Nos cantões suíços de Schwyz e Zug, um em cada oito residentes é milionário. A conclusão é do jornal suíço ‘SonntagsBlick’, cujo estudo se baseou numa análise estatística do Governo, incluindo impostos e dados patrimoniais.
Localizados no centro da Suíça, as cidades de Schwyz e Zug, ambas capitais dos cantões homónimos, têm taxas de impostos mais baixas do que as dos cantões maiores e com maior densidade populacional, como Zurique e Genebra, por exemplo.
Christoph Schaltegger, professor de economia política da Universidade de Lucerna, avançou, em declarações ao ‘SonntagsBlick’, que os exemplos de Schwyz e Zug mostram que a “competição fiscal entre os cantões” pode ser positiva. “Isto dá às regiões remotas, e estruturalmente fracas, a oportunidade de se afirmarem contra centros urbanos atraentes”, afirmou Schaltegger.
“Na cidade de Zurique, por exemplo, com tanto para oferecer, se os impostos fossem mais baixos, dificilmente alguém gostaria de viver na Suíça Central”, mencionou o professor. “O fosso entre a cidade e o campo aumentaria, e a periferia ficaria para trás”, explicou.
De uma forma global, em 2017 havia 62 milionários na Suíça por cada mil contribuintes, avançou o jornal, um aumento de 11 milionários por cada mil contribuintes face ao relatado em 1969.
Os residentes de Baar, na Suíça, por exemplo, pagam cerca de 7,5% em impostos pessoais por 100 mil francos suíços (cerca de 91 mil euros) de renda, de acordo com o serviço de declaração de impostos Transforma AG. Os residentes de Genebra pagam cerca de 16%.














