Russos abrangidos pela mobilização parcial de Putin já se despedem das famílias (com vídeo)

Objetivo, de acordo com o ministro da Defesa, Sergey Shoigu, é aumentar o exército russo da sua atual força autorizada de 900 mil soldados para 1,4 milhões em 2023

Francisco Laranjeira

A Rússia vai mobilizar 300 mil homens num esforço para compensar as perdas na Ucrânia e expandir o exército – o reforço militar, anunciado esta quarta-feira por Vladimir Putin, teve efeito imediato e os primeiros russos abrangidos pela mobilização já começaram a abandonar as suas famílias e cidades para ir para a Ucrânia. Como é o caso da cidade de Yakutsk, na Sibéria, palco de um vídeo publicado pelo jornalista do diário britânico ‘The Guardian’.

O objetivo, de acordo com o ministro da Defesa, Sergey Shoigu, é aumentar o exército russo da sua atual força autorizada de 900 mil soldados para 1,4 milhões em 2023.

No entanto, a maioria dos “reservistas” russos com experiência militar anterior, que estão abrangidos pela decisão do presidente russo, não recebeu treino periódico de atualização após deixar o serviço ativo. Assim como os novos recrutas, vão precisar de treino significativo antes de serem enviados para a zona de guerra, algo que os especialistas colocam muitas reservas. Não ajuda também que o Kremlin, este verão, tenha ‘invadido’ os estabelecimentos de treino para colocar os instrutores nos novos batalhões para a linha da frente, tentando compensar dessa forma as perdas sofridas pelo exército na Ucrânia.

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