<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Executive Digest</title>
	<atom:link href="https://executivedigest.sapo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://executivedigest.sapo.pt</link>
	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 07 May 2026 11:43:03 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Número de ultra-ricos cresce 26% na Europa e Portugal acelera acima da média</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/numero-de-ultra-ricos-cresce-26-na-europa-e-portugal-acelera-acima-da-media/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/numero-de-ultra-ricos-cresce-26-na-europa-e-portugal-acelera-acima-da-media/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:43:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759646</guid>

					<description><![CDATA[O número de europeus com fortunas líquidas superiores a 30 milhões de dólares (25,7 milhões de euros) aumentou de forma expressiva nos últimos cinco anos, confirmando uma tendência de expansão da riqueza extrema no continente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de europeus com fortunas líquidas superiores a 30 milhões de dólares (25,7 milhões de euros) aumentou de forma expressiva nos últimos cinco anos, confirmando uma tendência de expansão da riqueza extrema no continente. Entre 2021 e 2026, a população dos chamados indivíduos com património ultra elevado — designados internacionalmente por ultra-high-net-worth individuals (UHNWIs) — cresceu 26% na Europa, o equivalente à entrada de mais 37.428 novos membros neste restrito grupo financeiro.</p>
<p>No total, a Europa conta agora com 183.953 ultra-ricos, acima dos 146.525 registados em 2021, o que significa que o continente concentra 25,8% de todos os multimilionários deste segmento a nível global. Em todo o mundo, são já mais de 710 mil pessoas com patrimónios acima dos 30 milhões de dólares (25,7 milhões de euros), refletindo uma redistribuição da riqueza global que continua a favorecer determinados mercados, embora com sinais crescentes de dispersão geográfica.</p>
<p>A Alemanha mantém-se, de forma destacada, como o principal centro europeu de grandes fortunas, com 38.215 ultra-ricos. O Reino Unido surge em segundo lugar, com 27.876, seguido de França, com 21.528. Nenhum outro país europeu ultrapassa a fasquia dos 20 mil indivíduos neste segmento. A Suíça ocupa a quarta posição, com 17.692, enquanto Itália fecha o top 5 europeu com 15.433 grandes fortunas.</p>
<p>Mais abaixo na tabela, Espanha soma 9.186 ultra-ricos, consolidando-se como uma das maiores economias europeias também no universo da riqueza extrema. Seguem-se Suécia (6.845), Países Baixos (5.077), Dinamarca (4.657), Turquia (4.208), Áustria (4.188) e Polónia (3.017). Entre os países com menos de 3.000 ultra-ricos encontram-se Noruega (2.460), Chéquia (2.270), Irlanda (2.196), Portugal (2.187) e Finlândia (1.317). Fora da União Europeia e dos principais blocos europeus, a Rússia contabiliza 8.399 indivíduos neste escalão patrimonial.</p>
<p>Em termos absolutos, foi também a Alemanha quem mais reforçou este grupo exclusivo, somando 9.273 novos ultra-ricos desde 2021. A Suíça acrescentou 4.968, França registou mais 3.781 e o Reino Unido cresceu em 3.005. Itália (+2.886), Espanha (+2.708), Turquia (+2.034) e Polónia (+1.575) também apresentaram aumentos significativos no número de fortunas superiores a 30 milhões de dólares (25,7 milhões de euros).</p>
<p>No entanto, quando a análise passa da dimensão absoluta para a velocidade de crescimento, o mapa europeu altera-se significativamente. A Polónia lidera destacadamente, com uma subida de 109% no número de ultra-ricos, mais do que duplicando a sua elite financeira em apenas cinco anos. A Turquia surge logo atrás, com um crescimento de 94%, seguida muito de perto pela Roménia, com 93%.</p>
<p>Portugal aparece entre os mercados europeus com evolução mais forte, registando um aumento de pelo menos 50% no número de ultra-ricos entre 2021 e 2026, ao lado de Grécia e Chéquia. Este desempenho coloca o país acima de economias maiores como Espanha, que cresceu 42%, Alemanha (32%), Itália (23%) e França (21%). Já o Reino Unido teve uma expansão mais modesta, de 12%, enquanto a Suécia registou o menor crescimento entre os países analisados, com apenas 8%.</p>
<p>Segundo o relatório, esta tendência mostra que a riqueza extrema continua concentrada em grandes potências económicas, mas começa igualmente a expandir-se para geografias que antes tinham menor peso neste segmento. Como é referido no estudo, “a Europa continua a destacar-se, com Suécia, Roménia e Grécia a registarem ganhos robustos”, ilustrando um cenário em que a riqueza “se alarga geograficamente, mesmo continuando concentrada em alguns grandes centros globais”.</p>
<p>Liam Bailey, diretor global de investigação da Knight Frank, considera que o mundo está a atravessar “uma das mudanças mais significativas na distribuição global da riqueza da história moderna”. Segundo o responsável, embora os Estados Unidos continuem a ser “o motor dominante” — liderando de forma esmagadora com 387.422 ultra-ricos — novas economias estão a ganhar peso crescente no equilíbrio financeiro internacional.</p>
<p>Outro fenómeno destacado é a crescente mobilidade internacional destas grandes fortunas. O relatório sublinha que o aumento da carga fiscal e da pressão regulatória em vários países está a acelerar a deslocação global de riqueza, com muitos ultra-ricos a organizarem “as suas vidas em múltiplas jurisdições”, enquanto estruturas especializadas gerem riscos fiscais, políticos e de estilo de vida à escala internacional.</p>
<p>A tendência não se limita aos multimilionários com mais de 30 milhões de dólares (25,7 milhões de euros). O número de bilionários também continua a aumentar em todo o mundo, incluindo na Europa, reforçando a ideia de que a concentração de riqueza global permanece uma das dinâmicas económicas mais marcantes da atualidade.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/numero-de-ultra-ricos-cresce-26-na-europa-e-portugal-acelera-acima-da-media/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759646]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>FMI recomenda fim do IRS Jovem devido aos custos fiscais e distorções que causa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/fmi-recomenda-fim-do-irs-jovem-devido-aos-custos-fiscais-e-distorcoes-que-causa/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/fmi-recomenda-fim-do-irs-jovem-devido-aos-custos-fiscais-e-distorcoes-que-causa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:33:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[IRS jovem]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759629</guid>

					<description><![CDATA[Fundo considera que as medidas de apoio aos jovens na compra de primeira habitação "não são sujeitas a critérios de rendimentos, ao mesmo tempo que impulsionam a procura e contribuem para agravar os desequilíbrios"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomenda ao Governo português que reverta o IRS Jovem, considerando que causa &#8220;distorções&#8221; e não tem &#8220;evidência clara de eficácia&#8221; na contenção da emigração.</p>
<p>&#8220;As isenções do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS) específicas para jovens aumentam os custos fiscais e são distorcionárias, sem evidência clara de eficácia na contenção da emigração juvenil. É aconselhável revertê-las&#8221;, lê-se no relatório de conclusão da missão do FMI pós-programa de ajustamento, elaborado após uma visita técnica a Portugal nas últimas semanas.</p>
<p>Da mesma forma, o Fundo considera que as medidas de apoio aos jovens na compra de primeira habitação &#8211; como garantias públicas e isenções fiscais &#8211; &#8220;não são sujeitas a critérios de rendimentos, ao mesmo tempo que impulsionam a procura e contribuem para agravar os desequilíbrios&#8221;.</p>
<p>Defendendo uma simplificação do sistema fiscal português e uma redução das isenções &#8220;para aumentar as receitas e melhorar a eficiência&#8221;, o FMI considera que &#8220;as inúmeras isenções, taxas reduzidas e regimes especiais estreitam as bases tributárias e aumentam os custos de conformidade, especialmente para as pequenas e médias empresas (PME)&#8221;.</p>
<p>Neste contexto, o FMI defende também que &#8220;as taxas reduzidas e isenções do IVA não são bem direcionadas e beneficiam frequentemente os agregados familiares com rendimentos mais elevados&#8221; &#8211; apontando como exemplo o IVA reduzido em hotéis e restaurantes -, pelo que &#8220;devem ser eliminadas&#8221;.</p>
<p>Adicionalmente, considera que &#8220;harmonizar as [atuais] taxas do imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas [IRC] em função da dimensão eliminaria um desincentivo ao crescimento das empresas&#8221;.</p>
<p>Apoios na energia, só “temporários”</p>
<p>Já relativamente à resposta ao choque energético, devido à guerra no Irão, o FMI alerta que &#8220;deve ser cuidadosamente concebida&#8221;: &#8220;Embora possa justificar-se um apoio temporário e direcionado, os preços mais elevados da energia devem continuar a repercutir-se nos utilizadores finais, a fim de preservar os sinais de preços e reduzir a procura&#8221;, sustenta.</p>
<p>Assim, rejeita uma redução fiscal de base ampla (por exemplo, do IVA) e considera que a redução do imposto especial sobre o consumo de combustíveis (ISP) &#8220;deve ser substituída por um apoio bem direcionado às famílias de rendimentos mais baixos e às empresas em dificuldades, mas viáveis, em setores com utilização intensiva de energia&#8221;.</p>
<p>Ao nível da habitação, o FMI entende que &#8220;a redução dos desequilíbrios no mercado imobiliário requer medidas do lado da oferta&#8221;, apontando como prioridade &#8220;facilitar a construção de novas habitações e incentivar os proprietários de edifícios desocupados ou de arrendamentos de curta duração a vender ou a arrendar a longo prazo os seus imóveis&#8221;.</p>
<p>Já o apoio às famílias de rendimentos baixos a médios deve basear-se em subsídios de habitação direcionados e na maior disponibilidade de habitação social.</p>
<p>&#8220;O reequilíbrio da tributação imobiliária, passando de impostos sobre transações para impostos recorrentes, incentivaria a mobilidade, enquanto a tributação de habitações subutilizadas deve ser rigorosamente aplicada&#8221;, refere, salientando a necessidade de &#8220;facilitar a execução dos contratos para melhorar o mercado de arrendamento&#8221;.</p>
<p>No que respeita ao mercado de trabalho, o FMI alerta para a importância de reformas que impulsionem o crescimento da produtividade, enfatizando que esta é &#8220;a chave para aproximar os níveis de vida em Portugal dos seus pares da zona euro&#8221;.</p>
<p>Atribuindo o &#8220;fraco crescimento da produtividade&#8221; em Portugal a um &#8220;investimento insuficiente, tanto em capital humano como em capital físico, agravado por um ambiente empresarial restritivo&#8221;, aconselha ainda uma maior flexibilidade laboral: &#8220;Tornar os contratos por tempo indeterminado mais flexíveis incentivará a sua maior utilização, reduzirá a dualidade do mercado de trabalho e ajudará a melhorar a alocação de recursos para os setores ou empresas mais produtivos&#8221;, concretiza.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/fmi-recomenda-fim-do-irs-jovem-devido-aos-custos-fiscais-e-distorcoes-que-causa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759629]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>O paradoxo do hantavírus: é mortal, mas dificilmente tem capacidade para causar uma pandemia, garantem especialistas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-paradoxo-do-hantavirus-e-mortal-mas-dificilmente-tem-capacidade-para-causar-uma-pandemia-garantem-especialistas/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/o-paradoxo-do-hantavirus-e-mortal-mas-dificilmente-tem-capacidade-para-causar-uma-pandemia-garantem-especialistas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:28:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[MV Hondius]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759608</guid>

					<description><![CDATA[Em saúde pública, o potencial pandémico de um vírus depende menos da sua taxa de mortalidade e mais da forma como consegue circular entre pessoas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Três pessoas morreram a bordo do navio de cruzeiro &#8216;MV Hondius&#8217;, no Atlântico, num surto de hantavírus que deixou sete casos identificados — dois confirmados em laboratório e cinco suspeitos. O navio esteve fundeado ao largo de Cabo Verde, depois de a doença ter provocado sintomas graves em passageiros, incluindo febre, problemas gastrointestinais, pneumonia, insuficiência respiratória e choque.</p>
<p>A estirpe confirmada, conhecida como Andes, tem uma característica particularmente sensível: ao contrário da maioria dos hantavírus, pode transmitir-se de pessoa para pessoa. Ainda assim, especialistas ouvidos pela &#8216;Newsweek&#8217; afastam, para já, qualquer cenário de crise pandémica.</p>
<p>A razão parece contraditória, mas é central para perceber o risco: o hantavírus pode ser muito letal, mas não se transmite com facilidade. E, em saúde pública, o potencial pandémico de um vírus depende menos da sua taxa de mortalidade e mais da forma como consegue circular entre pessoas.</p>
<p>“Potencial pandémico tem sobretudo a ver com arquitetura de transmissão, não com letalidade”, explicou Amesh Adalja, investigador do Johns Hopkins Center for Health Security, à &#8216;Newsweek&#8217;. “A biologia que conduz pandemias é a forma como um agente patogénico se move entre pessoas — não o quão doentes as torna.”</p>
<p><strong>O problema não é a gravidade, é a transmissão</strong></p>
<p>A ansiedade em torno do surto aumentou rapidamente quando surgiram notícias de mortes no navio. Nas redes sociais, multiplicaram-se receios sobre a possibilidade de uma nova pandemia. Mas, para os epidemiologistas, o fator decisivo não é apenas a gravidade da doença.</p>
<p>O que mais preocupa os especialistas é saber se um vírus consegue espalhar-se de forma eficiente antes de os infetados ficarem demasiado doentes para circular, trabalhar, viajar ou conviver.</p>
<p>Bill Hanage, epidemiologista da Harvard School of Public Health, resumiu o ponto à &#8216;Newsweek&#8217;: “Não é a taxa de letalidade que importa para o potencial pandémico, é a capacidade de transmissão entre humanos.”</p>
<p>Nesse teste, o hantavírus falha quase totalmente. Mesmo a estirpe Andes, a única entre cerca de 50 espécies de hantavírus com capacidade conhecida de transmissão entre pessoas, espalha-se de forma muito limitada. No caso do &#8216;MV Hondius&#8217;, mesmo num ambiente de grande proximidade, com passageiros confinados durante semanas, surgiram sete casos entre cerca de 150 pessoas.</p>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde, a transmissão exigiu contacto “muito próximo e prolongado”.</p>
<p><strong>Porque é que o hantavírus dificilmente se espalha como a gripe ou a covid-19</strong></p>
<p>A diferença entre o hantavírus e vírus respiratórios como a gripe ou o SARS-CoV-2 está no momento em que a pessoa infetada transmite a doença.</p>
<p>Vírus com grande potencial pandémico conseguem muitas vezes espalhar-se antes de surgirem sintomas, ou através de pessoas com sintomas ligeiros. Foi isso que tornou a Covid-19 tão difícil de controlar: muitas pessoas continuavam socialmente ativas enquanto já podiam transmitir o vírus.</p>
<p>No hantavírus, o padrão é diferente. A incubação pode durar dias ou semanas — em alguns casos até oito semanas — mas, quando os sintomas aparecem, a evolução pode ser rápida e grave. Os doentes ficam debilitados depressa, o que reduz a mobilidade e interrompe cadeias de transmissão.</p>
<p>Vincent Racaniello, professor de Microbiologia e Imunologia na Universidade de Columbia, explicou que a chave está na libertação do vírus antes dos sintomas. “A gripe e o SARS-CoV-2 são muito bons nisso. Para o hantavírus, a barreira é a transmissão eficiente entre humanos”, afirmou.</p>
<p>Zoe Weiss, diretora de microbiologia no Tufts Medical Center, também sublinhou que os agentes com maior potencial pandémico tendem a permitir que as pessoas continuem móveis e socialmente ligadas durante o período infeccioso. O hantavírus faz o oposto.</p>
<p><strong>O paradoxo: quanto mais grave, menos se espalha</strong></p>
<p>A letalidade elevada pode, neste caso, funcionar como uma limitação à propagação. Isto não significa que matar rapidamente o hospedeiro impeça sempre a transmissão. O ébola, por exemplo, pode ser altamente letal e ainda assim provocar surtos graves, porque se transmite através do contacto com sangue e fluidos corporais, sobretudo em contextos de cuidados a doentes.</p>
<p>No hantavírus, porém, a combinação é diferente: a doença torna-se grave rapidamente e o vírus não tem grande capacidade de se espalhar antes dessa fase.</p>
<p>“Alta letalidade pode reduzir o potencial pandémico quando a doença grave limita o tempo em que as pessoas permanecem móveis e socialmente conectadas enquanto estão infecciosas”, explicou Zoe Weiss.</p>
<p>A comparação com a gripe ajuda a perceber o contraste. A gripe mata muito menos, mas transmite-se com facilidade. Faz tossir, espirrar e circular o vírus, sem geralmente incapacitar a maioria dos infetados de imediato.</p>
<p>O hantavírus segue outro caminho. É suficientemente agressivo para deixar rapidamente os doentes sem condições de circular, mas não é suficientemente transmissível para compensar essa limitação.</p>
<p>“Os humanos são dano colateral”, afirmou Angie Luis, professora associada da Universidade de Montana. “Neste momento, os hantavírus não estão adaptados para se transmitir entre pessoas. Estão adaptados para se transmitir entre os seus hospedeiros roedores.”</p>
<p><strong>O que teria de mudar para haver risco pandémico</strong></p>
<p>Apesar de afastarem o alarmismo, os especialistas não ignoram o risco teórico. Para o hantavírus se transformar numa ameaça pandémica real, teria de se tornar muito mais eficiente na transmissão entre humanos, provavelmente através da via respiratória.</p>
<p>Isso exigiria várias alterações evolutivas coordenadas: mudanças na forma como entra nas células humanas, se replica nos tecidos e escapa às defesas iniciais do sistema imunitário.</p>
<p>“Hantavírus teria de dar um grande salto evolutivo para se tornar uma ameaça pandémica”, explicou Zoe Weiss. “Não é algo que os especialistas considerem estar perto de acontecer.”</p>
<p>Vincent Racaniello admite que mutações podem, em teoria, surgir e ultrapassar a atual dificuldade de transmissão, mas sublinha que ninguém consegue prever se isso acontecerá. A preocupação é semelhante à que existe com outros vírus, como a gripe aviária H5N1, que é acompanhada precisamente pelo receio de adaptação a humanos.</p>
<p>Ainda assim, o hantavírus enfrenta uma barreira biológica elevada. É, antes de mais, um vírus de roedores. A sua biologia está adaptada a ratos e outros pequenos mamíferos, não às vias respiratórias humanas.</p>
<p><strong>O surto no &#8216;MV Hondius&#8217;</strong></p>
<p>O &#8216;MV Hondius&#8217; partiu de Ushuaia, na Argentina, a 1 de abril, para atravessar o Atlântico Sul. A primeira morte ocorreu a 11 de abril, quando um passageiro neerlandês morreu a bordo.</p>
<p>A 24 de abril, a viúva do passageiro foi transportada da ilha de Santa Helena para Joanesburgo, juntamente com o corpo do marido. O seu estado agravou-se durante a viagem e, depois de ser internada à chegada, morreu a 26 de abril. As autoridades confirmaram posteriormente que tinha contraído hantavírus.</p>
<p>A 27 de abril, um segundo passageiro doente, de nacionalidade britânica, foi evacuado para a África do Sul e permaneceu hospitalizado em estado crítico, mas estável, com um caso confirmado de hantavírus.</p>
<p>A 2 de maio, um passageiro alemão morreu ainda a bordo do navio, embora não tenha sido confirmado de imediato se estava infetado. No dia seguinte, o navio chegou ao largo de Cabo Verde, mas não foi autorizado a atracar.</p>
<p>A 5 de maio, equipas de saúde subiram a bordo. A 6 de maio, a Organização Mundial da Saúde comunicou um terceiro caso confirmado de hantavírus num passageiro que tinha desembarcado e se apresentou num hospital em Zurique.</p>
<p><strong>Alarme sem pânico</strong></p>
<p>O surto no &#8216;MV Hondius&#8217; exige vigilância, rastreio de contactos e acompanhamento dos passageiros expostos, sobretudo porque a estirpe Andes pode transmitir-se entre pessoas em situações de contacto próximo e prolongado.</p>
<p>Mas, para os especialistas ouvidos pela &#8216;Newsweek&#8217;, o cenário não se aproxima de uma pandemia. O vírus é perigoso para quem é infetado, mas não tem a arquitetura de transmissão necessária para se espalhar globalmente como a covid-19, a gripe ou o sarampo.</p>
<p>A conclusão é desconfortável, mas tranquilizadora: o hantavírus pode matar uma elevada percentagem dos infetados em surtos anteriores, mas é precisamente a forma rápida e grave como incapacita os doentes, somada à dificuldade de transmissão entre humanos, que limita a sua capacidade de se transformar numa crise global.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/o-paradoxo-do-hantavirus-e-mortal-mas-dificilmente-tem-capacidade-para-causar-uma-pandemia-garantem-especialistas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759608]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Utilizadores de iPhone podem receber até 87 euros de indemnização após acordo judicial de 230 milhões de euros da Apple</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/utilizadores-de-iphone-podem-receber-ate-87-euros-de-indemnizacao-apos-acordo-judicial-de-230-milhoes-de-euros-da-apple/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/utilizadores-de-iphone-podem-receber-ate-87-euros-de-indemnizacao-apos-acordo-judicial-de-230-milhoes-de-euros-da-apple/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:19:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759572</guid>

					<description><![CDATA[Milhões de utilizadores de iPhone nos Estados Unidos poderão receber compensações financeiras depois de a Apple ter concordado em pagar 250 milhões de dólares (230 milhões de euros) para encerrar um processo judicial coletivo relacionado com alegada publicidade enganosa sobre funcionalidades de inteligência artificial associadas à assistente virtual Siri.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Milhões de utilizadores de iPhone nos Estados Unidos poderão receber compensações financeiras depois de a Apple ter concordado em pagar 250 milhões de dólares (230 milhões de euros) para encerrar um processo judicial coletivo relacionado com alegada publicidade enganosa sobre funcionalidades de inteligência artificial associadas à assistente virtual Siri. O acordo, que ainda necessita de aprovação preliminar do tribunal, poderá traduzir-se em pagamentos individuais até 95 dólares (87 euros) por dispositivo elegível.</p>
<p>No centro da disputa está a estratégia comercial adotada pela tecnológica norte-americana aquando do lançamento do iPhone 16, em 2024, altura em que promoveu novas capacidades baseadas em inteligência artificial para a Siri, integradas no pacote de atualizações de software apresentado sob a designação “Apple Intelligence”. Essas funcionalidades foram destacadas como parte de uma nova geração de experiência inteligente no ecossistema Apple, mas, passados dois anos, a reformulação prometida da assistente virtual continua por concretizar.</p>
<p>A ação judicial, apresentada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, em São Francisco, acusa a empresa de ter induzido consumidores em erro através de uma campanha de marketing que promovia funcionalidades que, na prática, ainda não estavam disponíveis no momento da compra. Os autores da queixa sustentam que muitos consumidores adquiriram os novos equipamentos influenciados por promessas de capacidades avançadas de inteligência artificial que continuavam em desenvolvimento e sem data concreta de disponibilização.</p>
<p>Segundo os documentos entregues em tribunal, os advogados dos consumidores pediram já a aprovação preliminar do acordo de 250 milhões de dólares (230 milhões de euros), que, se for validado, ficará entre os maiores compromissos financeiros assumidos pela Apple para resolver litígios coletivos ligados aos seus produtos e práticas comerciais.</p>
<p><strong>Que equipamentos podem receber compensação</strong><br />
O acordo abrange cerca de 37 milhões de dispositivos vendidos nos Estados Unidos entre 10 de junho de 2024 e 29 de março de 2025. Entre os modelos abrangidos estão todos os equipamentos da gama iPhone 16, bem como o iPhone 15 Pro e o iPhone 15 Pro Max, modelos que também foram apresentados como preparados para a nova vaga de funcionalidades inteligentes da Apple.</p>
<p>Os proprietários elegíveis poderão receber, no mínimo, 25 dólares (23 euros) por dispositivo. No entanto, esse valor poderá subir até aos 95 dólares (87 euros), dependendo do número total de pedidos submetidos e de outros critérios definidos no acordo judicial. Quanto menor for o universo de reclamações aprovadas, maior poderá ser a compensação individual paga a cada utilizador qualificado.</p>
<p>Os consumidores abrangidos deverão ser notificados por email ou correio postal, sendo depois encaminhados para uma plataforma online específica onde poderão formalizar o pedido de compensação, caso o tribunal dê luz verde definitiva ao mecanismo de indemnização.</p>
<p><strong>Apple procura encerrar polémica e manter foco na inovação</strong><br />
Em comunicado, a Apple confirmou o entendimento alcançado, afirmando que “chegou a um acordo para resolver reivindicações relacionadas com a disponibilidade de duas funcionalidades adicionais”. A empresa acrescentou ainda: “Resolvemos este assunto para continuarmos focados naquilo que fazemos melhor: oferecer os produtos e serviços mais inovadores aos nossos utilizadores.”</p>
<p>Apesar do acordo, a gigante tecnológica continua sob pressão no competitivo mercado da inteligência artificial. Enquanto rivais como Google e Samsung aceleram o lançamento de novas ferramentas e assistentes inteligentes cada vez mais avançados, a Apple tem sido criticada por um ritmo mais lento na concretização da sua estratégia de IA.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/utilizadores-de-iphone-podem-receber-ate-87-euros-de-indemnizacao-apos-acordo-judicial-de-230-milhoes-de-euros-da-apple/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759572]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Taxa Euribor sobe a 3 meses para máximo de mais de um ano e cai a 6 e 12 meses</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/taxa-euribor-sobe-a-3-meses-para-maximo-de-mais-de-um-ano-e-cai-a-6-e-12-meses/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/taxa-euribor-sobe-a-3-meses-para-maximo-de-mais-de-um-ano-e-cai-a-6-e-12-meses/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:12:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Euribor]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759482</guid>

					<description><![CDATA[A taxa Euribor subiu hoje a três meses para um máximo desde abril de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>	A taxa Euribor subiu hoje a três meses para um máximo desde abril de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.    </P><br />
<P> 	Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,248%, continuou abaixo das taxas a seis (2,522%) e a 12 meses (2,795%).          </P><br />
<P>	A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje, ao ser fixada em 2,522%, menos 0,034 pontos do que na quarta-feira.                   </P><br />
<P>	Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do &#8216;stock&#8217; de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.                                                                           </P><br />
<P>	Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente. </P><br />
<P>	No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também cedeu hoje, para 2,795%, menos 0,072 pontos do que na sessão anterior. </P><br />
<P>	Em sentido contrário, a Euribor a três meses subiu hoje, ao ser fixada em 2,248%, mais 0,008 pontos e um novo máximo desde abril do ano passado.</P><br />
<P>	Em relação à média mensal da Euribor de abril esta subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos mais longos e menos do que em março.</P><br />
<P>	A média mensal da Euribor em abril subiu 0,066 pontos para 2,175% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,132 pontos para 2,454% e 0,182 pontos para 2,747%, respetivamente.</P><br />
<P>    	Em 30 de abril, na segunda reunião desde o início da guerra, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.</P><br />
<P>	O mercado antecipou esta manutenção das taxas diretoras, mas prevê um aumento na próxima reunião de política monetária do BCE em junho. </P><br />
<P>	A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 10 e 11 de junho em Frankfurt, Alemanha.</P><br />
<P>	As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.</P><br />
<P></P><br />
<P></P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/taxa-euribor-sobe-a-3-meses-para-maximo-de-mais-de-um-ano-e-cai-a-6-e-12-meses/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759482]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ucrânia: Rússia anuncia trégua de dois dias a partir da meia-noite</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-russia-anuncia-tregua-de-dois-dias-a-partir-da-meia-noite/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-russia-anuncia-tregua-de-dois-dias-a-partir-da-meia-noite/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:11:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759502</guid>

					<description><![CDATA[A Rússia anunciou hoje uma trégua de dois dias na guerra na Ucrânia a partir da meia-noite (22:00 de Lisboa) para as comemorações do Dia da Vitória, que assinala a derrota da Alemanha nazi.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Rússia anunciou hoje uma trégua de dois dias na guerra na Ucrânia a partir da meia-noite (22:00 de Lisboa) para as comemorações do Dia da Vitória, que assinala a derrota da Alemanha nazi.</P><br />
<P>&#8220;Estamos a falar dos dias 08 e 09 de maio&#8221;, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa diária.</P><br />
<P>A presidência russa (Kremlin) já tinha anunciado uma trégua unilateral para os dias 08 e 09 de maio, véspera e dia em que é comemorada a vitória soviética sobre os nazis, mas a situação atual é de tensão, com acusações mútuas sobre o cumprimento de cessar-fogos.</P><br />
<P>O Kremlin ameaçou responder com &#8220;ataques massivos&#8221; se Kiev interromper as celebrações.</P><br />
<P>O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também adotou um cessar-fogo unilateral à meia-noite de quarta-feira, acusando Moscovo de ter violado a trégua com novos ataques.</P><br />
<P></P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-russia-anuncia-tregua-de-dois-dias-a-partir-da-meia-noite/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759502]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Um dos paraquedistas envolvidos em queda em morte cerebral a respirar ventilado, revela Exército</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/um-dos-paraquedistas-envolvidos-em-queda-em-morte-cerebral-a-respirar-ventilado-exercito/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/um-dos-paraquedistas-envolvidos-em-queda-em-morte-cerebral-a-respirar-ventilado-exercito/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:10:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[exército]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[paraquedista]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759522</guid>

					<description><![CDATA[Lisboa, 07 mai 2026 - Um dos militares paraquedistas envolvidos numa queda durante uma ação de formação em Tancos, na terça-feira, está em morte cerebral e a respirar ventilado, adiantou hoje à Lusa o Exército. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos militares paraquedistas envolvidos numa queda durante uma ação de formação em Tancos, na terça-feira, está em morte cerebral e a respirar ventilado, adiantou hoje à Lusa o Exército. </P><br />
<P>De acordo com o porta-voz do ramo, o militar que se encontra no hospital de São José, em Lisboa, está em &#8220;morte cerebral e respira ventilado&#8221;. </P><br />
<P>Quanto ao segundo militar, que se encontra no Hospital de Leiria, está &#8220;estável e sob observação&#8221;, prosseguiu o porta-voz. </P><br />
<P>Na terça-feira de manhã, em Tancos, distrito de Santarém, &#8220;ocorreu um incidente no âmbito do Curso de Paraquedismo, envolvendo dois militares, durante a execução de um salto de paraquedas&#8221;.</P><br />
<P>Segundo este ramo das Forças Armadas, foram acionados de imediato os meios de emergência médica, tendo os militares sido assistidos no local por equipas do Exército e do INEM, e posteriormente encaminhados para uma unidade hospitalar.</P><br />
<P>Foi determinada a abertura de um processo de averiguações &#8220;com vista ao apuramento das circunstâncias do incidente&#8221; e acionado apoio psicológico.</
</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/um-dos-paraquedistas-envolvidos-em-queda-em-morte-cerebral-a-respirar-ventilado-exercito/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759522]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Seguro defende que UE deve reformar-se e ambicionar liderar inovação mundial</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/seguro-defende-que-ue-deve-reformar-se-e-ambicionar-liderar-inovacao-mundial/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/seguro-defende-que-ue-deve-reformar-se-e-ambicionar-liderar-inovacao-mundial/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:08:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[António José Seguro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759560</guid>

					<description><![CDATA[O Presidente da República defendeu hoje que a União Europeia tem de reformar o seu modelo de governação, tornando-o "mais eficiente e mais rápido", e deve "ambicionar liderar a inovação mundial".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República defendeu hoje que a União Europeia tem de reformar o seu modelo de governação, tornando-o &#8220;mais eficiente e mais rápido&#8221;, e deve &#8220;ambicionar liderar a inovação mundial&#8221;.</P><br />
<P>Num discurso na cerimónia comemorativa do 50.º aniversário do Instituto Universitário Europeu, em Florença, Itália, António José Seguro afirmou que &#8220;recuar não é opção&#8221; e pediu &#8220;mais união, mais ambição e mais coragem política&#8221; à União Europeia, reiterando a sua posição pelo fim da regra da unanimidade em domínios estratégicos.</P><br />
<P>&#8220;Em vez de minorias de bloqueio, precisamos de maiorias com ambição, lideranças que pensem em Europa para além dos egoísmos imediatos dos Estados-membros que representam. A Europa avançou com líderes que ousaram pensar além do imediato. É esse o espírito que precisamos de recuperar&#8221;, declarou o chefe de Estado, numa intervenção à qual assistiu o presidente do Conselho Europeu e anterior primeiro-ministro português, António Costa.</P><br />
<P>Antes, enquanto discursava a presidente do Instituto Universitário Europeu, Patrizia Nanz, os dois antigos secretários-gerais do PS, que no passado se defrontaram no âmbito partidário, estiveram à conversa, sentados na primeira fila do auditório. António Costa mudou-se até temporariamente para o lugar de Patrizia Nanz, para ficar mais perto de António José Seguro.</P><br />
<P></P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/seguro-defende-que-ue-deve-reformar-se-e-ambicionar-liderar-inovacao-mundial/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759560]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Sabe quanto rendem 1.000 euros em Certificados de Aforro? Use este simulador</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/sabe-quanto-rendem-1-000-euros-em-certificados-de-aforro-use-este-simulador/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/sabe-quanto-rendem-1-000-euros-em-certificados-de-aforro-use-este-simulador/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:07:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Certificados de Aforro]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[simulador]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759578</guid>

					<description><![CDATA[O Doutor Finanças lançou um novo simulador de Certificados de Aforro que permite aos portugueses estimar o rendimento líquido das suas poupanças neste produto da série F.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Doutor Finanças lançou um novo simulador de Certificados de Aforro que permite aos portugueses estimar o rendimento líquido das suas poupanças neste produto da série F.</p>
<p>A ferramenta, disponível gratuitamente no site da empresa, surge num momento em que os depósitos a prazo perdem atratividade e as taxas Euribor continuam a ganhar relevância no mercado. Neste contexto, os Certificados de Aforro — um produto de capital garantido — têm vindo a captar maior atenção por parte dos aforradores.</p>
<p>O novo simulador permite aos utilizadores introduzir o montante a investir, a periodicidade de eventuais reforços (trimestral, anual ou sem reforços), o prazo da aplicação, entre 1 e 15 anos, e a taxa de retenção na fonte. Com base nestes dados, a ferramenta apresenta o valor líquido final, os juros acumulados e o montante de IRS a pagar sobre os rendimentos.</p>
<p>Além disso, possibilita acompanhar a evolução do investimento ano a ano, oferecendo uma visão detalhada do crescimento da poupança ao longo do tempo.</p>
<p>“Num contexto em que muitos portugueses procuram alternativas aos depósitos a prazo tradicionais, é essencial disponibilizar ferramentas que ajudem a perceber, de forma clara, quanto podem efetivamente ganhar com diferentes soluções de poupança. Este simulador responde a essa premissa: transformar informação complexa em decisões mais conscientes e ajustadas à realidade de cada pessoa”, afirma Sérgio Cardoso, Chief Education Officer do Doutor Finanças.</p>
<p>Os juros dos Certificados de Aforro são calculados trimestralmente e indexados à média da Euribor a três meses, com uma taxa que varia entre 0% e 2,5% na série F. A este valor soma-se ainda um prémio de permanência progressivo a partir do segundo ano, podendo a taxa bruta atingir um máximo de 4,25% ao fim de 15 anos.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/sabe-quanto-rendem-1-000-euros-em-certificados-de-aforro-use-este-simulador/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759578]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Irão: Croatia Airlines cancela 900 voos até julho devido à crise de combustível</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/irao-croatia-airlines-cancela-900-voos-ate-julho-devido-a-crise-de-combustivel/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/irao-croatia-airlines-cancela-900-voos-ate-julho-devido-a-crise-de-combustivel/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:07:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Croatia Airlines]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[setor da aviação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759568</guid>

					<description><![CDATA[A companhia aérea nacional croata Croatia Airlines cancelou cerca de 900 voos até julho devido ao aumento do preço do combustível para aviões provocado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, no contexto da guerra no Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A companhia aérea nacional croata Croatia Airlines cancelou cerca de 900 voos até julho devido ao aumento do preço do combustível para aviões provocado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, no contexto da guerra no Irão.</P><br />
<P>De acordo com o diretor comercial da companhia aérea estatal croata, Slaven Zabo, os cortes representam cerca de 5% dos 27.000 voos programados para esse período.</P><br />
<P>O responsável anunciou ainda um aumento nos preços dos bilhetes a partir de junho devido a diversos fatores, como a procura e a elevada concorrência, os preços do combustível ou o aumento das taxas aeroportuárias.</P><br />
<P>&#8220;O preço do combustível para aviões duplicou desde o início da crise e aumentou mais do que o do petróleo bruto. Os custos atuais do combustível para as companhias aéreas, incluindo a Croatia Airlines, provocarão perdas multimilionárias neste período&#8221;, afirmou o responsável da companhia aérea.</P><br />
<P>Várias companhias aéreas europeias estão a tentar reduzir as perdas, suspendendo voos de curta distância e menos rentáveis.</P><br />
<P>A Croatia Airlines já tinha reduzido a rede de voos em março e abril, eliminando várias rotas que ligam a Croácia a destinos como Amesterdão, Milão, Bucareste, Tirana e Skopje.</P><br />
<P>Apesar dos cortes, a companhia espera manter até 100 voos diários durante a época alta, designadamente entre junho e agosto.</P><br />
<P>No entanto, os preços dos bilhetes irão aumentar na sequência do recente anúncio do aeroporto de Zagreb, capital da Croácia, que aumentou as taxas em 20% a partir de junho.</P><br />
<P> </P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/irao-croatia-airlines-cancela-900-voos-ate-julho-devido-a-crise-de-combustivel/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759568]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>O bacalhau da discórdia: União Europeia questiona pacto entre Noruega e Rússia sobre pescas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-bacalhau-da-discordia-uniao-europeia-questiona-pacto-entre-noruega-e-russia-sobre-pescas/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/o-bacalhau-da-discordia-uniao-europeia-questiona-pacto-entre-noruega-e-russia-sobre-pescas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 11:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[bacalhau]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[noruega]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759567</guid>

					<description><![CDATA[Várias capitais europeias estão a manifestar crescente preocupação com a continuidade da cooperação entre a Noruega e a Rússia na gestão das pescas no mar de Barents, receando que esta parceria histórica possa estar a aumentar riscos de segurança no continente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Várias capitais europeias estão a manifestar crescente preocupação com a continuidade da cooperação entre a Noruega e a Rússia na gestão das pescas no mar de Barents, receando que esta parceria histórica possa estar a aumentar riscos de segurança no continente. A região ártica, partilhada por Oslo e Moscovo, concentra a maior reserva mundial de bacalhau e é também apontada como área onde a Rússia desenvolve atividades de mapeamento e possível interferência em infraestruturas críticas europeias, incluindo cabos submarinos.</p>
<p>O acordo baseia-se num tratado formal de 1975, considerado pela comunidade científica essencial para evitar a sobreexploração dos recursos. Grande parte do bacalhau cresce em águas sob jurisdição russa antes de migrar para zonas norueguesas para desovar, o que torna a gestão conjunta altamente lucrativa para ambos os países. Segundo a organização norueguesa Norges Råfisklag, o bacalhau e outros produtos do mar descarregados em portos da Noruega geraram cerca de dois mil milhões de dólares no último ano.</p>
<p>Apesar da redução generalizada de relações com a Rússia após a invasão da Ucrânia, a cooperação no Ártico permanece uma das últimas ligações formais entre Moscovo e o Ocidente, tornando-se um tema cada vez mais sensível em Bruxelas. O comissário europeu das Pescas, Costas Kadis, defendeu que o pacto deveria ser reduzido, afirmando que tem levantado a questão junto de Oslo “em todas as oportunidades”.</p>
<p>O responsável europeu acrescentou que a União Europeia está ciente de que a Rússia está envolvida em pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, bem como em atividades de espionagem, mapeamento de infraestruturas críticas e atos de sabotagem, sublinhando que isso “levanta sérias preocupações de segurança”.</p>
<p>As preocupações intensificaram-se num contexto de revisão da estratégia europeia para o Ártico, centrada em ameaças híbridas e proteção de infraestruturas críticas como cabos submarinos. No entanto, diplomatas admitem que o tema é pouco discutido ao mais alto nível político devido à forte dependência energética da Europa em relação à Noruega.</p>
<p>Um diplomata do norte da Europa descreveu o tema como “extremamente sensível”, acrescentando que é debatido a níveis técnicos, mas raramente chega à esfera política, porque “há demasiados países dependentes do fornecimento energético norueguês”. Outro diplomata de um Estado-membro dependente de energia afirmou: “Espero mesmo que a Noruega saiba o que está a fazer”.</p>
<p>A ministra norueguesa das Pescas, Marianne Sivertsen Næss, rejeita as críticas e afirma que a presença russa em águas e portos noruegueses permite precisamente um maior controlo das suas atividades. Segundo a governante, “permitir que embarcações russas operem em águas norueguesas permite-nos monitorizar e controlar a sua atividade”.</p>
<p>Ainda assim, investigações anteriores identificaram embarcações ligadas à Rússia a operar perto de cabos de comunicações e energia em águas norueguesas, incluindo na extremidade ocidental do mar de Barents.</p>
<p>Em 2023, a Noruega alinhou mais a sua política de sanções com a União Europeia, incluindo medidas contra as empresas russas Norebo e Murman Seafood, responsáveis por cerca de 40% das capturas da Rússia, segundo o Fridtjof Nansen Institute. A decisão testou o equilíbrio do sistema de cooperação nas pescas.</p>
<p>Moscovo chegou a ameaçar abandonar o acordo, mas acabou por manter a cooperação, sublinhando a importância económica do pacto. Segundo dados da Federação Norueguesa de Produtos do Mar, a Rússia gerou cerca de 666 milhões de dólares em exportações provenientes do mar de Barents no último ano.</p>
<p>Um diplomata europeu sénior afirmou que se compreende o interesse russo em manter o acordo, explicando que este garante acesso a recursos valiosos e, ao mesmo tempo, permite manter capacidade de vigilância sobre portos noruegueses.</p>
<p>Entretanto, as empresas sancionadas redirecionaram parte da sua atividade para águas próximas do arquipélago norueguês de Svalbard, enquanto três portos do norte da Noruega — Tromsø, Kirkenes e Båtsfjord — continuam a receber embarcações russas.</p>
<p>Um diplomata nórdico reconheceu que há suspeitas sobre a composição das tripulações em algumas embarcações, afirmando que “sabemos perfeitamente que nem todos os que estão nesses navios são apenas pescadores”. Ainda assim, alertou que uma rutura do acordo poderia ter consequências graves para os recursos pesqueiros: “Se a Noruega cortasse a relação, dentro de poucos anos poderíamos não ter bacalhau nenhum”.</p>
<p>Geir Hønneland, investigador do Fridtjof Nansen Institute, sublinha que o bacalhau é “o ouro do mar de Barents”, destacando o seu valor económico e o facto de os exemplares serem maiores do que os existentes em águas da União Europeia.</p>
<p>As autoridades norueguesas insistem que reduziram significativamente a cooperação com a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia e que o acesso russo está agora limitado a poucos portos. Alertam ainda que o fim do acordo poderia levar a uma exploração descontrolada dos recursos.</p>
<p>A ministra Marianne Sivertsen Næss afirmou que “qualquer destabilização do regime de gestão pode acelerar o declínio destas reservas ou, no pior cenário, contribuir para o seu colapso”.</p>
<p>Outro responsável norueguês rejeitou críticas europeias, afirmando que outros países também beneficiam indiretamente de recursos russos: “Somos frequentemente acusados de alinhar com a Rússia, mas isso não é justo. Outros países europeus deveriam olhar para si próprios enquanto continuam a importar energia russa”.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/o-bacalhau-da-discordia-uniao-europeia-questiona-pacto-entre-noruega-e-russia-sobre-pescas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759567]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Menos casas abaixo dos 300 mil euros e mais acima dos 500 mil: o novo retrato do imobiliário em Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/menos-casas-abaixo-dos-300-mil-euros-e-mais-acima-dos-500-mil-o-novo-retrato-do-imobiliario-em-portugal/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/menos-casas-abaixo-dos-300-mil-euros-e-mais-acima-dos-500-mil-o-novo-retrato-do-imobiliario-em-portugal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:50:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Imovirtual]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759544</guid>

					<description><![CDATA[Entre o primeiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, a percentagem de imóveis abaixo dos 300 mil euros caiu de 32,3% para 27,6%]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado imobiliário em Portugal está a mudar de perfil, com menos casas em patamares de preço mais acessíveis e uma presença crescente de imóveis de valor elevado. Dados do Imovirtual relativos ao primeiro trimestre de 2026 mostram que a oferta abaixo dos 300 mil euros perdeu expressão no último ano, enquanto os segmentos acima dos 500 mil euros reforçaram peso no mercado.</p>
<p>Entre o primeiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, a percentagem de imóveis abaixo dos 300 mil euros caiu de 32,3% para 27,6%. Em sentido contrário, os imóveis entre 500 mil euros e um milhão de euros aumentaram de 24,6% para 28,6% da oferta.</p>
<p>Também o segmento acima de um milhão de euros ganhou expressão, passando de 10,6% para 12,6% no espaço de um ano.</p>
<p><strong>Preço médio sobe 10,4% num ano</strong></p>
<p>A alteração na composição da oferta acontece num contexto de valorização generalizada do mercado. O preço médio dos imóveis subiu 10,4% num ano, passando de 395 mil euros para 436 mil euros.</p>
<p>Esta evolução representa um crescimento acima da inflação e da evolução dos rendimentos, reforçando a pressão sobre o acesso à habitação, sobretudo para famílias que procuram casa nos segmentos de entrada ou intermédios.</p>
<p>O segmento premium continua também a ganhar peso. Os imóveis acima dos 880 mil euros representam já 16,5% da oferta total, contra 14% no mesmo período de 2025.</p>
<p><strong>Lisboa, Madeira e Porto concentram quase 70% da oferta premium</strong></p>
<p>A oferta de imóveis de maior valor mantém uma forte concentração geográfica. Lisboa, Ilha da Madeira e Porto representam, em conjunto, 68,1% dos imóveis acima dos 880 mil euros.</p>
<p>Só o distrito de Lisboa concentra 28,1% desta oferta, seguindo-se a Ilha da Madeira, com 23,1%, e o Porto, com 16,9%.</p>
<p>Ao nível local, Cascais mantém-se como o concelho mais caro, com um preço médio de 1,35 milhões de euros. Seguem-se Grândola, com 1,3 milhões de euros, e a Calheta, na Madeira, com 930 mil euros.</p>
<p><strong>Grândola valoriza 88,4% em apenas um ano</strong></p>
<p>Entre os concelhos analisados, Grândola destaca-se pela forte valorização registada no último ano. O preço médio subiu 88,4%, refletindo a crescente procura por mercados alternativos com potencial de valorização e forte atratividade residencial e turística.</p>
<p>No segmento acima de um milhão de euros, predominam casas de maior dimensão. Mais de metade da oferta, 56,6%, corresponde a imóveis T5 ou superiores, enquanto 33,2% são T4.</p>
<p>Estes dados confirmam que o mercado de luxo continua associado a imóveis mais amplos, dirigidos a segmentos de elevado poder de compra.</p>
<p><strong>“Oferta acessível perde espaço”</strong></p>
<p>Para Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, os dados revelam uma mudança clara na estrutura da oferta imobiliária em Portugal.</p>
<p>“O que estes dados mostram é uma alteração clara na composição da oferta imobiliária em Portugal. A redução do peso das casas abaixo dos 300 mil euros, ao mesmo tempo que cresce a oferta nos segmentos mais elevados, limita o acesso à habitação para uma parte significativa da população e aumenta a pressão sobre todo o mercado”, afirma.</p>
<p>A responsável sublinha que a tendência aponta para um mercado cada vez mais segmentado, em que a oferta acessível perde espaço e os imóveis de maior valor ganham expressão.</p>
<p>Mais do que uma subida generalizada dos preços, os dados do Imovirtual mostram uma alteração estrutural na forma como a oferta de habitação está distribuída em Portugal: há menos casas abaixo dos 300 mil euros, mais imóveis acima dos 500 mil euros e um segmento premium cada vez mais relevante no retrato do mercado nacional.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/menos-casas-abaixo-dos-300-mil-euros-e-mais-acima-dos-500-mil-o-novo-retrato-do-imobiliario-em-portugal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759544]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>99% das empresas ainda não recorrem ao SIFIDE apesar de incentivo fiscal poder devolver até 82,5% do investimento em I&#038;D</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/99-das-empresas-ainda-nao-recorrem-ao-sifide-apesar-de-incentivo-fiscal-poder-devolver-ate-825-do-investimento-em-id/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/99-das-empresas-ainda-nao-recorrem-ao-sifide-apesar-de-incentivo-fiscal-poder-devolver-ate-825-do-investimento-em-id/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:40:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresas incentivos]]></category>
		<category><![CDATA[fiscais]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[SIFIDE]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759541</guid>

					<description><![CDATA[A menos de um mês do fim do prazo de candidaturas ao SIFIDE II, a 31 de maio, a grande maioria das empresas portuguesas continua a não aproveitar aquele que é considerado um dos principais incentivos fiscais à inovação na Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A menos de um mês do fim do prazo de candidaturas ao SIFIDE II, a 31 de maio, a grande maioria das empresas portuguesas continua a não aproveitar aquele que é considerado um dos principais incentivos fiscais à inovação na Europa.</p>
<p>Segundo dados de 2024 divulgados pela Yunit Consulting, 99,3% das empresas em Portugal não recorre a este mecanismo que permite reduzir o IRC através da recuperação de investimentos em Investigação e Desenvolvimento (I&amp;D). Na prática, apenas 0,71% das empresas beneficiam atualmente deste instrumento.</p>
<p>O SIFIDE (Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento Empresarial) permite às empresas recuperar até 82,5% do investimento realizado em atividades de I&amp;D, através de deduções à coleta de IRC. O benefício é retroativo, aplicando-se a despesas já realizadas, e pode ainda ser acumulado com outros incentivos financeiros, além de permitir a dedução ao longo de um período até 12 anos.</p>
<p>Entre as despesas elegíveis estão custos com recursos humanos afetos a projetos de inovação, despesas operacionais, registo de patentes, desenvolvimento de novos produtos ou processos, bem como melhorias em produtos e operações já existentes. Os projetos não precisam de estar concluídos nem de resultar imediatamente em produtos comercializados, podendo incluir processos de experimentação e desenvolvimento contínuo.</p>
<p>Apesar da abrangência do regime, a Yunit Consulting aponta o desconhecimento e a falta de preparação atempada como principais razões para a baixa adesão. A consultora sublinha ainda que existe a perceção errada de que o SIFIDE se destina apenas a grandes empresas tecnológicas ou a estruturas formais de investigação.</p>
<p>“Existe o mito de que a I&amp;D é algo que carece de uma equipa formal e dedicada à investigação, e que só acontece em laboratórios, mas o SIFIDE pode ser utilizado por empresas de todos os setores, independentemente da sua dimensão ou localização”, refere Eduardo Silva, Diretor de Operações da Yunit Consulting.</p>
<p>O responsável acrescenta que muitas empresas acabam por perder oportunidades de retorno fiscal por não enquadrarem corretamente o investimento já realizado em inovação: “Quando esse investimento não é identificado e enquadrado, perde-se a oportunidade de ter um retorno relevante, por via de benefícios fiscais, desse investimento e, consequentemente, dotar-se da capacidade de reinvestir esse valor em I&amp;D”.</p>
<p>As candidaturas ao SIFIDE podem ser submetidas até 31 de maio (ou até ao final do quinto mês após o encerramento do exercício fiscal da empresa), através do portal da Agência Nacional de Inovação (ANI).</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/99-das-empresas-ainda-nao-recorrem-ao-sifide-apesar-de-incentivo-fiscal-poder-devolver-ate-825-do-investimento-em-id/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759541]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>UE obriga companhias aéreas a indemnizar passageiros por cancelamentos ligados ao preço do combustível</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ue-obriga-companhias-aereas-a-indemnizar-passageiros-por-cancelamentos-ligados-ao-preco-do-combustivel/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/ue-obriga-companhias-aereas-a-indemnizar-passageiros-por-cancelamentos-ligados-ao-preco-do-combustivel/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:37:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759531</guid>

					<description><![CDATA[As companhias aéreas que cancelem voos devido ao aumento do preço do combustível continuam obrigadas a indemnizar os passageiros, avisou esta quinta-feira o comissário europeu dos Transportes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As companhias aéreas que cancelem voos devido ao aumento do preço do combustível continuam obrigadas a indemnizar os passageiros, avisou esta quinta-feira o comissário europeu dos Transportes, afastando a possibilidade de esses cancelamentos serem classificados como “circunstâncias extraordinárias”.</p>
<p>Em declarações ao Financial Times, Apostolos Tzitzikostas sublinhou que os custos elevados do querosene fazem parte da atividade normal do setor da aviação e não justificam a suspensão das regras europeias de compensação aos passageiros.</p>
<p>O responsável europeu foi claro ao afirmar que “o preço do jet fuel é a razão pela qual temos cancelamentos de voos e, se cancelarem voos sem circunstâncias extraordinárias — os preços do jet fuel não são circunstâncias extraordinárias — terão de reembolsar as pessoas”. Segundo acrescentou, as transportadoras estão a suprimir ligações que já não fazem sentido do ponto de vista financeiro, explicando que muitos desses voos “não faziam muito sentido financeiro e agora, com a duplicação dos preços, não fazem absolutamente nenhum sentido para as empresas”.</p>
<p><strong>Preços elevados não isentam responsabilidades</strong><br />
A posição de Bruxelas surge numa altura em que várias companhias reduziram significativamente a oferta. Só nas últimas duas semanas foram retirados dois milhões de lugares da programação prevista para maio.</p>
<p>Apesar de alertas recentes sobre uma possível escassez de combustível para a aviação na Europa, Tzitzikostas garantiu que o continente tem capacidade para sustentar o abastecimento durante um período prolongado. O diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, tinha advertido no mês passado que restariam apenas seis semanas de reservas, enquanto o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, também manifestou preocupações quanto a uma eventual crise de abastecimento.</p>
<p>O comissário dos Transportes reconheceu que “a situação é apertada” e frisou não estar “noutro planeta”, mas defendeu que o enquadramento jurídico europeu é suficientemente flexível para lidar com o contexto atual. Bruxelas só ponderará alterar as regras se a situação se deteriorar de forma grave, embora Tzitzikostas não tenha especificado que nível de agravamento seria necessário para desencadear essa revisão.</p>
<p><strong>Orientações reforçadas após guerra no Médio Oriente</strong><br />
A Comissão Europeia prepara-se para divulgar esta semana novas orientações destinadas a companhias aéreas e passageiros, na sequência da guerra no Médio Oriente. O objetivo é clarificar a aplicação das normas existentes, sem introduzir concessões adicionais para aliviar a pressão sobre o setor.</p>
<p>O projeto de orientações, ainda sujeito a alterações, reafirma que “gerir o risco de custos elevados de combustível é uma parte normal da atividade de uma companhia aérea”. Ou seja, as flutuações de preços não configuram, por si só, uma circunstância excecional que permita às transportadoras escapar às obrigações de compensação.</p>
<p>Tzitzikostas adiantou que a Europa dispõe de reservas de emergência e criou mecanismos de monitorização mais apertada do abastecimento de combustível para aviação, bem como sistemas de coordenação entre Estados-membros para libertar essas reservas “de forma ordenada”, se necessário.</p>
<p>Além disso, as companhias serão recordadas de que podem recorrer ao Jet A — combustível predominantemente utilizado nos Estados Unidos — como forma de reduzir a dependência do fornecimento proveniente do Golfo.</p>
<p><strong>Risco de perder ‘slots’ nos aeroportos</strong><br />
Outro ponto sensível diz respeito às regras de utilização dos ‘slots’ aeroportuários — os direitos de descolagem e aterragem atribuídos às transportadoras. Bruxelas mantém a exigência de utilização mínima desses horários, o que significa que as companhias que cancelem voos por razões puramente económicas, relacionadas com o aumento do combustível, arriscam perder esses direitos.</p>
<p>A manutenção desta regra visa evitar que operadores reduzam capacidade de forma estratégica para proteger margens financeiras, comprometendo simultaneamente a concorrência e a conectividade.</p>
<p><strong>Impacto no turismo deverá ser limitado</strong><br />
Responsável também pela pasta do Turismo, Tzitzikostas mostrou-se prudente quanto ao impacto da atual conjuntura na época alta que se aproxima. Alertou para a necessidade de evitar discursos alarmistas, defendendo que é essencial “ter cuidado com as palavras que usamos e evitar causar pânico”, sobretudo quando a Europa se prepara para a temporada turística de verão.</p>
<p>Embora se registe uma diminuição no número de viajantes provenientes do Médio Oriente, ou que utilizam aquela região como ponto de trânsito para chegar à Europa, o comissário considera que o turismo intraeuropeu deverá compensar essa quebra. Segundo afirmou, alguns países poderão não ser afetados de todo, apontando em particular para os destinos do sul da Europa, que oferecem “este produto que muitas pessoas procuram no verão”.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/ue-obriga-companhias-aereas-a-indemnizar-passageiros-por-cancelamentos-ligados-ao-preco-do-combustivel/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759531]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“Vi um ponto vermelho”: opositores de Putin vivem sob ameaça de morte em vários países da Europa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/vi-um-ponto-vermelho-opositores-de-putin-vivem-sob-ameaca-de-morte-em-varios-paises-da-europa/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/vi-um-ponto-vermelho-opositores-de-putin-vivem-sob-ameaca-de-morte-em-varios-paises-da-europa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:32:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759515</guid>

					<description><![CDATA[Em vários países europeus, multiplicam-se suspeitas de planos de assassínio atribuídos à Rússia contra opositores do Kremlin, ativistas russos no exílio, apoiantes da Ucrânia e figuras ligadas ao esforço militar ucraniano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ativista russo Vladimir Osechkin vive sob proteção policial permanente em França desde 2022, depois de as autoridades francesas terem recebido informação de que a Rússia estaria a tentar assassiná-lo. Tarefas simples, como levar os filhos à escola ou ir ao supermercado, passaram a exigir escolta policial.</p>
<p>A ameaça ganhou nova gravidade em abril de 2025, quando um grupo de homens russos terá vigiado durante várias horas a casa de Osechkin, no sudoeste de França, recolhendo vídeos e fotografias. De acordo com documentos judiciais citados pelo &#8216;The Independent&#8217;, o objetivo seria preparar um assassínio.</p>
<p>Anos antes, Osechkin diz ter visto um ponto vermelho na parede da sua casa. Acreditou que pudesse tratar-se da mira laser de uma arma.</p>
<p>O caso está longe de ser isolado. Em vários países europeus, multiplicam-se suspeitas de planos de assassínio atribuídos à Rússia contra opositores do Kremlin, ativistas russos no exílio, apoiantes da Ucrânia e figuras ligadas ao esforço militar ucraniano.</p>
<p><strong>Serviços ocidentais falam em escalada desde a invasão da Ucrânia</strong></p>
<p>Três responsáveis de serviços de informações ocidentais, citados sob anonimato pela &#8216;Associated Press&#8217;, apontam para uma escalada significativa nas operações de assassínio direcionado desde a invasão russa da Ucrânia.</p>
<p>Segundo estes responsáveis, os alvos já não se limitam a desertores militares ou antigos agentes, passando também a incluir ativistas russos e estrangeiros que apoiam a Ucrânia.</p>
<p>“Esta campanha não acontece por acidente ou acaso”, afirmou um alto responsável europeu dos serviços de informações. “Há autorização política.”</p>
<p>A acusação surge num quadro mais amplo de ações atribuídas à Rússia em território europeu, incluindo atos de sabotagem, fogo posto e outras operações de perturbação. Segundo responsáveis ocidentais, muitas destas ações são executadas por intermediários recrutados a baixo custo, em vez de agentes oficiais dos serviços russos.</p>
<p>O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à &#8216;AP&#8217; que não via “necessidade” de comentar. As autoridades russas têm negado anteriormente qualquer envolvimento em tentativas de assassinar opositores no estrangeiro.</p>
<p><strong>Da França à Lituânia, alvos vivem sob vigilância e medo</strong></p>
<p>Em França, quatro homens nascidos na região russa do Daguestão foram detidos no âmbito do alegado plano para matar Vladimir Osechkin. Três deles viajaram para Biarritz, onde o ativista vive, e terão vigiado a sua casa com o objetivo de o assassinar e intimidar outros opositores das autoridades russas residentes em França.</p>
<p>Osechkin fundou há vários anos uma organização de defesa dos direitos dos presos e dirige um projeto que denuncia abusos no sistema prisional russo. As ameaças intensificaram-se, segundo o próprio, quando começou a investigar alegados crimes russos na Ucrânia e a ajudar militares russos desertores a fugir.</p>
<p>“Se não fosse por eles, provavelmente já teria sido morto”, afirmou, referindo-se à proteção das autoridades francesas.</p>
<p>Na Lituânia, Ruslan Gabbasov, ativista que defende a independência da região russa do Bashkortostan, descobriu em fevereiro de 2025 um localizador Apple AirTag escondido no carro. A polícia pediu-lhe que deixasse o dispositivo no veículo e passou a seguir quem o seguia.</p>
<p>Poucas semanas depois, Gabbasov estava com a mulher e o filho de 5 anos nas celebrações da independência da Lituânia quando recebeu uma chamada da polícia a dizer-lhe para não regressar a casa.</p>
<p>No dia seguinte, segundo contou, os agentes informaram-no de que um assassino tinha sido detido perto da sua residência. “Estava à sua espera com uma arma”, disseram-lhe. “Estava preparado para esperar por si a noite toda.”</p>
<p><strong>A opção de “desaparecer”</strong></p>
<p>As autoridades lituanas ofereceram a Gabbasov a possibilidade de desaparecer por completo: mudar de nome, deslocar-se para outro local e abandonar a atividade pública.</p>
<p>O ativista recusou. Argumenta que muitas pessoas da sua região de origem, de maioria muçulmana e situada perto do Cazaquistão, o veem como uma referência política. O Bashkortostan é importante para o Kremlin, diz, pelas reservas de ouro e pelo número elevado de homens enviados para combater na Ucrânia.</p>
<p>“Não posso traí-los a todos simplesmente desaparecendo, sobretudo por medo”, afirmou.</p>
<p>Para Gabbasov, deixar de fazer política seria precisamente o que Moscovo pretende. “Que diferença lhes faz? Podem matar-me ou eu posso esconder-me de todos e parar a atividade política. É exatamente isso que eles querem.”</p>
<p>Também o lituano Valdas Bartkevičius, ativista pró-Ucrânia, recebeu das autoridades a possibilidade de desaparecer depois de, segundo contou, ter sido descoberto um plano para o matar com uma bomba colocada na caixa de correio.</p>
<p>Bartkevičius, conhecido por angariar fundos para a Ucrânia e por ações anti-Rússia, recusou a proposta. Para ele, abandonar a vida pública seria uma “morte social”.</p>
<p><strong>Lituânia acusa 13 pessoas em dois planos de assassínio</strong></p>
<p>Os procuradores lituanos acusaram 13 pessoas de pelo menos sete países de envolvimento em dois planos de assassínio. No total, pelo menos 20 pessoas foram detidas, acusadas ou identificadas na Europa ao longo do último ano em casos deste tipo.</p>
<p>Segundo as autoridades lituanas, os envolvidos nos dois planos terão recebido ordens diretas dos serviços de informações militares russos. Alguns tinham ligações ao crime organizado russo e poderão estar associados a outros casos de fogo posto e espionagem na Europa.</p>
<p>Esta utilização de intermediários é vista por antigos responsáveis de segurança britânicos como uma consequência direta da resposta ocidental ao ataque de Salisbury, em 2018.</p>
<p>Nesse ano, o antigo espião russo Sergei Skripal foi envenenado com um agente nervoso no Reino Unido. Londres acusou a Rússia de ter realizado o ataque através de oficiais dos serviços militares russos. Em resposta, o Reino Unido e outros países ocidentais expulsaram centenas de diplomatas e suspeitos de espionagem, tornando mais difícil a atuação direta de agentes russos na Europa.</p>
<p><strong>A estratégia dos intermediários</strong></p>
<p>Com menos margem para operar através de agentes oficiais, Moscovo terá passado a recorrer com mais frequência a intermediários, muitos deles recrutados como executantes baratos para tarefas de vigilância, sabotagem, intimidação ou violência.</p>
<p>O facto de muitos dos planos conhecidos desde 2022 terem sido travados pode mostrar que é mais difícil para Moscovo concretizar estas operações com intermediários do que com agentes próprios. Ainda assim, os serviços ocidentais alertam que estas tentativas têm outros efeitos: assustam opositores, tentam silenciar ativistas e consomem recursos das polícias europeias.</p>
<p>O caso de Maxim Kuzminov continua a ser visto como aviso. O piloto russo de helicóptero que desertou foi assassinado em Espanha, depois de ter sido ameaçado de morte na televisão estatal russa por homens mascarados em uniforme militar. Os serviços russos são considerados os principais suspeitos.</p>
<p>Para um alto responsável europeu dos serviços de informações, a conclusão é simples: os alvos nunca estarão completamente seguros.</p>
<p>“Mesmo que se consiga travar uma operação uma vez, é preciso estar preparado para a possibilidade de voltarem a atacar.”</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/vi-um-ponto-vermelho-opositores-de-putin-vivem-sob-ameaca-de-morte-em-varios-paises-da-europa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759515]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vídeo: Qual o papel da inovação no caminho para sermos extraordinários? As posições de Bruno Gonçalves (eurodeputado), José Vale (IAPMEI) e Marcelo Nico (Tabaqueira)</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/video-qual-o-papel-da-inovacao-no-caminho-para-sermos-extraordinarios-as-posicoes-de-bruno-goncalves-eurodeputado-jose-vale-iapmei-e-marcelo-nico-tabaqueira/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/video-qual-o-papel-da-inovacao-no-caminho-para-sermos-extraordinarios-as-posicoes-de-bruno-goncalves-eurodeputado-jose-vale-iapmei-e-marcelo-nico-tabaqueira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:28:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[30ª Conferência]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[IAPMEI]]></category>
		<category><![CDATA[Tabaqueira]]></category>
		<category><![CDATA[XXX Conferência Executive Digest]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759514</guid>

					<description><![CDATA[A mesa-debate da XXX Conferência Executive Digest teve como mote “Portugal 2035: Inovação, Resiliência e Liderança num Mundo em Mudança”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como articular a Inovação e o Desenvolvimento com as transformações de cada mercado, setor, País ou realidade, um contexto global, e tendo em conta a regulamentação europeia ou a competição de várias grandes potenciais mundiais, e sempre garantindo que o talento nacional é valorizado, foi este o grande tema de discussão na terceira mesa-debate da XXX Conferência Executive Digest, que teve como mote “Portugal 2035: Inovação, Resiliência e Liderança num Mundo em Mudança”. Participaram o Eurodeputado Bruno Gonçalves, José Vale, Director de Empreendedorismo e Inovação do IAPMEI e Marcelo Nico, Diretor-Geral da Tabaqueira.</p>
<p>Reveja a mesa debate:</p>
<p><iframe title="07 Mesa de Debate Portugal 2035" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/k6RkJf5n8g0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A XXX Conferência Executive Digest decorre esta quarta-feira, na Culturgest, sob o tema “Os caminhos para um Portugal Extraordinário”, e conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, Delta Q, Fidelidade, MC Sonae, Nova SBE, Randstad, Recordati, Steelcase, Tabaqueira/Philip Morris, Unilever, CTT, Lusíadas Saúde, Vodafone, Galp, e ainda com a parceria da Neurónio Criativo, Sapo, SENO. A Sociedade Ponto Verde é o Parceiro de Sustentabilidade do evento.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/video-qual-o-papel-da-inovacao-no-caminho-para-sermos-extraordinarios-as-posicoes-de-bruno-goncalves-eurodeputado-jose-vale-iapmei-e-marcelo-nico-tabaqueira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759514]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>XLVII Barómetro: Luís Ribeiro, Novobanco</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/xlvii-barometro-luis-ribeiro-novobanco/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/xlvii-barometro-luis-ribeiro-novobanco/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:20:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=750709</guid>

					<description><![CDATA[A análise de Luís Ribeiro, administrador do Novobanco]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Luís Ribeiro, administrador do Novobanco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados deste último Barómetro abordam, pela primeira vez, os impactos das cheias/tempestades e da guerra no Médio Oriente. É verdade que estes choques apanharam a economia portuguesa num momento relativamente favorável, exibindo excedentes nas contas externas e públicas, crescimento acima da média europeia e condições de financiamento favoráveis (com avaliações mais positivas das agências de rating). Mas é inegável que eles contribuem para uma deterioração do outlook, trazendo novos desafios para as empresas e famílias. Os sinais de menor crescimento e maior inflação começam já a ser visíveis. O Banco de Portugal reviu em baixa as suas previsões de crescimento, de 2.3% para 1.8% em 2026. De acordo com o Barómetro deste mês, 78% dos inquiridos mostram-se preocupados com os impactos do conflito no Irão ao nível dos custos e das cadeias de abastecimento (embora vejam esses impactos como “geríveis”). Dois terços antecipam um aumento global dos custos entre 5% e 20%. Esta pressão já se começou a fazer sentir ao nível dos indicadores de inflação, quer em Portugal quer no conjunto da Zona Euro, neste caso fazendo perspectivar possíveis aumentos dos juros de referência na segunda metade do ano. Um dos principais factores penalizadores do outlook será o aumento da incerteza, que também já é visível: desde o Barómetro de Fevereiro, a percentagem das empresas inquiridas planeando aumentar o investimento reduziu-se de 56% para 39%. A “eficiência operacional” e a “redução de custos” aparecem, assim, referidas como as principais prioridades estratégicas das empresas. A primeira referência é particularmente relevante. Num contexto económico e geopolítico em que a volatilidade e a imprevisibilidade parecem ser o novo estado “normal”, as empresas e os Governos tenderão a eleger como preocupações centrais a segurança (foco nas cadeias de abastecimento, nas capacidades de IT, nos gastos em Defesa, etc&#8230;), a autonomia (por exemplo, ao nível da energia) e a capacidade de resistência a choques (incluindo guerras, eventos climáticos, ciberterrorismo, pandemias,&#8230;). Os desenvolvimentos recentes são sinais de uma economia (e um Mundo) em mudança. É fundamental que as empresas consigam ver nessa mudança não apenas dificuldades, mas também oportunidades de investimento, de negócio e de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Abril (nº. 241) da Executive Digest, no âmbito da XLVII edição do seu Barómetro</em>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/xlvii-barometro-luis-ribeiro-novobanco/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_750709]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Randstad Portugal: Liderar no futuro: demografia, paridade e adaptação</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/randstad-portugal-liderar-no-futuro-demografia-paridade-e-adaptacao/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/randstad-portugal-liderar-no-futuro-demografia-paridade-e-adaptacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:19:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Randstad]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=753470</guid>

					<description><![CDATA[Atravessamos um momento decisivo para reflectir sobre a profunda transformação que o mundo corporativo enfrenta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Por: Raul Neto, CEO da Randstad Portugal</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atravessamos um momento decisivo para reflectir sobre a profunda transformação que o mundo corporativo enfrenta</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O mercado de trabalho depara-se actualmente com um nível de pressão e mudança sem precedentes, exigindo dos líderes e das organizações uma capacidade de adaptação estrutural contínua.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos um cenário que os nossos estudos designam de “Grande Adaptação” – a incerteza macroeconómica cruza-se com revoluções tecnológicas rápidas e com mudanças comportamentais profundas,</p>
<p style="text-align: justify;">num contexto geopolítico complexo e instável. Curiosamente, a edição deste ano do nosso Workmonitor revela que existe hoje um desfasamento de percepções que os líderes não podem ignorar: enquanto 100% dos empregadores em Portugal se mostram confiantes no crescimento para o próximo ano, apenas 46% do talento partilha desse mesmo optimismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para alinhar estas perspectivas e garantir a sustentabilidade das operações, as empresas enfrentam actualmente o que podemos designar como um duplo desafio estratégico. Em primeiro lugar, lidam com um duplo obstáculo estrutural: o acentuado envelhecimento demográfico do País aliado à persistente dificuldade em adquirir e reter talento em sectores- -chave. Em segundo lugar, deparam-se com a urgência de integrar novos modelos de flexibilidade, autonomia e adopção rápida de Inteligência Artificial.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Talento sem prazo de validade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O factor demográfico já não é uma projecção distante; é a nossa realidade quotidiana. De acordo com o estudo da Randstad focado no talento sénior, Portu gal destaca-se hoje como o segundo país mais envelhecido da União Europeia, com 38,1% da população acima dos 55 anos. As previsões são claras e revelam uma inversão da pirâmide: até 2050, este valor subirá para 45,9%, o que significa que quase metade dos habitantes do País pertencerá a esta faixa etária sénior. Em contrapartida, a juventude passará a ser uma minoria, com a população abaixo dos 30 anos a representar apenas cerca de um quarto do total nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">No nosso mercado de trabalho, o impacto desta realidade e tendência associada faz-se sentir com grande intensidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas na última década, o número de profissionais empregados com idades entre os 55 e os 64 anos quase duplicou, crescendo a um ritmo médio expressivo de 5,8% ao ano. Actualmente, esta faixa etária atingiu o seu máximo histórico, representando 19,6% da população activa e 19,8% da população empregada.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes profissionais não são apenas um número; o seu desempenho demonstra uma força vital. A taxa de emprego deste talento sénior (67,6%) e a sua taxa de actividade (71,4%) são significativamente superiores, em 11 pontos percentuais, à média geral da população portuguesa.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o grande sinal de alerta para a sustentabilidade corporativa surge quando olhamos para a quebra na taxa de renovação geracional. Há 20 anos, em 2004, entravam cerca de 10 jovens no mercado para cada 10 seniores que saíam. Hoje, esse cenário colapsou: por cada 10 profissionais que saem para a reforma, entram apenas sete jovens no mercado de trabalho (uma taxa de 68%), conferindo a Portugal a quarta pior taxa de substituição da União Europeia.</p>
<p style="text-align: justify;">Perante este défice estrutural, é urgente desmistificar de vez os preconceitos em torno da idade. O principal desafio das empresas não reside na activação inicial deste grupo, que já apresenta níveis de emprego altíssimos, mas na capacidade de o reter e prolongar a sua vida activa. Sabemos que, quando perdem o seu posto de trabalho, os profissionais seniores enfrentam as barreiras mais severas à reintegração. Embora tenham uma taxa de desemprego global inferior à média nacional (5,0%), lideram de forma crítica o desemprego de longa duração, representando 28,8% das pessoas que procuram trabalho há mais de um ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Como líderes, não podemos olhar para o envelhecimento populacional apenas como um fardo demográfico ou um dilema de sustentabilidade financeira para os sistemas sociais. Temos de implementar medidas concretas de retenção, requalificação contínua e transferência intergeracional de conhecimento, sob pena de sofrermos o impacto severo da perda de quase 20% da nossa força de trabalho a curto e médio prazo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A “grande adaptação”, a IA e </strong><strong>o novo valor da autonomia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Simultaneamente ao desafio demográfico, o mercado de trabalho atravessa uma mudança comportamental e tecnológica, em que os resultados do nosso Workmonitor 2026 reforçam a necessidade de uma nova abordagem à liderança, focada nas reais prioridades dos colaboradores e na agilidade organizacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A autonomia assumiu-se como a nova definição de sucesso pessoal e profissional. O paradigma da carreira para a vida está a desvanecer-se: apenas 39% do talento pretende hoje seguir uma carreira tradicional e linear, havendo uma apetência crescente (27%) por “carreiras de portefólio”, com mudanças de sector e de funções ao longo da vida. Esta vontade de traçar o próprio percurso é ainda mais evidente nas novas gerações, sendo a preferência de 67% dos profissionais da Geração Z.</p>
<p style="text-align: justify;">Actualmente, para 51% dos profissionais, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é o principal motivo para permanecer na sua função actual, valendo mais do dobro do que a remuneração (23%) ou a segurança no emprego (22%).</p>
<p style="text-align: justify;">A rigidez e a falta de independência têm custos reais na fuga de talento: 50% dos talentos já abandonaram um emprego por não lhes ser concedida autonomia pelas chefias. Na atracção de novos profissionais, a flexibilidade deixou de ser um mero benefício para se tornar um requisito eliminatório, com 42% dos candidatos a rejeitarem ofertas sem flexibilidade de local de trabalho e 41% a recusarem funções sem flexibilidade de horário.</p>
<p style="text-align: justify;">A este novo modelo de trabalho junta- se a revolução tecnológica e a urgência da adopção da Inteligência Artificial (IA). Quase a totalidade das empresas em Portugal (89%) planeia reforçar a utilização da IA nos próximos 12 meses.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, deparamo-nos com um grave “gap” de preparação: apenas 50% dos profissionais acreditam ter as competências necessárias para potenciar esta tecnologia. Embora 60% do talento e 70% dos empregadores reconheçam que a IA ajuda a melhorar a produtividade, 44% dos trabalhadores ainda encaram a IA com desconfiança, acreditando que beneficiará principalmente as empresas e não os próprios colaboradores.</p>
<p style="text-align: justify;">É absolutamente crítico que as organizações invistam na requalificação rápida e contínua das suas equipas, dado que 72% dos profissionais sentem necessidade de adaptar as suas competências actuais para manterem a relevância no mercado. A IA não deve ser encarada como uma ameaça de substituição, mas sim como uma ferramenta de aumento de tarefas, libertando as pessoas para se focarem nas funções onde o toque humano, o sentido crítico e a empatia são insubstituíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, num mercado onde coexistem várias gerações no activo, a capacidade de colaboração emerge como um factor decisivo. É inegável que a partilha de conhecimento é uma riqueza: 100% dos empregadores portugueses destacam a diversidade geracional como uma alavanca fundamental de produtividade, e 84% dos profissionais sentem-se efectivamente mais produtivos ao colaborar com diferentes perspectivas. O grande desafio da liderança actual é conseguir nutrir esta colaboração intergeracional num ambiente de forte exigência por flexibilidade, uma vez que 90% dos empregadores reconhecem que o trabalho remoto ou híbrido tornou a coesão das equipas e a colaboração muito mais desafiantes, com impacto crescente na cultura organizacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O paradoxo da qualificação e</strong><strong> o desafio da paridade real</strong></p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a análise da Randstad Research a propósito do Dia da Mulher, Portugal orgulha-se de ser o terceiro país europeu com maior percentagem de mulheres no emprego qualificado. De facto, as mulheres representam uma esmagadora maioria do capital humano mais bem preparado do País, constituindo 59,1% da população empregada com ensino superior completo.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, quando olhamos para a hierarquia corporativa, deparamo-nos com um grave “funil de talento”. Ao cruzarmos este mérito académico com a liderança nas maiores empresas cotadas em Portugal, assistimos a uma inversão drástica: os homens ocupam 84,3% dos cargos de CEO e direcções executivas, restando apenas uns exíguos 15,7% para as mulheres. O talento provado na base continua a esbarrar num tecto de vidro invisível, mas altamente resistente.</p>
<p style="text-align: justify;">O nosso mercado de trabalho mantém fronteiras de género muito nítidas: o talento feminino concentra-se de forma tradicional nos sectores de “cuidados” e serviços, dominando amplamente a saúde e apoio social (16,5%) e a educação (12,9%). Em contrapartida, as áreas de maior peso tecnológico e produtivo, como a indústria (21,2%) e a construção (12,6%), continuam a ser dominadas por homens. O facto de as mulheres estarem sub-representadas na indústria e no capital evidencia que os estereótipos ainda limitam activamente a verdadeira diversidade.</p>
<p style="text-align: justify;">As consequências desta divisão reflectem- se, inevitavelmente, na remuneração. O diferencial de rendimento médio mensal líquido (o chamado Gender Pay Gap) situa-se nos 17,1%, o que se traduz numa disparidade de 205 euros mensais entre a média masculina (1.388€) e a feminina (1.183€). Surpreendentemente, é em sectores de forte presença feminina que o fosso se agrava: atinge os 29,6% na área da Saúde (o valor mais elevado registado desde 2011) e uns alarmantes 48,5% nas actividades artísticas, de espectáculos e desportivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas qual é a raiz estrutural destas assimetrias? Os dados mostram-nos que a resposta reside, em grande parte, na gestão invisível do tempo e da vida privada. A disparidade na assunção dos cuidados familiares afecta directamente a progressão profissional. Actualmente, as mulheres representam 62,9% de todos os trabalhadores em regime de part- -time em Portugal. Enquanto a principal razão apontada pelos homens para o trabalho a tempo parcial é a “educação ou formação”, para as mulheres o motivo principal prende-se com os “cuidados a adultos com deficiência ou crianças”. A diferença torna-se esmagadora quando analisamos a parentalidade: a proporção de mulheres a tempo parcial com crianças a cargo (8,5%) é mais do dobro da registada entre os homens (3,2%).</p>
<p style="text-align: justify;">Numa era em que o Índice Global de Igualdade de Género de Portugal (63,4 pontos) já se alinha com a média europeia, compreender onde e porquê se perdem as competências femininas ganhou mais relevância, em virtude do potencial existente para o aumento da competitividade e do crescimento económico das nossas empresas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Preparar as empresas para o amanhã</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os dados são inequívocos: o sucesso das organizações nos próximos anos dependerá da sua capacidade de integrar e valorizar o talento em todas as suas fases e formas. Exige-se das lideranças coragem para repensar modelos de atracção e retenção, para promover uma verdadeira autonomia, para capacitar as equipas face à IA, para alargar a vida activa dos profissionais mais seniores e para eliminar os tectos de vidro que limitam as mulheres. Que possamos, juntos, ler os sinais dos tempos e construir o mercado de trabalho ágil, equitativo e sustentável de que Portugal necessita, e que é fundamental para o crescimento do País.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte da edição de Abril  (n.º 241</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/randstad-portugal-liderar-no-futuro-demografia-paridade-e-adaptacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_753470]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Hambúrgueres vegetais, salsichas vegan e bebidas de aveia: estudo deteta toxinas venenosas em centenas de produtos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/hamburgueres-vegetais-salsichas-vegan-e-bebidas-de-aveia-estudo-deteta-toxinas-venenosas-em-centenas-de-produtos/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/hamburgueres-vegetais-salsichas-vegan-e-bebidas-de-aveia-estudo-deteta-toxinas-venenosas-em-centenas-de-produtos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:06:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[micotoxinas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759489</guid>

					<description><![CDATA[Investigadores analisaram 212 produtos e todos continham pelo menos uma de 19 micotoxinas avaliadas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo realizado no Reino Unido detetou a presença de micotoxinas em centenas de alimentos e bebidas de origem vegetal vendidos em supermercados, incluindo substitutos da carne, alternativas aos lacticínios, hambúrgueres vegetais, salsichas vegan e bebidas à base de aveia, amêndoa e soja, noticia o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>Os investigadores analisaram 212 produtos e todos continham pelo menos uma de 19 micotoxinas avaliadas. Estas substâncias são compostos tóxicos produzidos naturalmente por fungos e podem surgir em alimentos de origem vegetal, sobretudo quando matérias-primas como cereais, leguminosas e sementes são expostas a bolores durante o cultivo ou armazenamento.</p>
<p>Apesar da deteção generalizada, os níveis encontrados nos produtos analisados estavam abaixo dos valores de referência recomendados pela União Europeia. Para os autores do estudo, publicado na revista &#8216;Food Control&#8217;, esse resultado reflete os padrões de qualidade da indústria alimentar britânica.</p>
<p><strong>Baixo risco em pequenas quantidades, mas atenção ao consumo acumulado</strong></p>
<p>As micotoxinas podem representar pouco risco quando ingeridas em pequenas quantidades. No entanto, os investigadores alertam que uma dieta muito dependente de substitutos da carne e dos lacticínios poderá levar a uma acumulação gradual destas substâncias no organismo, caso o risco não seja devidamente monitorizado.</p>
<p>Em situações mais graves, a exposição a micotoxinas pode estar associada a problemas de saúde como danos no fígado e nos rins, supressão do sistema imunitário e cancro, referem os autores do estudo.</p>
<p>Ainda assim, a mensagem dos investigadores não é de alarme imediato. Andrea Patriarca, professora de micologia na Universidade de Cranfield, sublinha que as micotoxinas ocorrem naturalmente nos alimentos e não podem ser totalmente evitadas.</p>
<p>“Enquanto consumidores, não devemos ficar assustados nem deixar de apreciar uma variedade de produtos”, afirmou.</p>
<p><strong>Crescimento dos produtos vegetais levanta novas questões de segurança</strong></p>
<p>O estudo surge num momento em que o consumo de alternativas vegetais à carne e ao leite tem aumentado de forma significativa. Os investigadores lembram que o mercado europeu de produtos plant-based cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado por preocupações ambientais, nutricionais e éticas.</p>
<p>O problema, defendem, é que a investigação sobre aquilo que os consumidores estão efetivamente a ingerir — e sobre eventuais impactos na saúde — não tem acompanhado esse crescimento.</p>
<p>A equipa, composta por académicos da Universidade de Parma, em Itália, e da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, considera que ainda existem lacunas na avaliação de segurança destes produtos, sobretudo no que diz respeito a contaminantes potencialmente não regulados.</p>
<p>Segundo os investigadores, há poucos estudos sobre a presença de micotoxinas em alternativas vegetais à carne e em bebidas vegetais, o que dificulta uma visão clara sobre a dimensão do problema.</p>
<p><strong>Novos alimentos, pouca regulação específica</strong></p>
<p>Andrea Patriarca considera que a principal preocupação surge quando novos alimentos entram no mercado sem regras específicas para a monitorização de micotoxinas.</p>
<p>“Uma preocupação significativa surge quando novos alimentos entram no mercado, uma vez que atualmente não existem regulamentos estabelecidos para monitorizar micotoxinas”, explicou.</p>
<p>Para a investigadora, os dados recolhidos podem ajudar as entidades de segurança alimentar a avaliar melhor os riscos, sobretudo em produtos complexos, compostos por vários ingredientes.</p>
<p>A Universidade de Cranfield está agora a colaborar com a Universidade de Parma para avaliar os riscos em função de diferentes hábitos alimentares. O objetivo é aconselhar decisores políticos e alertar consumidores mais vulneráveis.</p>
<p><strong>Variedade continua a ser a palavra-chave</strong></p>
<p>A conclusão prática do estudo não é que os consumidores devam abandonar os produtos vegetais, mas sim que a variedade alimentar continua a ser importante.</p>
<p>Os produtos analisados continham micotoxinas em níveis baixos e abaixo dos valores recomendados. Ainda assim, os investigadores defendem que o crescimento rápido dos alimentos plant-based deve ser acompanhado por mais estudos, melhor monitorização e regras adequadas à realidade destes novos produtos.</p>
<p>Para quem consome alternativas vegetais à carne e ao leite com frequência, a recomendação implícita é simples: diversificar a alimentação e evitar que a dieta dependa quase exclusivamente de produtos processados de origem vegetal.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/hamburgueres-vegetais-salsichas-vegan-e-bebidas-de-aveia-estudo-deteta-toxinas-venenosas-em-centenas-de-produtos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759489]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vai receber IRS? Eis o que os especialistas recomendam fazer com o dinheiro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/vai-receber-irs-eis-o-que-os-especialistas-recomendam-fazer-com-o-dinheiro/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/vai-receber-irs-eis-o-que-os-especialistas-recomendam-fazer-com-o-dinheiro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:04:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[IRS 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[especialistas]]></category>
		<category><![CDATA[irs]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[reembolso]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=759493</guid>

					<description><![CDATA[Com a campanha de IRS a decorrer entre abril e junho e os reembolsos a chegarem às contas bancárias até ao final de agosto, muitos contribuintes portugueses voltam a confrontar-se com a mesma questão: o que fazer com este dinheiro extra?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a campanha de IRS a decorrer entre abril e junho e os reembolsos a chegarem às contas bancárias até ao final de agosto, muitos contribuintes portugueses voltam a confrontar-se com a mesma questão: o que fazer com este dinheiro extra?</p>
<p>Embora seja frequentemente encarado como um “bónus”, o reembolso do IRS corresponde, na realidade, à devolução do imposto pago em excesso ao longo do ano, através da retenção na fonte. Quando o valor retido é superior ao imposto efetivamente devido, a diferença é devolvida pela Autoridade Tributária e Aduaneira.</p>
<p>Segundo dados do sistema fiscal, os reembolsos podem ser processados em cerca de duas a três semanas nas declarações automáticas, embora o prazo legal se estenda até 31 de agosto.</p>
<p>Num contexto em que as retenções na fonte foram reduzidas em 2025 — o que poderá traduzir-se em reembolsos mais baixos em 2026 — a fintech Coverflex defende que cada euro recebido deve ser cuidadosamente aproveitado e sugere cinco formas de o fazer.</p>
<ol>
<li><strong> Investir num PPR e reduzir o IRS do próximo ano</strong></li>
</ol>
<p>Os Planos Poupança Reforma (PPR) continuam a ser uma das soluções mais vantajosas do ponto de vista fiscal. Permitem deduzir 20% do valor investido à coleta de IRS, dentro dos limites legais definidos por idade. Além do benefício imediato, tratam-se de instrumentos pensados para o longo prazo, desde que respeitadas as condições de resgate.</p>
<ol start="2">
<li><strong> Criar ou reforçar o fundo de emergência</strong></li>
</ol>
<p>Especialistas em finanças pessoais recomendam uma reserva equivalente a três a seis meses de despesas. O reembolso do IRS pode ser uma oportunidade para criar ou reforçar esta almofada financeira, essencial para lidar com imprevistos como despesas médicas ou avarias.</p>
<ol start="3">
<li><strong> Amortizar crédito</strong></li>
</ol>
<p>Em contextos de taxas de juro elevadas, a amortização antecipada de crédito habitação ou pessoal pode gerar poupanças significativas em juros. Ainda assim, é importante analisar eventuais comissões associadas e simular o impacto financeiro antes de avançar.</p>
<ol start="4">
<li><strong> Investir em formação</strong></li>
</ol>
<p>Apostar em qualificação profissional continua a ser uma das formas mais eficazes de valorização salarial. Cursos, certificações ou novas competências podem traduzir-se em progressão na carreira e aumento de rendimento futuro.</p>
<ol start="5">
<li><strong> Começar ou reforçar investimentos</strong></li>
</ol>
<p>Para quem já tem um fundo de emergência constituído e o crédito sob controlo, o reembolso pode ser um ponto de partida para investir em produtos diversificados como fundos ou ETFs, beneficiando do efeito dos juros compostos ao longo do tempo.</p>
<p>A empresa sublinha que, em vez de ser visto como um rendimento inesperado, o reembolso pode ser uma oportunidade para reforçar a poupança, reduzir dívida ou iniciar uma estratégia de investimento mais estruturada.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/vai-receber-irs-eis-o-que-os-especialistas-recomendam-fazer-com-o-dinheiro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_759493]]></sapo:autor>
	</item>
	</channel>
</rss>
