A década de 2020 ainda nem vai a meio e já é marcada por uma tempestade sem precedentes. Pandemia, guerras, crise económica e inflacionária marcaram os últimos quatro anos, e isso afetou em muito a qualidade de vida da população.
Tudo isto resultou numa queda significativa nos padrões de vida globais, conforme indicado pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU. Pela primeira vez desde sua concepção em 1990, o IDH registou uma queda em 2020, seguida de outra queda em 2021. Embora os últimos números apontem para um leve aumento no IDH global, o progresso tem sido desigual e gradual.
A Suíça manteve sua posição no topo do ranking pelo segundo ano consecutivo, em 2022, impulsionada por altos rendimentos e uma longa expectativa de vida. Outros países da Europa Ocidental também apresentaram pontuações elevadas, juntamente com nações asiáticas como Hong Kong e Singapura.
Portugal encontra-se no Top 50, ocupando a 42ª posição, mas desceu três lugares em comparação com o ano de 2021.


No entanto, muitos países enfrentam desafios consideráveis. Nações como o Perú, a Colômbia, a Líbia e o Líbano demonstraram pouco progresso desde 2019. Além disso, a Ucrânia e a Rússia viram uma queda significativa nos seus padrões de vida entre 2021 e 2022.
Apesar de ser uma medida útil, o IDH não aborda completamente questões como desigualdade econômica, étnica ou de género. Ainda assim, oferece uma base consistente para formuladores de políticas e organizações não governamentais (ONGs).
Embora as projeções para 2023 sugiram um aumento nos padrões de vida, o impacto duradouro da pandemia indica um possível declínio em relação à tendência anterior a 2019.













