Ryanair reage a comentários de Marcelo sobre a TAP: “É inexplicável que esteja a absorver 3,2 mil milhões de euros de auxílios estatais”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu na terça-feira que se deve ser “muito exigente na estratégia de recuperação” da TAP, porque é não só “um compromisso europeu” como também “custa muito dinheiro aos portugueses”.

Mariana da Silva Godinho
Agosto 31, 2022
17:21

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu na terça-feira que se deve ser “muito exigente na estratégia de recuperação” da TAP, porque é não só “um compromisso europeu” como também “custa muito dinheiro aos portugueses”.

“É inexplicável que a TAP esteja a absorver 3,2 mil milhões de euros de auxílios estatais, e ainda esteja a reduzir a capacidade e a cobrar tarifas elevadas, especialmente aos cidadãos portugueses que tentam chegar a casa para ver amigos e familiares durante o período de Natal – a mais do dobro das tarifas da Ryanair em muitos casos”, disse um porta-voz da Ryanair em comunicado enviado às redações.

“Entretanto, a Ryanair vem prestar auxílio, com o lançamento da sua maior programação de Inverno de sempre para/de 6 aeroportos de Portugal com 130 rotas (3 novas) e tarifas baixas a partir de apenas 29,99 euros, assegurando que todos os emigrantes portugueses possam viajar para casa para passar tempo com os seus entes queridos neste Natal”, conclui.

Recorde-se que a Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) foi o tema de uma das 15 perguntas colocadas por alunos da Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre, ao Presidente da República, que lhes deu resposta através de videoconferência.

Um dos alunos sociais-democratas quis saber se Marcelo Rebelo de Sousa acha que Portugal deve continuar “a subsidiar e a investir na TAP”, tendo o chefe de Estado começado por retorquir que “não há respostas absolutas para isso”.

“As respostas dependem do momento histórico. A questão é: quais são as alternativas? Há uma alternativa melhor?”, questionou de volta o Presidente da República. Atualmente, é “o Estado, todos nós, os que pagamos impostos, [que] estamos a pagar a TAP e, por isso, deve-se ser muito exigentes na estratégia de recuperação da TAP”, destacou.

“Porque é um compromisso europeu, porque custa muito dinheiro aos portugueses e porque tem razão de ser porque estamos convencidos de que não há alternativa, porque se houvesse uma alternativa melhor, para os portugueses e para Portugal, devia preferir-se a alternativa”, justificou o Presidente da República.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.