O casal de russos envolvido na polémica do acolhimento de refugiados ucranianos na Câmara de Setúbal, tentou concorrer, antes de ocupar este cargo, ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e aos notários, mas chumbou, avança a ‘TSF’.
Segundo a estação, Youlia e Igor Khashin concorreram a um lugar no SEF, mas sem sucesso pois viram a sua candidatura ser chumbada. Agora, por conta da polémica, o organismo cancelou a colaboração com o casal.
Da mesma forma, em 2020 tentaram chegar a colaborador de cartório notarial, mas foram chumbados porque não sabiam a matéria do exame. “A matéria tinha sido sobre o código notarial, registo civil. Não tendo os conhecimentos necessários, foram chumbados como foram outros candidatos”, explicou à ‘TSF’, o bastonário da Ordem dos Advogados, Jorge Silva.
Apesar de não terem entrado naquele ano, o casal ainda pode vir a entrar para um cartório notarial ou qualquer outro serviço com acesso a bases de dados sensíveis, porque, para já, a Ordem não recebeu qualquer informação contrária.
“Naturalmente, cabe ao Governo português depois e, através dos órgãos competentes, alertar as várias instituições para podermos, de alguma maneira, acautelar aquilo que é a proteção e o acesso aos dados pessoais”, referiu à estação.
Recorde que, tal como avançou na semana passada o ‘Expresso’, refugiados ucranianos foran recebidos na Câmara de Setúbal por russos simpatizantes do regime de Vladimir Putin, que fotocopiaram documentos dos refugiados da guerra iniciada em 24 de fevereiro com a invasão militar russa da Ucrânia.
Segundo o jornal, pelo menos 160 refugiados ucranianos já teriam sido recebidos pelo russo Igor Khashin, membro da Associação dos Emigrantes de Leste (Edintsvo) e antigo presidente da Casa da Rússia e do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos, e pela mulher, Yulia Khashin, funcionária do município.
A mesma notícia adiantou ainda que a Edintsvo foi subsidiada desde 2005 até março passado pela Câmara de Setúbal, e Igor Kashin e Yulia Khashin terão também questionado os refugiados sobre os familiares que ficaram na Ucrânia.













