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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 May 2026 12:30:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
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		<title>Crise dos fertilizantes pode fazer disparar (ainda mais) os preços dos alimentos na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizante]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ligação entre a guerra no Golfo e o preço de uma baguete faz-se em três passos lentos: o gás encarece, os fertilizantes sobem, as colheitas ficam mais caras e, meses depois, o custo chega aos alimentos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de dois meses depois do início da guerra no Irão, o impacto do conflito ainda não chegou de forma visível à maioria dos supermercados europeus. O Carrefour garante que os preços não mexeram e a cadeia alemã Aldi diz o mesmo, escreve o &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p>Mas essa estabilidade poderá não durar.</p>
<p>A ligação entre a guerra no Golfo e o preço de uma baguete faz-se em três passos lentos: o gás encarece, os fertilizantes sobem, as colheitas ficam mais caras e, meses depois, o custo chega aos alimentos.</p>
<p>“Grande parte da comida que está atualmente nas prateleiras dos supermercados foi produzida com fatores de produção comprados ou contratados antes de a crise se desenvolver por completo”, explica David Laborde, responsável pela divisão de economia agroalimentar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.</p>
<p>“A estabilidade atual reflete sobretudo o calendário, não imunidade”, acrescenta.</p>
<p><strong>Fertilizantes já estão a subir</strong></p>
<p>A Europa produz fertilizantes azotados, mas depende de gás importado para os fabricar. Quando a perturbação no Golfo faz subir o preço do gás, os fertilizantes produzidos na Europa também ficam mais caros.</p>
<p>Desde que a retaliação iraniana aos ataques dos Estados Unidos e de Israel levou ao encerramento do Estreito de Ormuz, os preços do gás subiram 59%. Alguns fertilizantes aumentaram até 50%.</p>
<p>Na Alemanha, a ureia, o fertilizante mais transacionado, custa agora cerca de 550 euros por tonelada, contra cerca de 370 euros antes da guerra.</p>
<p>O primeiro impacto sentido pelos consumidores deverá chegar através dos combustíveis, no final do verão. O efeito dos fertilizantes será mais lento, mas poderá ser mais persistente.</p>
<p><strong>Primavera protegida, outono em risco</strong></p>
<p>Para a campanha de primavera, muitos agricultores europeus escaparam ao pior. Tinham comprado fertilizante antes da guerra e a Comissão Europeia considera que as necessidades desta estação estão “em larga medida asseguradas”.</p>
<p>O problema está nas próximas plantações.</p>
<p>Os agricultores estão agora a fazer encomendas para o outono e as contas tornaram-se mais difíceis. O trigo continua a ser vendido ao mesmo preço de antes da guerra, mas os custos dos fertilizantes subiram.</p>
<p>Alguns produtores estão a reduzir o uso de azoto. Outros estão a mudar para culturas que exigem menos fertilizante. Em ambos os casos, o resultado poderá ser uma colheita menor em 2027, altura em que os consumidores poderão sentir de forma mais clara os efeitos da guerra.</p>
<p>Nem todos os países tiveram a mesma margem de proteção.</p>
<p>A Irlanda quase não tem indústria nacional de fertilizantes e 90% das suas terras agrícolas são pastagens que precisam de azoto ao longo de toda a estação. Muitos agricultores irlandeses começam a comprar em fevereiro e continuam até setembro, o que significa que já estão a fechar encomendas a preços de guerra.</p>
<p>Na Suécia, a federação agrícola nacional calcula que o conflito já custou 160 milhões de euros aos agricultores, o equivalente a 12% dos lucros do setor.</p>
<p>Quem tem fertilizante em armazém consegue manter os planos. Quem não tem, deverá usar menos, colher menos e transferir parte dos custos para os consumidores.</p>
<p><strong>Bruxelas tenta responder, mas sem soluções rápidas</strong></p>
<p>A Comissão Europeia já avançou com medidas para aliviar a pressão energética e flexibilizar regras de auxílios de Estado para apoiar agricultores.</p>
<p>Mas os fertilizantes são um problema mais difícil.</p>
<p>A dependência europeia do gás importado para produzir fertilizantes azotados foi-se acumulando ao longo de décadas. O plano de ação para os fertilizantes, que o comissário europeu da Agricultura, Christophe Hansen, deverá apresentar a 19 de maio, já estava em preparação antes da guerra.</p>
<p>O plano assenta em quatro pilares: reduzir a dependência das importações, reforçar a produção interna, promover alternativas de baixo carbono e ajudar os agricultores a usar menos fertilizante.</p>
<p>Nenhuma destas soluções, porém, responde ao calendário imediato das decisões de plantação para 2027.</p>
<p>Construir uma nova fábrica de fertilizantes demora entre três e quatro anos. Além disso, a produção europeia já está 19% abaixo dos níveis de 2019.</p>
<p><strong>Imposto de carbono divide a União Europeia</strong></p>
<p>Há ainda outro fator de pressão: o imposto europeu de carbono sobre importações de fertilizantes, conhecido como CBAM.</p>
<p>A medida entrou em vigor a 1 de janeiro e aplica uma sobretaxa a produtos importados de países com regras climáticas menos exigentes.</p>
<p>Num momento de subida dos preços provocada pela guerra, o CBAM torna os fertilizantes ainda mais difíceis de suportar para muitos agricultores.</p>
<p>Itália e França defendem a suspensão da medida. Polónia e Alemanha, que têm algumas das maiores fábricas de fertilizantes azotados da União Europeia, querem mantê-la.</p>
<p>A Comissão parece dividida. Segundo duas fontes citadas pelo &#8216;POLITICO&#8217;, versões anteriores do plano de 19 de maio incluíam algum alívio relacionado com o CBAM, mas a versão mais recente deixou cair essa possibilidade.</p>
<p>“Quando a crise no Médio Oriente acabar, o custo do CBAM vai continuar”, alerta Jean-Baptiste Boucher, diretor de comunicação da Copa-Cogeca, a principal organização agrícola europeia.</p>
<p><strong>Fora da Europa, a pressão já é maior</strong></p>
<p>Nos Estados Unidos, os agricultores compram fertilizantes mais perto da época de plantação e tiveram menos tempo para armazenar produto antes da escalada.</p>
<p>Segundo a American Farm Bureau Federation, cerca de 70% dizem não conseguir pagar todo o fertilizante de que precisam este ano.</p>
<p>O Departamento de Agricultura americano prevê a menor colheita de trigo desde 1919.</p>
<p>A pressão é ainda mais grave em países altamente dependentes de importações. O Brasil enfrenta uma escassez de fosfatos que pode chegar a três milhões de toneladas antes da plantação de soja em setembro.</p>
<p>A Etiópia, que recebe 90% dos fertilizantes azotados através do Djibouti a partir do Golfo, praticamente não tem alternativa.</p>
<p>A isto junta-se o risco climático. As previsões apontam para uma probabilidade superior a 90% de um forte El Niño, que poderá trazer fenómenos extremos a regiões já vulneráveis.</p>
<p>O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas alertou que mais 45 milhões de pessoas poderão cair em insegurança alimentar aguda se a guerra continuar para lá de meados do ano.</p>
<p><strong>Uma crise lenta, mas previsível</strong></p>
<p>“Não é como o choque da Ucrânia”, afirma Alvaro Lario, presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, agência das Nações Unidas criada depois de uma crise semelhante de fertilizantes e petróleo há quase 50 anos.</p>
<p>“Esse foi imediato. Este é mais lento, mas sabemos que está a caminho.”</p>
<p>A China agravou a pressão ao suspender exportações de fertilizantes fosfatados até agosto, restringir misturas de azoto e potássio em março e anunciar a suspensão das exportações de ácido sulfúrico a partir de maio.</p>
<p>Para Lario, as restrições às exportações são o maior risco que ainda paira sobre o sistema: podem transformar um choque de preços numa escassez real.</p>
<p>A Comissão Europeia apresentará o seu plano para os fertilizantes a 19 de maio. Mas a próxima colheita será decidida antes de muitas das soluções estruturais poderem produzir efeitos.</p>
<p>Até lá, os preços no Carrefour e no Aldi podem continuar estáveis.</p>
<p>Mas, se a cadeia entre gás, fertilizantes e colheitas se confirmar, essa estabilidade chegará ao fim.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760441]]></sapo:autor>
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		<title>Líder supremo do Irão reaparece e muda dinâmica das negociações com os Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:19:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[líder supremo]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Mojtaba Khamenei]]></category>
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					<description><![CDATA[Mojtaba Khamenei, recém-eleito líder supremo do Irão, reapareceu publicamente depois de mais de dois meses de ausência, tentando consolidar o poder interno e unificar as diversas fações do regime frente às negociações em curso com os Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mojtaba Khamenei, recém-eleito líder supremo do Irão, reapareceu publicamente depois de mais de dois meses de ausência, tentando consolidar o poder interno e unificar as diversas fações do regime frente às negociações em curso com os Estados Unidos. Desde a morte do seu pai, o falecido ayatollah Ali Khamenei, em ataques iniciais do conflito, Mojtaba manteve-se quase em clandestinidade, comunicando apenas por mensagens escritas, sem permitir qualquer registo audiovisual, o que alimentou especulações sobre a sua saúde e capacidade de liderança.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.elespanol.com/mundo/oriente-proximo/20260508/lider-supremo-iran-trata-unificar-facciones-enfria-prisas-trump-alcanzar-acuerdo-rapido/1003744237375_0.html" target="_blank" rel="noopener">El Español</a>, o presidente iraniano Masud Pezeshkian revelou ter mantido um encontro “completamente sem mediadores” com Mojtaba Khamenei, durante duas horas e meia. Pezeshkian descreveu a reunião como um momento de diálogo direto e de confiança: “O que mais me chamou a atenção foi a sua perspetiva e a sua conduta profundamente sincera e humilde, um enfoque que transformou o ambiente em um de confiança, calma, empatia e diálogo direto”, afirmou. A revelação desta reunião não só parece confirmar que Khamenei está ativo e funcional, como também indica a sua intenção de aproximar o governo civil e a ala militar, representada pela Guarda Revolucionária, que em várias ocasiões questionou a flexibilidade das negociações conduzidas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi.</p>
<p><strong>Tentativa de unidade interna fortalece posição negociadora do Irão</strong><br />
A visita de Pezeshkian sugere que Mojtaba Khamenei procura criar uma frente interna coesa, capaz de responder de forma uniforme às propostas norte-americanas. A tensão interna entre a ala civil do governo e elementos da Guarda Revolucionária tornou-se evidente na primeira ronda de negociações em Islamabad, onde Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento e ex-comandante dos Guardiões da Revolução, chegou a ameaçar renunciar como negociador principal. Esta situação demonstra que o novo líder supremo encara a unificação das facções como condição essencial para manter a credibilidade do Irão no tabuleiro diplomático, especialmente face à pressão de Washington.</p>
<p>O presidente Pezeshkian deixou claro que o Irão não regressará à mesa de negociações enquanto persistir o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. Esta exigência contrasta com a visão de Donald Trump, que tem celebrado as conversações recentes como “as melhores e mais produtivas” das últimas semanas. A proposta atualmente em discussão aproxima-se do plano nuclear de 2015 — JCPOA — prevendo uma moratória no enriquecimento de urânio, levantamento de sanções económicas, desbloqueio de fundos iranianos congelados e remoção parcial das restrições à navegação pelo estreito de Ormuz. Contudo, persistem divergências quanto ao alcance das limitações nucleares, com Washington a exigir medidas mais radicais, incluindo desmantelamento de instalações nucleares subterrâneas e suspensão prolongada do enriquecimento, condições que o Irão rejeita.</p>
<p><strong>Pressão regional e complicações para a Casa Branca</strong><br />
A situação é ainda mais complexa devido à posição dos aliados do Golfo, como Emirados, Arábia Saudita, Bahrein e Qatar, que pretendem que o Irão seja “militarmente degradado ao ponto de não representar ameaça”. A influência da Arábia Saudita, particularmente do príncipe herdeiro Mohamed bin Salmán, torna-se decisiva: sem o seu espaço aéreo e bases, os Estados Unidos não conseguem operar eficazmente na região. Recentes operações militares norte-americanas, como o chamado “Projeto Liberdade”, evidenciaram a dependência da Casa Branca do apoio logístico e militar dos aliados do Golfo, sendo que o bloqueio saudita ao espaço aéreo levou à interrupção de operações em menos de 36 horas.</p>
<p>A leitura interna do regime iraniano é clara: Donald Trump enfrenta agora um interlocutor mais sólido e mais coeso. Segundo informações do Washington Post e de agências de inteligência norte-americanas, o Irão pode resistir economicamente entre 90 e 120 dias adicionais ao bloqueio imposto pelos EUA antes de enfrentar dificuldades graves, dando margem para adiar um acordo desfavorável. Esta capacidade de resistência económica, aliada à unificação das fações internas, permite a Teerão jogar com a paciência de Washington, equilibrando pressão militar, diplomática e económica para garantir que qualquer acordo futuro seja negociado em condições vantajosas para o país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760422]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Cinemas tiveram mais receitas e menos espectadores no 1.º quadrimestre de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:16:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os cinemas portugueses registaram este ano, até abril, 24,7 milhões de euros de receitas de bilheteira, com um aumento de 6,5% face a igual período de 2025, mas perderam 1,4% em número de espectadores em sala.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cinemas portugueses registaram este ano, até abril, 24,7 milhões de euros de receitas de bilheteira, com um aumento de 6,5% face a igual período de 2025, mas perderam 1,4% em número de espectadores em sala.</p>
<p>De acordo com dados mensais do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) divulgados hoje, as salas de cinema somaram 3.636.185 espectadores no primeiro quadrimestre deste ano, o que representa uma ligeira quebra de 1,4% (53.175 entradas) comparando com período homólogo.</p>
<p>Janeiro foi o melhor mês do quadrimestre em termos de audiências, superando os 1,2 milhões de espectadores e os 8,8 milhões de euros de receita. Março teve os valores mais baixos, com 4,2 milhões de euros e 632.399 entradas.</p>
<p>Comparando com 2025, abril passado também somou uma quebra de 15,6% de assistência, para um total de 866.343 pessoas nos cinemas, e de 6,7% em receita bruta de bilheteira, somando 5,9 milhões de euros.</p>
<p>Em abril, o filme mais visto foi &#8220;Super Mario Galaxy: O Filme&#8221;, com 262.408 entradas e 1,8 milhões de euros de bilheteira.</p>
<p>No total do quadrimestre, o filme português mais visto em sala foi &#8220;Entroncamento&#8221;, de Pedro Cabeleira, com 7.213 espectadores, seguindo-se &#8220;Projecto Global&#8221;, de Ivo M. Ferreira, com 5.411 entradas, e &#8220;Terra Vil&#8221;, de Luís Campos, com 3.714.</p>
<p>Dos 135 filmes estreados até abril nas salas de cinema, 15 foram de produção portuguesa, o que significou uma quota de 11,1%.</p>
<p>No entanto, dos 24,7 milhões de euros arrecadados com a exibição de cinema, apenas 242.689 euros &#8211; 1% &#8211; diziam respeito ao cinema português, e a quota de espectadores foi de 1,4% (50.564 entradas) do total de 3,6 milhões contabilizados.</p>
<p>De acordo com o ICA, em abril estavam a funcionar 490 salas de cinema, 40% das quais exploradas pela exibidora NOS Lusomundo Cinemas, líder do mercado.</p>
<p>Em abril de 2025, a exibição acontecia em 528 salas, com a NOS Lusomundo Cinemas a ter uma quota de 41,3% do mercado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760449]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo quer rever tarifa social de energia para garantir apoio a quem &#8220;verdadeiramente precisa&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/governo-quer-rever-tarifa-social-de-energia-para-garantir-apoio-a-quem-verdadeiramente-precisa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:12:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo admitiu hoje "repensar" os critérios da tarifa social de energia para garantir que o apoio chega a quem "verdadeiramente precisa", disse o secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, em Lisboa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo admitiu hoje &#8220;repensar&#8221; os critérios da tarifa social de energia para garantir que o apoio chega a quem &#8220;verdadeiramente precisa&#8221;, disse o secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, em Lisboa.</p>
<p>Na apresentação da Revisão da Política Energética de Portugal 2026, da Agência Internacional de Energia (AIE), Jean Barroca afirmou que a reforma da tarifa social de energia &#8220;está no programa do Governo&#8221; e será executada &#8220;a seu tempo&#8221;.</p>
<p>&#8220;A pessoa não pede para ter tarifa social de energia e tampouco pode sair da tarifa social de energia&#8221;, afirmou o governante, defendendo que a revisão deve servir para &#8220;tomar decisões sobre quem tem acesso&#8221; e para &#8220;garantir que quem verdadeiramente precisa tem acesso&#8221;.</p>
<p>O responsável deu como exemplo pessoas residentes em Portugal com &#8220;abastados rendimentos&#8221;, algumas &#8220;até estrangeiras&#8221;, que, por não declararem impostos no país, acabam por ter acesso automático à tarifa social de energia.</p>
<p>Em resposta aos jornalistas rejeitou, contudo, que esteja em causa qualquer acusação de irregularidade por parte dos beneficiários.</p>
<p>&#8220;Eu não falei de fraude. E eu não disse que alguém tivesse cometido algo errado&#8221;, afirmou, acrescentando que &#8220;o problema está nos critérios, não está nas pessoas. Eu não estou a culpar ninguém por receber as tarifas&#8221;.</p>
<p>Segundo o governante, há beneficiários que chegam a escrever ao Governo a pedir para deixar de receber a tarifa social.</p>
<p>Questionado sobre o risco de uma revisão dos critérios implicar uma avaliação burocrática de centenas de milhares de beneficiários, respondeu que essa não será a abordagem.</p>
<p>&#8220;Não vamos avaliar um a um&#8221;, a questão &#8220;é poder rever critérios e ter a certeza de que esses critérios, como são escritos e como são interpretados, são justos&#8221;, afirmou.</p>
<p>O secretário de Estado sublinhou ainda que Portugal tem, &#8220;em números absolutos, mais beneficiários de tarifa social em energia do que Espanha&#8221;, considerando que esse dado &#8220;deve ajudar&#8221; à reflexão sobre o modelo atual.</p>
<p>A tarifa social de energia tem atualmente mais de 700 mil beneficiários e um impacto anual de quase 250 milhões de euros, segundo dados referidos pelo secretário de Estado na apresentação.</p>
<p>A AIE recomendou hoje que Portugal associe o apoio da tarifa social a limiares de consumo em quilowatt-hora e que o financiamento passe para o Orçamento do Estado, em vez de continuar a ser suportado através da fatura da eletricidade.</p>
<p>A diretora executiva adjunta da AIE, Mary Burce Warlick, destacou, durante a conferência, o progresso de Portugal nas energias renováveis, afirmando que o país aumentou fortemente a capacidade eólica e solar e atingiu em janeiro uma quota renovável de 81% na produção elétrica mensal.</p>
<p>A responsável considerou que as recomendações da agência partem de uma &#8220;base muito forte&#8221; e visam apoiar Portugal nos próximos passos da transição energética, nomeadamente através de maior coordenação entre investimento, infraestruturas, consumidores e acessibilidade dos preços.</p>
<p>Já o analista da AIE Jacques Warichet afirmou que Portugal está numa posição favorável face a outros países europeus na atual crise energética, devido ao peso das renováveis no sistema elétrico.</p>
<p>Segundo o responsável, em 2025 o gás natural definiu o preço da eletricidade em Portugal em cerca de 30% das horas, valor inferior ao de países como Alemanha e Itália.</p>
<p>&#8220;O único país na Europa que está melhor do que Portugal é a França&#8221;, afirmou.</p>
<p>Jean Barroca defendeu, por outro lado, que Portugal não pode abandonar o gás natural &#8220;de um dia para o outro&#8221;, por este continuar a ter um papel na segurança de abastecimento, explicando que as centrais de ciclo combinado continuam a ser necessárias em situações de menor produção hídrica, solar ou eólica.</p>
<p>O relatório da AIE apresenta 10 recomendações a Portugal, incluindo a retirada de encargos não energéticos da fatura de eletrcidiade, o apoio à compra de veículos elétricos usados por famílias de baixos rendimentos e um planeamento mais proativo das redes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760443]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ryanair insiste na suspensão do novo sistema de controlo de fronteiras até setembro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ryanair-insiste-na-suspensao-do-novo-sistema-de-controlo-de-fronteiras-ate-setembro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:12:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Ryanair renovou hoje o apelo ao Governo português para suspender até setembro a aplicação do novo sistema europeu de controlo de entradas e saídas, alegando que os passageiros já enfrentaram filas de uma hora no aeroporto de Lisboa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ryanair renovou hoje o apelo ao Governo português para suspender até setembro a aplicação do novo sistema europeu de controlo de entradas e saídas, alegando que os passageiros já enfrentaram filas de uma hora no aeroporto de Lisboa.</p>
<p>Em comunicado, a companhia aérea irlandesa defendeu que o adiamento da implementação do sistema permitiria evitar constrangimentos durante a época alta de verão, à semelhança da decisão tomada pela Grécia.</p>
<p>A companhia afirmou que, apesar de as autoridades portuguesas saberem há mais de três anos que o sistema europeu de controlo de entradas e saídas ficaria plenamente operacional a partir de 10 de abril de 2026, não foram assegurados meios suficientes em termos de pessoal, preparação dos sistemas ou quiosques.</p>
<p>A transportadora assegurou que os atrasos no controlo de passaportes têm provocado longas filas para passageiros que viajam de e para Lisboa e, em alguns casos, a perda de voos.</p>
<p>A empresa indicou ainda que já contactou os governos dos 29 países abrangidos pela nova política, incluindo Portugal e Espanha, pedindo a suspensão temporária do sistema até ao final do verão.</p>
<p>Citado no comunicado, o diretor de operações da Ryanair, Neal McMahon, considerou que Portugal está &#8220;claramente&#8221; sem preparação para aplicar o novo sistema europeu.</p>
<p>&#8220;Os passageiros estão a ser obrigados a enfrentar filas excessivas no controlo de passaportes e, em alguns casos, a perder voos&#8221;, afirmou.</p>
<p>O responsável referiu que, no fim de semana prolongado de maio, passageiros de voos com origem ou destino em Lisboa enfrentaram esperas de cerca de uma hora no controlo fronteiriço.</p>
<p>Neal McMahon acrescentou que a duração média dos voos da Ryanair é de cerca de uma hora e 15 minutos, considerando &#8220;inaceitável&#8221; que os passageiros passem quase o mesmo tempo nas filas do controlo de passaportes.</p>
<p>A Ryanair defendeu ainda que a legislação europeia permite suspender temporariamente o novo sistema até setembro, de forma a reduzir os tempos de espera durante o pico das viagens de verão.</p>
<p>A companhia aérea &#8216;low-cost&#8217; reiterou o mesmo pedido ao Governo espanhol, solicitando a suspensão do sistema até setembro, quando termina a época de verão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760442]]></sapo:autor>
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		<title>Após 20 rondas de sanções, UE começa a ver sinais de fragilidade na economia russa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:10:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde fevereiro de 2022, Bruxelas aprovou 20 rondas de sanções económicas contra a Rússia, com o objetivo de limitar a capacidade do Kremlin para financiar a guerra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia começa a ver sinais de desgaste na economia russa e acredita que as sanções impostas desde a invasão da Ucrânia estão finalmente a produzir efeitos mais visíveis. Mas a resposta à pergunta essencial continua longe de ser simples: as sanções estão a funcionar ou Moscovo continua a resistir melhor do que o esperado?</p>
<p>Desde fevereiro de 2022, Bruxelas aprovou 20 rondas de sanções económicas contra a Rússia, com o objetivo de limitar a capacidade do Kremlin para financiar a guerra. Ainda assim, Vladimir Putin mantém a ofensiva contra a Ucrânia e não deu sinais de estar disponível para concessões relevantes à mesa das negociações.</p>
<p>Nos últimos meses, porém, a imagem de resistência económica projetada por Moscovo começou a mostrar fissuras. Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, a economia russa contraiu 0,3% entre janeiro e março, a primeira contração desde o início de 2023.</p>
<p>No mesmo período, o défice público subiu para 60 mil milhões de dólares, cerca de 51 mil milhões de euros, ultrapassando já a meta prevista para todo o ano. A inflação mantém-se perto dos 6%, apesar de uma taxa de juro muito elevada, nos 14,5%, enquanto o mercado bolsista tem perdido terreno desde março.</p>
<p>O Banco Central russo também alertou para a escassez de mão de obra. Até Putin admitiu que os indicadores macroeconómicos estão abaixo das expectativas e pediu à sua equipa novas medidas para recuperar o crescimento.</p>
<p><strong>Europa vê sinais de que a pressão está a resultar</strong></p>
<p>Em Bruxelas, Paris e Estocolmo, estes dados estão a ser lidos como prova de que a estratégia europeia começa a apertar o cerco.</p>
<p>“Sim, as sanções têm um efeito negativo na economia russa”, afirmou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. “As consequências da guerra escolhida pela Rússia estão a ser pagas do bolso das pessoas.”</p>
<p>O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, foi mais longe e afirmou que a economia russa está a afundar-se numa crise. Já a ministra das Finanças da Suécia, Elisabeth Svantesson, concluiu que a linha seguida pela União Europeia estava certa e que “as sanções funcionam”.</p>
<p>A UE quer agora convencer os aliados do G7, em especial os Estados Unidos, a impor uma proibição coordenada de serviços marítimos a petroleiros russos. O objetivo é encarecer o transporte do crude russo e reduzir as receitas de Moscovo.</p>
<p>Essa nova medida ficou, no entanto, suspensa devido à perturbação energética provocada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. A subida dos preços do petróleo deu à Rússia uma receita inesperada de 19 mil milhões de dólares, cerca de 16 mil milhões de euros, em março, quase o dobro dos 9,7 mil milhões de dólares, cerca de 8,2 mil milhões de euros, registados em fevereiro.</p>
<p>Bruxelas quer inverter essa tendência e regressar à queda do preço do crude russo dos Urais, registada antes da crise em Ormuz.</p>
<p><strong>Sanções transformaram a Rússia, mas não a fizeram colapsar</strong></p>
<p>A campanha de pressão ocidental transformou a Rússia no país mais sancionado do mundo.</p>
<p>Cerca de 300 mil milhões de dólares, aproximadamente 260 mil milhões de euros, em reservas russas estão congelados, dezenas de bancos foram afastados dos principais sistemas de pagamento e o acesso de Moscovo aos mercados financeiros internacionais ficou severamente limitado.</p>
<p>Esta realidade obrigou a Rússia a recorrer mais ao yuan chinês, a plataformas de criptomoedas e a canais alternativos para contornar restrições.</p>
<p>As proibições de exportação e importação também privaram o país de bens sofisticados, tecnologia e conhecimento técnico que a indústria local não consegue substituir totalmente. Isto degradou a capacidade russa de inovar e reduziu o acesso a clientes europeus com maior poder de compra.</p>
<p>Laura Solanko, consultora sénior do Banco da Finlândia, afirma à &#8216;Euronews&#8217; que as sanções transformaram a Rússia “de múltiplas formas”, ainda que seja difícil separar o impacto direto das medidas europeias dos efeitos da própria economia de guerra.</p>
<p>Segundo a especialista, o financiamento externo está praticamente fechado, o comércio mudou de moedas de referência, o setor bancário desdolarizou ativos e passivos, e o acesso a bens de alta tecnologia ficou restringido.</p>
<p>“Tudo isto são custos adicionais para as empresas”, resume.</p>
<p><strong>A economia de guerra mantém Putin de pé</strong></p>
<p>Apesar dos sinais de desgaste, a Rússia não está à beira do colapso.</p>
<p>Moscovo conseguiu evitar três cenários que alguns responsáveis europeus julgavam possíveis no início da guerra: uma recessão prolongada, um incumprimento catastrófico da dívida soberana e uma revolta popular provocada pela queda do nível de vida.</p>
<p>A explicação está na economia de guerra montada pelo Kremlin.</p>
<p>Em 2021, antes da invasão em larga escala da Ucrânia, a despesa militar russa era de 65 mil milhões de dólares, cerca de 55 mil milhões de euros, equivalente a 3,6% do PIB. No ano passado, esse valor subiu para 190 mil milhões de dólares, cerca de 162 mil milhões de euros, ou 7,5% do PIB.</p>
<p>A injeção de dinheiro público na indústria militar redesenhou setores inteiros da economia. Fábricas produzem armas e munições dia e noite, alimentando uma procura contínua por energia, matérias-primas e mão de obra.</p>
<p>Este modelo é artificial e muito caro, mas tem funcionado como motor económico e como escudo parcial contra as sanções.</p>
<p>O Kremlin também entrou na guerra com uma dívida pública baixa, o que lhe deu margem para suportar défices elevados no curto prazo. Ao mesmo tempo, Putin apresenta a guerra como uma questão existencial, justificando cortes noutras áreas e mantendo um controlo apertado sobre a sociedade.</p>
<p><strong>Uma economia a duas velocidades</strong></p>
<p>O Fundo Monetário Internacional estima que a economia russa cresça 1,1% em 2026, depois de 1% em 2025. São valores modestos, mas ainda assim superiores às projeções para algumas das maiores economias da União Europeia, como Alemanha, França e Itália.</p>
<p>É esta resiliência que torna difícil declarar uma vitória das sanções.</p>
<p>Timothy Ash, investigador associado da Chatham House, lembra que economias sancionadas tendem a sobreviver durante muito tempo. Não prosperam, mas também não colapsam necessariamente.</p>
<p>“Putin sabia que a guerra iria acontecer, por isso os russos criaram muitas reservas e reduziram as suas dependências. Estavam numa posição muito forte quando a guerra começou”, afirma.</p>
<p>Ainda assim, Ash reconhece que os sinais de tensão são agora mais claros. A Rússia beneficiou temporariamente da subida dos preços da energia provocada pelo bloqueio de Ormuz, mas ficará mais exposta quando a passagem reabrir e os preços do petróleo voltarem a cair.</p>
<p>As reservas acumuladas no início da guerra foram sendo consumidas ao longo de quatro anos. E a economia russa tornou-se cada vez mais desequilibrada.</p>
<p>Tudo o que está ligado ao complexo militar-industrial continua a funcionar. Os restantes setores têm um desempenho mais fraco.</p>
<p>A conclusão é simples: a Rússia ainda não está derrotada economicamente, mas a pressão aumentou. As sanções não obrigaram Putin a parar a guerra, mas estão a tornar a sua continuação cada vez mais cara.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760421]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Índice FAO dos preços dos alimentos sobe em abril pelo 3º mês consecutivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:08:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os preços dos alimentos aumentaram moderadamente pelo terceiro mês consecutivo em abril, impulsionados pelo aumento dos custos da energia e pelas perturbações associadas à guerra no Irão, indicou hoje a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços dos alimentos aumentaram moderadamente pelo terceiro mês consecutivo em abril, impulsionados pelo aumento dos custos da energia e pelas perturbações associadas à guerra no Irão, indicou hoje a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).</p>
<p>O índice FAO dos preços dos alimentos, que acompanha a evolução dos preços internacionais de um conjunto de produtos, aumentou 1,6% em relação a março e 2% em relação a abril de 2025.</p>
<p>&#8220;Apesar das perturbações relacionadas com a crise no estreito de Ormuz, os sistemas agroalimentares globais continuaram a demonstrar resiliência&#8221;, avaliou o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, citado num comunicado.</p>
<p>&#8220;Os preços dos cereais aumentaram apenas de forma moderada até agora, graças a &#8216;stocks&#8217; bastante importantes e uma oferta adequada das colheitas passadas&#8221;, observou.</p>
<p>Em pormenor, o índice FAO do preço dos cereais cresceu modestamente 0,8% num mês, o do trigo 0,8% e o do milho 0,7%.</p>
<p>Mas o dos óleos vegetais disparou 5,9% em abril face a março, e atingiu o nível mais alto desde julho de 2022, impulsionado pelos preços dos óleos de palma, soja, girassol e canola.</p>
<p>&#8220;Os óleos vegetais estão a enfrentar aumentos de preços mais acentuados, amplamente impulsionados pelos preços mais altos do petróleo, que aumentam a procura por biocombustíveis e exercem uma pressão adicional sobre os mercados de óleos vegetais&#8221;, destaca Máximo Torero.</p>
<p>O índice da carne subiu 1,2% e atingiu um novo recorde em abril, na esteira dos preços da carne bovina.</p>
<p>O conflito no Médio Oriente também encareceu os fertilizantes, dos quais 30% transitavam pelo estreito de Ormuz e cujo preço também é influenciado pelo custo do gás necessário para a sua produção.</p>
<p>O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, estimou na quinta-feira que a escassez de fertilizantes deve resultar numa queda nos rendimentos agrícolas e um aperto na oferta alimentar na segunda metade do ano e em 2027.</p>
<p>&#8220;A agricultura funciona segundo um calendário que não pode ser adiado&#8221;, destacou o responsável.</p>
<p>&#8220;Os fertilizantes devem ser aplicados em momentos específicos do ciclo das culturas. Se não chegarem no momento certo, os rendimentos são reduzidos, independentemente do que aconteça depois&#8221;, alertou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760429]]></sapo:autor>
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		<title>Operação Babel: Ex-vice-presidente de Gaia condenado a oito anos e meio de prisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ex-vice-presidente da Câmara de Gaia Patrocínio Azevedo foi hoje condenado a oito anos e meio de prisão no âmbito da Operação Babel, relacionada com a viciação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanísticos naquele concelho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-vice-presidente da Câmara de Gaia Patrocínio Azevedo foi hoje condenado a oito anos e meio de prisão no âmbito da Operação Babel, relacionada com a viciação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanísticos naquele concelho.</p>
<p>Na leitura do acórdão, no Tribunal de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, a presidente do coletivo de juízes disse que o tribunal ficou &#8220;com a convicção segura&#8221; do envolvimento nos factos dos arguidos Patrocínio Azevedo, do empresário do ramo imobiliário Paulo Malafaia, do fundador do grupo Fortera, Elad Dror, e do advogado João Lopes, este no papel de intermediário entre o ex-autarca e os empresários.</p>
<p>Segundo a magistrada, Patrocínio Azevedo, enquanto vice-presidente do município, assumiu um &#8220;claro tratamento de favor e influência&#8221; em prol dos interesses particulares de Paulo Malafaia, de Elad Dror e de sociedades promotoras arguidas, em empreendimentos urbanísticos a desenvolver em Gaia, sobretudo o projeto Skyline/Centro Cultural e de Congressos e o projeto imobiliário Riverside, a troco de bens, como relógios, e compartidas financeiras, e em prejuízo de interesses públicos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760420]]></sapo:autor>
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		<title>&#8216;Limpeza&#8217; sem precedentes: Ministro da Administração Interna expulsa 44 agentes da PSP e GNR em menos de três meses</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/limpeza-sem-precedentes-ministro-da-administracao-interna-expulsa-44-agentes-da-psp-e-gnr-em-menos-de-tres-meses/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:55:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em menos de três meses à frente do Ministério da Administração Interna, Luís Neves determinou o afastamento de 44 elementos das forças de segurança, numa ofensiva disciplinar que atinge 30 militares da GNR e 14 agentes da PSP, em processos que envolvem propostas de expulsão ou suspensão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em menos de três meses à frente do Ministério da Administração Interna, Luís Neves determinou o afastamento de 44 elementos das forças de segurança, numa ofensiva disciplinar que atinge 30 militares da GNR e 14 agentes da PSP, em processos que envolvem propostas de expulsão ou suspensão. Em causa estão crimes de elevada gravidade, incluindo peculato, violência doméstica, burla, ofensas à integridade física, abuso sexual de pessoa incapaz de resistência, branqueamento de capitais, corrupção, tráfico de influências, tráfico de seres humanos, sequestro e abuso de poder, num sinal claro de endurecimento da tutela face a comportamentos desviantes no seio das polícias.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.publico.pt/2026/05/08/sociedade/noticia/ministro-administracao-interna-afastou-44-agentes-forcas-seguranca-menos-tres-meses-2173995" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, esta vaga de afastamentos surge num contexto particularmente sensível para as forças de segurança, marcado por sucessivos escândalos, denúncias de violência policial e investigações criminais envolvendo agentes da PSP e militares da GNR. Desde que tomou posse, a 23 de Fevereiro, Luís Neves, antigo director nacional da Polícia Judiciária, assumiu uma linha de “tolerância zero” perante irregularidades internas, prometendo agir com firmeza sempre que fossem detetadas condutas incompatíveis com a missão e os valores das forças de autoridade.</p>
<p>A atualização dos números coincide com o agravamento de um dos casos mais mediáticos dos últimos tempos: a investigação à esquadra do Rato, em Lisboa, onde 24 agentes da PSP são suspeitos de agressões e atos de tortura sobre vítimas vulneráveis, entre toxicodependentes, cidadãos estrangeiros e pessoas em situação de sem-abrigo, entre 2024 e 2025. Catorze agentes foram detidos esta semana, juntando-se a outros nove já em prisão preventiva, enquanto dois elementos seguem já para julgamento, um deles acusado de 29 crimes e outro de sete. A investigação revelou ainda que parte dos episódios de violência terá sido filmada e partilhada num grupo de WhatsApp com cerca de 70 agentes, levantando sérias questões sobre cumplicidade, omissão e cultura de impunidade.</p>
<p>A pressão sobre o sector aumentou também com o caso que, em Novembro, levou à acusação de dez militares da GNR e um agente da PSP por alegado envolvimento numa rede de tráfico de pessoas e exploração laboral em explorações agrícolas de Beja. De acordo com a investigação, elementos das forças de segurança atuariam como capatazes armados, controlando, intimidando e agredindo trabalhadores estrangeiros em troca de compensações financeiras, numa operação que culminou no resgate de centenas de vítimas. A Polícia Judiciária referiu então que os agentes “ameaçavam aqueles cidadãos, dando-lhes a entender que a queixa às autoridades não seria uma alternativa viável para reagir aos abusos”, circunstância que acelerou a decisão ministerial de suspender funções.</p>
<p>Perante a sucessão de casos, ganha também força o debate sobre o reforço da fiscalização externa das polícias. Nesse âmbito, a Inspeção-geral da Administração Interna pretende passar a poder instaurar autonomamente processos disciplinares e determinar suspensões preventivas sem necessidade de autorização ministerial, uma alteração defendida como essencial para aumentar o escrutínio e a capacidade de resposta disciplinar. Até lá, a actuação de Luís Neves já representa uma das mais expressivas vagas de afastamentos disciplinares de agentes da PSP e da GNR num tão curto espaço de tempo, num momento em que a credibilidade das forças de segurança está sob forte pressão pública e institucional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760406]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Teerão apreende petroleiro suspeito de &#8220;tentar afetar as exportações de petróleo&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:54:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades iranianas apreenderam um petroleiro que acusam de "tentar afetar as exportações de petróleo" na região do golfo Pérsico, sem avançarem, para já, pormenores sobre o local onde decorreu a operação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades iranianas apreenderam um petroleiro que acusam de &#8220;tentar afetar as exportações de petróleo&#8221; na região do golfo Pérsico, sem avançarem, para já, pormenores sobre o local onde decorreu a operação.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pela televisão pública iraniana IRIB, &#8220;comandos navais do Exército do Irão apreenderam o petroleiro &#8216;Ocean Koi&#8217;, que tentava afetar as exportações de petróleo e prejudicar os interesses da nação iraniana&#8221;.</p>
<p>O incidente ocorre num contexto de tensões na região, após a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, e horas depois de as Forças Armadas iranianas terem acusado os Estados Unidos de lançarem ataques contra dois navios iranianos e contra a ilha de Qeshm, após o que responderam com ataques a navios militares posicionados nas imediações do estreito de Ormuz.</p>
<p>Por seu lado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que as suas forças &#8220;intercetaram ataques iranianos não provocados&#8221;, aos quais a estrutura militar &#8220;respondeu com ataques em legítima defesa&#8221;.</p>
<p>Apesar dos incidentes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, sublinhou que o cessar-fogo &#8220;continua em vigor&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760415]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Finanças emitem 4,312 milhões de notas de cobrança para pagamento do IMI</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/financas-emitem-4312-milhoes-de-notas-de-cobranca-para-pagamento-do-imi/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:42:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) concluiu em abril o processo de notificação dos contribuintes para o pagamento do IMI, com o envio de 4,312 milhões de notas de cobrança, adiantou fonte oficial do Ministério das Finanças à Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) concluiu em abril o processo de notificação dos contribuintes para o pagamento do IMI, com o envio de 4,312 milhões de notas de cobrança, adiantou fonte oficial do Ministério das Finanças à Lusa.</p>
<p>&#8220;O processo de emissão e envio para impressão das notas de cobrança do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) encontra-se concluído&#8221;, disse.</p>
<p>Do total das notas de cobrança, 3,446 milhões correspondem a documentos em papel e 866 mil a notificações remetidas através do sistema de correio digital Via CTT ou do Portal das Finanças, especificou o ministério que tem a tutela do fisco.</p>
<p>As notificações em papel deixaram de ser enviadas este ano em carta-envelope. Em articulação com os CTT, a AT passou a utilizar correspondência normalizada, com cartas colocadas no interior de envelopes.</p>
<p>A expedição e o acabamento das cartas foi assegurado pela empresa de correios.</p>
<p>Os proprietários de imóveis, como apartamentos, vivendas, garagens, lojas ou outras casas, têm de pagar o IMI anualmente ao Estado, depois de o fisco enviar as notificações aos contribuintes até 30 de abril de cada ano.</p>
<p>Os prazos para pagamento variam em função do montante do imposto a entregar.</p>
<p>Se o valor do IMI for igual ou inferior a 100 euros, o valor tem de ser pago numa única prestação, até 31 de maio.</p>
<p>Se for entre 100 e 500 euros, os contribuintes podem pagar em duas prestações, a primeira até 31 de maio e a segunda até 30 de novembro, ou pagar tudo de uma só vez numa única prestação no primeiro prazo.</p>
<p>Se o IMI a pagar superar os 500 euros, os proprietários podem pagar em três prestações, a primeira até 31 de maio, a segunda até 31 de agosto e a terceira até 30 de novembro, ou tudo numa só prestação.</p>
<p>Na nota de cobrança do IMI, as Finanças indicam qual é o valor total do IMI, caso os contribuintes entendam pagar a globalidade no primeiro momento.</p>
<p>Se os contribuintes deixarem passar o prazo, terão de pagar juros de mora pelo atraso, podendo ficar sujeitos a uma coima.</p>
<p>O imposto é calculado em função do Valor Patrimonial Tributário (VPT) dos imóveis.</p>
<p>Os prédios rústicos ficam sujeitos a uma taxa de 0,8%.</p>
<p>Os prédios urbanos são tributados com uma taxa fixada anualmente por cada município, que varia entre 0,3% e 0,45%.</p>
<p>Os imóveis detidos por empresas ou outras entidades domiciliadas em jurisdições com um regime fiscal mais favorável (paraísos fiscais), ou que sejam controladas de forma direta ou indireta através de entidades presentes nestes territórios, estão sujeitos a uma tributação agravada, com uma taxa de IMI de 7,5%.</p>
<p>Há contribuintes isentos de IMI, como acontece, por exemplo, nos primeiros três anos da habitação própria e permanente, desde que o Valor Patrimonial Tributário do imóvel não ultrapasse os 125 mil euros e o rendimento bruto do agregado familiar não supere os 153.300 euros. Esta isenção pode durar cinco anos (mais dois do que o período regular dos três anos) se a assembleia municipal o tiver decidido e comunicado à AT.</p>
<p>Também estão isentos os proprietários com rendimentos mais baixos, se o agregado familiar tiver um rendimento bruto anual até 2,3 vezes o valor anual do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), o equivalente a 17.295,59 euros em 2026, e se o VPT da residência for inferior ou igual a 66.500 euros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760393]]></sapo:autor>
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		<title>Quando a inovação deixa de ser discurso e passa a decidir o futuro das empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:39:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Cynthia Bravo, Country Head na MJV Technology &#038; Innovation Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Cynthia Bravo, Country Head na MJV Technology &amp; Innovation Portugal</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A inovação tem sido tratada como um exercício de antecipação: olhar para o futuro, mapear tendências e preparar planos para “o que aí vem”. Esse tempo acabou. A transformação agora está integrada, silenciosa e a operar em cada interação, serviço e decisão de negócio.</p>
<p>A inteligência artificial é talvez o exemplo mais evidente desta mudança. Já não é uma tecnologia pontual, acionada apenas em momentos específicos, mas sim ubíqua, embebida nos sistemas, nos canais de relação com o cliente, nas operações e na própria tomada de decisão. O desafio, agora, é integrá-la com estratégia, governação e propósito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Tecnologia sem estratégia falha, mesmo quando funciona</strong></p>
<p>Em 2025, o ecossistema de inovação foi abalado por um dado do MIT: 95% dos pilotos de IA generativa estariam a falhar. Olhando para trás, percebemos que a &#8220;falha&#8221; era, na verdade, o processo natural de aprendizagem. É prematuro ler esse número como como um veredito sobre a tecnologia, é muito mais provável que seja um sintoma da imaturidade estratégica de um momento em que ainda andávamos a tatear o terreno. Muitos dos insucessos foram o esperado e o comum custo de maturação necessário para as organizações que tentaram replicar modelos alheios em vez de potenciarem os seus próprios ativos com uma estratégia assertiva para o seu caso.</p>
<p>Hoje, estamos finalmente a encerrar o ciclo da experimentação desordenada, onde a IA era tratada como <em>buzzword</em> ou acessório de marketing, para entrar na era da IA de precisão. E inovação de precisão exige, acima de tudo, estratégia de precisão.</p>
<p>A lição é valiosa: a tecnologia não cria uma vantagem competitiva por si só. Limita-se a amplificar a estratégia pré-existente. Se a estratégia é frágil, a tecnologia apenas acelera o erro. Para os líderes, a bússola é clara: os 5% que estão hoje a mover o ponteiro do negócio não têm necessariamente melhores algoritmos, mas sim uma integração consciente entre dados, cultura e execução. Para garantirmos que as falhas signifiquem real evolução e alavanquem o crescimento, a estratégia tem de vir antes da tecnologia, nunca o contrário.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h2><strong>A transformação é humana antes de ser digital</strong></h2>
<p>Outro erro comum é olhar para a transformação unicamente pela lente tecnológica. Na realidade, trata-se sobretudo de uma mudança humana. Estudos recentes indicam que 48% dos executivos colocam a requalificação e a adaptação de competências como prioridade máxima, e que cerca de 50% dos colaboradores vão precisar de formação num horizonte muito próximo. Até 2030, 70% das competências exigidas no mercado de trabalho terão mudado, com a IA como principal motor dessa mudança.</p>
<p>Isto significa que a inovação sustentável exige investimento em pessoas, cultura e novos modelos de trabalho, não apenas em software ou infraestrutura. Afinal, a empresa que não se transforma por dentro não consegue servir quem está lá fora.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Um novo consumidor, um novo mercado</strong></p>
<p>Em paralelo, o contexto económico e social está a mudar rapidamente. Encontra-se em curso a maior transferência de riqueza da história recente: cerca de 124 biliões de dólares estão a passar das mãos dos <em>Baby Boomers</em> para as das gerações <em>Millennial</em> e <em>Z</em>, segundo a Forbes. Além de herdarem património, estas gerações redefinem os critérios de valor e a relação com as marcas.</p>
<p>São consumidores que privilegiam propósito, conveniência e experiências integradas, tomando decisões em ecossistemas digitais onde o social, o conteúdo e a transação coexistem no mesmo espaço. Para as empresas, isto implica repensar modelos de negócio e formas de criar relevância cultural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dados, energia e responsabilidade: o custo invisível</strong></p>
<p>Há ainda um lado menos visível, mas cada vez mais crítico: o impacto físico desta transformação. A IA consome dados, processamento e energia em escala. Data centers e recursos naturais entram agora na equação estratégica. Alguns projetos internacionais já apontam para investimentos na ordem das centenas de milhares de milhões associados a infraestrutura energética para suportar IA em larga escala.</p>
<p>A inovação do futuro terá de equilibrar crescimento tecnológico com eficiência energética, sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Isto exige que as empresas abandonem a lógica do &#8216;processamento infinito&#8217; e passem a desenhar arquiteturas pautadas pelo Green IT. A escolha entre modelos pesados (LLMs) ou modelos mais ágeis e específicos (SLMs &#8211; Small Language Models) deixará de ser apenas uma decisão técnica para se tornar uma decisão de sustentabilidade e custo operacional. Ignorar este fator é comprometer a viabilidade do próprio progresso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O futuro constrói-se agora com escolhas conscientes</strong></h2>
<p>O ponto central é simples: a inovação não pode ser tratada como um exercício de previsão, mas como uma disciplina de execução consciente. As organizações que vão crescer são aquelas que conseguem alinhar tecnologia, pessoas, dados e propósito num modelo coerente.</p>
<p>Não se trata de adotar tudo, nem de correr atrás de cada novidade. Trata-se de fazer escolhas informadas, com visão de longo prazo e capacidade de adaptação contínua. Porque, num mundo em que a mudança deixou de ser exceção, a verdadeira vantagem competitiva está na forma como decidimos hoje integrar a inovação no coração do negócio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760383]]></sapo:autor>
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		<title>Indústria automóvel pede à UE regras &#8220;realistas&#8221; para selo &#8216;Made in Europe&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:38:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[indústria automóvel]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), solicitou hoje à União Europeia (UE) regras "realistas e flexíveis" para definir quais os produtos que poderão beneficiar do selo "Made in Europe", previsto na futura Lei de Aceleração Industrial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), solicitou hoje à União Europeia (UE) regras &#8220;realistas e flexíveis&#8221; para definir quais os produtos que poderão beneficiar do selo &#8220;Made in Europe&#8221;, previsto na futura Lei de Aceleração Industrial.</p>
<p>A associação de automóveis, que agrupa fabricantes como a Volkswagen, a Renault, a Mercedes-Benz ou a Volvo, apoia o objetivo de reduzir as dependências externas e fortalecer a indústria europeia, especialmente em setores como o das baterias para veículos elétricos.</p>
<p>No entanto, alertou que a proposta atual pode revelar-se demasiado rígida e burocrática se não se adaptar &#8220;às realidades da cadeia de valor&#8221; e solicitou aos co-legisladores comunitários que revejam vários elementos-chave do texto.</p>
<p>A futura Lei de Aceleração Industrial, cuja versão final será negociada pelo Conselho da UE e pelo Parlamento Europeu com base numa proposta apresentada pela Comissão Europeia em março, faz parte da estratégia de Bruxelas para reforçar a produção europeia em setores estratégicos como as baterias, as tecnologias limpas ou as matérias-primas críticas, face à concorrência da China e dos Estados Unidos.</p>
<p>A iniciativa prevê incentivos e possíveis requisitos de conteúdo europeu para favorecer os produtos &#8220;Made in Europe&#8221; no âmbito dos auxílios públicos, das compras públicas e das cadeias de abastecimento estratégicas.</p>
<p>Os fabricantes automóveis exigem, entre outros pontos, que se esclareça como será calculado o conteúdo europeu dos veículos e o que será considerado produção europeia, incluindo questões como o aço e o alumínio com baixo teor de carbono ou a montagem final no território da UE.</p>
<p>A ACEA alertou, além disso, para o risco de transformar a futura norma numa &#8220;Lei Administrativa Industrial&#8221;, devido às novas obrigações de informação e rastreabilidade sobre milhares de componentes provenientes de cadeias de abastecimento globais.</p>
<p>&#8220;A carga de criar novos processos para informar sobre a origem de milhares de componentes provenientes de inúmeros fornecedores de todo o mundo será significativa&#8221;, indicou a associação.</p>
<p>O setor automóvel alertou também que os novos requisitos poderão aumentar os custos de fabrico e acabar por encarecer os veículos para os consumidores e as administrações públicas.</p>
<p>Desta forma, a ACEA solicitou incentivos adicionais, tais como ajudas diretas ou vantagens regulamentares para os veículos elétricos fabricados na UE, e defendeu que a transição industrial seja acompanhada por energia mais barata, autorizações mais rápidas e apoio ao investimento na produção europeia de baterias.</p>
<p>A associação patronal do setor automóvel pretende também que a futura legislação tenha em conta as particularidades do setor dos veículos pesados, como camiões e autocarros, cujos ciclos de desenvolvimento são mais longos e cujas cadeias de produção são mais complexas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760386]]></sapo:autor>
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		<title>Famoso naturalista britânico David Attenborough completa 100 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:38:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O naturalista britânico David Attenborough, provavelmente o apresentador de programas da vida selvagem mais famoso do mundo, completa hoje 100 anos, aniversário que a BBC vai assinalar com uma gala no teatro Royal Albert Hall, em Londres.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O naturalista britânico David Attenborough, provavelmente o apresentador de programas da vida selvagem mais famoso do mundo, completa hoje 100 anos, aniversário que a BBC vai assinalar com uma gala no teatro Royal Albert Hall, em Londres.</p>
<p>Na quinta-feira disse querer &#8220;celebrar discretamente&#8221; a data, reconhecendo que &#8220;muitos têm outras ideias&#8221;.</p>
<p>Numa mensagem áudio, Attenborough disse estar &#8220;impressionado com as felicitações de aniversário, vindas desde grupos do pré-escolar a lares de idosos&#8221;, bem como de &#8220;inúmeras pessoas e famílias de todas as idades&#8221; e, lamentando não poder responder individualmente, agradeceu &#8220;sinceramente as mensagens simpáticas&#8221;.</p>
<p>Nascido em Londres a 08 de maio de 1926, no mesmo ano da falecida Rainha Isabel II, lançou em 1954 a série documental sobre o mundo animal &#8220;Zoo Quest&#8221; e durante mais de 70 anos foi trazendo aos écrans televisivos, através da emissora pública britânica BBC, &#8220;gorilas brincalhões, baleias saltitantes e minúsculos sapos venenosos&#8221; ao mesmo tempo que ensinava as pessoas &#8220;sobre assuntos complexos como a evolução, o comportamento animal e a biodiversidade&#8221;, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).</p>
<p>A &#8220;Zoo Quest&#8221; foi transmitida durante 10 anos e &#8220;A Vida na Terra&#8221; (1979) foi vista por 500 milhões de pessoas em todo o mundo, seguindo-se outras séries, como &#8220;Planeta Vivo&#8221; (1984), &#8220;Os Desafios da Vida&#8221; (1990), &#8220;A Vida Privada das Plantas&#8221; (1995), &#8220;A Vida das Aves&#8221; (1998), &#8220;Planeta Azul&#8221; (2001), &#8220;Planeta Terra&#8221; (2006), &#8220;Planeta Terra II&#8221; (2016) e &#8220;Planeta Azul II&#8221; (2017).</p>
<p>Quando completou 99 anos, Attenborough estreou o documentário &#8220;Oceano&#8221;, em que mostrava as transformações ocorridas no mar e denunciava os métodos da pesca industrial.</p>
<p>Na véspera do centenário, foi divulgado um artigo de cientistas do Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido, que descreve um novo género e espécie de vespa parasita, nomeada Attenboroughnculus tau em homenagem ao aniversário do naturalista.</p>
<p>Segundo a agência noticiosa espanhola EFE, antes tinham sido batizados com o seu nome uma flor silvestre, uma borboleta, um gafanhoto, um camarão e até um dinossauro.</p>
<p>Alastair Fothergill, produtor de alguns dos documentários mais conhecidos de Attenborough, disse à AP que o centenário &#8220;não pretende parar&#8221;.</p>
<p>&#8220;Ele disse-me recentemente que se sente incrivelmente privilegiado por um homem com quase 100 anos ainda ser solicitado para trabalhar. E, sabe, vai continuar para sempre. Vai morrer de calções de safari&#8221;, acrescentou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760384]]></sapo:autor>
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		<title>Investir na mobilidade urbana é investir no futuro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/investir-na-mobilidade-urbana-e-investir-no-futuro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:35:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É difícil falar de mobilidade urbana, hoje, sem tocar em duas ideias centrais: eficiência e sustentabilidade. A forma como nos deslocamos deixou de ser apenas uma questão prática. Passou a ter um peso direto na forma como vivemos, na qualidade das cidades e até no tipo de futuro que estamos a construir.</p>
<p>Se analisarmos o modelo de mobilidade dominante, centrado no transporte individual, percebemos rapidamente os seus limites. Mais carros significam mais emissões, mais trânsito, mais tempo perdido no dia a dia. Além disso, resultam também em cidades mais saturadas e menos respiráveis. É um modelo que funcionou durante décadas, mas que já não responde às necessidades atuais.</p>
<p>É aqui que o investimento na mobilidade urbana e, em particular, no transporte público, ganha relevância. Não apenas como alternativa, mas como parte da solução. O veículo ligeiro emite quase sete vezes mais CO2 para fazer a mesma tarefa: levar uma pessoa do ponto A ao ponto B. A diferença não é pequena e mostra bem o potencial de um sistema pensado para transportar mais pessoas com menos impacto.</p>
<p>Quando passamos da teoria à escala real, os efeitos tornam-se ainda mais evidentes. Com cerca de 750 mil passageiros por dia, o impacto acumulado é expressivo. Estamos a falar de cerca de 8.870 toneladas de CO₂ evitadas diariamente.</p>
<p>Dito assim, pode parecer um número distante. Mas ele traduz-se em coisas muito concretas: menos carros nas estradas, menos pressão sobre as infraestruturas, menos poluição no ar que respiramos. No fundo, cidades que funcionam melhor. É também um sinal claro de que escolhas individuais, quando existe uma rede capaz de as suportar, acabam por gerar ganhos coletivos muito relevantes.</p>
<p>Há ainda uma dimensão menos visível, mas igualmente importante. O chamado custo social do carbono tenta justamente dar valor económico ao impacto das emissões. Ou seja, cada tonelada de CO₂ emitida tem um custo real para a sociedade. Reduzi-la não é apenas uma questão ambiental, é também evitar encargos futuros que, de uma forma ou de outra, acabam por ser suportados por todos.</p>
<p>Mas a mobilidade urbana não se esgota no ambiente ou na economia. Há um lado social que não pode ser ignorado. Uma rede com maior cobertura, horários mais ajustados, melhor frequência e tarifas acessíveis faz mais do que transportar pessoas.</p>
<p>Também no plano económico os efeitos são visíveis. Mais mobilidade traz mais pessoas para o espaço público, mais atividade, mais comércio local. As zonas bem servidas por transporte público tendem a tornar-se mais atrativas, o que se reflete no investimento e na valorização do território. A mobilidade não é apenas um meio de deslocação, é um fator de desenvolvimento.</p>
<p>Convém, no entanto, não perder de vista que nada disto acontece de forma automática. Resulta de investimento consistente, de planeamento e de uma visão clara sobre o papel do transporte público. Melhorar frequências, ajustar horários, garantir acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e manter tarifas acessíveis são escolhas que exigem continuidade e compromisso.</p>
<p>Portugal assumiu metas climáticas ambiciosas para 2030 e 2050. Cumpri-las implica agir em várias frentes, mas poucas têm um impacto tão imediato como a mobilidade urbana. Expandir a rede e reforçar a oferta não é apenas melhorar um serviço, é dar um passo concreto na direção de uma região, um país, um mundo mais sustentável.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Carlos Humberto de Carvalho, presidente da TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Terceiro mandato de Trump, acordo EUA-China e vigilância por IA: as novas previsões do ‘Nostradamus chinês’</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/terceiro-mandato-de-trump-acordo-eua-china-e-vigilancia-por-ia-as-novas-previsoes-do-nostradamus-chines/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:32:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jiang Xueqin]]></category>
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					<description><![CDATA[Declarações foram feitas no podcast ‘Diary of a CEO’, onde Jiang Xueqin foi questionado sobre os cenários que vê para os próximos anos. O tom não foi otimista]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O académico sino-canadiano Jiang Xueqin, apelidado de ‘Nostradamus chinês’ depois de ter feito previsões consideradas certeiras sobre a tensão entre os Estados Unidos e o Irão, voltou a lançar novos alertas sobre o futuro, escreve o site &#8216;LADBible&#8217;.</p>
<p>Desta vez, as previsões vão da política americana à relação entre Washington e Pequim, passando pela vigilância baseada em inteligência artificial e por um possível conflito no Leste Asiático.</p>
<p>As declarações foram feitas no podcast ‘Diary of a CEO’, onde Jiang Xueqin foi questionado sobre os cenários que vê para os próximos anos. O tom não foi otimista.</p>
<p>A primeira previsão é também uma das mais explosivas: o académico acredita que poderá haver uma guerra civil nos Estados Unidos e que Donald Trump poderá tentar chegar a um terceiro mandato.</p>
<p>Questionado sobre a impossibilidade constitucional de um presidente americano cumprir mais de dois mandatos, Jiang Xueqin respondeu que há caminhos “não convencionais”, “imorais” e “perigosos”, mas que, na sua leitura, poderiam não ser necessariamente ilegais.</p>
<p>Entre os cenários apontados está a possibilidade de Trump apoiar uma candidatura de alguém próximo, como um filho ou JD Vance, que depois poderia abandonar o cargo em favor do vice-presidente.</p>
<p>Outra hipótese levantada pelo académico passa por um contexto de guerra em 2028, que permitiria invocar poderes de emergência e suspender regras constitucionais. “Nenhuma pessoa sã com um mínimo de moralidade faria isso, mas isso não impede Trump”, afirmou.</p>
<p><strong>Um grande acordo entre EUA e China</strong></p>
<p>A segunda previsão aponta para um “grande acordo” entre os Estados Unidos e a China.</p>
<p>Jiang Xueqin considera que muitos esperam uma guerra entre as duas potências, sobretudo por causa de Taiwan, mas defende que Pequim poderá preferir uma estratégia mais pragmática.</p>
<p>Na sua leitura, a China poderá tentar posicionar-se entre a Rússia e os Estados Unidos, apoiando Teerão ou financiando Moscovo, mas mantendo ao mesmo tempo canais de entendimento com Washington.</p>
<p>O cenário descrito pelo académico não aponta necessariamente para um confronto direto entre EUA e China, mas para uma tentativa chinesa de jogar em vários tabuleiros ao mesmo tempo.</p>
<p>Essa previsão surge num momento em que a rivalidade entre as duas maiores economias do mundo continua a marcar o comércio internacional, a tecnologia, a segurança no Indo-Pacífico e o debate sobre Taiwan.</p>
<p><strong>Vigilância com inteligência artificial</strong></p>
<p>A terceira previsão afasta-se da geopolítica tradicional e entra no campo da tecnologia.</p>
<p>Jiang Xueqin afirma que o mundo caminha para um estado de vigilância assente em inteligência artificial, identidade digital e moeda digital.</p>
<p>Para o académico, isso permitiria aos Governos monitorizar a atividade online dos cidadãos e controlar transações financeiras.</p>
<p>O &#8216;LADBible&#8217; refere exemplos recentes de preocupações com sistemas de IA, desde erros de identificação policial a câmaras inteligentes usadas em espaços residenciais.</p>
<p>Jiang Xueqin vai mais longe e alerta para a possibilidade de os cidadãos serem classificados em bases de dados, permitindo às autoridades prever comportamentos através de sistemas automatizados.</p>
<p>“Isso já acontece na China”, afirmou.</p>
<p><strong>Novo conflito no Leste Asiático</strong></p>
<p>A quarta previsão aponta para a possibilidade de o Leste Asiático também entrar em conflito.</p>
<p>O académico não detalha no texto quais os países ou territórios que considera mais vulneráveis, mas a região é há muito marcada por tensões em torno de Taiwan, da Coreia do Norte, do Mar do Sul da China e da rivalidade entre Pequim, Washington e os seus aliados.</p>
<p>Num mundo já pressionado pela guerra na Ucrânia, pela tensão no Médio Oriente e por crises em África, Jiang Xueqin considera que o alastramento da instabilidade ao Leste Asiático não deve ser descartado.</p>
<p>O cenário é apresentado como mais um sinal de uma ordem internacional em deterioração, com várias frentes de risco abertas ao mesmo tempo.</p>
<p><strong>Irão pode resistir mais do que Trump espera</strong></p>
<p>Jiang Xueqin também voltou a comentar a guerra entre os Estados Unidos e o Irão.</p>
<p>Na sua leitura, Teerão tem mais vantagens do que Washington poderá admitir publicamente.</p>
<p>“Considerando a minha análise de como a guerra está a progredir, acho que o Irão tem muito mais vantagens sobre os Estados Unidos”, afirmou.</p>
<p>O académico considera que o conflito se transformou numa guerra de desgaste e que os iranianos se prepararam para esse cenário durante duas décadas.</p>
<p>A conclusão é particularmente sombria: Jiang Xueqin diz não conseguir ver, neste momento, um fim claro para a guerra entre os Estados Unidos e o Irão.</p>
<p>As previsões devem ser lidas como cenários e não como certezas. Ainda assim, o interesse em torno do académico aumentou precisamente porque algumas das suas leituras anteriores foram vistas como antecipações invulgarmente precisas de acontecimentos que hoje dominam a agenda internacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760367]]></sapo:autor>
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		<title>“Portugal tem — e continuará a ter — um enorme potencial turístico”, assegura o CEO da gestora hoteleira AHM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:29:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[AHM]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Mariano Faz reflete sobre os desafios de escalar operações em Portugal, o papel das equipas na criação de valor, a atração de talento e o futuro de uma indústria que, na sua perspetiva, está a tornar-se cada vez mais integrada na vida das cidades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num setor hoteleiro em transformação, marcado pela consolidação de marcas internacionais, pela pressão da sustentabilidade e por novos modelos de operação, Mariano Faz, CEO da Ace Hospitality Management (AHM), acompanha de perto a evolução de um mercado cada vez mais competitivo e exigente.</p>
<p>Com uma carreira construída entre a Europa, o Médio Oriente e a Península Ibérica, o gestor traz uma visão global sobre liderança, investimento e inovação na hotelaria.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Mariano Faz reflete sobre os desafios de escalar operações em Portugal, o papel das equipas na criação de valor, a atração de talento e o futuro de uma indústria que, na sua perspetiva, está a tornar-se cada vez mais integrada na vida das cidades<strong>.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A sua carreira passou por mercados tão distintos como Europa, Médio Oriente e Península Ibérica. O que mais mudou na sua forma de liderar ao longo destes contextos?</strong></p>
<p>Ter trabalhado com uma multiplicidade de culturas dá-nos uma perspetiva muito mais ampla sobre as pessoas e sobre a forma de conduzir projetos. Em contextos internacionais, a zona de conforto é, muitas vezes, a última coisa que encontramos — e isso obriga-nos a desenvolver uma capacidade real de adaptação às práticas, ritmos e expectativas locais. O resultado é uma aprendizagem contínua: percebemos que não existe uma única forma “certa” de fazer as coisas; existem, sim, abordagens diferentes para chegar ao mesmo objetivo.</p>
<p>Na liderança, isto traduz-se em equipas mais abertas, mais curiosas e menos conformadas com o “sempre foi assim”. Ter vivido e trabalhado com culturas tão diversas faz-nos questionar o que muitos tomam por inevitável e incentiva-nos a desafiar constantemente o <em>status quo</em>. Na hotelaria, em particular, não acredito em realidades rígidas: a experiência que oferecemos e os resultados que alcançamos constroem-se todos os dias, a partir da nossa energia, motivação e capacidade de execução.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Que aprendizagens traz hoje da experiência de crescimento da The First Group?</strong></p>
<p>A minha experiência na The First Group só se compreende quando a colocamos lado a lado com o que vivi no Dubai. Ambas refletem um espírito de inovação, reinvenção e superação constante — e é isso que trago comigo hoje.</p>
<p>Três aprendizagens principais: Não aceitar o “isto não se consegue fazer”. Trocar essa frase por “como é que o podemos fazer?”. Aplicar esta mentalidade a tudo: do conceito do hotel à forma de operar, do reposicionamento de ativos à entrada em novos mercados, cidades e públicos e manter um padrão elevado de exigência e execução — porque inovação sem disciplina não escala.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Houve algum momento decisivo na sua carreira que redefiniu a forma como olha para a hotelaria?</strong></p>
<p>Sim — e foi logo no meu primeiro ano de contacto com a hotelaria. Não fiz um percurso convencional no setor: entrei por uma perspetiva muito estratégica. Na Barceló, trabalhava sobretudo na análise de investimentos e de oportunidades hoteleiras. Dominava os números, mas ainda não dominava “o hotel” — a operação, o detalhe e, acima de tudo, gerir pessoas.</p>
<p>O momento decisivo foi perceber como um número no papel se transforma numa experiência real para o cliente — e como essa transformação depende da paixão e do compromisso de quem trabalha em hotelaria. A partir daí, a minha forma de olhar para o setor mudou: passei a procurar, em tudo o que faço, o equilíbrio entre a disciplina do resultado (o rigor do número) e a energia humana que torna um projeto vivo e memorável.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A AHM gere atualmente mais de 1.300 quartos e tem um pipeline de 2.000. Qual é o racional estratégico por trás deste crescimento tão acelerado em Portugal?</strong></p>
<p>Portugal tem — e continuará a ter — um enorme potencial turístico. O nosso racional parte de uma abordagem muito <em>asset-focused</em>: olhamos primeiro para o ativo e para o seu contexto e perguntamos como podemos maximizar o seu desempenho (receita, posicionamento e experiência), e que marca internacional é a mais adequada para o potenciar.</p>
<p>Esta lógica leva-nos a analisar oportunidades em todo o mercado português, tanto em cidades primárias como em destinos secundários com procura sólida e margem para criação de valor. Foi por isso que crescemos com uma visão abrangente de Portugal, sem nos limitarmos a um conjunto restrito de cidades — avaliamos cada oportunidade pelo mérito do ativo e pelo potencial de execução.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Estão a apostar mais em gestão de ativos, operação ou modelos híbridos? Onde está hoje o maior valor?</strong></p>
<p>A nossa aposta assenta, sobretudo, na gestão hoteleira — é aí que está o nosso foco e onde acreditamos que conseguimos criar mais valor. Ao mesmo tempo, estamos a avaliar outras alternativas que nos permitam crescer de forma sustentável e coerente com a nossa estratégia.</p>
<p>Nos últimos anos, investimos de forma muito significativa em pessoas e em construir uma estrutura de gestão capaz de suportar o crescimento futuro. Muitas gestoras só fazem esse investimento quando os projetos já estão abertos; na minha perspetiva, isso é um erro. Primeiro constrói-se a equipa — depois escala-se.</p>
<p>É esse capital humano que nos permite responder a qualquer desafio operativo, manter padrões de qualidade consistentes e, no fim, proteger a rentabilidade dos investidores. Tal como no futebol, a “Champions” ganha-se com equipas fortes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Estamos a assistir a uma consolidação do setor hoteleiro em Portugal. Estamos perante uma nova fase de maturidade do mercado?</strong></p>
<p>Tenho algumas dúvidas de que estejamos, de facto, perante uma consolidação plena do setor hoteleiro em Portugal. Continuo a ver espaço para novas ideias, novos conceitos e novas oportunidades- tanto em destinos já estabelecidos como em mercados em crescimento.</p>
<p>Dito isto, é verdade que o mercado tem vindo a amadurecer nos últimos anos, algo que se nota no aumento e na melhoria da oferta hoteleira. Ainda assim, acredito que Portugal não atingiu o seu potencial máximo: há margem para elevar o produto, diversificar a proposta e continuar a criar valor de forma sustentável.</p>
<p><strong>Como é que a pressão da habitação turística e o debate sobre turismo sustentável está a impactar os modelos de operação hoteleira?</strong></p>
<p>A sustentabilidade já deixou de ser um tema “em discussão” — é uma realidade incontornável para todos nós. Quando falamos de turismo sustentável, para mim estamos a falar, sobretudo, de qualidade: não é uma questão de aumentar o número de turistas, mas sim de elevar o tipo de procura que queremos atrair e de garantir que o crescimento é compatível com as comunidades, os recursos e a infraestrutura existente.</p>
<p>Nesse contexto, torna-se ainda mais importante trabalharmos com marcas internacionais que trazem consigo programas robustos de fidelização (<em>loyalty</em>). Isso ajuda-nos a reforçar a consistência do produto e a atrair um perfil de cliente com maior afinidade com a proposta e com maior previsibilidade de consumo. O impacto, na prática, é claro: os hoteleiros têm de continuar a inovar e a entregar valor acrescentado — na experiência, no serviço e na forma como integramos o hotel na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Na sua experiência em projetos multimilionários, o que faz hoje um projeto hoteleiro ser verdadeiramente atrativo para investidores?</strong></p>
<p>Antes de mais, é essencial ter os fundamentos certos: um racional de investimento sólido, pressupostos realistas e um plano operacional robusto. Naturalmente, o retorno do investimento é a principal métrica para medir o sucesso. No entanto, retornos consistentes não dependem apenas de ter “um bom projeto” — dependem, em grande medida, dos <em>partners</em> e das equipas que o acompanham do início ao fim.</p>
<p>Gosto de citar Ed Catmull, cofundador da Pixar: “Dêem uma boa ideia a uma equipa mediana e ela arranjará forma de a estragar; dêem uma ideia mediana a uma grande equipa e ela vai melhorá-la.” Nos projetos acontece exatamente o mesmo. Um projeto torna-se verdadeiramente grande — e atrativo para investidores — quando é executado pelos melhores: as pessoas certas, com a cultura certa e com capacidade de entregar resultados.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>A hotelaria está a conseguir atrair talento jovem qualificado ou continua a ser um desafio estrutural?</strong></p>
<p>É uma pergunta que me fazem com muita frequência. A hotelaria consegue, sim, atrair jovens muito qualificados, mas continua a exigir algo que nem todos procuram: é uma indústria intensa, muito humana e em que o ritmo operacional pede vocação e paixão pelo serviço.</p>
<p>Ainda recentemente li um artigo sobre inteligência artificial e o seu impacto em vários setores. À partida, a tecnologia é frequentemente vista como a área que mais talento atrai, pela inovação e pelo crescimento; paradoxalmente, também é uma das que se prevê serem mais impactadas pela IA. No fim, cada setor tem os seus desafios; o nosso passa por continuar a tornar as carreiras mais atrativas, com formação, progressão e projetos que motivem as novas gerações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Olhando para os próximos 10 anos, como imagina a evolução da hotelaria em Portugal?</strong></p>
<p>Acredito que, na hotelaria, há sempre muito por fazer — e que a próxima grande evolução passa por tornar os hotéis espaços mais diversos e verdadeiramente diferenciados. Pode soar a um lugar-comum, mas vejo a diferenciação a acontecer, sobretudo, através de uma proposta de restauração pensada para o público local e de restantes áreas com uma identidade muito clara e intencional.</p>
<p>Em termos práticos, imagino o hotel como um conjunto de “microespaços” dentro de um mesmo edifício: dividimos o produto em várias áreas e somos muito especialistas em cada uma delas, para atrair diferentes perfis ao longo do dia. No limite, os hotéis tornar-se-ão espaços reais de convivência, com ritmos distintos e um papel mais ativo na vida da cidade — centros de comunidade e de experiência, e não apenas lugares para dormir.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760358]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Iberia ativa plano para mitigar impacto do preço do combustível nos bilhetes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[iberia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[setor da aviação]]></category>
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					<description><![CDATA[A Iberia lançou um plano de resposta ao aumento do preço do combustível, com medidas que garantem o abastecimento, para atenuar o impacto no preço dos bilhetes, e assegurar que não existem cancelamentos de voos neste verão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Iberia lançou um plano de resposta ao aumento do preço do combustível, com medidas que garantem o abastecimento, para atenuar o impacto no preço dos bilhetes, e assegurar que não existem cancelamentos de voos neste verão.</P><br />
<P>O presidente da companhia, Marco Sansavini, explicou nas redes sociais que os resultados apresentados hoje pela IAG (o grupo ao qual pertence a Iberia) refletem a solidez da empresa, com um lucro líquido de 301 milhões de euros, mais 71% do que em 2025.</P><br />
<P>No entanto, o contexto mudou, afirmou o presidente, porque a forte subida do preço do combustível está a ter um impacto significativo em toda a indústria e obriga a agir com antecipação e a continuar a reforçar a solidez financeira e a excelência operacional. </P><br />
<P>O plano de resposta ao aumento do combustível para aviação passa pela contenção máxima dos custos internos e pela priorização de investimentos para tentar atenuar o aumento dos custos e &#8220;amortecer ao máximo&#8221; o impacto nos preços dos bilhetes.</P><br />
<P>Marco Sansavini acrescentou que, graças a estas medidas, não se prevê o cancelamento de voos este verão em consequência da crise no mercado dos combustíveis provocada pelo encerramento do estreito de Ormuz.</P><br />
<P>&#8220;Os clientes poderão ter a tranquilidade de reservar os voos com a Iberia e a confiança de que não correrão o risco de lhes serem aplicadas taxas adicionais após terem comprado os bilhetes&#8221;, garantiu Sansavini.</P><br />
<P>Para o responsável, a segunda prioridade é continuar a investir em tudo o que contribua para a melhoria do serviço, como a incorporação de novos aviões, a renovação das cabines e a implementação de tecnologia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760348]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>CTGP afirma que Portugal não pode ter uma economia assente no turismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:22:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[CGTP]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sindicato]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou hoje que Portugal não pode ter uma economia baseada no turismo, dizendo que o país está "assente em produtos de baixo valor acrescentado".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou hoje que Portugal não pode ter uma economia baseada no turismo, dizendo que o país está &#8220;assente em produtos de baixo valor acrescentado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Há aqui outra questão que é central e que ninguém discute, que é o valor daquilo que é produzido no nosso país, nós temos um país assente em produtos de baixo valor acrescentado, nós não podemos ter um país assente na hotelaria, no turismo&#8221;, disse o dirigente em declarações aos jornalistas à margem da tribuna pública que assinala o dia mundial da Segurança Social.</p>
<p>Tiago Oliveira reiterou também, que Portugal pode vender a quantidade que quiser de pastéis de nata que não irá competir com as importações que o país tem que fazer.</p>
<p>&#8220;Podemos querer vender o maior número de croissants e pastéis de nata que quisermos vender, nada disto vai entrar em concorrência com aquilo que temos que comprar fora porque abdicámos da nossa produção nacional&#8221;, afirmou o sindicalista.</p>
<p>O dirigente fez também referência à compra de comboios que Portugal vai fazer a países estrangeiros, dizendo que existia uma &#8220;grande empresa de comboios a nível nacional&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós agora temos que comprar mais 100 comboios, vamos comprar os 100 comboios onde? Vamos comprar a Espanha, vamos comprar a França, vamos comprar à Suíça&#8221;, disse.</p>
<p>&#8220;Mas nós tínhamos uma grande empresa de comboios a nível nacional, e quantos pastéis de nata é que vamos ter que vender para comprar um comboio à Suíça, a Espanha ou a França?&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Tiago Oliveira remete as questões da baixa produtividade nacional para as políticas públicas que foram seguidas ao longo dos anos.</p>
<p>&#8220;A questão da produtividade está aqui, naquilo que são as escolhas políticas que foram seguidas ao longo de todos estes anos, e portanto, quando se fala em produtividade, que se olhe para as questões do trabalho, para a valorização dos trabalhadores e criar nos trabalhadores condições para terem uma vida próspera no seu país&#8221;, reiterou o dirigente.</p>
<p>Relativamente ao pacote laboral, Tiago Oliveira asseverou que &#8220;há uma rejeição&#8221; e que os partidos na Assembleia da República &#8220;terão de ser responsabilizados&#8221; consoante o seu voto no parlamento.</p>
<p>&#8220;Ou estão do lado de um governo que tem respondido aos interesses dos patrões, ou estão do lado da maioria, a maioria são os trabalhadores, e os trabalhadores rejeitam este pacote laboral&#8221;, defendeu.</p>
<p>Em relação a impostos, o sindicalista assegura que os trabalhadores não têm problema em pagá-los, que apenas exigem que eles sejam investidos &#8220;na melhoria dos serviços públicos, na melhoria da resposta às necessidades das populações&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os trabalhadores não se queixam de pagar impostos a mais, porque a questão central é por onde é que vai o dinheiro dos nossos impostos&#8221;, rematou Tiago Oliveira.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_760353]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Made in Russia”: Zelensky compara agressão de Putin a uma nova forma de nazismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 11:20:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Volodymyr Zelensky]]></category>
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					<description><![CDATA[Zelensky recordou que esta é a data em que a Europa marca o fim da guerra “mais terrível do século XX”, um conflito após o qual deveria ter existido apenas “uma paz verdadeira”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que uma “versão atualizada do nazismo” tem hoje o selo “Made in Russia”, numa mensagem divulgada por ocasião do Dia da Memória e da Vitória sobre o Nazismo, assinalado na Europa.</p>
<p>Numa publicação no &#8216;Telegram&#8217; citada pelo site ucraniano &#8216;NV&#8217;, Zelensky recordou que esta é a data em que a Europa marca o fim da guerra “mais terrível do século XX”, um conflito após o qual deveria ter existido apenas “uma paz verdadeira”.</p>
<p>“Esse era o sonho quando as armas da II Guerra Mundial começaram a silenciar-se”, escreveu o presidente ucraniano.</p>
<p>Zelensky sublinhou, porém, que a guerra voltou a transformar o território ucraniano num campo de batalhas brutais, marcado por abusos nas zonas ocupadas e pela destruição em massa de vidas.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">Today is the Day of Remembrance and Victory over Nazism. The day when all of Europe marks the end of the most terrible war of the 20th century. A war after which there should have been only genuine peace. That was the dream back then, when the guns of World War II began to fall… <a href="https://t.co/gdbLlvJ8bc">pic.twitter.com/gdbLlvJ8bc</a></p>
<p>&mdash; Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) <a href="https://twitter.com/ZelenskyyUa/status/2052635167987036311?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 8, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Ucrânia recorda perdas na II Guerra Mundial</strong></p>
<p>Na mensagem, o chefe de Estado ucraniano lembrou que as perdas do povo ucraniano estiveram entre as maiores da II Guerra Mundial.</p>
<p>Zelensky destacou também o contributo dos ucranianos para a derrota da Alemanha nazi, afirmando que milhões combateram nas várias forças da coligação anti-Hitler.</p>
<p>“Milhões de ucranianos estiveram entre os vencedores, fazendo tudo o possível para que o mal total perdesse”, afirmou.</p>
<p>A referência surge num dia de forte carga simbólica para Kiev, que nos últimos anos se tem afastado das tradições soviéticas associadas à memória da II Guerra Mundial e aproximado do calendário europeu de comemoração do fim do conflito.</p>
<p><strong>“Uma ideologia semelhante de ódio”</strong></p>
<p>Zelensky afirmou que, 81 anos depois, a Ucrânia volta a ser obrigada a travar o mal.</p>
<p>Segundo o presidente ucraniano, esse mal é “total”, deixa apenas ruínas e abusos e assenta numa ideologia de ódio semelhante à que devastou a Europa no século XX.</p>
<p>“Uma versão atualizada do nazismo, com a etiqueta ‘Made in Russia’”, escreveu.</p>
<p>O líder ucraniano defendeu que o mundo livre, unido, pode e deve derrotar a agressão russa.</p>
<p>Zelensky agradeceu ainda a todos os países e cidadãos que ajudam a Ucrânia a proteger vidas e a impedir que o regime russo dite o futuro do mundo.</p>
<p><strong>Zelensky pede homenagem através da defesa da liberdade</strong></p>
<p>Na mensagem, o presidente ucraniano afirmou que proteger vidas e a liberdade das nações perante Vladimir Putin é uma forma digna de honrar a memória daqueles que impediram Adolf Hitler de conquistar a Europa e o mundo.</p>
<p>Zelensky deixou uma homenagem a todos os que combateram o nazismo e libertaram povos durante a Segunda Guerra Mundial, bem como às vítimas inocentes do conflito.</p>
<p>“Glória a todos os defensores da vida. Glória à Ucrânia”, concluiu.</p>
<p>A declaração surge num momento em que Kiev continua a denunciar a agressão russa como uma guerra de destruição contra a soberania ucraniana e a segurança europeia.</p>
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