As forças ucranianas superaram as tropas russas numa proporção de oito para um durante a contra-ofensiva relâmpago no passado fim de semana, denunciou esta segunda-feira o chefe do Governo apoiado pela Rússia na região de Kharkiv, na Ucrânia. As forças ucranianas invadiram os centros de abastecimento russos de Izium e Kupiansk, naquela que foi a pior derrota militar da Rússia desde que as suas forças foram forçadas a abandonar Kiev logo após o início da invasão ordenada por Vladimir Putin.
Vitaly Ganchev, em entrevista ao canal de televisão estatal ‘Rossiya-24’, garantiu que as forças ucranianas capturaram assentamentos anteriormente controlados pela Rússia no norte da região, rompendo a fronteira com a Rússia, e que “cerca de 5.000” civis foram evacuados para a Rússia. Ganchev sustentou ainda que “a situação está a tornar-se mais difícil a cada hora”, acrescentando que a fronteira com a região russa de Belgorod está agora fechada.
O Ministério da Defesa da Rússia publicou, este domingo, um mapa no qual foi possível ver-se que as forças russas abandonaram quase inteiramente a região de Kharkiv.
Na região de Kherson, no sul da Ucrânia, controlada pela Rússia, onde uma ofensiva mais lenta fez com que as forças de Kiev obtivessem ganhos modestos nas últimas semanas, uma autoridade instalada pela Rússia disse que não há motivo para preocupação. “Em Kherson não há pânico”, apontou Kirill Stremousov, na rede social ‘Telegram’.
Já o Instituto para o Estudo da Guerra, com sede nos EUA, informou esta segunda-feira um aumento do progresso ucraniano na região de Kherson, com as forças de Kiev a aproximar-se da cidade de Kherson, depois de semanas de bombardeamentos de artilharia. “Está calmo. Possivelmente é a calmaria antes da tempestade mas estamos prontos para ficar até ao fim e não entregaremos a nossa cidade russa de Kherson a ninguém”, prometeu Stremousov.





