaticamente a cidadania caso os pais não fossem cidadãos norte-americanos nem residentes permanentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A medida tornou-se uma das peças centrais da agenda migratória do presidente dos Estados Unidos e representava uma tentativa de reinterpretar a 14.ª Emenda da Constituição norte-americana, aprovada após a Guerra Civil para garantir a cidadania aos antigos escravos e aos seus descendentes.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Caso envolvia bebé filha de casal migrante</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O processo analisado pelo Supremo dizia respeito a uma bebé filha de uma jovem pareja migrante. A mãe chegou da Colômbia e o pai da Argentina, ambos com estatuto de residência temporária nos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O próprio Donald Trump marcou presença na primeira sessão do processo, num gesto descrito como histórico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão do Supremo representa um revés para a estratégia da Casa Branca, que defendia que a 14.ª Emenda tem sido interpretada de forma demasiado ampla há mais de um século.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Casa Branca queria restringir interpretação da 14.ª Emenda</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O argumento da Administração Trump era o de que a cláusula constitucional que atribui cidadania a quem nasce nos Estados Unidos não deveria aplicar-se a filhos de imigrantes em situação irregular nem a filhos de pessoas que entram no país com vistos temporários.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump tem associado esta interpretação a um discurso político centrado no controlo da imigração. O presidente norte-americano sustenta que a cidadania por nascimento funciona como incentivo à imigração irregular, facilita aquilo que designa como “turismo de parto” e pode criar riscos de segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais do que uma disputa jurídica, a proposta fazia parte de uma estratégia mais ampla para redefinir a cidadania como um estatuto menos automático e mais condicionado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Milhares de crianças poderiam ser afetadas todos os anos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Se a interpretação defendida pela Administração Trump tivesse avançado, cerca de 250 mil crianças por ano deixariam de adquirir automaticamente a cidadania norte-americana, segundo estimativas incluídas nos documentos apresentados ao tribunal.</p>
<p class="isSelectedEnd">A médio prazo, a mudança poderia levar ao aparecimento de milhões de pessoas nascidas nos Estados Unidos sem cidadania, uma situação sem paralelo na história recente do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">O problema levantado pela proposta não era apenas a dimensão da alteração, mas também a ausência de enquadramento legal claro para uma nova categoria de pessoas nascidas em território norte-americano sem nacionalidade dos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Risco de apatridia entrava no debate</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O sistema norte-americano não prevê uma categoria ampla de pessoas nascidas no país sem cidadania. Muitas dessas crianças ficariam dependentes das leis dos países de origem dos pais para obter uma nacionalidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em alguns casos, esse processo não seria automático e exigiria procedimentos complexos fora do território norte-americano. Noutros, poderia implicar o regresso a países de onde as famílias fugiram.</p>
<p class="isSelectedEnd">A possibilidade de apatridia, praticamente inexistente hoje nos Estados Unidos, passaria assim a ser um risco real.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Medida tinha apoio no trumpismo, mas enfrentava dúvidas jurídicas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A tentativa de restringir a cidadania por nascimento contava com apoio político dentro do movimento trumpista, mas também levantava reservas entre setores conservadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo entre aliados ideológicos, havia cautela quanto à viabilidade jurídica da medida, por envolver uma mudança profunda numa interpretação constitucional consolidada durante gerações.</p>
<p>Com a decisão do Supremo, fica travada a tentativa de Trump de limitar um dos princípios mais antigos da cidadania norte-americana: o direito automático à nacionalidade para quem nasce em solo dos Estados Unidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783714]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Centeno acusa Governo de se vangloriar por “destruir o futuro” dos portugueses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:37:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O economista mostra-se preocupado com a evolução das contas públicas e com sinais de desaceleração da economia, que diz já estarem a sentir-se no mercado de trabalho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O antigo ministro das Finanças Mário Centeno acusa o Governo de estar a “destruir o futuro” dos portugueses e de se vangloriar dessa destruição. O economista mostra-se preocupado com a evolução das contas públicas e com sinais de desaceleração da economia, que diz já estarem a sentir-se no mercado de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">A posição foi assumida num artigo de opinião publicado na CNN Portugal, no seguimento do comentário semanal de Centeno no espaço “O Trigo do Joio”. No texto, intitulado “A realidade completa: mais população, menos emprego”, o antigo governador do Banco de Portugal defende que os números mais recentes sobre a população residente em Portugal não contam toda a história.</p>
<p class="isSelectedEnd">Centeno parte dos dados que indicam que a população residente no país já ultrapassa os 11,4 milhões de pessoas. Para o economista, estes números mostram “um país maior, com mais pessoas a trabalhar, com mais jovens”, mas escondem uma outra realidade: a queda do número de trabalhadores declarados à Segurança Social.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Menos trabalhadores inscritos na Segurança Social</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Mário Centeno, em março havia menos 22 mil trabalhadores declarados à Segurança Social do que no final de 2025 e menos 47 mil do que em setembro. O antigo ministro das Finanças afirma que, desde 2013, em plena crise financeira, não se registava uma evolução tão negativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Centeno, estes dados não são uma “grande companhia” para as notícias sobre o aumento da população residente em Portugal. O economista entende que a descida do número de trabalhadores declarados é um sinal relevante da evolução da economia e do mercado laboral.</p>
<p class="isSelectedEnd">O antigo governante considera que estes números ganham especial importância por terem sido apresentados como consequência da política de controlo do mercado de trabalho e da sociedade assumida pelo Governo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Economia está a desacelerar, diz Centeno</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mário Centeno defende que o dado mais relevante para os portugueses é o sinal de que a economia está a desacelerar. Segundo o economista, essa tendência já se faz sentir no mercado de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O antigo ministro das Finanças compara ainda a política seguida pelo Governo com experiências de outros países, referindo que replica em Portugal uma orientação que se mostrou inconsequente noutras sociedades, como a do Reino Unido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Centeno alerta que a desaceleração da economia pode ter impacto direto no financiamento da Segurança Social e do Estado. No artigo, aponta para um défice da Administração Central de 1,8% do PIB, equivalente a cerca de 5,5 mil milhões de euros, afirmando que esse défice “já só é financiado com dívida”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Contas públicas sob pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na leitura de Mário Centeno, a evolução das contas públicas poderá agravar-se se as atuais políticas forem mantidas. O antigo ministro considera que a combinação entre abrandamento económico, perda de trabalhadores declarados e défice da Administração Central coloca pressão adicional sobre o financiamento do Estado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O economista termina o artigo com uma crítica direta ao Executivo. Afirma que há muitos anos não se assistia a um Governo “vangloriar-se por estar a destruir o futuro desta forma”, acrescentando a expressão “com vídeos”.</p>
<p>Centeno diz esperar que este momento não se repita e que a responsabilidade prevaleça. Para o antigo ministro das Finanças, essa será a vontade de todos, incluindo daqueles que, nas suas palavras, olham para a política como “um jogo de aritméticas impossíveis”.</p>
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