Rússia ultrapassa Arábia Saudita e já é a principal fornecedora de petróleo da China

Importações chinesas totalizaram 15,68 milhões de toneladas, ou 1,94 milhões de barris por dia, um aumento de 23,8% quando comparado com o mesmo período de 2022, segundo os dados da Administração Geral das Alfândegas

Francisco Laranjeira

A Rússia ultrapassou a Arábia Saudita como o principal fornecedor de petróleo da China nos primeiros dois meses de 2023, revelou esta segunda-feira o Governo chinês.

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As importações chinesas totalizaram 15,68 milhões de toneladas, ou 1,94 milhões de barris por dia, um aumento de 23,8% quando comparado com o mesmo período de 2022, segundo os dados da Administração Geral das Alfândegas. Já as importações de petróleo saudita totalizaram 13,92 milhões de toneladas nos primeiros dois meses de 2023, o equivalente a 1,72 milhões de bdp.

A Rússia foi o segundo maior fornecedor de petróleo da China em 2022, com 86,2 milhões de toneladas. Já a Arábia Saudita vendeu 87,49 milhões de tonelada no ano transato, o equivalente a 1,75 milhões de bdp.

As sanções ocidentais e um limite de preço para o petróleo bruto russo transoceânico, após a invasão da Ucrânia, limitaram o grupo de compradores do petróleo russo, o que levou a negociar com grandes descontos em relação aos benchmarks internacionais.

Os dados alfandegários também mostraram que as importações da Malásia subiram 144,2% em relação ao mesmo período de 2022, para 0,65 milhões de bdp – a Malásia é frequentemente utilizada como ponto intermediário para as cargas sancionadas do Irão e da Venezuela.

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